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    O ensino e a investigação nas ciências económicas e sociais agrárias em Portugal: notas sobre uma evolução

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    Para analisar a evolução da empresa agrícola no quadro do ensino e da investigação ao longo do século XX em Portugal, começamos por apreciar, brevemente, a evolução mais geral do ensino agrícola com destaque para o que se ocupa das questões económicas e sociais agrárias. Concentramo- nos no ensino superior com algumas incursões alusivas a outros graus de ensino. Ocupamo-nos também da evolução da investigação económica e social agrária, a qual decorre, em larga medida, do ensino, dele se autonomizando progressivamente. Não temos a preocupação de ser exaustivos, mas de dar através destas notas uma ideia impressiva do caminho percorrido.1 Presente está o desenvolvimento da agricultura portuguesa que acabámos de evocar em torno de períodos com alguma homogeneidade (ver o capítulo 1). Deste modo, este capítulo está também, no essencial, cronologicamente organizado. Consideramos dois períodos: o anterior e o posterior a 1950. No primeiro (secção 2.1) começamos pela Monarquia, desde logo por meados do século XVIII em plena reforma pombalina (2.1.1), até ao fim da Monarquia Constitucional; seguese- lhe o período da I República e a implantação e consolidação do Regime Corporativo (2.1.2 e 2.1.3, respectivamente). No segundo período, a partir de 1950 (secção 2.2), consideramos as fases da transformação do regime corporativo, o seu declínio, a instauração da democracia e a integração europeia. Nesta segunda parte o registo cronológico é mesclado por uma inventariação temática, em que se começa por tratar, em primeiro lugar, do ensino e, depois, da investigação. No caso do ensino este é analisado, tendo em conta uma realidade institucional que, partindo do Instituto Superior de Agronomia (2.2.1), muda bastante com a regionalização universitária (2.2.2). No caso da investigação económica e social agrária (2.2.3), esta é analisada sucessivamente no âmbito do Centro da Estudos de Economia Agrária da Fundação Calouste Gulbenkian, dos serviços oficiais de agricultura e de outras entidades.Fundação Calouste Gulbenkian Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior de Agronomia e de: Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda. Agromais Plus, Comércio e Serviços Agrícolas, S. A. Agrocontrol- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. Herdade da Machoqueira do Grou, CRL Herdade de Gâmbia Sociedade Agro-Pecuária da Ameixeira, Lda. Sociedade Agro-Pecuária de Monte Ruivo, Lda. Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega, S.A

    Capítulo 10 Agricultura e ambiente

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    O agricultor é obrigado e incentivado a ser mais sustentável, até pelo trade-off entre custos de curto prazo e benefícios de longo prazo. As medidas de política e as soluções técnico-económicas que comportam alguns vectores de mudança no sentido de reequilibrar a agricultura com a natureza definem as normas de uma nova gestão ambiental. Em particular, a Política Agrícola Comum tem vindo a incorporar progressivamente soluções minimizadoras dos efeitos negativos da agricultura sobre o ambiente ou potenciadoras dos seus aspectos positivos. A evolução desta política não se faz, porém, sem contradições que vale a pena sublinhar. De acordo com o que acabamos de dizer, procuramos neste texto – nas suas quatro secções – dar respostas actualizadas às questões levantadas pela utilização agrícola dos ecossistemas e dos recursos naturais. A primeira (secção 10.1) reflecte a forma como a consciência ambiental se vai introduzindo nas áreas científicas e na actuação dos agentes económicos. A segunda (secção 10.2) trata da valoração ambiental: avaliação económica de externalidades e bens públicos, nomeadamente no âmbito da utilização de recursos naturais com fins agrícolas. De seguida (secção 10.3) analisa-se a emergência e evolução da política agroambiental na União Europeia. A última secção (10.4) inclui uma breve reflexão sobre o «reencontro da agricultura com a natureza», quer pela via da manutenção de sistemas agrícolas de baixa intensidade, quer pela utilização de tecnologias que respeitem as funções dos ecossistemas, através de práticas conducentes a uma agricultura sustentável.Fundação Calouste Gulbenkian Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior de Agronomia e de: Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda. Agromais Plus, Comércio e Serviços Agrícolas, S. A. Agrocontrol- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. Herdade da Machoqueira do Grou, CRL Herdade de Gâmbia Sociedade Agro-Pecuária da Ameixeira, Lda. Sociedade Agro-Pecuária de Monte Ruivo, Lda. Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega, S.

