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    Prevalência e fatores associados ao uso de benzodiazepínicos em idosos atendidos em um ambulatório especializado em Porto Alegre, Brasil = Prevalence and factors associated with the use of benzodiazepines in elderly in a specialized ambulatory in Porto Alegre, Brazil = Prevalencia y factores asociados con el uso de benzodiazepinas en ancianos en un ambulatorio especializado en Porto Alegre, Brasil

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    Objetivos: verificar a prevalência de uso de BZDs na população idosa atendida em um ambulatório de psiquiatria geriátrica de um hospital universitário em Porto Alegre, Brasil. Métodos: estudo transversal realizado no ambulatório de psiquiatria geriátrica. A coleta de dados ocorreu durante a primeira consulta dos indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos. Os dados avaliados compreendem questões sociodemográficas, clínicas, de saúde e uso de medicamentos. Para análise estatística foi utilizado o programa SPSS (do inglês, Statistical Package for the Social Sciences). Resultados: um total de 295 idosos foram incluídos no estudo. A média de idade foi de 72,1±8,3 anos, sendo na maioria mulheres (76,6%), com escolaridade de 5 a 8 e 9 a 12 anos de estudo (ambos com a mesma frequência, 28,9%), casados (45,0%), residindo com familiar (34,4%), aposentados (79,8%). A prevalência de utilização de BZD foi de 33,6% (n=99). A queixa principal de ansiedade e o diagnóstico de transtornos ansiosos foram associadas ao uso de BZDs. Conclusões: a prevalência do uso de BZDs foi alta e associada à queixa principal de ansiedade e aos diagnósticos de transtornos ansiosos e depressivos, mesmo esses sendo considerados medicamentos potencialmente inapropriados e com alto risco de complicações. O tratamento da população geriátrica, muitas vezes, é colocado em segundo plano, não recebendo devidamente os cuidados direcionados às demandas específicas que esses indivíduos necessitam. O conhecimento epidemiológico da população idosa expõe características e auxilia na elaboração de plano terapêutico diferenciad

    Perfil Epidemiológico de Pacientes sob Internação Compulsória em uma Clínica Psiquiátrica do Sul Catarinense

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    Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.Este estudo tem como objetivo avaliar o perfil epidemiológico de pacientes psiquiátricos que sofreram internação compulsória no hospital psiquiátrico do Instituto Saúde e Educação Vida – ISEV Unidade Rio Maina no período de 2012 a 2014. Dos 159 prontuários analisados, 114, ou seja, 71,7% eram homens. A idade mediana foi de 35,07 anos, os pacientes solteiros corresponderam a 76,9%, e a classe social baixa foi encontrada em 53,5% dos pesquisados, os pacientes que estavam na 1ª internação corresponderam a 46,5% enquanto 25 pacientes, ou seja, 15,7% já haviam sido internados 5 ou mais vezes. Pacientes que estavam internados devido ao consumo de álcool e outras substâncias psicoativas representou 92,45% dos casos, os que apresentaram transtornos psicóticos e de personalidades, somaram juntos 47,17%, já os pacientes que apresentaram algum tipo de transtorno mental, transtorno afetivo ou ainda outros tipos de transtornos, juntos somados foram 73 pacientes, ou seja, 45,91%. Ao término deste estudo, observou-se que a população pesquisada, em sua maioria são homens com envolvimento com álcool ou outro tipo de substância psicoativa e ocorrência de 1 ou 2 internações

    Prevalência e fatores associados ao uso de benzodiazepínicos em idosos atendidos em um ambulatório especializado em Porto Alegre, Brasil

