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Beachrocks do Rio Grande Do norte: correlação entre os depósitos costeiros e os de zona costa-afora com base na faciologia, petrografia e diagênese
Beachrocks são rochas sedimentares formadas pela cimentação de sedimentos praiais por carbonato de cálcio em especial, calcita e/ou aragonita em zona de estirâncio. A ocorrência dessas rochas é bastante comum em diversas partes do globo, sobretudo em regiões com latitudes inferiores a 40º. O Rio Grande do Norte possui grande quantidade de beachrocks, os quais afloram tanto em regiões costeiras quanto em zona costa-afora. Os depósitos de beachrocks de zona costeira do referido estado têm sido estudados por diversos autores, os quais abordaram os mais variados temas desde o início do século XX. Por outro lado, os depósitos de zona costa-afora apesar de terem sido estudados por poucos autores têm ganhado atenção apenas nos últimos anos. Porém, nenhum trabalho até o presente fez algum tipo de estudo comparativo de cunho geológico entre os corpos de beachrocks presentes em ambas as zonas: costeira e costa-afora. Sendo assim, a presente dissertação teve o intuito de correlacionar os corpos de beachrocks que afloram em zona costeira aos que estão atualmente dispostos em zona costa-afora, próximo a isóbata de 25 m, levando em consideração seus aspectos petrográficos, diagenéticos e sedimentológicos. Para isso, foram percorridos cerca de 260 km de litoral, correspondendo ao trecho entre os municípios de Extremoz e Tibau, em busca de afloramentos de beachrocks. Seções colunares foram confeccionadas e amostras coletadas em estações de amostragem representativas da zona costeira, ao passo que da zona costa-afora apenas seções delgadas foram analisadas. Trabalhos disponíveis na literatura sobre o tema e área em pauta também foram utilizados. A partir dos dados levantados, observou-se que os beachrocks são formados por diferentes camadas ao longo de um perfil vertical. Estas camadas são claramente identificadas em afloramento pela diferença existente na composição, textura e estruturas sedimentares peculiares a cada uma delas. Seções delgadas foram confeccionadas e analisadas a partir de amostras coletadas nas diferentes camadas de diversos afloramentos. Um afloramento foi escolhido como afloramento modelo sendo este o de São Bento do Norte por apresentar a maior espessura de rocha aflorante (1,9 m). Este tem sido muito bem estudado tanto no corrente trabalho quanto em trabalhos de outros autores. A este foram comparados todos os outros afloramentos analisados. A partir da análise micropetrográfica, foram identificadas 03 microfácies para os beachrocks do Rio Grande do Norte, sendo elas: Quartzarenítica ( 10% de bioclastos). Associando essas microfácies às análises sedimentológicas realizadas foi possível propor que as microfácies Quartzarenítica e Bio-quartzarenítica foram depositadas em
zona de estirâncio enquanto que a microfácies Quartzarenítica Bioclástica foi depositada em zona de face litorânea superior. A história diagenética dos beachrocks estudados é marcada por quatro principais processos: compactação mecânica, cimentação, dissolução e geração de porosidade secundária, e oxidação. Dentre esses, o processo de cimentação é o mais importante, sendo caracterizado por precipitação de cimento de calcita rica em Mg sob cinco morfologias, a saber: cutículas criptocristalinas, franjas prismáticas isópacas, calcita espática microcristalina, calcita espática equante e agregados pseudo-peloidais. Todas estas morfologias foram formadas durante o estágio de eodiagênese, nas zonas freática marinha ativa ou freática meteórica ativa, corroborando assim com a idéia de que beachrocks têm sua litificação completa a pequenas profundidades. Associando as análises microfaciológicas às diagenéticas foi possível sugerir que a sucessão vertical de camadas vista em alguns beachrocks costeiros representam registros de variações de mais alta frequência do nível do mar durante o Holoceno. A partir daí, baseando-se em informações obtidas através de curvas de variação do nível do mar relativo no Holoceno para o Rio Grande do Norte, disponíveis na literatura, e na correlação aqui realizada entre os beachrocks costeiro e aqueles de zona costa-afora, foi possível inferir que estes