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    Caracterização do pré e pós operatório de crianças e adolescentes com doenças falciforme e colelitíase submetidos a colescistectomia por videolaparoscopia

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    Objetivo: estudar as características clínicas, laboratoriais e cirúrgicas nos períodos pré e pós-operatório a colecistectomia videolaparoscópica em crianças e adolescentes com doença falciforme (DF). Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, longitudinal, retrospectivo no serviço de cirurgia pediátrica de um hospital filantrópico, situado na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. O período de estudo correspondeu a Janeiro de 2011 a Janeiro de 2017. A coleta de dados efetuada entre março e outubro de 2017. Foram incluídas todas as crianças e adolescentes até 19 anos, que tinham doença falciforme (DF) e colelitíase internadas para a realização de colecistectomia por videolaparoscopia. O instrumento utilizado para a pesquisa foi um formulário, no qual foram incluídas as informações necessárias, além dos dados laboratoriais e exames de imagem. Foram consideradas complicações a ocorrência de óbito, admissão na UTI, uso de oxigênio após queda da saturação para menos que 90% (hipóxia), infecção, transfusão sanguínea, crises vaso-oclusivas, entre outras. Resultados: Foram avaliadas 47 crianças e adolescentes; 89,4% dos pacientes eram sintomáticos, sendo que dor era o sintoma principal. Todos os pacientes tinham ultrassonografia (USG) no préoperatório que mostrava, na sua maioria, múltiplos cálculos. Pacientes com hemoglobina (Hb) menor que 10mg/dl foram submetidos a transfusão. Complicações pós-operatórias foram descritas em 25,5% dos pacientes, sendo que hipóxia foi a mais comum. Nenhum óbito foi registrado. Os tempos cirúrgicos e de recuperação anestésica foram similares entre os grupos que tiveram ou não tiveram complicações, bem como os volumes infundidos entre os dois grupos. Conclusões: O presente estudo mostrou que a utilização da técnica videolaparoscópica, associada ao manejo adequado dos pacientes portadores de doença falciforme (DF) resultou em baixa frequência de complicações pós-operatórias graves. As complicações foram predominantemente relacionadas ao uso de oxigênio pósoperatório. Logo, o tratamento cirúrgico (colecistectomia videolaparoscópica) mostrou-se seguro e com baixo risco de complicações, devendo ser o método de escolha

    Eficácia do uso de lactobacillus acidophilus e bifidobacterium lactis no tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica e resistência à insulina em adolescentes obesos: ensaio clínico randomizado

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    Introdução: A DHGNA é a causa mais comum de doença crônica hepática em adultos e crianças. A patogênese da DHGNA está parcialmente elucidada; descrita como multifatorial, a resistência periférica à insulina (RI) tem um papel importante, assim como o aumento do estresse oxidativo com produção de radicais livres causando inflamação e fibrose. Vários autores descrevem o papel da microbiota intestinal na patogênese da DHGNA, inclusive sugerindo a sua implicação não só na indução da doença hepática, mas em sua progressão. O tratamento recomendado inclui as mudanças de estilo de vida, que apresentam baixa adesão entre crianças e adolescentes. Os estudos de intervenção com uso de probióticos são escassos nesse grupo de pacientes, e por isso promissores. Objetivos: Verificar a eficácia do uso de Lactobacillus Acidophilus e Bifidobacterium Lactis na redução da esteatose hepática e da quantificação de gordura hepática, e nos parâmetros relacionados à resistência à insulina em adolescentes obesos. Método: Trata-se de um estudo clínico, duplo-cego, randomizado e controlado com placebo cuja intervenção possui duração de 16 semanas. A intervenção consistiu na administração da combinação dos probióticos Lactobacillus acidophilus LA-5® e Bifidobacterium lactis BB-12®, contendo 1 x 109 Unidades Formadoras de Colônias (UFC) de cada um dos probióticos, na forma de pó liofilizado, administrado por via oral, uma vez ao dia. Vinte e oito crianças e adolescentes foram acompanhados com avaliações clínicas e nutricionais e realização de exames laboratoriais e ressonância magnética de fígado no baseline e no final da intervenção. Resultados: Dentre os adolescentes do grupo placebo(N=12), 3(25%) apresentaram piora na classificação da gravidade da esteatose hepática segundo o valor do PDFF na ressonância magnética. No grupo que recebeu probióticos(N=14), apenas 1(7,1%) apresentou piora. Observou-se uma redução média da diferença percentual nos valores de rigidez hepática entre a semana 16 e a linha de base, para o grupo probiótico, enquanto houve aumento médio no grupo placebo (-4,77[13,28] vs. 3,03[12,01]; p=0,045). Não observamos alterações estatisticamente significantes para valores medianos da ALT antes e após intervenção em ambos os grupos, sem diferença entre os mesmos (p = 0,216). Após a intervenção, os valores finais da glicemia (p=0,043), insulina (p<0,001) e HOMA-IR (p<0,001) avaliados, aumentaram entre os adolescentes estudados de modo global, independente do grupo de estudo. Para o IMC, o percentual de gordura corporal e a circunferência da cintura, não foi observado aumento e/ou redução significante entre os quatro períodos de avaliação (baseline, semanas 6, 12 e 16). Conclusões: Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos em relação à redução de valores de percentual de gordura hepática ao PDFF e igualmente para os parâmetros relacionados à resistência à insulina; entretanto, no grupo que recebeu intervenção apresentou redução significativa dos valores relacionados a rigidez hepática

