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Physical Activity and cancer: epidemiological evidence and perspectives for cancer prevention in Brazil
Câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil e no mundo. Esse cenário tende a se agravar devido ao crescimento e envelhecimento populacional e ao aumento da prevalência das causas de câncer na população. Compreender o papel da atividade física na redução do risco de câncer é de grande interesse na literatura epidemiológica. Os objetivos deste estudo foram (i) avaliar a associação entre atividade física e o risco de câncer na população; (ii) estimar a potencial contribuição da atividade física na prevenção e controle do câncer no Brasil. Cinco manuscritos compuseram essa tese. O primeiro apresentou revisão de literatura sobre a consistência da evidência epidemiológica sobre a associação entre atividade física e 22 tipos de câncer. Os resultados indicaram que a atividade física em adultos está associada com menor risco de sete tipos de câncer. No entanto, houve evidência consistente apenas para os cânceres de cólon e mama pós-menopausa. Evidência para outros tipos de câncer apresentou indícios de viés e heterogeneidade na literatura. O segundo manuscrito avaliou a associação entre atividade física durante a adolescência e risco de adenoma colorretal, um precursor de câncer colorretal. Os resultados indicaram que a atividade física durante a adolescência também pode contribuir para menor risco de câncer colorretal, independentemente da atividade física na fase adulta. Mulheres que praticaram mais atividade física na adolescência apresentaram menor risco de adenoma colorretal do que aquelas que praticaram menos atividade física. O terceiro manuscrito investigou a influência do tipo e intensidade da atividade física para redução de biomarcadores inflamatórios e de resposta à insulina relacionados ao risco de câncer. A atividade física foi associada com menor concentração desses biomarcadores. As associações foram mais fortes em participantes que praticaram atividade física aeróbica e de força combinadas. Não houve benefício adicional de atividades físicas de intensidade vigorosa, comparado com atividades moderadas. O quarto e o quinto avaliaram, respectivamente, a preventabilidade de câncer mediante o aumento da atividade física no Brasil; a magnitude dessa preventabilidade vis-à-vis a redução de fatores de risco relacionados ao estilo de vida. Aproximadamente 10 mil casos de câncer (12% dos casos de câncer de mama pós-menopausa e 19% dos casos de câncer de cólon) poderiam ser prevenidos por ano mediante o aumento da atividade física. No entanto, tabagismo ainda é a principal causal de câncer no Brasil, seguido de excesso de peso/obesidade e consumo de álcool. A redução de todos fatores de risco relacionados ao estilo de vida (tabagismo, excesso de peso, consumo de álcool, falta de atividade física, e alimentação não saudável) poderia prevenir até 27% de todos os casos de câncer e 34% de todas as mortes por câncer no Brasil. Em conclusão, atividade física, desde a infância até a fase adulta, pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer. Mecanismos biológicos corroboram essas associações e indicam maior benefício para atividades aeróbicas e de força combinadas. Resultados das estimativas de preventabilidade de câncer mediante aumento da atividade física podem ser úteis para estratégias de prevenção e controle do câncer no BrasilCancer is the second leading cause of death in Brazil and worldwide. This scenario has an aggravating effect due to expected population aging and growth and the increasing prevalence of cancer causes. To understand the role of physical activity in reducing the risk of cancer is of high interest in epidemiological literature. The objectives of this study were: (i) to evaluate the association between physical activity and risk of cancer in the population; (ii) to estimate the potential contribution of physical activity for cancer prevention and control in Brazil. Five manuscripts composed this thesis. The first presented a review of the literature on the consistency of epidemiological evidence between physical activity and 22 types of cancer. The results showed that physical activity in adults was associated with a lower risk of seven types of cancer. However, only breast post-menopausal and colon cancers were supported by convincing evidence. Evidence for the other types of cancer presented hints of bias and heterogeneity in the literature. The second manuscript examined the association between physical activity during the adolescence and risk of colorectal adenomas, a precursor of colorectal cancer. Physical activity during the adolescence was associated with lower the risk of colorectal cancer, independent of physical activity during adulthood. Women with high physical activity during adolescence presented lower risk of adenomas later in life compared to those with lower physical activity. The third manuscript investigated the influence of type and intensity of physical activity with cancer biomarkers of inflammatory and insulin