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Liderança autêntica e o work engagement: O papel da tríade negra e diferença entre sexos
Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Social e das Organizações.O mundo do mercado de trabalho é influenciado pela forma como o mesmo é liderado. O objetivo do presente estudo é entender, se com o estilo de liderança autêntica, é possível os liderados tendam a ter melhores desempenhos no seu work engagement, comparativamente a colaboradores que tenham o seu work engagement influenciado por líderes com personalidade negra. Este estudo contou com um total de 71 participantes, podendo concluir que os colaboradores que tenham uma perceção maior da liderança autêntica sobre o seu work
engagement, do que, a colaboradores que, tenham líderes que possuem traços de personalidade da tríade negra. Não existe neste estudo diferenças significativas entre homens e mulheres. A
presente investigação promove a reflexão, de uma nova perspetiva sobre o local de trabalho, explorando como diferentes estilos de liderança podem influenciar o work engagement dos liderados.The world of the job market is influenced by the way it is led. The aim of this study is to understand whether, with an authentic leadership style, it is possible for those being led to perform better in their work engagement, compared to employees whose work engagement is
influenced by leaders with a dark personality. This study had a total of 71 participants, and it can be concluded that employees who have authentic leadership have a greater perception of their work engagement than employees who have leaders with dark triad personality traits. There are no significant differences between men and women in this study. This research promotes reflection from a new perspective on the workplace, exploring how different leadership styles can influence the work engagement of those they lead
Psicologia e Coaching
Resumo
A crescente divulgação e procura dos serviços de coaching torna este tema apetecível
para estudantes e profissionais, das áreas da psicologia e gestão, entre outras. Contudo,
a informação nem sempre é clara e pode levar-nos a ter dificuldade em distingui-lo de
outras práticas ou ainda considerar que é uma resposta infalível para todas as situações.
Procuraremos clarificar principais contextos de aplicação do coaching na actualidade,
salientando o coaching executivo. Abordaremos também os principais aspectos em
comum entre a prática psicológica e o coaching e, em particular, os contributos do
conhecimento da psicologia e do movimento da psicologia do coaching para a
compreensão, melhoria destes processos e sua distinção com outras práticas. Por fim,
apresentamos áreas de investigação sobre o tema, na qual se inserem também os
contributos da comunidade científica portuguesa
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Dispelling the Myths Behind First-author Citation Counts
We conducted a full-scale evaluative citation analysis study of scholars in the XML research field to explore just how different from each other author rankings resulting from different citation counting methods actually are, and to demonstrate the capability of emerging data and tools on the Web in supporting more realistic citation counting methods. Our results contest some common arguments for the continued
use of first-author citation counts in the evaluation of scholars, such as high correlations between author rankings by first-author citation counts and other citation
counting methods, and high costs of using more realistic citation counting methods that are not well-supported by the ISI databases. It is argued that increasingly available digital full text research papers make it possible for citation analysis studies to go beyond what the ISI databases have directly supported and to employ more
sophisticated methods
koamabayili/VECTRON-author-checklist: VECTRON author checklist
We have done our best to complete the author checklist relating to the use of animals in the hut study. Note that the objective for the hut study was to evaluate the IRS treatment applications for residual efficacy against Anopheles mosquitoes, including the local An. coluzzii mosquito population. Cows were only used to attract mosquitoes into the huts and no tests were carried out directly on the cows. The author checklist is intended for use with studies where experiments are carried out on animals, which is why we have had such difficulty in completing this for the hut study, as many of the questions do not relate to how the cows were used
Psicologia do Ambiente
Na aplicação da Psicologia à área do AMBIENTE importa em primeiro lugar definir o que se entende, neste contexto, por ambiente. O conceito é entendido como toda a envolvente que rodeia o ser humano. Referimo-nos pois ao espaço físico e aos estímulos que nele existem (som, ar, paisagem…), dirigindo-se a Psicologia do Ambiente ao estudo e intervenção sobre a forma como o ambiente influencia o indivíduo ou grupos, e sobre o modo como o comportamento dos indivíduos e grupos influenciam o ambiente. Contudo, este ambiente está ele próprio imbuído de significados sociais, na linha de Stokols (1978, Stokols e Altman, 1987) a Psicologia ambiental centraria o seu estudo no interface entre o comportamento humano e o ambiente sócio físico” (Stokols, 1978). No manual de Psicologia Ambiental editado por Robert Bechtel e Arza Churchman (2002), Wapner e Demick analisam detalhadamente a unidade de análise da psicologia ambiental referente ao sistema ‘pessoa-ambiente’.