    Problemas de comportamento, resiliência e sobrepeso/obesidade em adolescentes: estudando um contexto de transição urbano-rural.

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    p. 1-160Introdução: A obesidade representa um crescente problema de saúde pública entre adolescentes, sendo geralmente atribuída ao consumo alimentar inadequado e mudanças no estilo de vida, associados à predisposição genética. Contudo, outros mecanismos de origem sócio-econômica, emocional e comportamental também se relacionam com o excesso de peso. Os problemas emocionais e de comportamento, cuja prevalência em áreas não urbanas é pouco conhecida, podem se associar ao ganho excessivo de peso na adolescência pela ação direta sobre componentes do funcionamento neuroendócrino, mas ainda existem lacunas nesta área, em especial no papel dos fatores de proteção, como a resiliência. Objetivos: Estimar a prevalência de alterações emocionais e comportamentais entre adolescentes escolares de uma área semi-rurais, conforme gênero, idade e cor da pele e investigar a relação entre problemas emocionais e comportamentais e o excesso de peso, verificando o papel do gênero e da resiliência do adolescente nesta relação; Metodologia: Tese composta por três artigos independentes, que apresentam os problemas emocionais e de comportamento (PEC) como aspecto comum. Estes foram identificados através da aplicação do Youth Self Report/11-18 (YSR/11-18). Os dados foram obtidos em corte transversal, através de censo escolar (960 adolescentes) em distrito de características de transição urbano-rural, obtendo representatividade dos adolescentes escolares da região. O primeiro artigo descreve a prevalência de problemas emocionais e de comportamento entre adolescentes de área de transição urbano-rural, com ênfase nas diferenças entre os gêneros. As razões de prevalência foram ajustadas pela idade, cor da pele e série escolar. O segundo artigo, utilizando a análise fatorial exploratória, descreve a estrutura fatorial do YSR/11-18 em relação às oito síndromes originalmente descritas. O terceiro artigo investigou a associação entre problemas de comportamento e sobrepeso/obesidade, avaliando o papel do gênero e da resiliência nessa associação. Resiliência foi mensurada com a Escala de Resiliência desenvolvida por Wagild & Young. A associação foi investigada através de modelos multivariados utilizando regressão de Poisson. Resultados: Artigo 1 - Foram observados maiores escores do YSR/11-18 para problemas de comportamento entre as meninas, exceto para a escala “violação de regras”. A prevalência de PEC foi maior entre as meninas (RP: 1,61; IC95%:1,06–2,46), que também tiveram mais problemas com o contato social (RP: 2,88; IC95%:1,51–5,51). Artigo 2 - Agrupamento dos itens da escala “problemas de atenção” não foi obtido. Cinco itens da escala “problemas com o contato social” formaram um único fator com itens das escalas “ansiedade/depressão” e VIII “retraimento/depressão”, sugerindo uma dimensão de problemas de internalização. A dimensão externalização agrupou-se em dois fatores, afastando-se das características originais das escalas “comportamento agressivo” e “violação de regras”. Por outro lado, para problemas somáticos e problemas com o pensamento observou-se correspondência com a escala original. Artigo 3 - Encontrou-se associação positiva entre total de problemas de comportamento e excesso de peso, após ajuste para potenciais confundidores (RP: 1,74; IC95% 1,20 – 2,52). O gênero funcionou como modificador de efeito nesta relação, observando-se esta associação apenas entre meninas (RP: 1,90; IC95% 1,28 – 2,84), achado também encontrado para os problemas de internalização (RP: 1,60; IC95% 1,11 – 2,32) e de externalização (RP: 1,62; IC95% 1,03 – 2,55). A força da associação entre o total de problemas de comportamento e excesso de peso foi 65% maior entre jovens com baixa resiliência. Conclusão: Os problemas de comportamento foram relevantes entre adolescentes de área de transição urbano-rural e se associaram com a presença de excesso de peso. A modificação de efeito observada para o gênero e a resiliência alerta para o direcionamento de ações preventivas e de tratamento ao nível de saúde pública.Salvado

