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Estudo dos mecanismos de déficit cognitivo associado ao envelhecimento: o papel da resposta inflamatória
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.O envelhecimento populacional é um fenômeno global. O declínio fisiológico causado pelo envelhecimento é exacerbado por episódios de inflamação sistêmica, aumentando a probabilidade de ocorrência de doenças neurodegenerativas, que têm como característica central a presença de neuroinflamação. A neuroinflamação se caracteriza pela ativação da microglia, as células imunológicas residentes no sistema nervoso central. A microglia tem papel protetor contra estímulos nocivos ao SNC, no entanto, no processo de envelhecimento a eficácia das funções microgliais pode se deteriorar. Os mecanismos responsáveis pelas alterações neurológicas durante o envelhecimento ainda não são bem compreendidos, mas evidências indicam que a função microglial pode contribuir para o declínio cognitivo no envelhecimento. Este trabalho tem como objetivo avaliar o papel da inflamação sistêmica crônica de baixa intensidade no déficit cognitivo associado ao envelhecimento. A inflamação sistêmica de baixa intensidade foi induzida aguda e cronicamente em camundongos Swiss Webster machos com idade entre 2-4 meses (jovens) e 14-18 meses (envelhecidos). O modelo agudo consistiu em aplicação de uma injeção intraperitonial de lipopolissacarídeo (LPS, 0,3 mg/Kg) e o modelo crônico foi induzido através de injeções intraperitoneais semanais durante 7 semanas. Os grupos controles foram manipulados junto aos demais grupos, mas não foi dada nenhuma injeção a fim de não causar inflamação. A avaliação cognitiva dos animais foi feita apenas no modelo crônico, uma semana após a última injeção de LPS, através dos testes de habituação em campo aberto, reconhecimento de objetos e labirinto aquático de Morris. Após isso, os cérebros foram coletados para avaliação morfológica do perfil de ativação celular da microglia, quantificação de citocinas, lipofuscina e análise de estresse oxidativo. A análise do teste de habituação em campo aberto mostrou que os animais envelhecidos exploram e se locomovem menos que os animais jovens, o desafio crônico com LPS não interferiu no resultado. A análise dos testes de reconhecimento de objetos revelou que os animais envelhecidos que foram desafiados com LPS cronicamente possuem um déficit na memória de curta duração, em comparação com os animais envelhecidos controle, os animais jovens que foram desafiados cronicamente com LPS não apresentaram diferenças no desempenho do teste. A análise do teste de labirinto aquático mostrou o efeito do LPS na perda de memória espacial dos animais envelhecidos. A análise morfológica da micróglia no modelo agudo e crônico demonstrou que há células distróficas no hipocampo dos animais envelhecidos, tanto do grupo controle quanto do grupo desafiado com LPS. A análise das citocinas plasmáticas e cerebrais revelou que os animais envelhecidos possuem alteração na resolução da resposta inflamatória, apresentando diminuição de IL-4 plasmática no modelo crônico e agudo, enquanto que os animais jovens desafiados cronicamente apresentaram aumento de IL-4 e IL-10. No cérebro, os animais envelhecidos desafiados com LPS apresentaram aumento significativo de IL-1b, IL-6, IL-10 e IL-4 no modelo crônico, o que não foi visto nos animais jovens. A quantificação da autofluorescência da lipofuscina no cérebro dos animais envelhecidos demonstrou que, no modelo agudo, o LPS diminui o conteúdo de lipofuscina, enquanto que no modelo crônico, o conteúdo de lipofuscina nos cérebros dos animais envelhecidos se apresenta aumentado. Finalmente, a análise cerebral da concentração de HNE, produto da peroxidação lipídica e importante marcador de estresse oxidativo, indicou maior suscetibilidade dos animais envelhecidos ao estresse oxidativo. Nossos dados sugerem que a inflamação sistêmica de baixa intensidade aumenta a suscetibilidade dos animais envelhecidos a prejuízos cognitivos, que estão associados a estresse oxidativo, desregulação na produção de citocinas a nível periférico e cerebral e disfunção microglial.Populational aging is a widespread global phenomenon. The physiological decline caused by aging is exacerbated by episodes of systemic inflammation, increasing the risk of neurodegenerative diseases, whose main characteristic is the presence of neuroinflammation. It is characterized by activation of microglia, the central nervous system-resident immune cells. Microglia has protective functions but, in the ageing process, this function may be compromised. The mechanisms involved in ageing neurological disorders are not completely understood, and data suggests that microglial functions could contribute to cognitive decline associated with aging. The aim of this study was to investigate the role of chronic systemic inflammation in cognitive impairment associated with aging. Acute and chronic low-grade systemic inflammation was induced in younger (2-4 months) and aged (14-18 months) Swiss Webster male mice. The acute model consisted of applying an intraperitoneal injection of lipopolysaccharide (LPS, 0,3mg/Kg) and the chronic model was induced by injections of LPS for seven weeks. The control groups were manipulated but they didn\2019t received any injections. Cognitive assessments were performed trough open field, object recognition and water maze tasks. Brains were then collected for morphological assessment of microglial activation, cytokines, lipofuscin quantifications and oxidative stress analysis. The open field task showed that the aged animals explore and move less than the young ones, chronic challenge with LPS did not affect the result. The object recognition test showed that aged mice chronically challenged with LPS had a deficit in short-term memory, compared to aged control, young animals that were challenge with LPS showed no differences in the test performance
Moreover, the water maze test showed the effect of LPS in the loss of spatial memory of aged animals in comparison with aged controls. Morphological assessment of the microglia in the acute and chronic model showed that aged mice presented dystrophic cels in the hippocampus, and LPS treatment did not affect this pattern. Analysis of plasma and brain cytokines revealed that aged animals have problems in the resolution of the inflammatory response, with a decrease in plasmatic IL-4 in both chronic and acute model, while young animals chronically challenge with LPS showed significant increase in IL-4 and IL-10. In the brain, aged animals challenge with LPS showed a significant increase in IL-1b, IL-6, IL-10 and IL-4 in the chronic model, the young animals didn\2019t show this pattern. Autofluorescence quantification revealed that chronic systemic inflammation increased lipofuscin accumulation on brains of aged mice. Brain analysis of the concentration of HNE, product of lipid peroxidation and important marker of oxidative stress, indicated that the aged animals have increased susceptibility to oxidative stress. Taken together our data suggests that systemic inflammation in aged animals increases susceptibility to cognitive impairment, oxidative stress, abnormal production of cytokines at peripheral and cerebral levels and microglial dysfunction
Avaliação dos produtos da degradação da hemoglobina na lesão cerebral e mecanismos de proteção encefálica após a hemorragia intracraniana
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, BrasilIntrodução: O acidente vascular encefálico hemorrágico e a hemorragia subaracnóide são doenças de elevada morbi-mortalidade. Os produtos da degradação da hemoglobina são implicados em diversos estudos experimentais como elementoschave na fisiopatologia da lesão secundária após a hemorragia intracraniana. Entretanto, há poucos dados em humanos que possam corroborar as observações experimentais. Objetivo: Avaliar o papel dos produtos da degradação da hemoglobina e dos mecanismos de proteção contra a hemoglobina e o heme na fisiopatologia do dano secundário à hemorragia intracraniana. Métodos: Estudo prospectivo realizado nas unidades neurointensivas de três hospitais. Foi coletado sangue e líquor (pela DVE) de pacientes internados com AVEh ou HSA e hemoventrículo durante os primeiros três dias após o ictus. Foram dosadas sequencialmente as concentrações de ferro, heme, hemopexina, haptoglobina, enolase e S100-\03B2 além de um painel de citocinas. O desfecho primário era mortalidade em 7 dias
Resultados: Quinze pacientes foram incluídos, 10 com HSA e 5 com AVEh. Após a hemorragia intracraniana, ocorreu o desencadeamento da resposta inflamatória no sistema nervoso central (SNC), com níveis de IL-8 e GM-CSF no líquor cerca de 20x superiores ao do plasma. Foi observada a correlação entre a concentração de ferro e IP-10 no líquor (r=0,97; p=0,03) e heme e MIP-1b no líquor (r=0,76; p=0,01). Os níveis de hemopexina e haptoglobina foram consistentemente inferiores no líquor em relação ao plasma, ao longo dos três dias de estudo. Tanto o ferro e heme plasmáticos, quanto o grau de resposta inflamatória sistêmica e no SNC foram preditores de mortalidade nos primeiros 7 dias após o evento. Conclusão: Os resultados desse estudo mostram que tanto o ferro quanto o heme estão correlacionados ao desencadeamento da lesão secundária após a hemorragia intracraniana e estão associados ao pior prognóstico neste grupo de pacientes. Além disso, os mecanismos de proteção cerebral contra a hemoglobina e o heme são insuficientes. Mais estudos são necessários para elucidar o papel dos produtos da degradação da hemoglobina na fisiopatologia da hemorragia intracraniana em humanosIntroduction:
Hemorrhagic stroke and subarachnoid hemorrhage are
diseases with
high morbidity and mortality. Hemoglobin
degradation
byproducts are being
increasingly implicated in the pathophysiology of secondary brain injury after
intracranial bleeding. However, there is not enough data in humans to support
experimental evidence.
