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Avaliação dos níveis de formas solúveis do receptor de produtos finais de glicação avançada em pacientes com diabetes mellitus tipo 2
Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) representa um importante problema de saúde pública, considerando sua grande morbi/mortalidade, decorrente das complicações crônicas da doença. A formação de produtos finais de glicação avançada (AGE) representa um dos diversos mecanismos fisiopatológicos implicados na gênese das complicações do DM2. Através da ligação dos AGE com os seus receptores teciduais (RAGE) vias intracelulares são ativadas, levando ao aumento da resposta inflamatória e à indução de estresse oxidativo, que culminam com as complicações micro e macrovasculares do DM2. Por outro lado, há um pool de RAGE solúveis (sRAGE), constituído por variantes do RAGE (esRAGE e cRAGE), com capacidade de interagir com os mesmos ligantes do RAGE tecidual, sem, entretanto, desencadear a transdução do sinal intracelular após a sua ligação. Dessa forma, o sRAGE funcionaria como um fator protetor para o desenvolvimento das complicações crônicas do DM2. No entanto, a associação entre os níveis de sRAGE com a presença de complicações micro e acrovasculares do DM2, assim como a associação entre os níveis de sRAGE com o grau de controle glicêmico, não está bem estabelecida, já que os trabalhos existentes na literatura mostram resultados divergentes. Objetivos: O presente estudo visou compreender melhor as correlações entre os níveis de sRAGE, as complicações crônicas do DM2 e o controle glicêmico, através da avaliação de pacientes DM2 acompanhados no Hospital Universitário Antônio Pedro. Métodos: Foram incluídos 89 pacientes DM2, 43 com complicações e 46 sem complicações. Cada um desses dois grupos pacientes foi subdividido, de acordo com o controle glicêmico, em outros 3 subgrupos. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação clínica e laboratorial, com dosagem de sRAGE e hemoglobina glicada. O sRAGE foi mensurado no soro dos pacientes utilizando-se o teste imunoenzimático ELISA. Resultados: Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa nos níveis de sRAGE plasmático entre os pacientes DM2 com e sem complicações microvasculares do DM2, bem como não foi constatada correlação do sRAGE com o controle glicêmico. Conclusão: Novos estudos são necessários para melhor elucidar os mecanismos envolvidos na produção e regulação da concentração das formas solúveis do RAGE e esclarecer a relação de causa-efeito entre os níveis séricos do sRAGE e as complicações crônicas do DM2Background: Type 2 diabetes mellitus (T2DM) is a major public health problem, considering its high morbidity and mortality due to chronic complications. The formation of advanced glycation end products (AGE) is one of several pathophysiological mechanisms involved in the development of complications of T2DM. By binding of AGE with its tissue receptors (RAGE), intracellular pathways are activated, leading to increased inflammatory response and the induction of oxidative stress, which culminate in the micro and macrovascular complications of T2DM. Moreover, there is a pool of soluble RAGE (sRAGE) consisting of variants of RAGE (esRAGE and cRAGE), with ability to interact with the same tissue RAGE ligands, without, however, trigger the intracellular signal transduction after binding. Thus, sRAGE would behave as a protective factor for the development of chronic complications of T2DM. Nevertheless, the association between sRAGE levels with the presence of micro and macrovascular complications of T2DM, as well as the association between sRAGE levels with the degree of glycemic control, is not well established, since the studies in the literature show divergent results. Objectives: This study aimed to better understand the correlations between the levels of sRAGE, the chronic complications of T2DM and glycemic control, through the evaluation of T2DM patients treated at University Hospital Antônio Pedro. Methods: A total of 89 T2DM patients were included, 43 with complications and 46 without complications. Each of these two groups was divided according to glycemic control, in other 3 groups. The patients underwent a clinical evaluation and laboratory, dosing sRAGE and glycated hemoglobin. sRAGE was measured in serum of patients by ELISA. Results: No statistically significant difference was found in plasma sRAGE levels between T2DM patients with and without microvascular complications, as well as no correlation between sRAGE and glycemic control. Conclusion: Further studies are needed to better elucidate the mechanisms involved in producing and regulating the concentration of soluble forms of RAGE and to clarify the cause-effect relationship between serum levels of sRAGE and the chronic complications of T2D
Avaliação do conhecimento e atitudes de pacientes com diabetes mellitus no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), sua relação com o controle glicêmico e os benefícios de uma intervenção educacional