    Caracterização do pré e pós operatório de crianças e adolescentes com doença falciforme e colelitíase submetidos a colescistectomia por videolaparoscopia

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    Objetivo: estudar as características clínicas, laboratoriais e cirúrgicas nos períodos pré e pós-operatório a colecistectomia videolaparoscópica em crianças e adolescentes com doença falciforme (DF). Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, longitudinal, retrospectivo no serviço de cirurgia pediátrica de um hospital filantrópico, situado na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. O período de estudo correspondeu a Janeiro de 2011 a Janeiro de 2017. A coleta de dados efetuada entre março e outubro de 2017. Foram incluídas todas as crianças e adolescentes até 19 anos, que tinham doença falciforme (DF) e colelitíase internadas para a realização de colecistectomia por videolaparoscopia. O instrumento utilizado para a pesquisa foi um formulário, no qual foram incluídas as informações necessárias, além dos dados laboratoriais e exames de imagem. Foram consideradas complicações a ocorrência de óbito, admissão na UTI, uso de oxigênio após queda da saturação para menos que 90% (hipóxia), infecção, transfusão sanguínea, crises vaso-oclusivas, entre outras. Resultados: Foram avaliadas 47 crianças e adolescentes; 89,4% dos pacientes eram sintomáticos, sendo que dor era o sintoma principal. Todos os pacientes tinham ultrassonografia (USG) no préoperatório que mostrava, na sua maioria, múltiplos cálculos. Pacientes com hemoglobina (Hb) menor que 10mg/dl foram submetidos a transfusão. Complicações pós-operatórias foram descritas em 25,5% dos pacientes, sendo que hipóxia foi a mais comum. Nenhum óbito foi registrado. Os tempos cirúrgicos e de recuperação anestésica foram similares entre os grupos que tiveram ou não tiveram complicações, bem como os volumes infundidos entre os dois grupos. Conclusões: O presente estudo mostrou que a utilização da técnica videolaparoscópica, associada ao manejo adequado dos pacientes portadores de doença falciforme (DF) resultou em baixa frequência de complicações pós-operatórias graves. As complicações foram predominantemente relacionadas ao uso de oxigênio pósoperatório. Logo, o tratamento cirúrgico (colecistectomia videolaparoscópica) mostrou-se seguro e com baixo risco de complicações, devendo ser o método de escolha

    Impacto da severidade da doença falciforme na saúde bucal de crianças com doença falciforme: estudo de coorte prospectiva

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    INTRODUÇÃO: As evidências científicas sobre a interação da doença falciforme e a cárie dentária continuam controversas, apesar da importância epidemiológica e social dessas doenças. OBJETIVO: investigar a associação entre a gravidade da doença falciforme e a experiência de cárie em crianças com doença falciforme SS (anemia falciforme) ou SC. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal, seguido de coorte prospectiva, com respectivamente, 408 e 157 crianças com doença falciforme. Entre agosto/2015 e abril/2018, 408 crianças de 10 a 71 meses foram avaliadas por cirurgião dentista, com aplicação de questionário clínico, sódiodemográfico ao responsável, e realização de exame bucal, com avaliação de lesões em tecido mole e duro, do biofilme dentário, escovação para avaliação do sangramento gengival e remoção de tecido cariado e restauração das unidades, se indicado. Dados de prontuário foram utilizados para quantificar crises álgicas, internações e transfusões ao longo da vida. Entre junho/2018 e março/2020, todas as crianças avaliadas na linha de base que realizaram pelo menos uma consulta subsequente no serviço e consentiram a participação no estudo, foram incluídas na coorte. Um total de 157 foram reavaliadas. RESULTADO: Na linha de base, as 408 crianças tinham mediana (p25–p75) de idade de 3,0 (1,5–4,0) anos; 52,0% eram meninas e 54,7% apresentavam anemia falciforme. A prevalência de cárie foi de 31,9%, sem diferença segundo tipo de hemoglobinopatia(p=0,400). O índice ceo-d foi de 1,44 (2,78), semelhante entre as crianças SS e SC (1,50[2,79] vs. 1,19[2,44];p=0,313). Observou-se associação progressiva da prevalência de cárie com o aumento do número de episódios de dor e hospitalizações nas crianças com anemia falciforme, após ajuste para idade, sexo, educação materna e ter um irmão 2 anos foi o único fator de risco observado (RRajust:3,06;IC95%: 1,19–7,88). CONCLUSÃO: A gravidade da doença falciforme, medida pelo número de episódios de hospitalização e de crises álgicas, especialmente para este último, se associou significativamente a maior prevalência de cárie, mas não foi observado esse achado no estudo de coorte