Objective:
To e
valuate the role of hemoglobin
degradat
ion
byproducts and protective mechanisms against hemoglobin and heme in the
pathophysiology of secondary brain injury.
Methods:
Prospective study was done in
three neurocritical care units. Blood and cerebrospinal fluid from EVD were collected
from hemorrh
agic stroke and su
barachnoid hemorrhage patients throughout the first
three days after the ictus. Sequentially measurement of iron, heme, haptoglobine,
hemopexine, enolase, s100
-
β
and cytokines were performed. Primary outcome was 7
-
day mortality.
Results:
Fifteen patients were included, 10 with subarachnoid
hemorrhage and 5 with hemorrhagic stroke. After intracranial bleeding, local
inflammatory response
was
elicited, with CSF IL
-
8 and GM
-
CSF levels 20x higher
than in plasma. There is a correlation between
CSF iron and IP
-
10 levels (r=0.97;
p=0.03) and between CSF heme and MIP
-
1b concentration (r=0.76; p=0.01).
Throughout the first three days after the event, CSF hemopexine and haptog
lobine
concentrations we
re consistently lower than in plasma.
Both CSF iron
and heme
levels and systemic a
nd local inflammatory response we
re predictors of early
mortality.
Conclusion: The results of this study demonstrate that
iron and heme
are
related to secondary brain injury after intracranial bleeding
and are predictors of
p
oorer prognosis. Moreover, mechanisms of protection against hemoglobin and heme
are lacking. More studies are needed to clarify the role of hemoglobin metabolism
byproducts in the pathophysiology of intracranial bleeding in humans
Avaliação da disfunção cerebral em pacientes com sepse grave: estudo observacional - Associação entre o uso de medicamentos e disfunção cerebral aguda em pacientes sépticos
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Introdução: A disfunção cerebral associada à sepse é uma alteração neurológica aguda da consciência, que inclui delirium e coma, e normalmente ocorre de forma precoce no curso da sepse, além de ser um preditor de mortalidade. A disfunção cerebral associada à sepse é uma complicação ainda pouco estudada, mas frequente em pacientes sob cuidados intensivos. O uso de algumas classes de medicamentos, tais como os psicofármacos, pode estar associado a uma maior frequência de disfunção cerebral aguda nesse grupo de pacientes. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo descrever o uso prévio de medicamentos e avaliar sua associação com o desenvolvimento de disfunção cerebral aguda em pacientes com sepse adquirida na comunidade. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo envolvendo duas unidades de terapia intensiva, no qual foram incluídos pacientes com sepse adquirida na comunidade, com idade \2265 18 anos. Foi aplicado questionário para registrar o uso de medicamentos de modo contínuo ou esporádico nos 15 dias anteriores à internação na UTI. O acompanhamento dos pacientes foi limitado aos primeiros 14 dias de internação ou até alta/óbito da UTI. A disfunção cerebral aguda foi definida pela presença de delirium ou coma. A ferramenta utilizada para o diagnóstico de delirium foi o CAM-ICU. Coma foi avaliado através da aplicação do RASS (\2265 -4) para pacientes sedados e pela escala de Glasgow (\2264 7) para pacientes não sedados Resultados: Foram incluídos 110 pacientes. A prevalência de disfunção cerebral aguda foi de 27,3%, com taxa de mortalidade hospitalar de 53,3% entre os pacientes com disfunção cerebral. O uso contínuo de medicamentos previamente à internação foi relatado por 90,6% dos participantes, sendo mais frequentes o uso dos medicamentos que atuam no aparelho cardiovascular (60%), aparelho digestivo e metabolismo (52,7%) e sistema nervoso (38,2%). Os antidepressivos foram os psicofármacos mais utilizados, sendo o seu uso prévio associado ao desenvolvimento da disfunção cerebral. Conclusão: Foi observada associação entre o uso prévio de antidepressivos e a disfunção cerebral aguda em pacientes sépticos. Apesar de esperada, a associação entre o uso de benzodiazepínico e a disfunção cerebral aguda não foi demonstrada neste estudo.Introduction: Brain dysfunction associated with sepsis is an acute neurological alteration of consciousness, which includes delirium and coma, and usually occurs precociously in the course of sepsis, in addition to being a predictor of mortality. Brain dysfunction associated with sepsis is a complication that has not yet been studied, but is frequent in patients under intensive care. The use of some