response. High physical activity was associated with favorable concentration of cancer biomarkers. Associations were stronger for combined aerobic and resistance training. There were no additional benefits of engaging in vigorous physical activity over moderate activities. The fourth and fifth manuscripts evaluated, respectively, the preventability of cancer by increasing physical activity in Brazil; and the magnitude of this preventability vis-à-vis the reduction of other lifestyle risk factors. About 10 thousand cancer cases per year (12% of postmenopausal cancers and 19% of colon cancers) could be avoided by increasing population-wide physical activity in Brazil. However, smoking is still the major cause of cancer in Brazil, followed by overweight/obesity and alcohol consumption. The reduction of all lifestyle risk factors (smoking, overweight/obesity, alcohol consumption, lack of physical activity and unhealthy diet) could potentially avoid up to 27% of all cancer cases and 34% of all cancer deaths in Brazil. In conclusion, physical activity, from childhood to adulthood, may reduce the risk of some types of cancer. Biological mechanisms corroborate these associations and indicate more favorable outcomes for combined aerobic and resistance training. Our findings on preventability of cancer by increasing population-wide physical activity may be useful for cancer prevention strategies in Brazi
Risk factors associated with the development of gastric adenocarcinoma: case-control study
INTRODUÇÃO: O câncer vem apresentando um impacto cada vez maior nas populações em todo o mundo. Apesar de recente queda global na sua incidência, o câncer gástrico ainda é o quinto tipo mais comum. Sua patogênese é multifatorial, envolvendo a interação de fatores genéticos, ambientais e infecciosos. OBJETIVO: Avaliar a associação de tabagismo, consumo de álcool e nível de escolaridade com o desenvolvimento de câncer gástrico. MÉTODOS: Trata-se de um estudo caso-controle de base hospitalar em que foram incluídos pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma de estômago confirmado por exame histopatológico sem tratamento prévio para a neoplasia. Posteriormente, os casos foram divididos em subtipos de acordo com a histologia (intestinal e difuso) e localização da lesão (proximal, distal e outras). Os indivíduos do grupo controle foram selecionados entre pacientes admitidos no mesmo hospital, sem história ou suspeita de câncer de estômago, emparelhados por frequência aos casos segundo sexo e idade. Tabagismo foi classificado em maços-ano e consumo de álcool em gramas-ano. RESULTADOS: Foram analisados 240 casos e 499 controles recrutados no período de junho de 2001 a dezembro de 2007. Não frequentaram a escola ou apresentavam ensino fundamental incompleto 94 indivíduos (39,2%) no grupo dos casos e 187 (37,5%) no grupo de controles. Ensino universitário foi atingido por 12 indivíduos (5%) no grupo de casos e por 45 indivíduos (9%) do grupo de controles. Não houve associação de nível de escolaridade com risco de desenvolvimento de câncer de estômago. Tabagismo esteve associado ao risco de câncer gástrico com odds ratio (OR) de 2,25 (IC95%: 1,53-3,31) para ex-tabagistas e de 2,67 (IC95%: 1,72-4,13) para tabagistas atuais. Com relação à localização e tipo histológico, tabagismo foi associado com todos os subtipos de tumores gástricos analisados, com destaque para os tumores proximais que apresentaram OR de 5,38 (IC95%: 2,15-13,45) para consumo superior a 38 maços-ano. Consumo de álcool também esteve associado a risco de desenvolvimento de câncer gástrico em todos os subtipos analisados. Entretanto, esta associação apresentou características distintas do tabagismo. Ex-consumidores de álcool apresentaram risco mais elevado (OR=3,81; IC95%: 2,45-5,91) que consumidores atuais (OR=2,06; IC95%: 1,31-3,26). A análise da interação mostrou que o efeito conjunto de tabagismo e consumo de álcool encontrado foi maior que o esperado, evidenciando interação positiva [?=1,51 (IC 95%: 1,05 - 1,96)]. CONCLUSÕES: Tabagismo e consumo de álcool apresentaram associação com o risco de desenvolvimento de câncer gástrico, com destaque para tabagistas atuais e maior consumo de maços-ano. O consumo associado do tabaco e do álcool aumenta esse riscoBACKGROUND: Cancer has an increasing impact on populations around the world. Despite a recent overall decline in incidence, gastric cancer stills the fifth most common type. Its pathogenesis is multifactorial involving the interaction of genetic, environmental and infectious factors. OBJECTIVES: To evaluate the association of smoking, alcohol consumption and education level with the development of gastric cancer. METHODS: This is a hospital-based case-control study that included patients with gastric adenocarcinoma confirmed by histopathological examination without prior treatment. Subsequently, patients were divided into subtypes according to histology (intestinal and diffuse) and location of the lesion (proximal, distal and others). Control subjects were selected among patients admitted to the same hospital with no history of gastric