    Fatores Associados ao Óbito de Recém-Nascidos após Correção de Atresia de Esôfago

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    Introdução: Com os avanços no cuidado intensivo neonatal e no manejo cirúrgico, a sobrevida dos pacientes com atresia de esôfago (AE) foi melhorada ao longo dos anos, alcançando 85-90% em países em desenvolvimento e valores superiores a 95% em países desenvolvidos. Essa patologia traz repercussões para a saúde, mesmo após o reparo cirúrgico, a curto e longo prazo. Objetivo: Descrever a frequência de óbitos dos RN após correção cirúrgica de AE atendidos em um hospital público de referência da cidade de Salvador –Ba e identificar fatores potencialmente associados ao número de óbitos. Métodos: Estudo longitudinal e retrospectivo da ocorrência de óbitos e fatores associados, no pós-operatório precoce de recém-nascidos submetidos ao reparo cirúrgico de AE, entre janeiro de 2012 e outubro de 2014. Para a análise de fatores potencialmente associados ao óbito, foi utilizado o teste exato de Fisher para variáveis categóricas, e o teste t de student para amostras independentes, para as variáveis contínuas. O risco de óbito, segundo as variáveis dicotômicas, foi avaliado através do cálculo do risco relativo e de seus respectivos intervalos de confiança a 95%. A ocorrência de óbitos segundo o tempo após a cirurgia foi apresentada através do gráfico de sobrevivência de Kaplan-Meyer. Resultados: Foram incluídos no estudo 22 pacientes, porém, 1 foi excluído por falta de informações no prontuário. A frequência de óbito foi de 38,1%. Os RN pré-termo tiveram um risco 6 vezes maior de falecer que os RN a termo (IC95%: 1,6 – 22,42), peso ao nascer abaixo de 2.500g aumentou o risco de óbito em 4 vezes (IC95%: 1,42 – 12,19). Complicações respiratórias no período pós-operatório estavam presentes em 57,1% dos RN, sendo mais comum a pneumonia (23,8%), seguida por atelectasia (19%), 2 RN apresentaram mais de uma complicação. 57,1% dos RN nasceram na cidade de Salvador, sendo que 7 partos (33,3%) aconteceram no hospital de referência. A média de idade do RN no dia da admissão nessa unidade hospitalar foi de 3,0 (±3,1) dias. A maioria dos neonatos da amostra era a termo (66,7%), do sexo feminino (57,1%) e com peso de nascimento acima de 2.500g (71,4%). Em 85,7% dos casos o diagnóstico foi realizado após o nascimento e a AE foi classificada como Tipo C de Gross. O reparo cirúrgico aconteceu com uma média de idade de 7,7 (±3,6) dias. A pneumonia no período pré-operatório foi observada em 8 (38,1%) RN. Outra anomalia congênita esteve associada em 47,6% dos pacientes e 6 destes apresentaram mais de uma anomalia. A maioria dos RN não necessitou de ventilação mecânica no período pré-operatório (52,4%). No período pós-operatório, o tempo médio de ventilação mecânica foi de 10,3 (±12,6) dias. As complicações cirúrgicas puderam ser observadas em 57,1% dos casos, sendo a mais comum a deiscência da anastomose (52,4%). Sepse foi constatada em 11 pacientes (52,4%). O tempo médio de internação, na referida unidade hospitalar, foi de 36,1 (±29,3) dias. Conclusão: O óbito ocorreu em 38,1% dos pacientes, sendo que prematuridade e peso ao nascimento foram fatores que influenciaram significativamente o número de óbitos

