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Effect of breastfeeding on malocclusions: a systematic review and meta-analysis
AIM: The objective of this systematic review was to investigate if breastfeeding decreases the risk of malocclusions. METHODS: Six databases were systematically searched to the end of October 2014. Observational and interventional studies were included. Breastfeeding was evaluated in three categories: a) ever versus never; b) exclusive versus absence of exclusive; c) longer periods versus shorter periods. All types of malocclusion were considered as the outcome. Pooled adjusted odds ratio and its 95% confidence interval (95%CI) were obtained from meta-analyses. Heterogeneity was assessed with both the Q-test and the I-square. Funnel plots and Egger's test were employed to assess publication bias. RESULTS: Forty-eight studies were included in the systematic review and 41 were included in the overall meta-analysis (n =27,023 participants). Subjects who were ever breastfed were less likely to develop malocclusions than those never breastfed (OR 0.34; 95% CI 0.24; 0.48), those who were exclusively breastfed presented lower risk to present malocclusion than those with absence of exclusive breastfeeding (OR 0.54; 95% CI 0.38; 0.77), and subjects longer breastfed were less likely to have malocclusions than those with shorter breastfed (OR 0.40; 95% CI 0.29; 0.54). CONCLUSION: Breastfeeding decreases the risk of malocclusions.Karen Glazer Peres, Andreia Morales Cascaes, Gustavo Giacomelli Nascimento, and Cesar Gomes Victor
Cobertura e fatores associados aos exames de detecção precoce do câncer de colo do útero e mama em Florianópolis, SC, 2009: um estudo transversal de base populacional
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2010Introdução: a detecção precoce do câncer de colo de útero e mama, através do exame de Papanicolaou e da mamografia, é a principal estratégia para a redução das taxas de morbi/mortalidade destas neoplasias. Objetivos: Identificar a cobertura do Papanicolaou e da mamografia e os fatores associados em mulheres adultas do município de Florianópolis, SC. Metodologia: trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostragem aleatória por conglomerados, realizado com mulheres de 20 a 59 anos de idade, residentes na zona urbana de Florianópolis (SC) em 2009. Realizou-se entrevistas domiciliares, utilizando-se um questionário estruturado constituído por questões relacionadas aos aspectos demográficos, socioeconômicos, condições e comportamentos de saúde, uso e acesso aos serviços de saúde, além do registro quanto ao relato de realização dos exames de Papanicolaou e mamografia. Os desfechos investigados foram a cobertura do teste de Papanicolaou e a cobertura da mamografia. Para cada desfecho investigou-se a realização do exame em algum momento da vida e a realização de acordo com a faixa etária e periodicidade recomendadas pelo Programa Nacional de Prevenção do Câncer de colo de útero e mama. A análise foi ajustada pelo efeito de delineamento. Utilizou-se a regressão de Poisson para análise dos fatores associados. Resultados: entre as 952 mulheres entrevistadas, 93,0% (IC95%: 91,5 94,7) realizam o teste de Papanicolaou e 53,4% (IC95%: 50,2 56,5) realizaram a mamografia pelo menos uma na vida. A cobertura adequada de acordo com a idade e periodicidade recomendadas foi de 86% (IC95%: 83,8 88,2) para o Papanicolaou e 77,2% (IC95%: 74,5 79,8) para a mamografia. Apresentaram-se associados à realização do teste de Papanicolaou em algum momento da vida e sua cobertura nos últimos três anos a ocorrência de duas ou mais doenças crônicas e a realização de consulta médica. Idade e internação hospitalar no último ano foram associadas somente a realização do Papanicolaou na vida. Ser solteira e ter escolaridade menor que doze anos de estudo apresentaram-se como aspectos sugestivos de risco para a não realização do teste de Papanicolaou na vida e nos últimos três anos. A realização da mamografia em algum momento da vida mostrou-se associada com a idade mais avançada, com maior renda familiar e presença de doenças crônicas. A realização de atividade física no trimestre anterior a pesquisa (RP=1,1 IC95%: 1,0 1,2) esteve associada com a cobertura adequada da mamografia, de acordo com o programa nacional de prevenção do câncer. A idade entre 30 e 39 anos (RP=0,70 IC95%: 0,6 0,8) configurou-se negativamente associada com a realização adequada da mamografia. Conclusões: a cobertura a cobertura dos exames preventivos do câncer de câncer de colo de útero e mama foi adequada em Florianópolis no ano de 2009, atingindo a meta preconizada pelos órgãos oficiais nacionais e internacionais. Apesar disto, os grupos sociais menos favorecidos apresentaram menor cobertura destes exames, indicando a influência das disparidades socioeconômicas e demográficas, bem como a necessidade de planejamento e desenvolvimento de ações direcionadas para melhorar o acesso destes grupos aos serviços de saúde.Introduction: The early detection of cervical and breast cancer by Papanicolau smear test and mammography remains the main strategy to reduce their impact on morbidity and mortality. Objectives: To identify the coverage of Pap smear and mammography exams and the factors associated with coverage in adult women in the city of Florianópolis, Brazil. Methodology: This was a cross-sectional study of the women aged 20 to 59 years residing in the urban area of the city of Florianopolis in 2009. The study used cluster random sampling. Home interviews were held using a structured questionnaire asking about demographic and socioeconomic conditions and health behaviors, access to and utilization of health services, including the screening by Papanicolau smear test and mammography which were