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    O vírus influenza como desencadeador de doenças cardiovasculares : revisão sistemática da literatura desde 2009

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    A associação entre Influenza e aumento na mortalidade por doenças cardiovasculares é reconhecida desde o início do século XX, mas esteve obscurecida durante o período de hegemonia da hipótese lipídica (1970-1990). Sendo re-introduzida sob a hipótese de correlação entre os níveis de mortalidade por Influenza em 1918 e os níveis de mortalidade por Doença Isquemica do Coração nas décadas de 40-60, por coortes de nascimento. A partir do ano 2000, diversos ensaios clínicos testaram o efeito protetor da vacina da Influenza na mortalidade cardiovascular. Em 2009 é publicada a primeira revisão sistemática sobre o tema. Este estudo é uma extensão desta revisão sistemática. Realizou-se a investigação no site pubmed, utilizando os seguintes termos: Influenza human’ or ‘Influenza vaccines’ or ‘viruses [Majr]’ or ‘respiratory tract infections [Majr]’ and ‘myocardial infarction’, procurando por publicações no período de março, 2009 a maio, 2011. Critérios de inclusão: estudos originais, que incluam como desfechos o infarto do miocárdio ou morte por doença cardiovascular. Critérios de exclusão: desenho (relato de casos, artigos de revisão, editoriais, diretrizes clínicas e artigos de informação para os pacientes, ou que examinaram resultados intermediários) e metodologia obscura. Não se restringiu nenhum artigo por língua ou país de origem. A investigação gerou um total de 7 artigos relacionados com a temática do vírus Influenza e doenças cardiovasculares. Apesar do pequeno número de estudos identificados, nos possibilitou reabrir a questão das cortes de nascimento e sua exposição ao vírus Influenza (em período gestacional e nos primeiros anos de vida) como desencadeador de eventos cardiovasculares, sugerindo asssociação.The association between influenza and increased mortality from cardiovascular disease has been recognized since the beginning of the twentieth century, but was obscured during the hegemony of the lipid hypothesis (1970-1990). Being re-introduced under the hypothesis of correlation between levels of mortality from influenza in 1918 and mortality rates by ischemic heart disease in the decades 40-60, by birth cohorts. From the year 2000, several clinical trials have tested the protective effect of influenza vaccination on cardiovascular mortality. In 2009 it published the first systematic review on the subject. This study is an extension of this systematic review. We conducted research on pubmed, using the following terms: Influenza, human 'or' Influenza Vaccine 'or' virus [MAJR] 'or' respiratory tract infections [MAJR] 'and' myocardial infarction ', searching for publications in the period March, 2009 to May 2011. Inclusion criteria were original studies that include outcomes such as myocardial infarction or death from cardiovascular disease. Exclusion criteria: design (case reports, review articles, editorials, articles, clinical guidelines and information to patients, or who have examined intermediate outcomes) and unclear methodology. No article was not restricted by language or country of origin. The research has generated a total of seven articles related to the subject of influenza virus and cardiovascular disease. Despite the small number of identified studies, enabled us to reopen the question of the courts of birth and their exposure to influenza virus (in pregnancy and the first years of life) as a trigger of cardiovascular events, suggesting asssociação

    Estudo de caso : o trabalhador e o acidente de trabalho

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    Acidentes de trabalho constituem um importante problema de saúde pública no Brasil. De acordo com a legislação previdenciária brasileira, acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, ou perda, ou redução (permanente ou temporária) da capacidade para o trabalho. Esses eventos são inesperados e interrompem de forma súbita e geralmente traumática o curso normal da vida do trabalhador, causando perdas significativas em todos os aspectos de sua vida, as quais podem ser permanentes e definitivas, e agravadas pelo não reconhecimento legal da situação de acidente do trabalho.Objetivos:Discutir a sub-notificação de acidentes do trabalho no país. Método: estudo de um caso de acidente do trabalho não notificado, do histórico às repercussões psicossociais do evento para este trabalhador. Resultados: A paciente apresenta uma lesão ocular irreversível, a que não configura incapacidade ao trabalho. Mas, alega que sofreu, em consequência do acidente, danos emocionais, como depressão e medo, o que a coloca em uma situação de risco para que volte a exercer suas funções com naturalidade e sem novas e maiores conseqüências psicológicas e sociais. Conclusões: O caso apresentado ilustra um problema conhecido e ainda não solucionado: o sub-registro dos acidentes de trabalho. O estudo mostra, também, a dificuldade ao acesso a banco de dados oficiais a fim de obter denominadores confiáveis para elaborar indicadores visando contribuir para a redefinição de prioridades para políticas de prevenção.Accidents at work are a major public health problem in Brazil. According to the Brazilian social security legislation, accident at work is what happens during the course of work for the company, causing bodily injury or functional disorder that causes death or loss or impairment (permanent or temporary) capacity for work. These events are unexpected and stop suddenly and usually traumatic the normal course of life of the worker, causing significant losses in all aspects of your life, which may be permanent and final, and aggravated by the nonrecognition of the legal situation of the accident work. Objectives: to discuss the underreporting of occupational accidents in the country. Method: a case study of occupational accidents not reported to the impact of psychosocial history of the event for this worker.Results: The patient has an irreversible eye injury, which does not configure inability to work. But claims that it suffered as a result of the accident, emotional damage, such as depression and fear, which places it in an unsafe situation to go back to exercise its functions with a natural, new and greater psychological and social consequences. Conclusions: The data presented in this study indicate that underreporting of occupational accidents is a known issue and still unsolved, but the difficulty is access to databases officials to obtain reliable denominators to produce indicators to help in setting priorities for prevention politics

    Os autores respondem

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    Festschrift

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    Os autores respondem

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    Connections : can the 20th century coronary heart disease epidemic reveal something about the 1918 influenza lethality?