    Avalaição da capacidade funcional em pacientes com HTLV-1

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    Cerca de 5 em 20.000.000 de indivíduos estão infectados pelo HTLV-1 no mundo. A Paraparesia Espástica Tropical/ mielopatia associada ao HTLV-1 (TSP / HAM) é uma doença neurológica, que prejudica capacidade funcional, atividades de vida diária e qualidade de vida do indivíduo infectado. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional e flexibilidade de pessoas vivendo com HTLV-1. Métodos: A amostra foi composta por 91 indivíduos adultos: 41 HTLV-1 assintomáticos, 24 TSP/HAM e 26 não infectados controles. A flexibilidade foi avaliada através do teste de sentar e alcançar e capacidade funcional pelo protocolo GDLAM: I) Tempo de caminhada de 10 metros, II) tempo levantar-se da posição sentada III) tempo para levantar-se da posição decúbito ventral e IV) tempo de levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa. Resultados: O índice GDLAM foi significativamente menor nos controles não infectados (20,80±3,75s) em comparação aos assintomáticos (26,45±5,99s) e TSP/HAM (51,37±14,99s; p=0,001). A flexibilidade dos controles não infectados (29,5±7,5cm) foi significativamente maior em comparação aos indivíduos infectados assintomáticos (23,5±8,0cm) e TSP/HAM (14,5±7,5cm; p=0,001). Conclusões: indivíduos infectados pelo HTLV-1, principalmente com TSP/HAM, têm menor capacidade funcional e flexibilidade do que indivíduos não infectados. Interessantemente, indivíduos infectados considerados assintomáticos também apresentaram reduzida capacidade funcional e flexibilidade antes de sinais clinicamente detectáveis de mielopatiaFUNDAÇÃO DE AMPARO A PESQUISA DO ESTADO DA BAHIA - FAPESB CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO – CNP

    Qualidade de Vida e Depressão em Pessoas Vivendo com HTLV-1

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    A infecção pelo vírus HTLV-1 pode levar ao desenvolvimento da Paraparesia Espástica Tropical (HAM/TSP), doença progressiva que geralmente leva seus portadores a quadros incapacitantes, podendo evoluir para a paraplegia. Em Salvador há elevada prevalência da infecção pelo HTLV-1 e evidências associam esta patologia à depressão e a diminuição de qualidade de vida. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a correlação entre a presença de transtorno depressivo e a qualidade de vida em pessoas com HTLV-1, comparado-as com indivíduos não infectados e verificar se o nível de incapacidade influencia, de maneira independente, a qualidade de vida e seus domínios. Foi realizado um estudo transversal, entre junho de 2014 a julho de 2016, no Centro de HTLV da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, Brasil, no qual foram incluídos 91 portadores assintomáticos, 54 pacientes com HAM/TSP e 26 não infectados. Como instrumentos foram utilizados o questionário padronizado de rastreamento de transtornos psiquiátricos MINI (Intertional Neuropsychiatric Interview - Brazilian Version 5.0) para avaliação de Episódio Depressivo Maior Atual e o questionário para a avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-Bref). A incapacidade foi classificada utilizando as escalas Osame´s Motor Disability Score (OMDS) e Expended Disability Status Scale (EDSS) e categorizada em “marcha mais funcional”, “marcha domiciliar ou com restrição na comunidade” ou “cadeira de rodas”, conforme grau de incapacidade. Os resultados apontam uma elevada e significante (p=0,002) prevalência de depressão nos participantes com HAM/TSP (48,1%) e nos infectados pelo HTLV-1 assintomáticos (29,7%) em relação aos participantes não infectados (19,2%). A presença do vírus HTLV-1 apresentou uma associação negativa com o domínio físico da QV, de maneira mais significativa nos mielopatas em relação aos assintomáticos e aos não infectados (p=0,039). De forma surpreendente houve pior avaliação deste domínio pelos indivíduos assintomáticos em relação aos não infectados (p<0,001). Os sujeitos com marcha domiciliar e restrição na comunidade apresentaram pior avaliação da qualidade de vida nos domínios psicológico e relações sociais em relação àqueles dependentes de cadeira de rodas para locomoção. A presença de depressão maior foi associada, em todos os domínios e de forma significante, a piores escores de qualidade de vida. Conclui-se que familiares, cuidadores e profissionais de saúde devem estar atentos a sintomas depressivos nas pessoas infectadas pelo HTLV-1 visando o adequado acompanhamento. Acreditamos que um planejamento de tratamento baseado nas medidas de Qualidade de Vida seja mais eficaz uma vez que é construído considerando as perspectivas, necessidades e habilidades do sujeito