câncer, and were frequency-matched to cases for age and sex. Smoking was classified in pack-years and alcohol consumption in grams per year. RESULTS: We analyzed 240 cases and 499 controls recruited from June 2001 to December 2007. Not attended school or had incomplete elementary school 94 subjects (39.2%) in the group of cases and 187 (37.5%) in the control group. University education was achieved by 12 subjects (5%) in the case group and 45 subjects (9%) in the control group. There was no association of education level with increased risk of stomach cancer. Smoking was associated with increased risk of gastric cancer with an odds ratio (OR) of 2.25 (95%CI: 1.53-3.31) for former smokers and 2.67 (95%CI: 1.72-4.13) for current smokers. With respect to location and histological type, smoking was associated with all subtypes of gastric tumors analyzed with emphasis on the proximal tumors that had OR of 5.38 (95%CI: 2.15-13.45) for consumption over 38 packs-years. Alcohol consumption was also associated with increases risk of gastric cancer development in all analyzed subtypes. However, this association showed distinct characteristics of smoking. Former drinkers had higher risk (OR=3.81; 95%CI: 2.45-5.91) than current users (OR=2.06; 95%CI: 1.31-3.26). The analysis of the interaction showed that the combined effect of smoking and alcohol consumption was higher than expected, thus showing up a positive interaction [?= 1.51 (95%CI: 1.05-1.96)]. CONCLUSIONS: Smoking and alcohol consumption were associated with the risk of gastric cancer development, especially for current smokers and higher consumption of pack-years. Association of tobacco and alcohol consumption increases this ris
Participation in a colorectal cancer screening project in the city of São Paulo
INTRODUÇÃO: O câncer colorretal (CCR) é o segundo câncer de maior incidência em mulheres, e o terceiro em homens no mundo. O CCR pode ser prevenido e tratado se detectado precocemente com as estratégias de rastreamento, no entanto, os estudos indicam que a participação em programas de rastreamento de câncer colorretal permanece abaixo do ideal. Este estudo teve como objetivo avaliar a participação em um projeto de rastreamento para o câncer colorretal na cidade de São Paulo, a partir da entrega de amostra de fezes para a realização do teste imunoquímico nas fezes (FIT) e avaliar a participação dos indivíduos com o resultado positivo do FIT à realização da colonoscopia. MÉTODOS: Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos, cadastrados em 13 Unidades Básicas de Saúde (UBS), sob gestão da Atenção Primária à Saúde Santa Marcelina da zona leste de São Paulo. Os indivíduos foram convidados para a realização da pesquisa de sangue oculto nas fezes por teste imunoquímico, nas visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os indivíduos com resultado positivo, foram encaminhados para a realização da colonoscopia no Centro de Diagnóstico de Gastroenterologia (CDG) no Hospital das Clínicas (HC). Após o término da coleta de dados, calculou-se a participação dos indivíduos ao FIT de acordo com sexo, idade, raça e escolaridade. As mesmas estimativas foram realizadas com os participantes com resultado positivo ao FIT. RESULTADOS: Dos 82.248 indivíduos cadastrados na faixa etária de 50 a 75 anos, nosso propósito era incluir 10.000 indivíduos. Destes, 9.878 indivíduos entregaram o exame FIT e foram incluídos. A participação foi de 64,7% (n=6.396) no sexo feminino e 35,3% (n=3.482) no sexo masculino (P<0.001). As unidades que realizaram outras estratégias, além das visitas domiciliares, tiveram uma participação de 18,1% (IC95%= 17,7 - 18,5%) da população, enquanto, que as unidades que não realizaram outras estratégias tiveram 6,6% (IC95%= 6,3-6,8%). Dos 9.878 participantes, 776 (7,9%) testaram positivo ao FIT e destes, 520 realizaram a colonoscopia. Não foi observado diferença entre sexo, idade, raça e escolaridade entre os participantes que realizaram e os que não realizaram a colonoscopia. CONCLUSÕES: Os resultados indicam uma maior participação das mulheres e que aumentar as estratégias para captação da população, para além das visitas domiciliares, teve um impacto importante no aumento da participação. Melhorar as estratégias, o envolvimento e treinamento dos profissionais devem ser metas importantes em estudos futuros para aumentar a participação nos programas de rastreamento de CCR, com especial atenção aos homensINTRODUCTION: Colorectal cancer (CRC) is the second most common cancer in women and the third in men, worldwide. CRC can be prevented and treated if detected early with screening strategies, however, studies indicate that participation in colorectal cancer screening programs remains suboptimal. This study aimed to evaluate the participation in a colorectal screening project in the public health system in the city of São Paulo, through the delivery of stool samples for the fecal immunochemical test (FIT) and to evaluate the participation in colonoscopy among individuals who test positive for FIT. METHODS: Asymptomatic individuals of both sexes, aged 50-75 years