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A violência nas relações de gênero em é proibido comer a grama, de Wander Piroli
This paper reflects on the relationship between violence and gender in two short stories by Wander Piroli, present in É proibido comer a grama (2006). In the short story "Oh God of Mercy", if physical violence reaches the female character, who is killed by her husband, another type of violence, the symbolic one (BOURDIEU, 2011), is responsible for the former, insofar as it naturalizes the relations of domination between the dominant and the dominated. In the short story "O serralheiro Zuenir e a professora Helena", violence against women occurs through rape, revealing asymmetries that concern the gender and social class of the characters, circumscribed to different social universes.Este artigo reflete sobre a relação entre violência e gênero em dois contos de Wander Piroli, presentes em É proibido comer a grama (2006). No conto "Oh Deus de misericórdia", se a violência física alcança a personagem feminina, que é morta pelo marido, um outro tipo de violência, a simbólica (BOURDIEU, 2011), é a responsável pela primeira, na medida em que naturaliza as relações de dominação entre dominantes e dominados. No conto "O serralheiro Zuenir e a professora Helena", a violência contra a mulher se dá por meio de um estupro, revelando assimetrias que dizem respeito ao gênero e à classe social das personagens, circunscritas a universos sociais diferentes
A VIOLÊNCIA SOBRE OS INVISÍVEIS NA NARRATIVA DE WANDER PIROLI: UMA LEITURA DE “A PORTA É A SERVENTIA DA PEIXEIRA”
O livro É proibido comer a grama, do escritor mineiro Wander Prioli, publicado em 2006, ano de sua morte, é composto por 18 narrativas, nas quais se destaca o temário da violência. Essa violência se apresenta, na obra do escritor, a partir do espaço urbano, tendo como cenário principal a capital mineira, sobretudo seu centro nevrálgico e arredoresboêmios, entre os anos 1960 e 1980. As personagens que aparecem nos contos de Piroli são seres invisibilizados socialmente (violentos e violentados), que são colocados, pelo autor, num processo de visibilidade e de empatia com o leitor. Para discutirmos o processo de invisibilidade social na obra de Piroli, escolhemos o conto que encerra o livro É proibido comer a grama, “A porta é serventia da peixeira”, no qual temos o “confronto” entre um fotógrafo, experiente no registro da miséria humana, e um migrante desempregado, em luta pela sobrevivência de sua família
A Narrativa da Memória: um Estudo sobre as Personagens no Documentário O Fim e o Princípio, de Eduardo Coutinho
REPRESENTAÇÕES DAS VIOLÊNCIAS NA NARRATIVA BRASILEIRA ATUAL: O CASO DE WANDER PIROLI EM “SANGRIA DESATADA”
Este artigo reflete sobre a representação das violências no conto “Sangria desatada”, do escritor mineiro Wander Piroli. Publicado postumamente, em 2006, ano da morte do autor, no livro É proibido comer a grama, “Sangria desatada” apresenta seres invisibilizados que são violentados pelo Estado e pela exclusão social, tornando-se agentes também da violência. Para essa discussão, o artigo está organizado em duas seções. Na primeira, discorremos sobre a representação da violência em nossa narrativa atual a partir de Candido (1989), Pellegrini (2002, 2005), Resende (2008), Schøllammer (2009). Na segunda parte do artigo, dedicamo-nos à leitura do conto “Sangria desatada” e ao modo de construção das violências na narrativa de Piroli. DOI: https://doi.org/10.47295/mren.v9i1.218