classes of medications, such as psychoactive drugs, may be associated with a higher frequency of acute brain dysfunction in this group of patients. Objectives: The present study aims to describe the prior use of drugs and to evaluate their association with the development of acute brain dysfunction in patients with community acquired sepsis. Methods: This is a prospective cohort study involving two intensive care units, which included patients with community acquired sepsis, aged \2265 18 years. A questionnaire was applied to register the use of medications continuously or sporadically in the 15 days prior to admission to the ICU. Patient follow-up was limited to the first 14 days of hospitalization or until ICU discharge / death. Acute brain dysfunction was defined as the presence of delirium or coma. The tool used for the diagnosis of delirium was the CAM ICU. Coma was assessed by applying the RASS (\2265 -4) for sedated patients and by the Glasgow scale (\2264 7) for non-sedated patients RESULTS: A total of 110 patients were included. The prevalence of acute brain dysfunction was 27.3%, with a hospital mortality rate of 53.3% among patients with brain dysfunction. The continuous use of medications prior to hospitalization was reported by 90.6% of the participants, being more frequent the use of drugs that work in the cardiovascular (60%), digestive and metabolic (52.7%) and nervous ,2%). Antidepressants were the most commonly used psychotropic drugs, and their prior use was associated with the development of brain dysfunction. Conclusion: An association between the prior use of antidepressants and acute brain dysfunction was observed in septic patients. Although expected, the association between benzodiazepine use and acute brain dysfunction has not been demonstrated in this study
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Uso de antirretrovirais em pacientes com HIV/AIDS internados em terapia intensiva e impacto nos desfechos de longo prazo
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Introdução: A introdução da terapia antirretroviral (TARV) modificou de forma efetiva o prognóstico dos pacientes infectados pelo vírus HIV a médio e longo prazo. Entretanto, o uso da TARV em terapia intensiva é complexo e potencialmente deletério, no entanto pode estar associado a benefícios na sobrevivência, o que poderia justificar seu uso. Objetivo: Avaliar o uso de antirretrovirais em pacientes com HIV/AIDS internados em terapia intensiva e seu impacto nos desfechos em 1, 2 e 5 anos. Metodologia: Estudo retrospectivo com seguimento até 5 anos após alta hospitalar, através de revisão dos prontuários de pacientes com HIV/SIDA internados no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do INI, no período de 2010 a 2014. Os desfechos considerados foram a mortalidade, troca de TARV e reinternações no período pós-alta hospitalar. Foram realizadas análises descritivas considerando as características dos pacientes. As reações adversas à medicamentos (RAMs) que foram motivo de troca de esquema TARV foram analisadas segundo o algoritmo de Naranjo. Análise de sobrevivência foi realizada para avaliar o tempo decorrido entre a alta do CTI e a ocorrência do óbito Resultados: A mortalidade foi similar entre os grupos com uso ou sem uso de TARV (20,0% e 17,5% respectivamente. Dentre os pacientes que utilizaram TARV no CTI, foi observada a troca do esquema prescrito em 32,9%. A RAM mais observada foi a anemia (31,6%), sendo o fármaco mais envolvido a zidovudina. O percentual de reinternação até 1 ano após a alta hospitalar nesta população foi de 34,5%. Verificou-se que em pouco mais de 500 dias após a alta do CTI 75% dos pacientes permaneciam vivos [IC95% 67 \2013 84]. Conclusão: Os fatores de risco para redução do tempo de sobrevida foram relacionados à idade (>60 anos) e às comorbidades associadas, caracterizando gravidade. O não uso prévio de TARV no momento da admissão no CTI teve um efeito protetor na sobrevida a longo prazo. Não foram observadas diferenças significativas na comparação entre os grupos, referentes à utilização de TARV durante a internação no CTI, que evidenciassem benefícios frente aos desfechos estudados; entretanto desfechos negativos como a mortalidade também não foram evidenciados.Introduction: An introduction of antiretroviral therapy (ART) has effectively modified the prognosis of patients infected by the HIV virus in the medium and long term. The use of ART in intensive care is complex and potentially