últimos representam uma antiga linha de costa formada a idades relativas superiores a 7.000 anos A.PBeachrocks são rochas sedimentares formadas pela cimentação de sedimentos praiais por carbonato de cálcio em especial, calcita e/ou aragonita em zona de estirâncio. A ocorrência dessas rochas é bastante comum em diversas partes do globo, sobretudo em regiões com latitudes inferiores a 40º. O Rio Grande do Norte possui grande quantidade de beachrocks, os quais afloram tanto em regiões costeiras quanto em zona costa-afora. Os depósitos de beachrocks de zona costeira do referido estado têm sido estudados por diversos autores, os quais abordaram os mais variados temas desde o início do século XX. Por outro lado, os depósitos de zona costa-afora apesar de terem sido estudados por poucos autores têm ganhado atenção apenas nos últimos anos. Porém, nenhum trabalho até o presente fez algum tipo de estudo comparativo de cunho geológico entre os corpos de beachrocks presentes em ambas as zonas: costeira e costa-afora. Sendo assim, a presente dissertação teve o intuito de correlacionar os corpos de beachrocks que afloram em zona costeira aos que estão atualmente dispostos em zona costa-afora, próximo a isóbata de 25 m, levando em consideração seus aspectos petrográficos, diagenéticos e sedimentológicos. Para isso, foram percorridos cerca de 260 km de litoral, correspondendo ao trecho entre os municípios de Extremoz e Tibau, em busca de afloramentos de beachrocks. Seções colunares foram confeccionadas e amostras coletadas em estações de amostragem representativas da zona costeira, ao passo que da zona costa-afora apenas seções delgadas foram analisadas. Trabalhos disponíveis na literatura sobre o tema e área em pauta também foram utilizados. A partir dos dados levantados, observou-se que os beachrocks são formados por diferentes camadas ao longo de um perfil vertical. Estas camadas são claramente identificadas em afloramento pela diferença existente na composição, textura e estruturas sedimentares peculiares a cada uma delas. Seções delgadas foram confeccionadas e analisadas a partir de amostras coletadas nas diferentes camadas de diversos afloramentos. Um afloramento foi escolhido como afloramento modelo sendo este o de São Bento do Norte por apresentar a maior espessura de rocha aflorante (1,9 m). Este tem sido muito bem estudado tanto no corrente trabalho quanto em trabalhos de outros autores. A este foram comparados todos os outros afloramentos analisados. A partir da análise micropetrográfica, foram identificadas 03 microfácies para os beachrocks do Rio Grande do Norte, sendo elas: Quartzarenítica ( 10% de bioclastos). Associando essas microfácies às análises sedimentológicas realizadas foi possível propor que as microfácies Quartzarenítica e Bio-quartzarenítica foram depositadas em
zona de estirâncio enquanto que a microfácies Quartzarenítica Bioclástica foi depositada em zona de face litorânea superior. A história diagenética dos beachrocks estudados é marcada por quatro principais processos: compactação mecânica, cimentação, dissolução e geração de porosidade secundária, e oxidação. Dentre esses, o processo de cimentação é o mais importante, sendo caracterizado por precipitação de cimento de calcita rica em Mg sob cinco morfologias, a saber: cutículas criptocristalinas, franjas prismáticas isópacas, calcita espática microcristalina, calcita espática equante e agregados pseudo-peloidais. Todas estas morfologias foram formadas durante o estágio de eodiagênese, nas zonas freática marinha ativa ou freática meteórica ativa, corroborando assim com a idéia de que beachrocks têm sua litificação completa a pequenas profundidades. Associando as análises microfaciológicas às diagenéticas foi possível sugerir que a sucessão vertical de camadas vista em alguns beachrocks costeiros representam registros de variações de mais alta frequência do nível do mar durante o Holoceno. A partir daí, baseando-se em informações obtidas através de curvas de variação do nível do mar relativo no Holoceno para o Rio Grande do Norte, disponíveis na literatura, e na correlação aqui realizada entre os beachrocks costeiro e aqueles de zona costa-afora, foi possível inferir que estes últimos representam uma antiga linha de costa formada a idades relativas superiores a 7.000 anos A.
