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    176 research outputs found

    Estudo genético de golfinho comum, Delphinus\ud delphis, na Costa Centro/Norte de Portugal

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    A influência antropogénica nas espécies de cetáceos, nomeadamente através\ud da interacção com as pescas (exploração directa ou acidental), poluição e\ud degradação de habitat, tem-se revelado uma ameaça à integridade das\ud populações selvagens de cetáceos a nível mundial. Para legislação de\ud protecção dos cetáceos torna-se necessário conhecer as populações em\ud termos genéticos (estrutura e diversidade), a sua ecologia (abundância,\ud distribuição, taxas de sobrevivência, reprodução, mortalidade e migração) e\ud morfologia, bem como o impacto das actividades humanas sobre essas\ud espécies, dados desconhecidos para muitos dos cetáceos que ocorrem em\ud Portugal. Abordando apenas uma das áreas que se torna essencial conhecer\ud relativamente a estas espécies para posterior aplicação em estratégias de\ud gestão e conservação, o presente estudo avaliou o nível de estruturação e\ud variabilidade genética de golfinho comum de bico curto (Delphinus delphis) no\ud centro/norte de Portugal, através da análise da região controlo mitocondrial\ud de animais arrojados nesta área. Dentro desta população, com intenção de\ud determinar o impacto causado pelas capturas acidentais destes animais em\ud artes de pesca, com base nos dados obtidos, foi avaliada a existência de\ud relações entre as capturas acidentais e a estrutura social, analisando as\ud relações entre haplótipos dos animais capturados.\ud Numa análise global, com o objectivo de detectar relações com populações\ud de outras regiões e identificar a origem destes animais, será realizada uma\ud comparação da população de Portugal centro/norte com sequências\ud provenientes do Açores, Canárias, Mar Negro e Pacífico.\ud A análise de variância molecular (AMOVA) revelou a inexistência de\ud estruturação populacional desta espécie na costa centro/norte de Portugal,\ud sugerindo um elevado fluxo genético entre os indivíduos. Após uma análise\ud global, observou-se que a população da área de estudo se enquadra numa\ud população única a nível do Oceano Atlântico, uma vez que não houve\ud diferenciação genética entre as populações atlânticas analisadas, sendo a\ud população do Pacífico a única significativamente divergente.\ud A análise da informação existente à priori sobre os arrojamentos (ano, mês,\ud localização, sexo do animal, estado de decomposição do corpo e indício de\ud captura acidental) em conjugação com os dados genéticos obtidos permitiu\ud sugerir relações de parentesco, possivelmente mais fortes que a partilha de\ud linhagem materna, sendo também reforçadas as hipóteses existentes sobre a\ud organização social desta espécie. Todos os resultados são relacionados com\ud dados existentes sobre capturas acidentais por arte de pesca, de modo a\ud alertar sobre a importância da definição de estratégias de gestão e\ud conservação, bem como sobre a implementação de medidas de mitigação\ud para apoiar a sustentabilidade de cetáceos

    Níveis de elementos tóxicos em Morus bassanus no\ud litoral centro de Portugal

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    No presente estudo determinaram-se os níveis de 10 elementos tóxicos\ud (As, Cd, Co, Cr, Cu, Hg, Mn, Pb, Se e Zn) no rim, fígado, músculo e\ud penas de 31 gansos patola (Morus bassanus) incluindo 18 juvenis, 7 subadultos\ud e 6 adultos. As aves foram recolhidas durante o período 2003-\ud 2006, entre Ovar e Peniche, no litoral centro de Portugal. No que se\ud refere aos tecidos analisados, verificaram-se níveis indicativos de alguma\ud contaminação de mercúrio nas penas. Analisou-se a dependência da\ud acumulação com o factor idade e tecido e verificou-se uma maior\ud acumulação de Se e Cd no rim, de Pb nas penas e Mn no fígado. Não se\ud verificou qualquer influência da idade na acumulação de Cr, Cu, As e Pb\ud para todos os tecidos. Pelo contrário, a acumulação de Cd, Hg, Zn, Se,\ud Co e Mn revelou sofrer influência da idade. Analisou-se ainda a\ud existência de relações na acumulação entre elementos no mesmo tecido e\ud de cada metal em diferentes tecidos. Além das relações lineares positivas\ud envolvendo Se-Cd e Se-Hg, destacam-se as relações que envolvem Zn,\ud Cu, Cd e Hg como resultado de mecanismos de regulação comuns aos\ud diferentes elementos em cada tipo de tecido analisado. Relativamente à\ud acumulação de cada metal nos diferentes órgãos, verificaram-se relações\ud lineares positivas entre rim, fígado e músculo, especialmente para o Hg,\ud Cd, Se, Zn, indicando uma semelhança nos mecanismos de regulação\ud nestes órgãos