O diabetes Mellitus (DM) tem diversas classificações, mas a grande maioria dos casos é do Tipo 1 ou 2. O alvo do tratamento principal é controle adequado da glicemia, evitando, assim, o aparecimento complicações. Isto exige a modificação do estilo de vida, que não se instala muito facilmente, pois é necessário decorrer de um percurso que envolve a reflexão de um todo o projeto de vida do paciente, bem como de uma reavaliação de suas expectativas a respeito do próprio futuro. Além disso, as propostas atuais de educação podem ser difíceis de reproduzir na prática clinica. Por isso, este acaba sendo um processo lento e difícil, principalmente no que se refere à alimentação. Diante disso, este trabalho objetivou avaliar o conhecimento e atitudes de pacientes com DM acompanhados em um ambulatório de endocrinologia da atenção terciária, a sua correlação com os parâmetros de controle da doença e o impacto da educação em diabetes sobre tais características. Este consistiu em um estudo clínico prospectivo randomizado controlado, onde dois grupos não pareados foram divididos de forma randomizada. No total, foram incluídos 106 pacientes no grupo intervenção (GI) e 94 no grupo controle (GC). Um grupo recebeu uma intervenção educacional simples, através do contato face a face, onde um folheto era entregue e as duvidas recorrentes eram elucidadas. Identificou-se uma população predominantemente feminina, com longo tempo de doença, com elevado nível de hemoglobina glicada (HbA1c) e perfil satisfatório de conhecimentos e atitudes. Observou-se que o GC apresentou aumento na HbA1c enquanto o GI teve redução da mesma. Não foram identificadas alterações estatisticamente significativas no perfil de conhecimentos no GI, mas sim no GC. Observou-se melhora de atitudes em ambos os grupos. Constatou que a diferença existente no grau de conhecimento por escolaridade deixou de existir, sugerindo que principalmente os indivíduos com menos estudo podem ser grandemente beneficiados por este tipo de intervenção de baixa complexidade. Assim, vê-se que estratégias novas devem ser pensadas, uma vez que não somente fatores como conhecimentos e atitudes estão envolvidos na adesão ao tratamentoO presente estudo foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001Diabetes Mellitus (DM) has different types, but the more common are type 1 and 2. The main objective of treatment is the control of blood glucose, thus preventing the onset complications. This requires changes in lifestyle, which does not settle easily, since it’s necessary to follow a path that involves the reflection of a whole project of the patient's life, as well as a reassessment of their expectations about their own future. In addition, current educational proposals may be difficult to perform in clinical practice. Therefore, this ends up being a slow and difficult process, especially when it comes to eating habits. The objective of this study was to evaluate the knowledge and attitudes of patients with DM who are treated at a tertiary care endocrinology outpatient clinic, also its relationship with the parameters of disease control and the impact of diabetes education on these points. This consisted of a prospective randomized controlled clinical trial, where two unpaired groups were randomized. In total, 106 interventional group (GI) and 94 control group (GI) were included. One group received a simple educational intervention, through face-to-face contact, where a leaflet was given and the recurring doubts were elucidated. It was identified a predominantly female population with a long disease period, with a high level of glycated hemoglobin (HbA1c) and a satisfactory profile of knowledge and attitudes. Also, this could observed that the GC presented increase in HbA1c while the GI had a reduction of the same. No statistically significant changes were identified in the profile of knowledge in GI, but were found in GC. About attitudes, both groups increased positive results. It also was verified that the difference in f knowledge by educational level no longer exists, suggesting that people with low Schooling can be greatly benefited by this type of low complexity intervention. Thus, it is seen that new strategies should be considered, since not only factors such as knowledge and attitudes are involved in adherence to treatmen
Efeitos da farinha de linhaça (Linum usitatissinum) sobre a composição corporal e óssea de ratos Wistar na vida adulta
A linhaça por suas propriedades benéficas determina efeitos metabólicos e fisiológicos que auxiliam positivamente na saúde. Em relação aos ácidos graxos poli-insaturados, a semente é rica em ácido α-linolênico (ômega-3, 18:3n-3) e possui baixa concentração de ácido linoléico (ômega-6, 18:2n-6). O consumo de alimentos com alta concentração de ômega-3 contribui para a prevenção de doenças inflamatórias e perda óssea, visto que a menor proporção ômega-6/ômega-3 está associada com melhora da formação óssea. O presente estudo avaliou a influência da ingestão de linhaça sobre a composição corporal e óssea de ratos machos aos 180 dias de idade. Para isso foram utilizados Ratos Wistar (Rattusnovergicus), machos, variedade Albinus, provenientes do Laboratório de Nutrição Experimental da Universidade Federal Fluminense (LabNE/ UFF), mantidos em Biotério com temperatura (21 ± 23°C), ciclo claro/escuro (12-12h), recebendo água e ração ad libitum. Ao nascimento, cada mãe amamentou 6 filhotes machos. Os grupos foram divididos da seguinte maneira: Controle, que recebeu ração a base de caseína (GC, n = 12) e experimental, que recebeu ração com acréscimo de linhaça (GL, n = 12), esses grupos foram acompanhados até completarem 180 dias. Semanalmentefoi avaliada a ingestão dos animais e aferido o comprimento. Ao final do experimento, foi realizado o teste oral de tolerância à glicose e posteriormente os animais foram anestesiados para a realização da composição corporal através da absorciomentria com dupla emissão de raios-X (DXA). Após isso, realizou-se a punção cardíaca e a consequente eutanásia do animal. No sangue coletado, avaliamos as análises bioquímicas. Foi coletado o tecido adiposo para avaliação da área dos