and registered at 13 Basic Health Units, management of Santa Marcelina Primary Health Care in the eastern zone of the city of São Paulo were included. The individuals were invited to undergo a fecal occult blood test by immunochemical method (FIT) during home visits carried out by the Community Health Works (CHW). Individuals with a positive result were referred for colonoscopy at the Gastroenterology Diagnostic Center at Hospital das Clínicas (HC). After the end of data collection, the participation of individuals in the FIT was calculated according to sex, age, race, and education level. The same estimates were made with the participants with a positive FIT result. RESULTS: Of the 82,248 individuals registered in the 50-75 age group, our goal was to include 10,000 individuals. Of this, 9,878 individuals delivered the FIT test and were included. Participation was 64.7% (n=6,396) female and 35.3% (n=3,482) male (P<0.001). The units that carried out other strategies, in addition to home visits, had a participation of 18.1% (95% CI= 17.7 - 18.5%) of the population, while the units that did not try other strategies represented 6.6% (95% CI= 6.3 - 6.8%). Of the 9,878 participants, 776 (7.9%) tested positive in the FIT, and of these, 520 (67%) participants underwent colonoscopy. No difference was observed between sex, age, race, and education level between the participants who underwent and those who did not undergo colonoscopy. CONCLUSION: The results indicate a greater participation of women, and that increasing strategies to attract the population, in addition to home visits, had a significant impact on increasing participation. Improving the strategies, and the involvement and training of professionals should be essential goals in future studies to increase the population\'s participation in CRC screening, with particular attention to me
Effect of intensive nutritional care in patients with head and neck cancer undergoing radiotherapy
Guidelines recomendam contatos frequentes com nutricionistas durante o tratamento do câncer de cabeça e pescoço (CCP) para aumentar a ingestão alimentar e evitar a perda de peso. No entanto, poucos estudos examinaram a efetividade da implementação das recomendações nutricionais de guidelines e o papel da adesão à prescrição nutricional. Quatro manuscritos compõem essa tese. Em janeiro de 2013, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo implementou protocolo de cuidados nutricionais intensivos durante a radioterapia de CCP. Os objetivos desta pesquisa foram verificar o efeito da implantação do protocolo de atendimento nutricional intensivo no estado nutricional e na qualidade de vida (QOL) de pacientes com CCP submetidos à radioterapia, a importância da adesão ao protocolo, bem como investigar fatores associados à adesão. A pesquisa dividiu-se em uma parte retrospectiva, com análise de dados dos prontuários, e uma parte prospectiva. Foram incluídos pacientes com CCP submetidos à radioterapia. Os desfechos foram o estado nutricional (perda de peso e avaliação subjetiva global), ingestão alimentar, QOL e sobrevida. Pacientes que perderam mais de 25% das consultas com o nutricionista durante a radioterapia foram considerados não aderentes. Uma análise dos dados, em estudo retrospectivo com 472 pacientes, comparando os desfechos antes e após a implementação do protocolo de cuidado nutricional intensivo (primeiro manuscrito), encontrou maior perda de peso antes (-6,7%; intervalo interquartil (IQ) -10,5 / -1,9) do que após a implementação do protocolo (-5,0%; IQ -9,8 / -0,7), embora não estatisticamente significante (p = 0,06). Também não houve diferença significativa em termos de atingir a ingestão nutricional recomendada. Em uma segunda análise, limitada aos 317 pacientes após a implementação do protocolo (segundo manuscrito), encontrouse que menos da metade dos pacientes (45,7%) eram aderentes. Verificou-se menor perda de peso significativa no grupo de aderentes (42.8% vs 55.8%, p = 0,02), apesar de não haver diferença na ingestão nutricional. A sobrevida global não foi diferente entre os grupos. Em modelo de regressão logística, a adesão ao protocolo resultou em 43% (odds ratio 0,57, intervalo de 95% de confiança 0,34 - 0,97) de proteção para perda de peso significativa. No terceiro manuscrito, foi realizada uma scoping review com intuito de mapear as evidências sobre a adesão à intervenção nutricional oral em pacientes com CCP. A revisão mostrou não haver uma base de evidências robustas sobre este tema. No quarto manuscrito, com dados prospectivos de 80 pacientes após implementação de protocolo de cuidados nutricionais intensivos, a maioria dos pacientes relatou QOL estável ou melhor em todos os domínios, exceto para fadiga, dor e sentidos durante a radioterapia. Apenas pacientes não aderentes tiveram uma piora clínica significativa na função física, cognitiva e social, e apresentaram aumento significativo da prevalência de desnutrição. Em conclusão, a implementação do protocolo cuidados nutricionais intensivos parece ter efeito positivo no estado nutricional e na qualidade de vida de pacientes