Petrogenesis of the Juína kimberlite field (MT): geodynamic implications and subsidies for exploratory models
Este estudo visa avançar o conhecimento sobre as intrusões kimberlíticas de Juína e o manto litosférico subjacente, além de explorar a relação geotectônica regional. Amostras de testemunhos de sondagem e minerais indicadores de kimberlito (MIK), como granada piropo, espinélio cromífero, ilmenita magnesiana, diopsídio cromífero, flogopita e zircão, foram analisadas. Adicionalmente, comparamos zircões mantélicos de Juína com duas outras áreas kimberlíticas produtoras de diamantes no Brasil: Paranatinga, no Cráton Amazônico, e a Província Ígnea do Alto Paranaíba (APIP), no sudeste do Cráton São Francisco. As concentrações de elementos maiores e menores de MIK foram medidas in situ com uma microssonda eletrônica no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, enquanto as concentrações de elementos-traço foram obtidas por LA-ICP-MS no Arctic Resources Laboratory da Universidade de Alberta. A composição isotópica de U-Th-Pb em zircões foi determinada utilizando LA-SC-SF-ICP-MS no mesmo laboratório, e as análises dos isótopos Lu-Yb-Hf e oxigênio (18O, 16O) foram realizadas com uma microssonda iônica no Canadian Centre for Isotopic Microanalysis, Universidade de Alberta. Com base nas características petrográficas e composições minerais, os pipes de Juína foram interpretados como kimberlitos arquetípicos com estilos de colocação piroclásticos, preenchidos com kimberlito vulcanoclástico ressedimentado e kimberlito piroclástico do tipo Kimberley. A composição e a textura das fases magmáticas sugerem cristalização a partir de magmas kimberlíticos sensu stricto. A presença de granadas eclogíticas com alto teor de Na e a ausência de granadas G10 com alto teor de Cr e baixo teor de Ca sugerem a presença de diamantes eclogíticos entre as populações de diamantes litosféricos de Juína. Os teores de Zr e Y e as razões Ti/Eu e Zr/Hf nas granadas peridotíticas, e os teores de Zr e as razões Ca/Al, LaN/YbN, Ti/Eu e Zr/Hf nos clinopiroxênios indicam uma forte conexão com metasomatismo do manto relacionado a melts kimberlíticos. Os zircões analisados apresentam padrões de REEN relativamente uniformes, sendo empobrecidos em LREE e enriquecidos em HREE, com anomalias positivas de Ce variáveis, mas sem anomalias discerníveis de Eu. Aplicando o termômetro de Ti em zircão recentemente revisado, obteve-se temperaturas médias de cristalização de 860 ± 137 oC, 900 ± 34 oC e 1165 ± 147 oC para os zircões de Juína, Paranatinga e APIP, respectivamente. As idades U-Pb revelam quatro picos principais de magmatismo kimberlítico: ~78 e 86 Ma na APIP, 92 Ma em Juína e 122 Ma em Paranatinga. Os valores de Hf variam de +4,2 a +9,3 para Juína, +4,7 a +6,2 para Paranatinga e -11,0 a 0,0 para APIP. Valores médios de 18O são similares para zircões de Juína e Paranatinga, mas mais baixos que aqueles da APIP. As composições isotópicas de Hf indicam que os zircões de Juína e Paranatinga são consistentes com kimberlitos primitivos, enquanto os zircões de APIP exibem características de kimberlitos anômalos, sugerindo uma fonte de reservatórios mantélicos contaminados. O contraste nos valores médios de 18O entre os crátons Amazônico e São Francisco sugere reservatórios mantélicos distintos ou diferentes graus de interação com o manto litosférico subcontinental isotopicamente heterogêneo.This study aims to advance the knowledge of the kimberlite intrusions in Juína and the underlying lithospheric mantle, as well as explore the regional geotectonic relationship. Core samples and kimberlite indicator minerals (KIM) such as pyrope garnet, Cr-spinel, Mg- ilmenite, Cr-diopside, phlogopite, and zircon were analyzed. In addition, we compared mantle- derived zircons from Juína with those from two other major diamond-producing kimberlite areas in Brazil: Paranatinga in the Amazonian craton and the Alto Paranaíba Igneous Province (APIP) in the southeastern São Francisco craton. Major and minor element concentrations of KIMs were measured in situ with an electron microprobe at the Institute of Geosciences, University of São Paulo, while trace element concentrations were obtained by LA-ICP-MS at the Arctic Resources Laboratory, University of Alberta. The U-Th-Pb