adipócitos, fêmur e coluna lombar para análises da composição e parâmetros ósseos. A análise estatística foi realizada através do programa Graph Pad Prism(versão 5.00, 2007, San Diego, USA). Os métodos utilizados para análise serão Anova bivariada seguida de pós-teste de comparação múltipla Bonferroni e Teste T Student. Os resultados foram expressos como média ± erro-padrão da média (EPM), considerando o nível de significância de p<0,05. O GL apresentou maior massa gorda, massa de gordura do tronco, densidade mineral óssea (DMO) total, conteúdo mineral ósseo (CMO) total, área óssea total e DMO da coluna vertebral, quando avaliado através do DXA. As análises sorológicas apresentaram menores resultados para glicose e colesterol no GL. Nos parâmetros ósseos, observamos aumento significativo da largura da diáfise, DMO óssea, força máxima, força de ruptura e rigidez, no GL quando comparada ao GC. O estudo então demonstra que a dieta contendo farinha de linhaça contribuiu para a qualidade óssea, no entanto, não contribuiu para a obesidade, visto que promoveu aumento da adiposidade na vida adultaBesides its beneficial properties, flaxseed also determines metabolic and physiological effects that positively aid in health. As regards polyunsaturated fatty acids, the seed is rich in α-linolenic acid (omega-3, 18: 3n-3) and it has a low concentration of linoleic acid (omega-6, 18: 2n-6). The intake of foods with a high omega-3 concentration contributes to prevent inflammatory diseases and bone losses, since the lower omega-6 and higher omega-3 ratio is associated with improved bone formation. The present study evaluated the flaxseed intake influence on body and bone composition of male mice with 180 days of age. From the Experimental Nutrition Laboratory of Fluminense Federal University (LabNE / UFF), were used male, Albinus variety, Wistar (Rattus novergicus) mice. Maintained in a vivarium, with temperature (21 ± 23 ° C), light / dark cycle (12-12h), receiving water and ad libitum feed. At birth, each mother breastfed 6 male cubs. The groups were divided as follows: Control group, which received casein based ration (GC, n = 12) and the experimental group, fed with flaxseed based ration (GL, n = 12), these groups were followed up to 180 days. Animal intake and length were measured weekly. By the end of the experiment, was performed the oral glucose tolerance test and the animals were anesthetized to the body composition test through DXA method. Followed by cardiac puncture test and the consequent animal euthanasia. In the collected blood, was evaluated biochemical analyzes. Adipose tissue was collected to assess the adipocyte area, besides femur and lumbar spine for bone parameters and composition analysis. Statistical analysis was performed using the GraphPadPrism program (version 5.00, 2007, San Diego, USA). The methods used for analysis were Anova bivariate followed by post-test Bonferroni multiple comparison and T-Student's test. The results were expressed as mean ± standard error of the mean (EPM), considering the level of significance of p <0.05. The GL presented bigger fatty mass, trunk fatty mass, total BMD, total BMC, total bone area and BMD of the spine, when evaluated through dual-energy X-ray absorptiometry (DXA). Serological tests showed lower values for glucose and cholesterol in GL. In bone parameters, we observed a significant increase in the diaphysis width, bone BMD, maximal strength, rupture force and stiffness, in GL when compared to GC. The study then demonstrates that the flaxseed diet contributed to bone quality, however, contribute to obesity, since it promoted increased adiposity in adult lif
Deficiência de vitamina D e alterações na massa óssea em pacientes infectados pelo HIV em terapia antirretroviral
A Terapia Antirretroviral (TARV) modificou de forma dramática a evolução da epidemia do vírus HIV alterando o perfil de morbimortalidade dos pacientes ao longo das décadas. Com o envelhecimento da população HIV+, maior destaque vem sendo dado as alterações do metabolismo ósseo. O vírus tem influência direta estimulando o remodelamento ósseo; já a TARV pode contribuir para perda de massa óssea através da redução da ativação da vitD. Diversos estudos internacionais descrevem aumento na incidência de hipovitaminose D, baixa massa óssea, osteoporose e fraturas em paciente HIV+. No Brasil existem poucos estudos sobre hipovitaminose D ou baixa massa óssea nesta população e nenhum deles correlacionou estas variáveis entre si. Objetivos: O presente estudo visou avaliar a frequência de deficiência de vitamina D e de alterações na massa óssea em pacientes HIV+ em uso de TARV no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), além de analisar a associação entre estes dados e potenciais fatores relacionados. Métodos: Foram incluídos 187 pacientes que responderam um questionário direcionado e tiveram seus prontuários revisados, além de serem submetidos a exame físico com medidas antropométricas, análise laboratorial e densitométrica. O cálculo do Frax para risco de fratura maior e de quadril em 10 anos foi realizado através da fórmula disponível para a população brasileira no website. Para análise das associações dividimos em 2 grupos: com e sem hipovitaminose D (<30 e ≥ 30 ng/dL respectivamente) e com e sem alteração de massa óssea. Resultados: A mediana de idade foi de 46 (38-51) anos, com níves de 25(OH)D3 de 22 (16,6-26,6) ng/dL. Hipovitaminose D esteve presente em 159 (85%) pacientes, sendo 85 (54%) do sexo masculino. Não houve associação significativa entre hipovitaminose D e alteração de massa óssea. Índice de