the main outcomes of this study. For each outcome, the questionnaire asked about taking up the exam ever and within the period recommended by the national program for prevention of cervical and breast cancer. All analyses were adjusted for complex survey effects. Poisson regression was used to estimate the impact of the predictors on screening in terms of relative risk. Results: Among 952 women analyzed, the percentages of those who had ever done the Papanicolau smear test and mammography were 93.0% (with 95% confidence interval 91.5#94.7%) and 53.4% (with 95% confidence interval 50.2#56.5%), respectively. The adequate periodicity of these exams was reported by 86% (with 95% confidence interval 83.8#88.2%) for the Papanicolau test and 77.2% (with 95% confidence interval 74.5#79.8%) for mammography. Taking up these exams within recommended intervals of the national screening program was associated with the occurrence of two or more chronic diseases and seeing a medical doctor for other reasons, whereas taking up these exams ever was associated only with age and hospitalization in the past year. Being single and having less than twelve years of scholarly education was associated with a higher risk of not taking up the Papanicolau smear test. Mammography screening ever was associated with age, family income and presence of chronic diseases. Doing regular physical exercises in the last three months increased the chance of adequate periodicity of mammography by 10% (with 95% confidence interval 0#20%), whereas the age of 30 to 39 years reduced the chance of this outcome by 30% (with 95% confidence interval 20#40%). Conclusions # In Florianópolis, the coverage of screening for cervical and breast cancer was within the targets established by the Brazilian Ministry of Health in the year of 2009. However, poor people had worse coverage, indicating the influence of social, economic and demographic disparity, as well as the need for a better planning and development of specific actions targeting these groups in order to improve their access to the screening program
Fatores de risco para diarréia complicada por desidratação moderada a grave : um estudo de casos e controles
A doença diarréica persiste como uma causa importante de mortalidade de crianças menores de cinco anos, especialmente para os paises em desenvolvimento. Nestes, a implantação da terapia de reidratação oral associou-se à redução da mortalidade, especialmente devida a diarréia aquosa aguda. Contudo, estima-se que 2 a 3 % dos episódios de diarréia evoluam para desidratação e choque, representando a causa do óbito para aproximadamente 22% das crianças menores de um ano. A fim de investigar os fatores associados ao risco de desenvolver diarréia complicada por desidratação moderada ou grave (diarréia grave), realizou-se um estudo de casos e controles na região metropolitana de Porto Alegre. Os casos eram crianças menores de dois anos com diarréia aguda hospitalizados por desidratação moderada ou grave. Os controles constituiram-se de crianças sem diarréia, residentes na mesma vizinhança e do mesmo grupo etário dos casos. Fatores demográficos, socioeconômicos, ambientais, maternos, nutricionais e de assistência à saúde associaram-se significativamente com o risco de desidratar. Destacam-se às exposições decorrentes de idade menor do que quatro meses e, para as crianças acima de uma ano, idade menor do que dezoito meses; pai ausente ou analfabeto; ambiente doméstico não limpo; idade materna menor do que vinte anos; gemelaridade; déficits de altura para idade e de peso para idade dois desvios padrões abaixo da mediana; baixo peso de nascimento; substituição do leite materno por leite artificial; menor tempo decorrido após a suspensão do leite materno e não administração recente de antimicrobianos. Conclui-se que é possivel caracterizar exposições de risco para crianças residentes na mesma comunidade. Além da identificação dos fatores de risco, o acúmulo de três ou mais fatores se associa significativamente com o desenvolvimento de diarréia grave
Genomic ancestry and education level independently influence abdominal fat distributions in a Brazilian admixed population
We aimed to identify the independent associations of genomic ancestry and education level with abdominal fat distributions in the 1982 Pelotas birth cohort study, Brazil. In 2,890 participants (1,409 men and 1,481 women), genomic ancestry was assessed using genotype data on 370,539 genome-wide variants to quantify ancestral proportions in each individual. Years of completed education was used to indicate socio-economic position. Visceral fat depth and subcutaneous abdominal fat thickness were measured by ultrasound at age 29–31y; these measures were adjusted for BMI to indicate abdominal fat distributions. Linear regression models were performed, separately by sex. Admixture was observed between European (median proportion 85.3), African (6.6), and Native American (6.3) ancestries, with a strong inverse correlation between the African and European ancestry scores (ρ = -0.93; p<0.001). Independent of education level, African ancestry was inversely associated with both visceral and subcutaneous abdominal fat distributions in men (both P = 0.001), and inversely associated with subcutaneous abdominal fat distribution in women (p = 0.009). Independent of genomic ancestry, higher education level was associated with lower visceral fat, but higher subcutaneous fat, in both men and women (all p<0.001). Our findings, from an admixed population, indicate that both genomic ancestry and education level were independently associated with abdominal fat distribution in adults. African ancestry appeared to lower abdominal fat distributions, particularly in men
Why do we need population health surveys?