    Efeito da suplementação de zinco nos níveis de hemoglobina em crianças institucionalizadas em Salvador – Bahia

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    Introdução A relação entre a oferta de zinco combinada com o ferro na alimentação tem sido reestudada com bastante controversas. O que se sabe, e até parecia consolidado é que a absorção desses dois nutrientes combinados haveria competição pelo mesmo sítio de absorção. Alguns estudos demonstram a diminuição de níveis séricos de zinco nos pacientes que receberam suplementação de ferro. Por outro lado, pesquisadores têm encontrado melhora nos níveis séricos de hemoglobina em pacientes que receberam suplementação de zinco combinada com ferro. Objetivo Avaliar o efeito da suplementação de zinco nos níveis de hemoglobina em crianças com idade entre 06 a 48 meses. Método Ensaio clínico, cego, randomizado, realizado com 143 crianças institucionalizadas, saudáveis, de 06 a 48 meses. As mesmas foram aleatorizadas em dois grupos que receberam, diariamente, zinco juntamente com outros micronutrientes – grupo teste (sprinkles) ou apenas outros micronutrientes sem zinco – controle, sendo suplementadas por 90 dias. Coletas de sangue foram realizadas no início e no final do estudo para observar os níveis de hemoglobina e prevalência e incidência de anemia quando considerado um ponto de corte de 11,00 mg/dL para esse marcador bioquímico. Peso e estatura foram aferidos no inicio, no meio e no final do estudo e utilizados os indicadores peso por estatura e estatura por idade, expressos em escore z para diagnóstico nutricional. Aceitação do sprinkles foi avaliada a partir do consumo do mesmo na creche, através do método de resto-ingestão. Todas as refeições foram pesadas antes e após a oferta independente, mesmo não estando com o suplemento. Resultados Após o término da intervenção, a variação dos níveis médios de hemoglobina não foi diferente entre os grupos. Ao considerar 11,00 mg/dL como ponto de corte para anemia, foi observado que o grupo teste teve 48% de chance de não desenvolver anemia quando comparado com o grupo controle e o grupo controle teve 25% de chance de cura que o grupo teste. Ambos os grupos apresentaram melhora do zinco sérico e o grupo teste apresentou 82% de chance de não desenvolver deficiência de zinco em relação ao grupo controle. A suplementação com zinco não interferiu significativamente sobre as condições antropométricas das crianças. Conclusão A suplementação com zinco não promoveu interferência nos níveis séricos de hemoglobina, no entanto demonstrou-se ser um possível fator de proteção em relação ao surgimento de anemia e deficiência de zinco. Os resultados mostram a importância de manter o desenvolvimento de políticas públicas que combatam as carências nutricionais

    \signos, significados e práticas de pessoas (con)vivendo com a mielopatia associada ao vírus linfotrópico de células-T humanas tipo 1

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    Embora muito já se saiba sobre os aspectos biomédicos da HAM/TSP, pouco se conhece sobre o efeito da doença e dos protocolos terapêuticos nos parâmetros psicossociais. Objetivo: Identificar os signos (sinais e sintomas) do processo de adoecimento, compreender os significados ( atribuídos à experiência da doença e dos tratamentos, e verificar as práticas relativas (de cuidado e autocuidado), de pessoas (con)vivendo com HAM/TSP. Metodologia: Pesquisa qualitativa utilizando o sistema de signos, significados e práticas, baseado nas narrativas obtidas através das gravações de grupos focais e entrevistas individuais, de participantes de um centro multiprofissional de referência para pesquisa e assistência de familiares e portadores de HTLV, Salvador, Bahia, Brasil. Resultados: Participaram 38 indivíduos classificados em definidos, possíveis e prováveis para HAM/TSP de acordo com os critérios de Castro-Costa 2006. Das falas emergiram as categorias e subcategorias: Signos – Sinais e Sintomas Físicos e Descoberta da Doença; Significados – Reação ao diagnóstico, Conhecimento sobre a Doença, Medos e Expectativas; Práticas – Atividades de Vida Diária, de Lazer, Religiosas e Tratamento. Conclusão: Pessoas com HAM/TSP sofrem com sintomas limitantes para sua participação social, são afetadas por sentimentos complexos e multidimensionais, porém atividades de vida diária, de lazer, espirituais e terapêuticas auxiliam no enfrentamento desta negligenciada doença
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