massa corpórea (IMC) e circunferência abdominal (CA) mais altos foram associados a hipovitaminose D. Os Inibidores de Protease (IP) parecem estar associados a maiores níveis de vitD (p=0,005; OR=0,24), enquanto os Inibidores da Transcriptase Reversa não-Nucleosídeos foram fortemente associados a níveis menores de vitamina D (p=0,005;OR 3,6). Encontramos massa óssea alterada (MOA) em 40 pacientes (24,7%): 8 com osteoporose, 27 com osteopenia e 5 com baixa massa óssea para a idade (BMOI). Hipogonadismo e idade mais elevada foram associados a baixa massa óssea em ambos os sexos. Pacientes com MOA tiveram mais fraturas (p<0,01). As mulheres com síndrome metabólica tiveram maior chance de MOA (p=0,01). Os valores obtidos no FRAX Brasil foram significativamente mais elevados no grupo com MOA (p<0,001). Conclusão: A frequência de hipovitaminose D foi elevada, porém semelhante a população geral brasileira. Já a frequência de MOA foi elevada para uma amostra relativamente jovem. Não houve associação entre níveis de vitD e MOA no nosso estudo, provavelmente pela frequência elevada de hipovitaminose D na amostra. Os fatores de risco com associação significativa são semelhantes ao da população geral. Mais estudos são necessários para avaliar a real influência do tipo de TARV utilizado sobre o metabolismo da vitD e massa ósseaAntiretroviral Therapy (ART) has dramatically changed the evolution of the HIV virus epidemic by changing the morbimortality profile of patients over the decades. With the aging of the HIV + population, greater emphasis has been given to changes in bone metabolism. The virus acts directly stimulating bone remodeling, whereas ART can contribute to bone loss through impairing vitD activation. Several international studies have reported an increase in the incidence of hypovitaminosis D, low bone mass, osteoporosis and fractures in HIV + patients. In Brazil, there are only a few studies on hypovitaminosis D or low bone mass in this population and none of them correlated these variables with each other. Objectives: The present study aimed to evaluate the frequency of vitamin D deficiency and changes in bone mass in HIV + patients using HAART at Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), and also to associate these data with potentially related factors. Methods: We included 187 patients who answered a directed questionnaire, had their medical records checked, were submitted to anthropometric measurements, laboratory and densitometric analysis. FRAX® scores were computed for 10-year risk of major osteoporotic and hip fracture through the website calculator for Brazilian patients. For statistical analysis, we divided them into 2 groups: with/without hypovitaminosis D (<30 ng/dL) and with/without low bone mass (LBM). Results: The median age was 46 (38-51) years, with levels of 25(OH)D3 of 22 (16.6-26.6) ng/dL. Hypovitaminosis D was present in 159 (85%) patients, of which 85 (54%) were male. There was no significant association between hypovitaminosis D and LBM. Higher body mass index (BMI) and waist circumference (WC) were associated with hypovitaminosis D. Protease inhibitors (PIs) appear to be associated with higher vitD levels (p = 0.005; OR = 0.24), while Non-Nucleoside Reverse Transcriptase inhibitors (NNRTI) were strongly associated with lower levels of vitamin D (p = 0.005; OR 3.6). We found LBM in 40 patients (24.7%): 8 with osteoporosis, 27 with osteopenia and 5 had BMD below the expected range for age (BeRA). Hypogonadism and higher age were associated with low bone mass in both sexes. Patients with LBM had more fractures (p <0.01). Women with metabolic syndrome had a greater chance of LBM (p = 0.01). The values obtained in FRAX Brazil were significantly higher in the group with LBM (p <0.001). Conclusion: The frequency of hypovitaminosis D was high, but similar to the Brazilian general population. As for, the frequency of LBM was high considering a relatively young sample. There was no association between vitamin D levels and LBM in our study, probably because of the high frequency of hypovitaminosis D in the sample. Risk factors with a significant association are similar to general population ones. More studies are needed to evaluate the real influence of the type of ART used on vitD metabolism and bone mas
Estudo das características clínicas, laboratoriais, de imagem e de resposta ao tratamento com agonistas dopaminérgicos dos prolactinomas gigantes acompanhados no Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Antônio Pedro
Prolactinomas são os tumores hipofisários mais frequentes com prevalência estimada na população adulta de 100 casos por milhão. Um subtipo raro desses tumores, os prolactinomas gigantes, correspondem a 0,5 a 4,4% de todos os tumores hipofisários. Poucas séries estão disponíveis na literatura para esclarecer sobre o comportamento dessa condição. O presente trabalho trata-se de um estudo de casos, observacional, unicêntrico, feito a partir da análise de prontuários dos pacientes com diagnóstico de prolactinoma, acompanhados no ambulatório de endocrinologia do Hospital Universitário Antônio Pedro. O objetivo deste estudo foi comparar as características clínicas, laboratoriais, de imagem e de resposta ao tratamento com agonistas dopaminérgicos entre os prolactinomas gigantes e os micro e macroprolactinomas. Os seguintes dados foram analisados: ao diagnóstico – sexo, idade, valor da PRL, acometimento da função hipofisária, dimensões tumorais, acometimento neuroftalmológico, tratamento inicial; no seguimento: normalização da prolactina, dose do agonista dopaminérgico, tempo para