Nos últimos 50 anos, nosso país evoluiu muito em termos da cobertura e qualidade de seus sistemas de informação em saúde. Os registros de nascimentos e óbitos passaram a ter cobertura praticamente universal, com qualidade crescente ao longo do tempo. Sistemas de informações hospitalares, sistemas baseados nas redes de atenção primária, sistemas especiais de vigilância (por exemplo, sobre nutrição e enfermidades respiratórias), sistemas de informação sobre vacinações, entre outros, todos têm contribuído para monitorar indicadores de saúde em todo o país. Exemplos claros da importância e agilidade dos sistemas existentes foram fornecidos durante a pandemia por COVID-19, quando dados dos Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) e dados de cobertura vacinal oriundos do Programa Nacional de Imunizações (PNI) permitiram monitorar o progresso da pandemia e originaram muitos artigos científicos publicados praticamente em tempo real
Avaliação do manejo de casos dos profissionais de saúde na estratégia de atenção integrada às doenças prevalentes na infância (AIDPI) em quatro estados do Nordeste do Brasil
A Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância - AIDPI é uma estratégia criada em 1993 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) em conjunto com o UNICEF que traçou como objetivos reduzir a mortalidade na infância e contribuir de
maneira significativa para a melhoria da qualidade da atenção à saúde prestada às crianças. Para alcançar tais objetivos ações de promoção e prevenção juntamente com ações assistenciais, ajudam ao crescimento e desenvolvimento saudáveis da população infantil, em especial daquela que
vive em países e regiões menos desenvolvidas. A AIDPI enfatiza a visão integrada da criança, ao invés de enfocar apenas uma doença ou uma condição individual. Além disso, procura enfatizar os diversos setores envolvidos na saúde da criança, como, por exemplo, a capacitação dos profissionais de saúde, a organização dos serviços, a educação da família e da comunidade no que tange à sua saúde. No Brasil, a estratégia foi implantada em 1996 nas regiões Norte e Nordeste, sendo o Ceará o estado em que foi realizado o primeiro curso de capacitação de profissionais de saúde. De todas as regiões do país, são estas que apresentam os piores
indicadores socio-econômicas e de saúde. Ainda as doenças perinatais, pneumonia, diarréia e a desnutrição são responsáveis por um elevado número de mortes, todas passíveis de prevenção e tratamento. Apesar da disseminação dessa estratégia para mais de 100 países e para todos os
estados brasileiros havia dúvidas se a AIDPI tinha um impacto significativo na saúde infantil e se havia redução nos custos de saúde a ela associada. Um estudo foi realizado em qua tro estados brasileiros: Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco comparando unidades de saúde com e sem AIDPI, como parte da tese de doutorado do Prof. João Amaral da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, sob orientação do Prof. Cesar Victora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas-RS. A pesquisa incluiu 12 municípios da Bahia, 14 do Ceará, 16 da Paraíba e 16 de Pernambuco. Em cada estado, 24 unidades de saúde (12 com e 12 sem AIDPI)
foram selecionadas para inclusão na pesquisa. No total, 653 crianças foram selecionadas nestas 96 unidades de saúde.