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    This essay proposes that the ecologic association shown between the 20th century coronary heart disease epidemic and the 1918 influenza pandemic could shed light on the mechanism associated with the high lethality of the latter. It suggests that an autoimmune interference at the apoB-LDL interface could explain both hypercholesterolemia and inflammation (through interference with the cellular metabolism of arachidonic acid). Autoimmune inflammation, then, would explain the 1950s-60s acute coronary events (coronary thrombosis upon influenza re-infection) and the respiratory failure seen among young adults in 1918. This hypothesis also argues that the lethality of the 1918 pandemic may have not depended so much on the 1918 virus as on an immune vulnerability to it, possibly resulting from an earlier priming of cohorts born around 1890 by the 1890 influenza pandemic virus

    Evolução da mortalidade geral, por doenças do aparelho circulatório e doenças do aparelho respiratório em maiores de 40 anos no Rio Grande do Sul, entre 1999-2004

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    O perfil epidemiológico da população brasileira nas últimas décadas passou por modificações, tendo sido expressivo o aumento da expectativa de vida e das doenças não transmissíveis e crônico-degenerativas. Objetivos: Descrever a evolução histórica e sazonal da mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório e Doenças do Aparelho Respiratório no Estado do Rio Grande do Sul, no período de 1999 a 2004, focalizando indivíduos com idade de 40 anos e mais. Métodos: Foi utilizado para subsidiar a pesquisa o banco de dados do DATASUS (SIM), de domínio público. Os coeficientes de mortalidade geral foram calculados por 1.000 habitantes e, os específicos, por 100.000 habitantes, com base na população residente estimada pelo IBGE no período de 1999 a 2004, para pessoas com idade de 40 anos e mais. Resultados: Evidenciou-se maior mortalidade da população masculina, nos dois grupos de causas, em todas as idades, embora em número de óbitos as mulheres ultrapassem os homens depois dos 80 anos, quando há significativamente mais mulheres sobreviventes na população. Foi observada a mesma sazonalidade na variação da mortalidade por DAR e DAC, com mais ocorrências nos meses de inverno e no pico anual de mortalidade por influenza e pneumonia, o que sugere associação de parte dos óbitos destes dois grandes grupos de causas com a influenza sazonal. Conclusões: A queda das taxas de mortalidade nos anos após 1999 sugere que possa ter havido uma contribuição da vacina da influenza, aplicada desde 1998 no Estado do RS nos adultos com mais de 60 anos. Aumentos pontuais, como em 2004, podem estar relacionados com diversos fatores, no entanto, as possibilidades devem ser avaliadas com cuidado, pois aparentemente as mesmas tendências ocorreram em menores de 60 anos, que não eram população alvo para a vacina. Esta pesquisa com dados de mortalidade por doenças respiratórias e circulatórias no RS, visa contribuir para o conhecimento da epidemiologia destas condições no nosso Estado

    Influenza e a coevolução anual e sazonal da morbidade hospitalar por doenças do aparelho circulatório e respiratório na rede pública do Rio Grande do Sul, 1999 - 2004

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    Com o surgimento de novas evidências e hipóteses sobre a morbimortalidade relacionada à Influenza, identifica-se a insuficiência da caracterização do problema apenas pelas Doenças do Aparelho Respiratório (DAR), representando as Doenças do Aparelho Circulatório (DAC) um importante grupo a ser estudado concomitantemente. Objetivos: Estimar a morbidade hospitalar atribuível à Influenza através da coevolução anual e sazonal das DAC e do DAR na rede pública no RS, no período de 1999 a 2004. Métodos: Foi utilizado um banco de dados de internações hospitalares no SUS, por local de residência, para o período de 1999 a 2004. As internações foram apresentadas como números absolutos e coeficientes por 100.000 pessoas, padronizadas para meses de 30 dias. Resultados: A magnitude das internações por DAR (935.370 AIHs ou 24,35%) e DAC (541.664 AIHs ou 14,1%) posicionou-as como primeiro e segundo lugar nas causas de internação, excluindo-se as ligadas à gravidez e puerpério. Notou-se uma predominância do sexo masculino nas internações por DAR (54,5%) e do sexo feminino (54,6 %) nas por DAC, com diminuição proporcional anual nas internações por DAR e aumento nas por DAC. As internações por DAR, inclusive nos grupos "Influenza e pneumonia" e "Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica" (DPOC), seguiram um padrão sazonal, com aumento no inverno, não observado claramente nas por DAC, onde apenas as por "Insuficiência cardíaca" apresentaram pequeno aumento. A letalidade total foi 4,4% para DAR e 6,5% para DAC, com maior letalidade por "Doenças cerebrovasculares" (15,8%), seguidas por "Insuficiência Cardíaca" (7,0%), "Doença Isquêmica Crônica do Coração" (5,6%), "DPOC" (4,7%) e "Influenza e Pneumonia" (3,0%). A evolução da letalidade de ambos os grupos apresenta um padrão sazonal, com aumento da letalidade por DAC nos meses de inverno em todos os anos do período e diminuição da letalidade por DAR na maioria destes. Conclusões: Houve uma mudança no perfil da morbidade por causas respiratórias e circulatórias atribuíveis à influenza no RS, no período de 1999 a 2004, e recomendase o aprofundamento das análises quanto a possíveis causas desta mudança (condições climáticas, fatores socioeconômicos, fatores imunológicos, influência vacinal, dentre outras) para subsidiar, com evidências relevantes, programas de assistência integral à saúde da população
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