normalização da PRL, dimensões tumorais e porcentagem de redução, recuperação da função gonadal e do acometimento neuroftalmológico. Testes não paramétricos foram utilizados na análise estatística, sendo considerado estatisticamente significativo um p valor <0,05. Foram incluídos no estudo 27 pacientes, sendo sete microprolactinomas, 12 macroprolactinomas e oito prolactinomas gigantes. Em relação às características clínicas, houve predomínio do sexo masculino nos tumores gigantes quando comparado com os macroprolactinomas. Em relação à idade, não houve diferença entre os três grupos. Quanto ao acometimento neuroftalmológico, os tumores gigantes comportaram-se de forma semelhante aos macroprolactinomas. Do ponto de vista laboratorial, os tumores gigantes apresentaram níveis significativamente maiores de prolactina que os macro e microprolactinomas. Quanto ao acometimento da função hipofisária, os grupos comportaram-se de forma semelhante. Os prolactinomas gigantes necessitaram de dose maior do agonista dopaminérgico para normalização dos níveis séricos de PRL, assim como maior tempo para normalização hormonal quando comparado aos macroprolactinomas. Foi observado comportamento semelhante entre os tumores gigantes e os macroprolactinomas quanto à normalização dos níveis séricos de PRL, redução tumoral, tempo para redução tumoral, recuperação da função gonadal e o tempo necessário para obter o eugonadismo.O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001Prolactinomas are the most frequent pituitary tumors, with an estimated prevalence in the adult population of 100 per million population. Giant prolactinomas, a rare subtype of these tumors, correspond to 0.5 to 4.4% of all pituitary tumors. Few series are available in the literature to clarify the behavior of this condition. This work it is a case study, observational, single-center, made from the analysis of medical records of patients with prolactinoma, followed at the Endocrinology Clinics of the Hospital Universitário Antônio Pedro. The purpose of this study was to compare clinical, laboratory and imaging characteristics and response to treatment with dopamine agonists among giant prolactinomas and micro and macroprolactinomas. The following data were analyzed: at diagnosis - gender, age, prolactin levels, pituitary function, tumor size, neurological involvement, initial treatment and follow up: prolactin levels, dose of dopamine agonist, time to normalization of prolactin, tumor size and percentage reduction, recovery of gonadal function and neurological involvement. Non-parametric tests were used for statistical analysis and was considered statistically significant p value <0.05. The study included 27 patients, seven microprolactinomas, 12 macroprolactinomas and eight giant prolactinomas. Regarding clinical characteristics, there was a male predominance in giant tumors when compared to macroprolactinomas. Regarding age, there was no difference among the three groups. Giant tumors showed similarly to macroprolactinomas about the neurological involvement. About laboratory characteristics, the giant tumors showed significantly higher prolactin levels than macro and microprolactinomas. Regarding pituitary function, the groups behaved similarly. Giant prolactinomas required higher dose of dopamine agonist for normalization of serum prolactin levels and more time for hormonal standardization when compared with macroprolactinomas. Similar behavior was observed between giant prolactinomas and macroprolactinomas about normalization of serum prolactin levels, tumor shrinkage, time to tumor reduction, recovery of gonadal function and the time to restore the eugonadism
Avaliação do estresse oxidativo e marcadores inflamatórios em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2
A inflamação e o estresse oxidativo são os precursores das complicações do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Além disso o baixo controle glicêmico pode levar ao aumento do estresse oxidativo e inflamação, bem como à diminuição da atividade antioxidante. Para testar esta hipótese, comparamos os níveis séricos e plasmáticos de marcadores antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos, de estresse oxidativo e de inflamação em indivíduos DM2, pré-diabéticos (pré-DM) e não diabéticos (controles). Os dados (mediana [intervalo interquartis]) relacionados a sexo, idade e níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) foram calculados a partir de dados obtidos dos prontuários dos pacientes. O total de 111 indivíduos foi avaliado e dividido nos seguintes grupos de acordo com os níveis de HbA1c: grupo controle (n=12), HbA1c = 5,4 (5,2 - 5,5) %, idade média de 57 (50 - 73) anos; grupo pré-DM (n=12), HbA1c = 6,2 (6,1 - 6.3) %, idade média de 54 (49 - 67) anos; pacientes DM2 (n=89). Os pacientes DM2 foram ainda divididos em três grupos, de acordo com os níveis de HbA1c: Grupo A (HbA1c 9%, 58 (49 - 63) anos, n=29). Foram avaliados através de KITs específicos as atividades superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPX), os níveis de tióis totais, óxido nítrico (•NO), fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e molécula de adesão intercelular 1 (ICAM-1) dos indivíduos. A atividade SOD plasmática foi maior nos indivíduos DM2 do que nos controles, e no Grupo A em relação ao grupo pré-DM. Os níveis de tióis totais foram menores nos grupos DM2 quando comparados ao pré-DM. Os níveis de ICAM-1 dos grupos DM2 foram menores do que no grupo controle, enquanto a atividade GPx, os níveis de •NO total e TNF-a foram semelhantes entre os grupos. Concluindo, os