    Estratégias de muda de plumagem e ciclos de afluência à colónia em Cagarras Calonectris diomedea borealis

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    A muda das penas é um processo vital mas dispendioso em termos energéticos para as aves. A ocorrência de outros eventos desgastantes no ciclo anual das aves, como a reprodução e a migração, pressupõe uma calendarização que optimize os custos e benefícios dos vários processos. A cagarra, uma ave marinha que possui uma época reprodutora que ocupa parte considerável do ciclo anual, apresenta uma sobreposição parcial da sua muda das primárias com a época reprodutora, fenómeno pouco usual entre as aves pelágicas. Nas Selvagens, o timing do início da muda das primárias (8,6% das aves estava em muda activa em Setembro) está atrasado em relação à Berlenga, onde 43,7% das aves já se encontrava a mudar as primárias. Estas diferenças dever-se-ão a uma menor disponibilidade alimentar na área envolvente às Selvagens em relação às Berlengas. Este facto é corroborado pelas baixas afluências de indivíduos reprodutores falhados à colónia da Selvagem, ao contrário do que acontece na Berlenga. As aves que falham a reprodução deverão ficar com uma maior disponibilidade temporal e energética para o exercício de outras actividades. Tanto nas Selvagens como nas Berlengas, a proporção de aves que iniciaram a muda das primárias em Setembro é maior em aves que falharam a reprodução (75% nas Selvagens e 90% nas Berlengas), do que em aves que se encontram a alimentar crias (7,7% nas Selvagens e 25,9% nas Berlengas). A disponibilidade alimentar e o sucesso reprodutor são dois factores que influenciam o timing de muda nas cagarras, o que mostra a existência de trade-offs entre a actividade reprodutora e a muda da plumagem, com consequências em termos da ocorrência de diferentes estratégias de muda. As cagarras que nidificam nas Selvagens apresentam ciclos de afluência às ilhas que possuem um padrão bem definido e único. No entanto, pouco se sabe acerca da regulação e funções destes ciclos. Neste estudo, recorrendo a contagens de indivíduos na colónia e informações de actividade recolhidas através de data-loggers, estudámos a estrutura destes ciclos. Encontrámos diferenças na duração dos mesmos, entre a fase de pré-incubação (7,5 ± 1,6 dias) e a fase de incubação/criação (9,3 ±1,3 dias). A amplitude, embora não seja diferente entre as fases, mostrou-se bastante baixa nas primeiras semanas de Abril (0,367 ± 0,165). A afluência à colónia, tanto diurna como nocturna, de machos (0,816 ± 0,098 machos na colónia/total) e fêmeas (0,518 ± 0,052) é diferente, tendo sido mais elevada para ambos no princípio de Abril. A sincronização entre cagarras de diferentes locais da Selvagem Grande está ligeiramente desfasada (em cerca de um dia) e a aparente sincronização dos casais parece resultar do comportamento cíclico de afluência, não sendo maior num casal do que em quaisquer dois indivíduos da colónia. Os factores climatéricos, com excepção da intensidade do vento, não estão relacionados com o número de cagarras presentes na colónia. As diferenças na estrutura dos ciclos entre diferentes fases da época reprodutora estarão relacionados com a elevada afluência à colónia no princípio de Abril. Os desfasamentos temporais nos ciclos entre aves de diferentes áreas sugerem que a sincronia entre as aves da mesma área poderá ser determinante na regularidade dos ciclos e, de forma indirecta, na sincronia entre os membros de cada casal. Muito embora os factores climatéricos na colónia não aparentem ter um papel relevante na regulação dos ciclos, não se pode excluir a hipótese de que outros factores extrínsecos possam intervir na regulação dos mesmos. Palavras-chave: Ciclos de afluência, Calonectris diomedea A muda das penas é um processo