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    TÓPICOS SOBRE REVELAÇÃO E FÉ NO CONCÍLIO VATICANO I

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    O estudo aprofundado do conceito de revelação exige mais que aquele decorrente unicamente da teologia do Antigo e do Novo Testamento. Perante a tendência do racionalismo, que absolutiza a razão iluminada, e do fideísmo que a empobrece, o Concílio Vaticano I toma a posição do meio. O Concílio Vaticano I ressalta a liberdade e gratuidade de Deus ao revelar-se ao homem para além da pura capacidade racional do homem de conhecê-lo através das criaturas, pela via da analogia. Garante-se também a capacidade da inteligência humana de, por ela mesma, chegar à verdade, até mesmo a respeito da existência de Deus. Permanece-se na afirmação formal e abstrata dos dois polos necessários para a possibilidade e existência da revelação. O Concílio quer salvaguardar os fundamentos da possibilidade da revelação de Deus contra uma razão por demais pretenciosa e contra uma visão pessimista da razão humana. No centro da preocupação do Concílio está Deus livre e soberano, que pode revelar a si mesmo quando, a quem e o que quiser. À revelação divina o ser humano responde com a sua adesão de fé
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