    Capítulo 4 À procura de conceitos

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    Num primeiro momento identifica-se o percurso que conduz às categorias mais utilizadas na gestão técnico-económica da empresa agrícola, o qual vai basicamente de meados do século XIX até aos nossos dias (secção 4.1). A seguir, na perspectiva, que é a nossa, de elaborar um «manual de manuais», fala-se da forma como os conceitos estabilizam, dando origem a uma «nomenclatura»1 de generalizada aceitação (secção 4.2).Fundação Calouste Gulbenkian Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior de Agronomia e de: Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda. Agromais Plus, Comércio e Serviços Agrícolas, S. A. Agrocontrol- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. Herdade da Machoqueira do Grou, CRL Herdade de Gâmbia Sociedade Agro-Pecuária da Ameixeira, Lda. Sociedade Agro-Pecuária de Monte Ruivo, Lda. Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega, S.A

    Capítulo 9 Informação e automação na empresa agrícola

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    Este capítulo aborda estes aspectos em três secções: a moldura inicial (secção 9.1) recobrindo os primeiros tempos da informatização dos dados; a gestão informatizada da empresa agrícola (secção 9.2), e a geo- -referenciação e automação (secção 9.3), terminando esta com uma apresentação resumida da agricultura de precisão.Fundação Calouste Gulbenkian Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior de Agronomia e de: Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda. Agromais Plus, Comércio e Serviços Agrícolas, S. A. Agrocontrol- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. Herdade da Machoqueira do Grou, CRL Herdade de Gâmbia Sociedade Agro-Pecuária da Ameixeira, Lda. Sociedade Agro-Pecuária de Monte Ruivo, Lda. Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega, S.A

    Capítulo 6.2 A análise da empresa

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    Abordamos aqui a forma como se estruturam os métodos de apoio à tomada de decisão dos agricultores. Num primeiro momento a análise concentra-se na utilização de indicadores que valem por si só como instrumentos de diagnóstico quando estabelecidos adequados termos de comparação. A sua existência é transversal a todos os métodos de diagnóstico chegando até aos dias de hoje (6.2.1). Num segundo momento, passamos em revista o método de comparação de grupo, e uma das suas variantes mais promissoras – o método das margens brutas (respectivamente, 6.2.2 e 6.2.3).14Mas falta ainda referir a análise isolada de factores que permite sobretudo controlar custos (6.2.4).15Fundação Calouste Gulbenkian Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior de Agronomia e de: Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda. Agromais Plus, Comércio e Serviços Agrícolas, S. A. Agrocontrol- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. Herdade da Machoqueira do Grou, CRL Herdade de Gâmbia Sociedade Agro-Pecuária da Ameixeira, Lda. Sociedade Agro-Pecuária de Monte Ruivo, Lda. Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega, S.A

    Capítulo 8 Mercados e agricultura

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    Este capítulo trata essencialmente da inserção da agricultura nos mercados de produtos agrícolas, com uma breve referência ao mercado de factores. O financiamento da agricultura no quadro dos mercados financeiros rurais é também rapidamente abordado. O capítulo desenvolve-se ao longo de três secções. Na primeira (secção 8.1), analisa-se a evolução dos mercados de produtos agro-alimentares ao longo do tempo, antes e depois de 1986. As questões levantadas nestes mercados quanto à qualidade e à segurança dos alimentos têm reflexos indiscutíveis nas decisões dos agricultores, pelo que são discutidas também aqui (secção 8.2). Por último, é apresentada uma referência ao financiamento das empresas agrícolas no quadro da evolução dos mercados financeiros rurais (secção 8.3).Fundação Calouste Gulbenkian Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior de Agronomia e de: Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda. Agromais Plus, Comércio e Serviços Agrícolas, S. A. Agrocontrol- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. Herdade da Machoqueira do Grou, CRL Herdade de Gâmbia Sociedade Agro-Pecuária da Ameixeira, Lda. Sociedade Agro-Pecuária de Monte Ruivo, Lda. Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega, S.A

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis

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    We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
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