Esta nova área desenvolveu-se no âmbito da psicologia no final dos anos 50 e durante os anos 60, de uma forma mais sistemática nos Estados Unidos, apesar de se encontrarem por toda a Europa, uma preocupação crescente sobre o impacte do ambiente físico sobre o comportamento humano.
Um marco importante no seu desenvolvimento foi a formação de um grupo de investigação em 1958, que integrava William Ittelson e Harold Proshanky da Universidade de Nova Iorque. Este grupo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EU, e teve como objectivo investigar a influência das características espaciais/arquitecturais de um hospital psiquiátrico no comportamento dos doentes. Neste contexto, Ittelson em 1964, na conferência dos Hospitais americanos sobre planeamento hospitalar, introduz a designação no título da sua intervenção “Psicologia ambiental e planeamento arquitectural”.
Na sequência deste grupo, ainda na década de sessenta, assinalam-se dois marcos para o desenvolvimento da disciplina: a criação, em 1968 da Environmental Design Research Association (EDRA) com conferencias anuais desde 1969 até hoje; e em 1969 a criação da revista Environment and Behavior. Em 1976 a APA formou uma nova divisão que denominou de “Population and Environmental Psychology”. Na Europa a formalização desta nova área só aconteceu em 1981, com a criação da associação europeia equivalente IAPS, hoje denominada de International Association for People-Environment Studies, com conferências bianuais. É da mesma data a publicação do Journal of environmental Psychology editado por David Canter na Universidade de Surrey (Guildford).
Mas a necessidade de criação desta nova área é o resultado da confluência de forças internas e externas à psicologia, anteriores aos anos sessenta. Sendo uma área de interface com outras disciplinas, foi em primeiro lugar pela influência de factores externos à psicologia que esta área surge. De acordo com Mirilia Bonnes (Bonnes e Bonaiuto, in Bechtel & Churchman, 2002; Bonnes & Secchiaroli, 1995), fora da psicologia há a considerar duas principais correntes ou movimentos que levaram ao desenvolvimento da Psicologia do Ambiente.
A primeira, relacionada com os aspectos do ambiente físico-espacial e das ligações da Psicologia com a Arquitectura e Geografia, tem o seu início por volta da década de 1950. Emergiu da preocupação em compreender a forma como o espaço físico-espacial influencia o comportamento das pessoas. Uma corrente desencadeada pela insatisfação da abordagem egocêntrica do design e pelo desejo de um design mais centrado no utilizador, numa tentativa de criar ambientes óptimos para as actividades humanas; mas também pela destruição de diversas cidades europeias durante a segunda guerra mundial e a necessidade da sua reconstrução de modo funcional. Emergiram investigações sobre a organização do espaço hospitalar e comportamentos de doentes mentais ou a recuperação dos pacientes (Proshansky, Ittelson, e Rivlin, 1970), e também relativos à forma como a disposição do espaço em residências universitárias e lares de idosos influencia e é moldada pela interacção social, a territoritalidade humana e o espaço pessoal (Osmond, 1957; Sommer, 1969), e sobre os desenraizamentos causados pelos realojamento impostos (e.g. Fried, 1963 Relph,1976) . Desenvolveram-se estudos sobre as representações mentais que as pessoas detêm das cidades ou áreas geográficas (e.g.: Lynch, 1960; Golledge, 1987) e do impacto do factor humano sobre a paisagem ao longo do tempo (Sauer, 1921, Wright, 1947), e sobre a relação entre as funções sociais e a organização espacial em espaços específicos como escolas, igrejas e outros (e.g.:Barker e Wright, 1955).