deleterious, however it may be associated with survival, which may justify its use. Objective: To evaluate the use of antiretrovirals in patients with HIV / AIDS admitted to intensive care and its impact on outcomes at 1, 2 and 5 years. Methodology: Retrospective study with a follow-up up to 5 years after hospital discharge, through a review of the prognosis of patients with HIV / AIDS hospitalized at the Intensive Care Center (INI) from 2010 to 2014. The outcomes considered were mortality, exchange of ART and rehospitalization in the post-discharge period. Descriptive analyzes were performed considering the characteristics of the patients. Adverse drug reactions (ADRs) that were the reason for the exchange of ART regimens were analyzed according to the Naranjo algorithm. Survival analysis was performed to evaluate the time elapsed between ICU discharge and the occurrence of death Results: Mortality was similar between the groups with or without ART (20.0% and 17.5%, respectively). Among the patients who used ART in the ICU, a change in the prescribed was observed in 32.9%. The most observed ADR was anemia (31.6%), the drug being most involved in zidovudine. The percentage of rehospitalization up to 1 year after hospital discharge in this population was 34.5%. It was found that in just over 500 days after ICU discharge 75% of the patients remained alive [95% CI 67-84]. Conclusion: Risk factors for reducing survival time were related to age (> 60 years) and associated comorbidities, characterizing severity. The nonprior use of ART at the time of ICU admission had a protective effect on long-term survival. No significant differences were observed in the comparison between the groups, regarding the use of ART during ICU admission, which showed benefits in relation to the outcomes studied; however, negative outcomes such as mortality were also not observed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Infecções graves, risco cardiovascular e função plaquetária em indivíduos infectados pelo HIV-1
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Introdução: A infecção pelo HIV-1 se tornou uma doença crônica. Este novo cenário clínico está associado a um estado pró-inflamatório e a um aumento proporcional na incidência de doenças cardiovasculares (DCV). Este tema foi abordado e será exposto na forma de dois artigos originais. Artigo 1: "Infecções graves aumentam o risco cardiovascular em indivíduos infectados pelo HIV". Objetivo: Avaliar se a presença de infecções graves influencia a ocorrência de DCV em indivíduos infectados pelo HIV. Métodos: Indivíduos infectados pelo HIV incluídos na coorte do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FIOCRUZ) entre 2000 e 2013 foram seguidos até a ocorrência do primeiro evento cardiovascular, morte ou fim do estudo. Infecção grave foi definida como hospitalização associada ao tratamento de infecção. Modelos de regressão de Cox, ajustados para potenciais confundidores, foram utilizados para avaliar o efeito de uma hospitalização por infecção no risco de ocorrência de DCV. Resultados: O risco de uma DCV foi 4 vezes maior no período de <3 meses pós-hospitalização (hazard ratio ajustada [aHR], 4,52; intervalo de confiança de 95% [CI] 2,46-8,30) e permaneceu elevado até um ano (3-12 meses após a alta hospitalar aHR 2.39, IC 95% 1.30-4.38) Conclusão: Infecções graves aumentam o risco cardiovascular na população estudada. Um gradiente de efeito foi observado, sendo o risco maior nos primeiros meses após o evento infeccioso. Artigo 2: "Persistência da ativação plaquetária e apoptose em indivíduos infectados pelo HIV-1". Objetivo: Investigar marcadores de ativação plaquetária e apoptose em indivíduos infectados pelo HIV-1 e controlados virologicamente. Métodos: Citometria de fluxo e microscopia de fluorescência foram utilizadas para avaliar parâmetros de ativação, função mitocondrial e apoptose em plaquetas de indivíduos infectados pelo HIV- 1 da coorte do INI/FIOCRUZ, e controles. Resultados: Maior ativação (expressão de Pselectina), disfunção mitocondrial (despolarização mitocondrial e aumento da geração de espécies reativas de oxigênio) e apoptose (fosfatidilserina e caspase-9) foi evidenciada na plaqueta de indivíduos infectados pelo HIV-1, comparada com controles. Conclusões: Apesar do controle virológico, infecção pelo HIV-1 está associada a um fenótipo de ativação, apoptose e exaustão granular.Introduction: HIV-1 infection became a chronic disease. This new clinical scenario is