com CCP submetidos à radioterapia, mas não na sobrevida e na ingestão alimentar. A adesão à intervenção nutricional parece ser importante para melhores desfechos e deveria receber atenção da equipe multiprofissional.Guidelines recommend frequent contacts with dietitians during the treatment of head and neck cancer (HNC) to increase food intake and prevent weight loss. However, few studies have examined the effectiveness of implementing nutritional guidelines recommendations and the role of adherence to nutritional prescription. Four manuscripts composed this thesis. In January 2013, the Instituto do Câncer do Estado de São Paulo implemented a protocol of intensive nutritional care during HNC radiotherapy. The objectives of this research were to verify the effect of the implementation of the protocol of intensive nutritional care on the nutritional status and quality of life (QOL) of patients with HNC undergoing radiotherapy, the importance of adhering to the protocol, as well as investigating factors associated with adherence. The research was divided into a retrospective part, with analysis of data from medical records, and a prospective part. Patients with HNC submitted to radiotherapy were included. The outcomes were nutritional status (weight loss and subjective global assessment), food intake, QOL and survival. Patients who missed more than 25% of appointments with the dietitian during radiotherapy were considered non-adherent. An analysis of the data, in a retrospective study with 472 patients, comparing the outcomes before and after the implementation of the intensive nutritional care protocol (first manuscript), showed greater weight loss before (-6.7%; interquartile range (IQR) -10.5 / -1.9) than after the implementation of the protocol (-5.0%; IQR -9.8 / -0.7), although not statistically significant (p = 0.06). There was also no significant difference in terms of capacity to accomplish nutritional intake recommendations. In a second analysis, limited to 317 patients after the implementation of the protocol (second manuscript), it was found that less than half of the patients (45.7%) were adherent. There was less significant weight loss in the group of adherents (42.8% vs 55.8%, p = 0.02), although there was no difference in nutritional intake. Overall survival was not different between groups. In a logistic regression model, adherence to the protocol resulted in 43% (odds ratio 0.57, 95% confidence interval 0.34 - 0.97) of protection for significant weight loss. In the third manuscript, a scoping review was carried out to map the evidence on adherence to oral nutritional intervention in patients with HNC. The review showed that there is no robust evidence base on this topic. In the fourth manuscript, with prospective data from 80 patients after implementing the protocol of intensive nutritional care, most patients reported stable or better QOL in all domains, except for fatigue, pain and senses during radiotherapy. Only non-adherent patients had a significant clinical worsening in physical, cognitive and social function, and showed a significant increase in the prevalence of malnutrition. In conclusion, the implementation of the protocol of intensive nutritional care seems to have a positive effect on the nutritional status and quality of life of patients with HNC undergoing radiotherapy, but not on survival and food intake. Adherence to nutritional intervention seems to be important for better outcomes and should receive attention from the multidisciplinary team
Access to diagnostic colposcopy among women with abnormal cervical screening tests in the state of São Paulo, Brazil
Investigar a taxa de aderência à colposcopia, e fatores associados com a mesma, em mulheres com lesões do colo uterino identificadas por rastreamento em serviços de atenção primária no estado de São Paulo. MÉTODOS: Nós analisamos duas fontes de dados. Primeiro, analisamos uma coorte prospectiva de mulheres com infeção do colo uterino pelo papilomavírus humano de alto risco (hr-HPV). A coorte foi formada em um estudo piloto da implementação de rastreamento por testagem de hr-HPV. Nós determinamos a taxa de comparecimento para colposcopia e investigamos covariáveis associadas usando regressão logística. Segundo, analisamos dados administrativos, provenientes do estado de São Paulo no Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO) que contém os resultados de citolgia, e no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA-SUS) em que há registros de colposcopias. Nós desenvolvemos uma rotina de linkage probabilístico para combinar os dois bancos de dados e determinar a taxa de acesso à colposcopia. RESULTADOS: Entre 1537 mulheres que testaram positivas para hr-HPV, 1235 (80,4%) compareceram para colposcopia, com uma defasagem mediana entre exame de rastreamento e colposcopia de 132 dias. Idade mais jovem (0<0,001) e resultado citológico negativo (P=0,025) foram associados com taxa menor de colposcopia. Mulheres cadastradas em unidades de saúde que ofereceram ambos o exame de hr-HPV e colposcopia tinham uma taxa de colposcopia maior comparado com aquelas que foram encaminhadas para serviços externos (788/862 [91,4%] versus 447/675 [66,2%], P<0.001). Usando os dados administrativos do SISCOLO e SIA-SUS, 1761 mulheres com citologia alterada foram identificadas entre 1 maio 2014 e 30 de junho 2014. 