indivíduos com DM2 parecem apresentar estresse oxidativo mais acentuado do que os indivíduos controle e pré-DM, mas o nível de controle glicêmico não pareceu interferir no estado oxidativo e inflamatório dos pacientes com DM2Inflammation and oxidative stress are the precursors of type 2 diabetes mellitus (T2DM) complications and poor controlled glycaemia may lead to increased oxidative stress and inflammation and decreased antioxidant activity. To test this hypothesis, we compared serum and plasma levels of antioxidant, oxidative stress and inflammation markers in T2DM, pre-diabetic (pre-DM) and non-diabetics (controls) individuals. Data (median [interquartile range]) related to sex, age and glycated hemoglobin (HbA1c) levels were calculated from data obtained from patients' records. The total of 111 individuals was evaluated and divided into the following groups according to HbA1c levels: control group (n=12), HbA1c = 5.4 (5.2 - 5.5) %, mean age of 57 (50 - 73) years; pre-DM group (n=12), HbA1c = 6.2 (6.1 - 6.3) %, mean age of 54 (49 - 67) years; T2DM pacients (n=89). The T2DM patients were further divided into three groups, according to HbA1c levels: Group A (HbA1c 9%, 58 (49 - 63) years, n=29). We measured, through specific KITs, superoxide dismutase (SOD) and glutathione peroxidase (GPX) activity, total thiols, nitric oxide (•NO), tumor necrosis factor alpha (TNF-α) and intercellular adhesion molecule 1 (ICAM-1) levels of the individuals. Plasma SOD activity was higher in DM2 subjects than in controls and in Group A in relation to the pre-DM group. Total thiols levels were lower in T2DM groups when compared to pre-DM. ICAM-1 levels of T2DM groups were lower than in control group, while GPx activity, total •NO and TNF-α levels were similar among groups. In conclusion, individuals with T2DM appear to have more pronounced oxidative stress than control and pre-DM individuals, but the degree of glycemic control did not seem to have interfered in the oxidative and inflammatory status of T2DM patient
Evaluation of screening practices for primary hyperaldosteronism by specialists and general practitioners: an observational, cross-sectional study
ABSTRACT Objective: Despite its recognized importance, primary hyperaldosteronism (PHA) remains an underdiagnosed condition in clinical practice. The objective of the present study was to evaluate PHA screening practices by general practitioners and specialists in endocrinology and cardiology. Subjects and methods: This cross-sectional, observational study invited physicians to respond voluntarily to an online survey. The survey collected the respondents’ sociodemographic data and answers to five hypothetical clinical cases meeting Endocrine Society criteria for PHA screening. Results: In all, 126 physicians responded to the online survey. Endocrinologists were the specialists who most often chose PHA screening, although the screening rates were overall low, ranging from 36.5% to 92.9%, depending on the case and the respondents’ specialty. The survey also assessed the reasons for not choosing PHA screening, which included limited availability of tests within the public health services, interference of antihypertensive medications on hormone levels, and failure to identify the screening indication. Being an endocrinologist was an independent predictor for choosing PHA screening for the patients in Cases #1 and #5 (p = 0.001 and p = 0.002, respectively). Conclusion: Endocrinologists were the specialists who most often chose PHA screening, although the screening rates were overall low among all specialists. These findings highlight a need for continuing medical education programs addressing PHA screening and making the diagnosis of PHA more present in the daily clinical practice of physicians treating patients with hypertension
Tratamento dos adenomas hipofisários com invasão do seio cavernoso: revisão de literatura
Os adenomas hipofisários consistem em tumores complexos com manifestações endócrinas e neurológicas importantes. Eles se formam na região da sela túrcica, na adeno hipófise, uma região de difícil acesso cirúrgico, envolvida por estruturas complexas, como o seio cavernoso, por onde passa a artéria carótida interna, fundamental para a circulação sanguínea nervosa. Com base na relevância do tema, este trabalho propõe uma revisão de literatura no período entre 2020 e 2025, sobre o tratamento dos adenomas hipofisários com invasão do seio cavernoso. A busca foi realizada na base de dados PubMed, sendo encontrados 421 artigos. Entre eles, 28 abordaram os tratamentos, com estudos de sua eficácia, abordagens e complicações. Os resultados apontaram diversos marcadores, em diferentes métodos de análises e reforçaram a
ressecção cirúrgica transesfenoidal como principal escolha para remoção do tumor para a maioria dos subtipos tumorais, podendo ser associada a tratamentos medicamentosos e quimioterápicos ou não. Por fim, foi possível concluir que as diversas possibilidades de tratamento acompanham o avanço tecnológico e podem ser combinados, para fornecer um melhor prognóstico ao paciente.Pituitary adenomas are complex types of tumors with significant endocrine and neurological manifestations. They are formed in the sellar region, specifically in the adenohypophysis, an area that is surgically challenging to access and surrounded by complex structures, such as the cavernous sinus, through which the internal carotid artery passes. Given the relevance of this topic, this study proposes a literature review covering the period between 2020 and 2025 on pituitary adenomas with cavernous sinus invasion. The research was conducted in the PubMed database, finding 421 articles. Among them, 28 were addressed to treatments, evaluating their efficacy, approaches, and complications focused on pituitary neuroendocrine tumors (pituitary adenomas). The results reinforced transsphenoidal surgical resection as the primary choice for tumor removal in most tumor subtypes, which may or may not be combined with pharmacological and chemotherapeutic treatments. Finally, it was concluded that the diverse diagnostic possibilities and treatment options evolve alongside technological advancements and can be combined to provide better patient prognosis.54 f