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    Aims: to verify the prevalence of BZDs use in the elderly population treated at an outpatient clinic for geriatric psychiatry at a university hospital in Porto Alegre, Brazil.Methods: cross-sectional study carried out at the geriatric psychiatric outpatient clinic. Data collection occurred during the first consultation of individuals aged 60 years or over. The evaluated data comprise sociodemographic, clinical, health and medication use issues. For statistical analysis the SPSS program (in English, Statistical Package for the Social Sciences) was used.Results: a total of 295 elderly people were included in the study. The average age was 72.1 ± 8.3 years, mostly women (76.6%), with schooling from 5 to 8 and 9 to 12 years of study (both with the same frequency, 28.9%), married (45.0%), living with a family member (34.4%), retired (79.8%). The prevalence of BZDs use was 33.6% (n = 99). The main complaint of anxiety and the diagnosis of anxiety disorders were associated with the use of BZDs.Conclusions: the prevalence of the use of BZDs was high and associated with the main complaint of anxiety and the diagnoses of anxiety and depressive disorders, even though these are considered potentially inappropriate medications and with a high risk of complications. The treatment of the geriatric population is often placed in the background, not properly receiving care directed to the specific demands that these individuals need. The epidemiological knowledge of the elderly population exposes characteristics and assists in the development of a differentiated therapeutic plan.Objetivos: verificar la prevalencia del uso de BZD en la población anciana atendida en un ambulatorio de psiquiatría geriátrica en un hospital universitario de Porto Alegre, Brasil.Métodos: estudio transversal realizado en el ambulatorio psiquiátrico geriátrico. La recogida de datos se produjo durante la primera consulta de personas de 60 años o más. Los datos evaluados comprenden aspectos sociodemográficos, clínicos, de salud y de uso de medicamentos. Para el análisis estadístico se utilizó el programa SPSS (en inglés, Statistical Package for the Social Sciences).Resultados: se incluyó en el estudio a un total de 295 ancianos. La edad promedio fue de 72,1 ± 8,3 años, mayoritariamente mujeres (76,6%), con escolaridad de 5 a 8 y de 9 a 12 años de estudio (ambos con la misma frecuencia, 28,9%), casadas (45,0%), conviviendo en familia miembro (34,4%), jubilado (79,8%). La prevalencia del uso de BZDs fue del 33,6% (n = 99). La principal queja de ansiedad y el diagnóstico de trastornos de ansiedad se asociaron con el uso de BZDs.Conclusiones: la prevalencia del uso de BZDs fue alta y se asoció con el síntoma principal de ansiedad y los diagnósticos de ansiedad y trastornos depresivos, aunque estos se consideran fármacos potencialmente inapropiados y con alto riesgo de complicaciones. El tratamiento de la población geriátrica a menudo se pone en un segundo plano, no recibiendo una atención adecuada dirigida a las demandas específicas que necesitan estos individuos. El conocimiento epidemiológico de la población anciana expone características y ayuda al desarrollo de un plan terapéutico diferenciado.Objetivos: verificar a prevalência de uso de BZDs na população idosa atendida em um ambulatório de psiquiatria geriátrica de um hospital universitário em Porto Alegre, Brasil.Métodos: estudo transversal realizado no ambulatório de psiquiatria geriátrica. A coleta de dados ocorreu durante a primeira consulta dos indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos. Os dados avaliados compreendem questões sociodemográficas, clínicas, de saúde e uso de medicamentos. Para análise estatística foi utilizado o programa SPSS (do inglês, Statistical Package for the Social Sciences).Resultados: um total de 295 idosos foram incluídos no estudo. A média de idade foi de 72,1±8,3 anos, sendo na maioria mulheres (76,6%), com escolaridade de 5 a 8 e 9 a 12 anos de estudo (ambos com a mesma frequência, 28,9%), casados (45,0%), residindo com familiar (34,4%), aposentados (79,8%). A prevalência de utilização de BZD foi de 33,6% (n=99). A queixa principal de ansiedade e o diagnóstico de transtornos ansiosos foram associadas ao uso de BZDs.Conclusões: a prevalência do uso de BZDs foi alta e associada à queixa principal de ansiedade e aos diagnósticos de transtornos ansiosos e depressivos, mesmo esses sendo considerados medicamentos potencialmente inapropriados e com alto risco de complicações. O tratamento da população geriátrica, muitas vezes, é colocado em segundo plano, não recebendo devidamente os cuidados direcionados às demandas específicas que esses indivíduos necessitam. O conhecimento epidemiológico da população idosa expõe características e auxilia na elaboração de plano terapêutico diferenciado

    Desprescrição de Antipsicóticos e Drogas-Z em um Ambulatório de Psiquiatria Geriátrica