700 (39,8%) delas com um registro de colposcopia no tempo de seguimento. A taxa de colposcopia foi ligeiramente mais alta entre mulheres residentes na região metropolitana de São Paulo comparado com o interior. CONCLUSÃO: Perda de seguimento de mulheres com indicação de colposcopia pode comprometer o sucesso tanto do programa atual de rastreamento por Papanicolaou quanto de programas no futuro usando testagem de hr-HPV no BrasilOBJECTIVE: To investigate the rate of, and factors associated with, colposcopy attendance among women with screen-detected cervical lesions in primary care services in the state of São Paulo. METHODS: Firstly, we analyzed a prospective cohort of women positive for high risk HPV (hr-HPV) undergoing cervical cancer screening in primary care services in the municipality of São Paulo, as part of a pilot study of this screening technology. We determined the rate of attendance for colposcopy and examined co-variates associated with attendance within a logistic regression framework. Second, we analyzed state-level screening data recorded in the Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero, SISCOLO, which contains all cytology results performed within the public health system, and the Sistema de Informação Ambulatorial, SIA-SUS, which contains all the colposcopies. We developed a probabilistic linkage algorithm to combine these two data sources and determine the rate of colposcopy attendance among women with a cytological indication. RESULTS: Of 1537 hrHPV-positive women, 1235 (80.4%) attended for colposcopy, with a median time from primary test to colposcopy of 132 days. Younger age (P<0.001) and concurrent negative cytology results (P=0.025) were associated with lower attendance. Women registered at units providing both the primary test and colposcopy were more likely to attend than those at units making external referrals (788/862 [91.4%] versus 447/675 [66.2%], P<0.001). Using the linked administrative datasets, we found 1761 women with abnormal cytology results between 1st May 2014 and 30th June 2014. 700 (39.8%) linked to a colposcopy record within the follow-up period. Slightly higher attendance was seen in women living in the metropolitan region of greater São Paulo compared to residents of the rest of the state. CONCLUSIONS: Non-attendance for colposcopy may limit the success of screening of current screening programs based on Papanicolaou cytology or future programs using hr-HPV testing in Brazi
Occupational risk for laryngeal cancer
No município de São Paulo, em 1970 foram relatados 169 casos novos de câncer de laringe, com uma taxa de incidência ajustada por idade pela população mundial de 25,5/100.000 (30-74 anos) e 299 casos em 1985, elevando a taxa para 37,6 (ambos nosexo masculino). O Tabagismo e o consumo de álcool são os fatores de risco mais bem estabelecidos para o câncer de laringe. Com relação aos fatores ocupacionais, o único carcinógeno estabelecido é a exposição à névoa de ácidos inorgânicosfortes. É proposto um estudo caso-controle de base hospitalar, para investigar e quantificar o papel da exposição ocupacional no desenvolvimento do câncer de laringe e é discutida uma nova proposta de avaliação de exposição que visa melhorar avalidade interna desse tipo de estudoLaryngeal cancer comprises 3,1% of the new cases of cancer in men in the world, representing the tenth most common malign neoplasm for males. In São Paulo City, 169 new cases of laryngeal cancer were reported in 1970, representing 25,5/100.000 and 299 cases in 1985, increasing the rate to 37,6/100.000 (both for males, age standardized truncated rate, 30-74 years). The best established risk factors for laryngeal cancer are tobacco and alcohol. In respect to occupational factors, the only established carcinogen is exposure to strong inorganic acid mists. However, asbestos, pesticides, paints, gasoline and diesel engine emissions, dusts, among other factors are reported in the literature as occupational agents that increase the risk of laryngeal cancer. A hospital-based case-control study was conducted, in seven hospitals in São Paulo, to investigate occupational risk factors for laryngeal cancer. The study included 122 laryngeal cancers and 187 controls, selected by frequency matching on sex and age. Detailed information on smoking, alcohol consumption, and occupational history was collected. Occupational hygienists assessed the exposure to 49 agents. Odds Ratios (OR) and 95% confidence intervals (95% CI) were estimated by unconditional logistic regression, and were adjusted for sex, age, smoking and alcohol. Laryngeal cancer was associated with exposure to respirable free crystalline silica (OR 1,83, 95% CI 1,00 - 3,36), soot (from coal, coke, fuel oil, wood) (OR 1,78, 95% CI 1,03 - 3,03), fumes (OR 2,55, CI 95% 1,14 - 5,67) and to live animals (OR 1,80, 95% CI 1,02 - 3,19). This study showed that occupational exposures to: respirable free crystalline silica, soot (from coal, coke, fuel oil, wood), fumes and live animals are risk factors for laryngeal cancer
