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    A Obscena Senhora D à luz da paratopia

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    Nosso trabalho dá enfoque ao livro A Obscena Senhora D (2001), de Hilda Hilst, para investigarmos, através da Análise do Discurso de linha francesa, um tema que permeia a literatura hilstiana: a loucura. Para fundamentarmos nossa pesquisa, recorremos a alguns importantes pesquisadores da obra de Hilst, como Pécora (2010); da loucura, como Frayze-Pereira (1982); da Análise do Discurso, como Maingueneau (2008). Conforme afirma Maingueneau (2008), a paratopia é “uma difícil negociação entre o lugar e o não-lugar, uma localização parasitária que vive da própria impossibilidade de se estabilizar”; assim, pode-se afirmar que os loucos estão nessa zona paratópica, uma vez que a loucura é relegada à margem do que comumente se compreende como normal. Partindo da hipótese de que a personagem central do livro desenvolve um discurso próprio dos insanos ou dos não-ajuizados, nossos objetivos são pesquisar as marcas paratópicas de loucura no citado livro de Hilst e demonstrar como isso constitui um aspecto relevante na obra da escritora. Os resultados obtidos demonstram um rico material de observação do tema da loucura na literatura hilstiana, aspecto que pode transcender esta pesquisa para outras fontes bibliográficas. Por fim, através de trechos da obra, concluímos que Hilst desestabiliza esse conceito de normalidade ancorado no senso comum e nos revela loucura e lucidez entrelaçadas

    Análise funcionalista das estratégias de negação do português oral culto de Fortaleza: um estudo de caso

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    O presente artigo tem por objetivo analisar as três estratégias de negação que ocorrem no português oral culto de Fortaleza: pré-verbal canônica, dupla negativa e pós-verbal, respectivamente, a partir de dois registros documentados no PORCUFORT (Português Oral Culto de Fortaleza). Para tanto, refletiremos sobre os princípios de iconicidade, conforme foram postulados pelo funcionalista Givón, além de refletirmos sobre a economia, conforme Zipf, tendo em vista a existência de alguns conflitos entre esses dois postulados. Como suporte de pesquisa, utilizamos, sobretudo, as reflexões apresentadas por Maria Angélica Furtado da Cunha, em seu trabalho intitulado O modelo das motivações competidoras no domínio funcionalda negação. A nossa hipótese é que o falante mais jovem, por fazer mais uso do registro coloquial, utilizaria com mais frequência as novas estratégias de negação. Os resultados obtidos com a presente pesquisa mostram-se válidos para estudos posteriores, pois comprovam que a gramática está em constante transformação, tendo em vista que os falantes contribuem diretamente para tais transformações a partir das escolhas linguísticas que fazem a todo instante

    O componente medioestrutural do minidicionário escolar Caldas Aulete

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    Os dicionários são caracterizados, dentre outros aspectos, por seu caráter essencialmente didático (PONTES, 2009). Essas obras auxiliam na descoberta de novas palavras e de seus significados, grafias, pronúncias, contextos de uso, além de sinônimos e de antônimos, por exemplo. Sendo o domínio do léxico um dos critérios básicos para o aprendizado de uma língua, essas obras tornam-se ferramentas indispensáveis em qualquer sala de aula de língua, seja ela materna ou estrangeira. Partindo desse pressuposto, o conhecimento das estruturas que formam o dicionário pode ajudar na melhor utilização dessas obras lexicográficas, fazendo com que o consulente possa fazer uma busca de palavras, ou qualquer outra informação da qual precise, de forma mais eficiente e rápida. Os níveis estruturais presentes no dicionáriosão: a megaestrutura, a macroestrutura, a medioestrutura e a microestrutura (PONTES, 2009). Nosso objetivo, com este trabalho, é apresentar, exemplificar e classificar um dos quatro níveis estruturais das obras lexicográficas, a saber, a medioestrutura, responsável pelo diálogo entre as outras estruturas do dicionário e entre as partes que integram a microestrutura. Nosso trabalho fundamenta-se em teóricos da Metalexicografia e da Lexicografia Pedagógica, como Damim (2005), Heinrich (2007), Pontes (2009) e Welker (2004). O dicionário analisado será: Caldas Aulete: Minidicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa (AULETE, 2004). Esta pesquisa foi desenvolvida sob orientação do Prof. Dr. Antonio Luciano Pontes do Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada (PosLA), da Universidade Estadual do Ceará (UECE) no âmbito do Grupo de Pesquisa Lexicografia, Terminologia e Ensino (LETENS)

    Sentido nas perspectivas de Frege e de Wittgenstein

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    O objetivo desse texto é apresentar as concepções de sentido dos dois autores anunciados aqui, pois ambos têm concepções com aproximações e diferenciações. Frege cria uma teoria da linguagem que diferencia sentido e referência, salvaguardando as sentenças sem valor de verdade. Segundo ele, existe um discurso que não tem valor de verdade, mas que é significativo, pois é um discurso possuidor de sentido. Esse discurso, no entanto, não pode almejar o status de científico, pois para isso teria que ter também referência, ou seja, valor de verdade. Já Wittgenstein tem uma concepção de sentido que se pauta na bipolaridade da proposição, não sendo exigido dela que denote algo, i.e., que tenha referência também. Com isso, o que não tem essa propriedade fica condenado ao âmbito da não-linguagem. A diferença, portanto, é que Wittgenstein não exige um correspondente referencial para a sentença, cabendo-lhe descrever um estado de coisas [possíveis]

    HOUSE, Juliane. Translation. Oxford: Oxford University Press, 2009, 122pp.

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    Ficha catalográfica

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    Jovens e idosos escolhem as mesmas palavras?

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    Nesta pesquisa, apresenta-se um dos aspectos de que se ocupa o Projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB), o Léxico do português brasileiro. Dessa forma, este trabalho investiga como a linguagem de indivíduos apresenta marcas linguísticas específicas que constroem, mantêm e projetam a identidade de faixa etária em inquéritos do Projeto ALiB a partir da utilização do léxico como fator diageracional dos indivíduos no grupo etário ao qual fazem parte. A metodologia empregada consistiu na realização das seguintes etapas: 1) leitura de textos teóricos referentes ao tema proposto; 2) escolha e formação do corpus, constituído de inquéritos das capitais do Projeto ALiB; 3) análise do corpus a fim de verificar marcas linguísticas transmissoras da construção, projeção e manutenção da identidade social de faixa etária. As análises dos inquéritos selecionados buscam estudar os itens lexicais presentes no repertório linguístico de informantes da faixa I (18-30 anos) e faixa II (50-65 anos) do Questionário Semântico Lexical do Projeto Atlas Linguísticodo Brasil do campo semântico ciclos da vida (menstruação e entrar na menopausa),com o intuito de verificar a seleção lexical realizada por informantes de diferentes faixas etárias das diferentes capitais do país. A análise do corpus possibilitou realizar o registro e a documentação da diversidade lexical do português falado no Brasil, seguindo os princípios da Geolinguística moderna Pluridimensional em que o registro segue os parâmetros diatópicos e diastráticos

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