Os resultados mostraram que os profissionais de saúde treinados em AIDPI prestaram assistência significativamente melhor, comparada com profissionais sem treinamento em AIDPI. Essa assistência foi melhor em relação à avaliação
do estado de saúde da criança, classificação da doença, tratamento dos problemas da criança e comunicação com a mãe ou acompanhante. O estudo também mostrou que os enfermeiros apresentaram bom desempenho na prescrição de medicamentos simples, no contexto de programas de saúde
pública como o AIDPI. Ambos os tipos de unidades (com e sem AIDPI) estavam com estoque adequado de medicamentos e vacinas. Entretanto, a disponibilidade para medicamentos injetáveis foi geralmente baixa para os dois tipos de unidades.
Esse foi um achado preocupante, uma vez que crianças graves necessitam ser transferidas para hospitais, uma vez que apresentam com risco de morte e necessitam receber medicamentos desse porte antes da referência. Dado o impacto desse estudo para a saúde infantil, o mesmo foi publicado em revistas nacionais e internacionais, apresentado no Fórum Global para a Saúde e faz parte de um livro da Fundação Oswaldo Cruz/Ministério da Saúde (FIOCRUZ) sobre a saúde da criança
Avaliação do manejo de casos dos profissionais de saúde na estratégia de atenção integrada às doenças prevalentes na infância (AIDPI) em quatro estados do Nordeste do Brasil
A Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância - AIDPI é uma estratégia criada em 1993 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) em conjunto com o UNICEF que traçou como objetivos reduzir a mortalidade na infância e contribuir de
maneira significativa para a melhoria da qualidade da atenção à saúde prestada às crianças. Para alcançar tais objetivos ações de promoção e prevenção juntamente com ações assistenciais, ajudam ao crescimento e desenvolvimento saudáveis da população infantil, em especial daquela que
vive em países e regiões menos desenvolvidas. A AIDPI enfatiza a visão integrada da criança, ao invés de enfocar apenas uma doença ou uma condição individual. Além disso, procura enfatizar os diversos setores envolvidos na saúde da criança, como, por exemplo, a capacitação dos profissionais de saúde, a organização dos serviços, a educação da família e da comunidade no que tange à sua saúde. No Brasil, a estratégia foi implantada em 1996 nas regiões Norte e Nordeste, sendo o Ceará o estado em que foi realizado o primeiro curso de capacitação de profissionais de saúde. De todas as regiões do país, são estas que apresentam os piores
indicadores socio-econômicas e de saúde. Ainda as doenças perinatais, pneumonia, diarréia e a desnutrição são responsáveis por um elevado número de mortes, todas passíveis de prevenção e tratamento. Apesar da disseminação dessa estratégia para mais de 100 países e para todos os
estados brasileiros havia dúvidas se a AIDPI tinha um impacto significativo na saúde infantil e se havia redução nos custos de saúde a ela associada. Um estudo foi realizado em qua tro estados brasileiros: Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco comparando unidades de saúde com e sem AIDPI, como parte da tese de doutorado do Prof. João Amaral da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, sob orientação do Prof. Cesar Victora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas-RS. A pesquisa incluiu 12 municípios da Bahia, 14 do Ceará, 16 da Paraíba e 16 de Pernambuco. Em cada estado, 24 unidades de saúde (12 com e 12 sem AIDPI)
foram selecionadas para inclusão na pesquisa. No total, 653 crianças foram selecionadas nestas 96 unidades de saúde.
Os resultados mostraram que os profissionais de saúde treinados em AIDPI prestaram assistência significativamente melhor, comparada com profissionais sem treinamento em AIDPI. Essa assistência foi melhor em relação à avaliação
do estado de saúde da criança, classificação da doença, tratamento dos problemas da criança e comunicação com a mãe ou acompanhante. O estudo também mostrou que os enfermeiros apresentaram bom desempenho na prescrição de medicamentos simples, no contexto de programas de saúde
pública como o AIDPI. Ambos os tipos de unidades (com e sem AIDPI) estavam com estoque adequado de medicamentos e vacinas. Entretanto, a disponibilidade para medicamentos injetáveis foi geralmente baixa para os dois tipos de unidades.
Esse foi um achado preocupante, uma vez que crianças graves necessitam ser transferidas para hospitais, uma vez que apresentam com risco de morte e necessitam receber medicamentos desse porte antes da referência. Dado o impacto desse estudo para a saúde infantil, o mesmo foi publicado em revistas nacionais e internacionais, apresentado no Fórum Global para a Saúde e faz parte de um livro da Fundação Oswaldo Cruz/Ministério da Saúde (FIOCRUZ) sobre a saúde da criança
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