A segunda, orientada pelas preocupações ambientais associadas à poluição, preservação de recursos, e sustentabilidade; e impulsionada na década de 1970 pelo programa Man and Biosphere da UNESCO. Inicia-se a investigação sobre as percepções e representações ambientais e o modo como as mesmas influenciam o comportamento de diferentes grupos face ao uso de recursos e face a infra-estruturas. Analisam-se percepções sobre a qualidade ambiental (e.g.:Craik, Zube 1976; White, 1977) e as preferências da paisagem (e.g.:Gibson, 1979; Kaplan e Kaplan, 1982, Ulrich, 1983); estudam-se atitudes, preocupações e comportamentos ambientais (e.g.: Geller, 1981; Schultz, 1995, Kaiser et al., 1999; Gardner e Stern, 2002;); avaliam-se conflitos entre actores da sociedade civil e a ligação entre conhecimento e participação pública (e.g.: Bonnes & Secchiarolli, 1995), e procura-se compreender a natureza da percepção de risco ambiental (e.g.: Douglas, 1992; Slovic, 2000).
Na tradição da psicologia a inclusão do ambiente foi de certa forma ambigua. Se por um lado houve sempre uma preocupação sobre o efeito do ambiente no ser humano, ambiente esse concebido como tudo o que é exterior ao sujeito, por outro lado, existe uma quase ausência de teorização e investigação sistemática sobre a relação entre as características especificas do ambiente e o comportamento. Excepção feita para a psicologia da percepção.
Mas se recuarmos no tempo vamos encontrar referência ao espaço em autores determinantes na história da psicologia (e.g.: James, 1989, Erickson, 1956). Contudo, apesar de terem tido a preocupação de identificar o ambiente físico como um elemento importante nas suas conceptualizações, em termos de estudos empíricos não se verificou uma continuação nesta preocupação com o ambiente.
Um autor fundamental é Kurt Lewin (1890-1947), tendo passado os primeiros anos da sua carreira na Europa (Berlim) foi profundamente influenciado pela escola Gestáltica, tendo-se dedicado na última fase da sua vida, já nos EUA, aos estudos no âmbito da psicologia social aplicada, em particular na dinâmica grupal. É neste contexto que o autor se centra sobre a influência do meio (social e não social) no comportamento colectivo. Influenciado também pela Teoria de campo da física que transpõe para a Psicologia, considera que deve ser estudado o campo de forças global e não apenas os objectos componentes. Assim, considera que a psicologia se deve centrar no “campo psicológico” ou “espaço de vida” que identifica como o “conjunto de variáveis que influem no comportamento do indivíduo num dado tempo t, englobando o subsistema pessoal e o subsistema ambiental, e a zona fronteiriça que separa as variáveis psicológicas e não-psicológicas” (1951). Fica, assim, famosa a sua formula C=f(P x A), sendo o comportamento função das relações dinâmicas e reciprocas entre a pessoa e o ambiente.
Lewin aplica estas noções aos grupos, que são considerados gestalts, campos de forças definidos por objectivos, normas e valores próprios, formas de organização,... irredutíveis a uma análise dos indivíduos que os compõem. São os trabalhos sobre os grupos e os trabalhos sobre a mudança dos hábitos alimentares, onde teve que alargar o quadro de análise às variáveis sociológicas, política, económicas e ambientais, que o levará a concluir mais tarde que a psicologia deverá tornar-se o estudo da ecologia particular dos indivíduos ou dos grupos, falando então em psicologia ecológica.
Neste contexto não podemos deixar de referir dois autores que seguiram a tradição lewiniana: Roger Barker, hoje reconhecido como um dos pais da PA, e Urie Brofenbrenner não ligado directamente à psicologia ambiental mas com uma contribuição fundamental para a compreensão da importância do ambiente na compreensão do comportamento
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