Impacto da cirurgia bariátrica na evolução da doença hepática gordurosa não alcoólica da obesidade mórbida: ensaio clínico randomizado comparativo entre as técnicas de gastrectomia vertical e bypass gástrico
INTRODUÇÃO: A obesidade mórbida (OM) é atualmente um grave problema de saúde pública no país, que junto com o sobrepeso já é a maioria da população (51%). A associação entre a OM e doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) já está bem documentada. No entanto, a evolução pós-operatória da DHGNA nas diferentes técnicas ainda não é bem conhecida devido à dificuldade e carência de estudos de acompanhamento. A elastografia hepática transitória (EHT) realizada pelo FibroScan® (EchoSens – Paris, França) é um novo e promissor método para avaliação do parênquima hepático, não invasivo e que nos dá uma avaliação fidedigna e possibilidade de acompanhamento sem maiores dificuldades. Além disso, o FibroScan® nos fornece duas medidas: a EHT (kPa), que avalia fibrose; e o CAP – Controlled Attenuation Parameter (dB/m), que avalia o grau de esteatose. OBJETIVO: Comparar prospectivamente a evolução da DHGNA através do FibroScan® entre as técnicas mais realizadas atualmente: a gastrectomia vertical (GV) vs. bypass gástrico (BG). PACIENTES E MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico randomizado com pacientes obesos mórbidos, entre 18-60 anos do Hospital Federal do Andaraí. Os pacientes foram randomizados em dois grupos: Grupo B – Bypass gástrico (n=25) e Grupo G – Gastrectomia vertical (n=25). Avaliamos as medidas antropométricas dos pacientes no pré-operatório e com 7, 14, 30 e 90 dias após a cirurgia. Os exames laboratoriais e o FibroScan® foram realizados antes e 3 meses após a intervenção. As variáveis contínuas foram expressas em média +/- o desvio padrão. Para análises utilizamos os seguintes testes: Pearson (correlação linear entre as variáveis e as medidas do FibroScan®); Mann-Whitney (variáveis contínuas entre os grupos); teste de t de Student (comparação dos valores iniciais dos grupos); e o teste do qui-quadrado e exato de Fisher (avaliação das frequências). RESULTADOS: Recrutamos um total de 73 pacientes, porém tivemos ao longo do ensaio clínico 23 perdas. Dentre os 50 pacientes, eram 42 mulheres (84%) e 8 homens (16%). Não houve óbito durante o estudo. Os seguintes valores médios foram registrados para os Grupos B e G, respectivamente: idade (anos) - 36,4 e 31,1; peso (kg) - 123,2 e 128,3; Índice de Massa Corpórea -IMC (kg / m2) - 45,6 e 47,3. Na primeira semana de pós-operatório, o Grupo B mostrou uma maior perda de peso (p=0,047), que não foi observada depois de 14, 30 e 90 dias (p>0,05). O controle glicêmico foi melhor no Grupo B (p = 0,023), enquanto que o controle da pressão arterial sistêmica foi melhor no Grupo G (p = 0,026). Antes da cirurgia detectamos 7 pacientes (14%) com fibrose avançada (F4) e 21 pacientes (42%) com esteatose em mais de 67% do parênquima (S3 - grave). A HbA1c e o HOMA-IR tiveram forte correlação com o CAP (r=0,643, p=0,013 e r=0.668, p=0,009, respectivamente). O Grupo G teve uma queda maior do que o Grupo B da EHT: média de 6,92 para 5,53 kPa contra média de 9,25 para 8,81 kPa do Grupo B (p = 0,004). Assim como na análise da EHT, observamos uma maior queda na diferença do CAP no Grupo G: de 346 para 289 dB/m comparado ao Grupo B de 290 para 279 dB/m (p 0.05). Glycemic control was better in Group B (p = 0.023), whereas the control of blood pressure was better in Group G (p = 0.026). Before surgery, we detected 7 patients (14%) with advanced fibrosis (F4) and 21 patients (42%) with steatosis in more than 67% of parenchyma (S3 - severe). The HbA1c and HOMA-IR had a strong correlation with CAP (r = 0.643, p = 0.013 and r = 0,668, p = 0.009, respectively). The Group G had a larger drop than Group B in the THE: average of 6.92 to 5.53 kPa against average of 9.25 to 8.81 kPa in Group B (p = 0.004). As in the analysis of THE, we observed greater decrease in the CAP difference in Group G: 346 to 289 dB / m compared to Group B of 290 to 279 dB / m (P < 0.0001). CONCLUSION: GB and SG were equally effective and safe for weight loss during the study period. insulin resistance was directly related to steatosis, but a weak correlation with fibrosis in THE. The SG had higher remission rate of hypertension however, GB was more effective in glycemic control. We observed a high incidence of advanced fibrosis in asymptomatic obese patients preoperatively. The SG had a better evolution in liver elastography evaluation after 3 months of surgery compared to G
Avaliação da frequência da deficiência de vitamina B12 nos pacientes diabéticos do tipo 2 em uso de metformina acompanhados no ambulatório de endocrinologia do HUAP-UFF