isotopic composition of zircons was determined using LA coupled to an Element XR SC-SF-ICP-MS, and Lu-Yb-Hf was measured using a laser ablation-MC-ICP-MS at the same laboratory. Oxygen (18O, 16O) isotope analyses were performed with an ion microprobe at the Canadian Centre for Isotopic Microanalysis, University of Alberta. Based on petrographic characteristics and mineral compositions, the Juína pipes were interpreted as archetypal kimberlites with pyroclastic emplacement styles, filled with resedimented volcaniclastic kimberlite and Kimberley-type pyroclastic kimberlite. The composition and texture of the magmatic phases suggest crystallization from kimberlite magmas sensu stricto. The presence of eclogitic garnets with high Na content and the absence of G10 garnets with high Cr and low Ca content suggest the presence of eclogitic diamonds among the lithospheric diamond populations of Juína. The concentrations of Zr and Y, the Ti/Eu and Zr/Hf ratios in peridotitic garnets, and the Zr, Ca/Al, LaN/YbN, Ti/Eu, and Zr/Hf contents in clinopyroxenes indicate a strong connection with mantle metasomatism related to kimberlitic melts in the Juína area. The analyzed zircons exhibit relatively uniform REEN patterns, being depleted in LREE and enriched in HREE, with variable positive Ce anomalies but no discernible Eu anomalies. Applying the recently revised Ti-in- zircon thermometer, the average crystallization temperatures were 860 ± 137 oC, 900 ± 34 oC, and 1165 ± 147 oC for zircons from Juína, Paranatinga, and APIP, respectively. The U-Pb ages reveal four main peaks of kimberlite magmatism: ~78 and 86 Ma in APIP, 92 Ma in Juína, and 122 Ma in Paranatinga. Hf values range from +4.2 to +9.3 for Juína, +4.7 to +6.2 for Paranatinga, and -11.0 to 0.0 for APIP. Average 18O values in zircon megacrysts are similar for Juína and Paranatinga but lower than those in APIP. The Hf isotopic compositions indicate that the zircons from Juína and Paranatinga are consistent with primitive kimberlites, while the zircons from APIP exhibit characteristics of anomalous kimberlites, suggesting a source from contaminated mantle reservoirs. The contrast in average 18O values between the Amazonian and São Francisco cratons suggests distinct mantle reservoirs or different degrees of interaction with the isotopically heterogeneous subcontinental lithospheric mantle
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Dispelling the Myths Behind First-author Citation Counts
We conducted a full-scale evaluative citation analysis study of scholars in the XML research field to explore just how different from each other author rankings resulting from different citation counting methods actually are, and to demonstrate the capability of emerging data and tools on the Web in supporting more realistic citation counting methods. Our results contest some common arguments for the continued
use of first-author citation counts in the evaluation of scholars, such as high correlations between author rankings by first-author citation counts and other citation
counting methods, and high costs of using more realistic citation counting methods that are not well-supported by the ISI databases. It is argued that increasingly available digital full text research papers make it possible for citation analysis studies to go beyond what the ISI databases have directly supported and to employ more
sophisticated methods
koamabayili/VECTRON-author-checklist: VECTRON author checklist
We have done our best to complete the author checklist relating to the use of animals in the hut study. Note that the objective for the hut study was to evaluate the IRS treatment applications for residual efficacy against Anopheles mosquitoes, including the local An. coluzzii mosquito population. Cows were only used to attract mosquitoes into the huts and no tests were carried out directly on the cows. The author checklist is intended for use with studies where experiments are carried out on animals, which is why we have had such difficulty in completing this for the hut study, as many of the questions do not relate to how the cows were used
Author-wise bibliometric analysis based on entropy.
Author-wise bibliometric analysis based on entropy.</p
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