Variations in the peak expiratory flow associated to air pollution and allergic sensitization in children in São Paulo
A poluição atmosférica está associada a efeitos adversos à saúde, desde diminuição da função pulmonar até mortalidade. Nos últimos 20 anos a incidência de doenças respiratórias alérgicas tem aumentado em vários países. Além de fatores genéticos, existe a possibilidade da poluição atmosférica ser um dos fatores contribuintes para esse aumento. Com o intuito de investigar os efeitos da poluição atmosférica no pico de fluxo expiratório de crianças com sensibilização alérgica e sem, este estudo foi realizado. Acompanhou-se 96 crianças com idade entre 9 e 11 anos, com medições do pico de fluxo expiratório em todos os dias letivos entre 1 de abril e 7 de julho de 2004. Foram colhidas amostras de sangue para dosagem de IgE e hemograma (eosinofilia), de esfregaço nasal para realização de citologia, de fezes (parasitoses). Foram realizados testes cutâneos de hipersensibilidade imediata para ácaros (Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blomia tropicalis), cachorro (Canis familiaris), gato (Felis domesticus), barata (Periplaneta americana) e pool de fungos (Aspergillus fumigatus, Alternaria alternata, Cladosporium herbarium, Chaetomium globosum, Mucor mucedo, Pullularia pullulans, Penicillium notatum). Foram obtidos dados dos poluentes da temperatura e umidade relativa do ar para todos os dias do estudo. A análise foi realizada por meio de regressão linear (GEE). Os resultados mostraram haver redução do pico defluxo expiratório associada à exposição aos diversos poluentes. Esse efeito ocorreu tanto para as concentrações médias dos poluentes algumas horas antes do teste, bem como para as concentrações médias de três a sete dias. A redução do pico de fluxo expiratório esteve associada principalmente à exposição ao PM10, NO2 e O3. O efeito dos poluentes não diferiu segundo a sensibilização alérgica das criançasThe health effects of air pollution range from lung function decrements to mortality. In the last 20 years, there has been an increase in the incidence of allergic respiratory diseases worldwide. Even though genetic factors play an important role, air pollution has been discussed as one of the factors responsible for this increase. The objective of this study was to investigate the effects of air pollution on peak expiratory flow of children who were sensitized and children who were not. Ninety-six children (9 to 11 years old) were followed from April to July, 2004 with daily measurements of peak expiratory flow. Blood samples were collected for IgE and total blood count. Skin prick test was done using common allergens: mites (Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blomia tropicalis), dog (Canis familiaris), cat (Felis domesticus), cockroach (Periplaneta americana) and fungus (Aspergillus fumigatus, Alternaria alternata, Cladosporium herbarium, Chaetomium globosum, Mucor mucedo, Pullularia pullulans, Penicillium notatum). Daily hourly concentrations of all criteria pollutants, temperature and relative humidity were available for the entire period. Analysis was performed with the generalized estimated equations (GEE). A decrease in peak flow measurements was found to be associated mainly with PM10, NO2 and O3, considering different time lags (hours, previous day, moving average). The effects of the pollutants were not different among children with or without allergic sensitizatio
Antihypertensives treatment adherence in health family services at Blumenau, SC
A adesão ao tratamento representa um problema de âmbito mundial por piorar os resultados terapêuticos, em especial de doenças crônicas, e aumentar os custos dos sistemas de saúde. Pouco se conhece sobre a magnitude da não-adesão ao tratamento com medicamentos antihipertensivos, em particular no contexto da atenção primária no Brasil. O objetivo desta tese é estudar a prevalência e fatores associados à não-adesão ao tratamento anti-hipertensivo de pessoas com HAS atendidas no PSF de Blumenau, SC. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, transversal, com amostra aleatória estratificada, de 595 pessoas usuárias de serviços de saúde da familia de Blumenau, SC. A não-adesão foi medida com questionário previamente validado (QAM-Q). Foram coletadas variáveis socioeconômicas, relativas aos serviços de saúde, das pessoas (características demográficas, biológicas e comportamentais) e do tratamento com medicamentos, em visita domiciliar, com instrumento padronizado e entrevistadores treinados. Procedeu-se análise descritiva com intervalo de 95% de confiança para caracterização da amostra. Na análise univariada, utilizou-se o odds ratio como medida de efeito, sendo incluídas na análise multivariada as variáveis com p<0,10. Para o ajuste para variáveis de confusão, foi utilizado um modelo de regressão logística não condicional hierarquizado por blocos de variáveis, com nível de significância de p<0,05. As características predominantes das pessoas com HAS foram: sexo feminino (70,4%) e com idade média de 60,6 anos, brancas (80,7%), casadas (63,6%), com ate 4 anos de estudo (64,3%), sem trabalhar (75,5%). 