A prevalência de deficiência de vitamina B12 nos pacientes submetidos a tratamento de longa duração com MTF varia de 5,8-31%. Apenas um estudo estimou a prevalência da deficiência de vitamina B12 entre os pacientes brasileiros com DM2 em uso de metformina e foi realizado na região sul do Brasil. Devido à escassez de dados em pacientes brasileiros, este estudo teve como objetivo determinar a freqüência de deficiência bioquímica de vitamina B12 e seus fatores relacionados em pacientes com DM2 em uso de metformina. Métodos: Pacientes com DM2 e um grupo controle de não diabéticos foram incluídos. Os níveis séricos de vitamina B12 foram quantificados utilizando um imunoensaio quimioluminescente. Deficiência bioquímica de vitamina B12 foi definida como níveis séricos <180 pg/mL. Associações entre a deficiência de B12 e as variáveis categóricas foram determinadas com teste qui-quadrado ou exato de Fisher. As associações entre variáveis contínuas e a deficiência de vitamina B12 foram determinadas com o teste de Mann Whitney. O coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado para avaliar a correlação entre as variáveis numéricas. A análise multivariada utilizando regressão logística foi realizada para identificar fatores associados de forma independente com a deficiência de vitmaina B12. Resultados: 462 indivíduos foram incluídos, sendo 231 pacientes com DM2-MTF e 231 controles. A mediana da idade do grupo de DM2-MTF foi de 60 anos. Comparado com o grupo controle, nenhuma diferença foi observada na freqüência do uso de IBP (Inibidores da bomba de prótons) ou antagonistas dos receptores de histamina tipo 2 (Anti-H2). A deficiência bioquímica de vitamina B12 foi mais freqüente entre DM2 em uso de MTF quando comparado com o grupo controle (22,5% versus 7,4%, p <0,001). Após a exclusão de usuários IBP/Anti-H2, a freqüência da deficiência de vitamina B12 persistiu significativamente maior no grupo DM2-MTF (17,9% versus 5,6%, p = 0,001). Os fatores que interferiam de forma significativa nos níveis séricos de B12 após a regressão múltipla foram o uso de IBP /Anti- H2 e duração do uso da metformina ≥10 anos. O uso de IBP/Anti-H2 associou-se com deficiência de B12, com um risco relativo de 2,60 (95% intervalo de confiança, 1,34-5,04). A prevalência de anemia e o VCM não foram diferentes entre os pacientes DM2-MTF com e sem deficiência de B12 (23,1% versus 18,9%, p= 0,378 e 89,4 versus 89,0, p= 0,153). Por outro lado, macrocitose foi significativamente mais frequente no grupo de pacientes com deficiência de B12 (9,6% versus 0,6%, p <0,001). Conclusões: Os pacientes com DM2 em tratamento em longo prazo com metformina e uso concomitante de IBP/Anti-H2 estão em maior risco de desenvolver deficiência bioquímica de vitamina B12, quando comparados aos não diabéticos. É importante avaliar cuidadosamente a prescrição de IBP/Anti-H2 nesta população. Além disso, a deficiência de vitamina B12 deve ser considerada no diagnóstico diferencial e no manejo das comorbidades do diabetes, especialmente da neuropatiaCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorBackground: Prevalence of vitamin B12 deficiency among patients undergoing long-term treatment with MTF varies from 5.8 to 31%. Only one study estimated the prevalence of B12 deficiency among Brazilian patients with DM2 using metformin and it was conducted in the south region of Brazil. Due to the paucity of data among Brazilian patients, this study aimed to determine the frequency of biochemical B12 deficiency and its related factors in DM2 patients using metformin. Methods: Patients with DM2 and a control group of non-diabetics were included. The serum B12 levels were quantified using a chemiluminescent enzyme immunoassay. Biochemical B12 deficiency was defined as serum levels <180 pg/mL. Associations between B12 deficiency and categorical variables were determined with chi-squaretest or Fisher exact test. Associations between continuous variables and B12 deficiency were determined with Mann Whitney test. The Spearman rank correlation coefficient was used to evaluate the correlation between numeric variables. A multivariate analysis using logistic regression was performed to identify factors independently associated with B12 deficiency. Results: 462 subjects were included, with 231 patients with DM2-MTF and 231 controls. Median age of DM2-MTF group was 60 years. Comparing DM2-MTF and control group, no difference was seen in the frequency of PPI (proton pump inhibitors) or type 2 histamine receptor blockers (H2-blockers) use. Biochemical B12 deficiency was more frequent among DM2-MTF when compared to the control group (22.5% versus 7.4%, p<0.001). After excluding PPI/H2-blockers users, the frequency of B12 deficiency persisted significantly higher in the DM2-MTF group (17.9% versus 5.6%, p=0.001). Factors that significantly interfered in the serum levels of B12 after multiple regression were PPI/H2-blockers use and duration of metformin use ≥10 years. The use of PPI/H2-antagonists was associated with biochemical B12 deficiency, with an odds ratio of 2.60 (95% confidence interval, 1.34-5.04). The prevalence of anemia and VCM were not different between the MTF-DM2 patients with and without B12 deficiency (23.1% versus 18.9%, p = 0.378 and 89.4 vs. 89.0, p = 0.153). However, macrocytosis was significantly more frequent in the group of B12-deficient patients (9.6% vs. 0.6%, p <0.001).Conclusions: The patients with T2DM on long-term treatment with metformin and concomitant use of PPI/H2-blockers are at higher risk to develop biochemical vitamin B12 deficiency when compared to non-diabetics. It is important to carefully evaluate the prescription of PPI/H2-blockers in this population. Also, B12 deficiency should be considered in the differential diagnosis when managing comorbidities of diabetes, especially neuropathy56f
