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Impactos psicossociais dos acidentes de trabalho graves: um olhar sobre os trabalhadores acompanhados pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador
Embedded in the context of work precariousness in Brazil, serious accidents at work generate complex demands, requiring multiple interventions and representing an important public health problem. The aim of this research was to analyze the psychosocial impacts of serious accidents at work for workers and their families. A mixed, descriptive, and exploratory research was conducted, using participant observation, semi-structured interviews, and documentary research as tools and techniques. The results indicate that serious accidents at work impact the lives of workers and their families, producing and exacerbating their social and psychological vulnerabilities, including low income, informality, low education level, and family conflicts. In this sense, the burden of family roles is highlighted in social protection and care when they lack the psychological, social, and economic resources to respond to the demands imposed by the situation they experience.
KEYWORDS: mental exhaustion; severe occupational accident; social vulnerability; worker\u27s health.Insertados en el contexto del trabajo precario en Brasil, los accidentes de trabajo graves generan demandas complejas, requiriendo múltiples intervenciones y representando un importante problema de salud pública. El objetivo de esta investigación fue analizar los impactos psicosociales de los accidentes de trabajo graves para los trabajadores y sus familias. Se realizó una investigación mixta, descriptiva y exploratoria, utilizando como herramientas y técnicas la observación participante, la entrevista semiestructurada y la investigación documental. Los resultados indican que los accidentes laborales graves impactan la vida de los trabajadores y sus familias, produciendo y agravando sus vulnerabilidades sociales y psíquicas, de las cuales los bajos ingresos, la informalidad, el bajo nivel educativo y los conflictos familiares son ejemplos. En este sentido, se destaca la sobrecarga de las funciones de protección y cuidado social de las familias cuando no cuentan con los recursos psíquicos, sociales y económicos para responder a las exigencias que impone la situación que viven.
PALABRAS CLAVE: accidente laboral grave; desgaste mental; salud del trabajador; vulnerabilidad social.Inseridos no contexto de precarização do trabalho no Brasil, os acidentes de trabalho graves geram demandas complexas, exigindo múltiplas intervenções e representando um importante problema de saúde pública. O objetivo desta pesquisa foi analisar os impactos psicossociais dos acidentes de trabalho graves para os trabalhadores e suas famílias. Foi realizada pesquisa mista, de caráter descritivo e exploratório, que utiliza como instrumentos e técnicas a observação participante, a entrevista semiestruturada e a pesquisa documental. Os resultados indicam que acidentes de trabalho graves impactam a vida dos trabalhadores e de suas famílias, produzindo e agravando suas vulnerabilidades sociais e psíquicas, das quais são exemplos a baixa renda, a informalidade, o baixo nível de escolaridade e os conflitos familiares. Nesse sentido, destaca-se a sobrecarga das funções das famílias na proteção social e no cuidado quando não dispõem de recursos psíquicos, sociais e econômicos para responder às demandas impostas pela situação que vivenciam.
PALAVRAS-CHAVE: acidente de trabalho grave; desgaste mental; saúde do trabalhador; vulnerabilidade social
SUICÍDIO NO MEIO RURAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio se configura como um sério problema de saúde pública, sendo que as mortes por suicídio têm aumentado nas últimas décadas. As mortes autoprovocadas também afetam os contextos rurais, que vem passando por transformações importantes nos modos de vida e trabalho. Este artigo teve como objetivo analisar como a produção científica publicada no período de 2013 a 2018 abordou o fenômeno do suicídio no meio rural. Para tanto, foi realizada revisão integrativa, a partir de das bases de dados Google Acadêmico e Biblioteca Virtual de Saúde, tendo sido selecionados 17 artigos para análise. Foram elaboradas três categorias a partir dos resultados encontrados, que mostram os principais temas abordados pelos estudos. O primeiro diz respeito ao suicídio relacionado às transformações de vida e de produção no meio rural, que foi mencionado em 5 artigos. O segundo tema mais abordado foi a relação entre o uso de agrotóxicos e o suicídio, mencionado por 11 artigos. O último se refere às características demográficas e étnicas nos contextos rurais, em que se destaca a relação entre suicídio, sexo e idade, e estudos que analisam a ocorrência de suicídios entre as etnias alemã e indígena. Conclui-se que os estudos dão ênfase a fatores de riscos específicos como o uso de agrotóxicos, tendo uma lacuna de estudos que integrem diferentes fatores de risco. Há ausência de estudos que tragam como ênfase modos de prevenção do suicídio nos contextos rurais
Discursos e práticas profissionais e o acesso de indígenas à política de assistência social
No Brasil, os direitos sociais são previstos pela Constituição Federal de 1988. Do conjunto desses direitos, configuram-se objeto da Política Pública de Assistência Social os direitos a assistência, alimentação, trabalho, proteção à maternidade e à infância, proteção à família, à criança, ao adolescente, ao jovem e ao idoso. Este artigo objetiva analisar os discursos e práticas dos trabalhadores da Política de Assistência Social, considerando quais são os direitos assegurados e quem são os sujeitos de direitos. A pesquisa de campo ocorreu em um município de pequeno porte I do oeste catarinense, marcado pela predominância de população indígena. Utilizou-se a cartografia ao dar ênfase à produção política da subjetividade. Os instrumentos e técnicas para obtenção das informações reuniram observação participante, entrevista cartográfica e rodas de conversa. Há que se considerar os direitos sociais a serem afiançados pela Política de Assistência Social, como o da convivência comunitária e dignidade das pessoas e comunidades. Na busca por assegurar os direitos sociais, mediados pela Assistência Social, percebe-se uma relação de poder que subjuga os sujeitos ao Estado, por meio de tecnologias biopolíticas de controle da vida dos cidadãos. É necessário investir em ações na defesa dos direitos sociais, da autonomia e do protagonismo político e cultural dos usuários da Assistência Social. É urgente e necessário apostar em ações afirmativas protetivas e de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários destinadas à população indígena ou não, de modo a consolidar os Serviços de Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social