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    The use of antipsychotics and Z-drugs in elderly individuals has raised concerns regarding their adverse effects. This study investigates the deprescribing of these medications in geriatric patients attending a psychiatry outpatient clinic. The sample included patients using these medications, which are considered inappropriate for the elderly. The majority of participants were around 70 years of age, with a predominance of females. Deprescribing occurred in more than half of the cases, primarily influenced by individual clinical factors. Many participants exhibited cognitive impairments, particularly in attention and orientation (ACE-R), underscoring the importance of deprescribing these medications, as they can exacerbate cognitive dysfunction, increase the risk of falls, and contribute to delirium. First-generation antipsychotics, with their sedative and anticholinergic effects, worsen cognitive impairment, while second-generation antipsychotics, though safer, still pose risks of excessive sedation and extrapyramidal side effects. Z-drugs affect cognition by inducing excessive sedation, confusion, and dependence. Deprescribing should be done gradually to avoid complications. While this study did not find a direct link between deprescribing and cognitive improvements, the practice is essential to mitigate the risks associated with psychotropic medications. Continuous monitoring post-withdrawal is crucial to prevent complications and improve cognitive and overall functioning. A multidisciplinary team, including psychiatrists, geriatricians, pharmacists, and therapists, should collaborate to adjust treatment and explore non-pharmacological alternatives and behavioral interventions.El uso de antipsicóticos y fármacos Z en personas mayores ha suscitado preocupación por sus efectos adversos. Este estudio investiga la retirada de estos medicamentos en pacientes geriátricos que acuden a una consulta externa de psiquiatría. La muestra incluyó a pacientes que utilizaban estos medicamentos, considerados inadecuados para las personas mayores. La edad media de los participantes era de unos 70 años, con un predominio de mujeres. La retirada se produjo en el 53,3 % de los casos, influida principalmente por factores clínicos individuales. Muchos participantes presentaban deterioro cognitivo, especialmente en la atención y la orientación (ACE-R), lo que subraya la importancia de retirar estos medicamentos, ya que pueden exacerbar la disfunción cognitiva, aumentar el riesgo de caídas y contribuir al delirio. Los antipsicóticos de primera generación, con sus efectos sedantes y anticolinérgicos, empeoran el deterioro cognitivo, mientras que los antipsicóticos de segunda generación, aunque más seguros, siguen presentando riesgos de sedación excesiva y efectos secundarios extrapiramidales. Los fármacos Z afectan a la cognición al inducir sedación excesiva, confusión y dependencia. La desprescripción debe realizarse de forma gradual para evitar complicaciones. Aunque este estudio no encontró una relación directa entre la desprescripción y la mejora cognitiva, esta práctica es esencial para mitigar los riesgos asociados a los medicamentos psicotrópicos. La monitorización continua tras la retirada es crucial para prevenir complicaciones y mejorar el funcionamiento cognitivo y general. Un equipo multidisciplinar, formado por psiquiatras, geriatras, farmacéuticos y terapeutas, debe colaborar para ajustar el tratamiento y explorar alternativas no farmacológicas e intervenciones conductuales.O uso de antipsicóticos e drogas-Z em idosos levanta preocupações devido aos efeitos adversos associados, como agravamento cognitivo e risco de quedas. Este estudo avaliou a desprescrição desses medicamentos em um ambulatório de psiquiatria geriátrica. A amostra incluiu pacientes idosos em uso de psicotrópicos considerados inapropriados para essa faixa etária. A maioria dos participantes tinha cerca de 70 anos, com predominância do sexo feminino. A desprescrição foi realizada em mais da metade dos casos, influenciada por fatores clínicos individuais. A avaliação cognitiva demonstrou comprometimentos principalmente em atenção e orientação, reforçando a necessidade da retirada desses fármacos. Os antipsicóticos, especialmente os de primeira geração, apresentam efeitos adversos relevantes, como sedação e disfunções cognitivas. As drogas-Z também foram associadas à sedação excessiva, confusão e risco de dependência. Embora não tenha sido identificada uma melhora cognitiva direta após a retirada, a desprescrição é uma estratégia essencial para reduzir danos relacionados ao uso prolongado de psicotrópicos. O processo deve ser gradual e acompanhado de forma contínua, visando à segurança e à melhora funcional do paciente. O envolvimento da equipe multidisciplinar é fundamental para o sucesso da intervenção e para a adoção de alternativas terapêuticas não farmacológicas

    ASSOCIAÇÃO ENTRE VULNERABILIDADE, FRAGILIDADE, SINTOMAS DEPRESSIVOS E DECLÍNIO COGNITIVO EM IDOSOS NO SUL DO BRASIL

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    Em 2023, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a população idosa alcançou 33 milhões de brasileiros, o que corresponde a mais de 15% da população total nacional. A previsão para 2060 é que a marca seja de 58 milhões de pessoas com mais de 65 anos de idade. O objetivo do estudo foi avaliar o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) dos idosos atendimentos no Programa de Envelhecimento e Saúde Mental no Hospital São Lucas da PUCRS e a associação com sintomas depressivos e função cognitiva. Foram avaliadas 76 pessoas idosas, o IVCF-20, a Escala de Depressão Geriátrica versão reduzida e Exame Cognitivo de Addenbrooke – versão revisada. O IVCF-20 encontrado em 23 idosos (30,3%) foram classificados como baixo risco de vulnerabilidade clínico-funcional, sendo assim considerados robustos, 32 (42,1%); como moderado risco de vulnerabilidade clínico-funcional, foram classificados potencialmente frágeis e 21 (27,6%) como alto risco de vulnerabilidade clínico-funcional, ou seja, frágeis. O estudo apresentou uma associação significativa entre essas variáveis, evidenciando que os idosos com maior vulnerabilidade clínico-funcional, considerados frágeis apresentam maior prevalência de sintomas depressivos (p<0,001)
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