13,1% relataram ser tabagistas e 23,7% consumiam álcool. O tempo médio de uso de medicamentos foi de 127,9 meses, em média 1,9 medicamentos, sendo a monoterapia com IECA o esquema mais freqüente (19,1%) e 20,1% relataram reações adversas. As principais doenças associadas foram diabetes mellitus (44,8%) e dislipidemias (24,7%), sendo que em 44,8% detectou-se a presença de transtorno mental comum. A maioria se mostrou satisfeita com os serviços. A prevalência de não adesão foi de 53% e 69,3% tinham PA 140x90mmHg. No bloco das variáveis socioeconômicas, pessoas de classes econômicas C/D/E (OR=1,7; IC95% 1,1-2,4) , trabalhadores (OR=1,6; IC95% 1,1-2,4), em especial não qualificados (OR=3,2; IC95% 1,8-5,8) apresentam maiores risco de não adesão. Dentre as variáveis relativas aos serviços de saúde, precisar comprar seus medicamentos (OR 4,5; IC95% 1,4-14,0) e mais que 6 meses desde a última consulta (OR=1,6; IC95% 1,0-2,5) se mostraram associadas à não-adesão. Quanto às características das pessoas e do tratamento com medicamentos, interromper previamente o tratamento (OR=1,8; IC95% 1,2-2,7), fazer tratamento há menos de 3 anos (OR=1,3; IC95% 1,2-2,7) e presença de transtorno mental comum (OR=2,1 IC95% 1,4-2,9) também se mostraram fatores de risco para não-adesão aos anti-hipertensivos. O estudo dos determinantes da não-adesão, articulados num modelo hierarquizado que ordenou as variáveis em blocos, permitiu ressaltar a importância dos fatores socioeconômicos na não-adesão. Utilizar uma abordagem teórica e optar por ajustar os resultados num modelo logístico hierarquizado, permitiu uma melhor discriminação das variáveis socioeconômicas e destacou que as desigualdades sociais podem se mostrar diretamente associadas à não-adesão, ou mediadas por fatores dos serviços e das pessoasAdherence to treatment represents a worldwide problem, due to the outcome chronic diseases, increasing in mortality and health systems costs. In Brazil, the magnitude of non-adherence to antihypertensives is not well-known. This thesis aims to find out the prevalence and risk factors associated to non-adherence to antihypertensive treatment among people with hypertension assisted by family health program in Blumenau, SC. Its a sectional epidemiological study with 595 persons provided by stratified sample procedure. Users of family health services were visited at home and a tested questionnaire (QAM-Q) was used to measure non-adherence and other variables (related to social, economical, demographics, health assistance and medicines) in an private interview. Descriptive analysis was presented with 95% confidence interval, and odds ratio was calculated to measure association. Variables with p-value <0.10 were included in mulvariated analysis. Non-conditional logistic regression model with a hierarchical approach was used to fit odds ratio for confounding, with a p-value <0.05. Most of people are females (70.4%) average age between 60.6 years, whites (80.7%), married (63.6%), studied 4 years or less (64.3%), unemployed (75.5%). 13.1% are smokers and 23.7% drink alcohol beverages. The average time of medicine use was of 127.9 months, on average 1,9 medicines. Monotherapy with IECA is the most frequent scheme (19.1%) and 20.1% told adverse reactions. Diabetes mellitus (44.8%) and lipid disorders (24.7%) were the most frequent associated disease and common mental disorders present in 44.8% of people. The majority of people seemed satisfied with the health services. The prevalence of nonadherence to antihypertensives was 53% and 69.3% have blood pressure higher than 140x90mmHg. People of C/D/E classes(OR=1.7; IC95% 1.1-2.4), employed workers (OR=1.6; IC95% 1.1-2.4), specially unqualified ones (OR=3.2; IC95% 1.8-5.8), are in conditions associated with non-adherence. Among the variables related to health services, the need to buy medicines (OR 4.5; IC95% 1.4-14.0) and more than 6 month since last appointment (OR=1.6; IC95% 1.0-2.5) are also associated to non-adherence. Previously stopping the treatment (OR=1.8; IC95% 1.2-2.7), to have treated less than 3 years (OR=1.3; IC95% 1.2-2.7) and the presence of common mental disorders (OR=2.1 IC95% 1.4-2.9) represent people and treatment characteristics associated to antihypertensives nonadherence. The study of determinants of non-adherence, articulated in an theoretic hierarchical model, which ordinate the variables in blocks, allowed to highlight the importance of socioeconomic factors to explain non-adherence. A better discrimination of socioeconomic variables was obtained using a theoretical approach and hierarchical logistic model. It shows that social inequalities can be directly associated to non-adherence or mediated through factors of services and peopl
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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