associated with a pro-inflammatory state and a proportional increase in the incidence of cardiovascular diseases. This topic has been addressed and will be exposed in the form of two original papers. Paper 1: "Severe infections increase cardiovascular risk in HIV-infected individuals". Objective: To evaluate the influence of severe infections in the occurrence of cardiovascular diseases (CVD) among HIV-infected individuals. Methods: HIV-infected individuals included in the Evandro Chagas National Institute of Infectious Diseases (INI/FIOCRUZ) cohort between 2000 and 2013 were followed until the occurrence of the first CVD event, death or end of study. Severe infection was defined as hospitalization for the treatment of any infection. Extended Cox regression models, adjusted for potential confounders, were used to assess the effect of severe infection on the occurrence of CVD. Results: The risk of CVD was 4 times greater in the period of <3 months post-hospitalization (adjusted hazard ratio [aHR], 4.52; 95% confidence interval [CI] 2.46-8.30) and remained elevated for up to one year (3-12 months after hospital discharge aHR 2.39, 95% CI 1.30-4.38) Conclusion: Severe infections increase cardiovascular risk in the study population. A gradient effect was observed where the CVD risk is higher in the first months after the occurrence of severe infection. Paper 2: "Persistent platelet activation and apoptosis among HIV-infected individuals". Objective: To investigate markers of platelet activation and apoptosis among HIV-infected individuals virologically suppressed through combined antiretroviral therapy (cART). Methods: Flow cytometry and fluorescence microscopy were applied to evaluate activation, mitochondrial function and apoptosis in platelets derived from HIV-infected individuals enrolled at INI´s cohort, and controls. Results: Increased activation (P-selectin expression), mitochondrial dysfunction (mitochondrial depolarization and increased generation of reactive oxygen species) and apoptosis (phosphatidylserine and caspase-9) were observed in platelets derived from HIV-infected individuals, when compared to controls. Conclusions: Despite the virological control, HIV-1 infection is associated with a phenotype of platelet activation, apoptosis and granular exhaustion
Infecções fúngicas invasivas em pacientes HIV positivos criticamente enfermos: um estudo prospectivo longitudinal - FungUTI
Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.Dados relativos à Doença Fúngica Invasiva (DFI) são escassos na literatura. Nós conduzimos um estudo prospectivo, observacional, em pacientes HIV positivos na Unidade de Terapia Intensiva do INI/Fiocruz. Neste estudo, observamos 100 pacientes admitidos com diagnóstico de HIV e sepse no período de 2010 a 2014. Foram diagnosticadas 37 Doenças Fúngicas Invasivas em 34 pacientes. A DFI mais diagnosticada foi a histoplasmose (11), seguida pela pneumocistose (10) e pela criptococose (8). A pneumocistose foi a doença fúngicamais tratada. A candidemia invasiva mais isolada foi pela espécie Candida tropicalis (4 isolamentos de 5 amostras). Além disso, observamos 2 pacientes admitidos por choque séptico de foco cutâneo decorrente de lesões extensas causadas por esporotricose. A doença fúngica invasiva é letal, sendo fator independentemente associada à mortalidade na UTI, conjuntamente com idade e presença de sepse grave. São patologias que merecem investigação agressiva com métodos diagnósticos específicos, que devem ser realizados precocemente na admissão na UTIInformation on invasive fungal disease (IFD) in critically ill Aids patients is limited. We conducted a prospective, single-center, observational, case series study of HIV- patients at the INI/FIOCRUZ intensive care united (ICU). In this protocol we observed 100 HIV/Aids patients admitted with sepsis between 2010 and 2014. We diagnosed 37 invasive fungal diseases on 34 patients. IFD most diagnosed was histoplasmosis (11), followed by pneumocystosis (10) and cryptococcosis (8) cases. Invasive candidemias was due to Candida tropicalis (4 for 5). Two cases of invasive and disseminates sporotrichosis were diagnosed, both with sepsis and large skin lesions. Invasive fungal Disease is lethal and it is independently associated with ICU mortality, together with age and severe sepsis. These are pathologies that deserve aggressive investigation with specific diagnostic exams at the moment of ICU admissio
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