vital mas dispendioso em termos energéticos para as aves. A ocorrência de outros eventos desgastantes no ciclo anual das aves, como a reprodução e a migração, pressupõe uma calendarização que optimize os custos e benefícios dos vários processos. A cagarra, uma ave marinha que possui uma época reprodutora que ocupa parte considerável do ciclo anual, apresenta uma sobreposição parcial da sua muda das primárias com a época reprodutora, fenómeno pouco usual entre as aves pelágicas. Nas Selvagens, o timing do início da muda das primárias (8,6% das aves estava em muda activa em Setembro) está atrasado em relação à Berlenga, onde 43,7% das aves já se encontrava a mudar as primárias. Estas diferenças dever-se-ão a uma menor disponibilidade alimentar na área envolvente às Selvagens em relação às Berlengas. Este facto é corroborado pelas baixas afluências de indivíduos reprodutores falhados à colónia da Selvagem, ao contrário do que acontece na Berlenga. As aves que falham a reprodução deverão ficar com uma maior disponibilidade temporal e energética para o exercício de outras actividades. Tanto nas Selvagens como nas Berlengas, a proporção de aves que iniciaram a muda das primárias em Setembro é maior em aves que falharam a reprodução (75% nas Selvagens e 90% nas Berlengas), do que em aves que se encontram a alimentar crias (7,7% nas Selvagens e 25,9% nas Berlengas). A disponibilidade alimentar e o sucesso reprodutor são dois factores que influenciam o timing de muda nas cagarras, o que mostra a existência de trade-offs entre a actividade reprodutora e a muda da plumagem, com consequências em termos da ocorrência de diferentes estratégias de muda. As cagarras que nidificam nas Selvagens apresentam ciclos de afluência às ilhas que possuem um padrão bem definido e único. No entanto, pouco se sabe acerca da regulação e funções destes ciclos. Neste estudo, recorrendo a contagens de indivíduos na colónia e informações de actividade recolhidas através de data-loggers, estudámos a estrutura destes ciclos. Encontrámos diferenças na duração dos mesmos, entre a fase de pré-incubação (7,5 ± 1,6 dias) e a fase de incubação/criação (9,3 ±1,3 dias). A amplitude, embora não seja diferente entre as fases, mostrou-se bastante baixa nas primeiras semanas de Abril (0,367 ± 0,165). A afluência à colónia, tanto diurna como nocturna, de machos (0,816 ± 0,098 machos na colónia/total) e fêmeas (0,518 ± 0,052) é diferente, tendo sido mais elevada para ambos no princípio de Abril. A sincronização entre cagarras de diferentes locais da Selvagem Grande está ligeiramente desfasada (em cerca de um dia) e a aparente sincronização dos casais parece resultar do comportamento cíclico de afluência, não sendo maior num casal do que em quaisquer dois indivíduos da colónia. Os factores climatéricos, com excepção da intensidade do vento, não estão relacionados com o número de cagarras presentes na colónia. As diferenças na estrutura dos ciclos entre diferentes fases da época reprodutora estarão relacionados com a elevada afluência à colónia no princípio de Abril. Os desfasamentos temporais nos ciclos entre aves de diferentes áreas sugerem que a sincronia entre as aves da mesma área poderá ser determinante na regularidade dos ciclos e, de forma indirecta, na sincronia entre os membros de cada casal. Muito embora os factores climatéricos na colónia não aparentem ter um papel relevante na regulação dos ciclos, não se pode excluir a hipótese de que outros factores extrínsecos possam intervir na regulação dos mesmos

    Size selectivity of trammel nets in southern European small-scale fisheries

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    Trammel net size selectivity was studied for the most important métiers in four southern European areas: the Cantabrian Sea (Atlantic, Basque Country, Spain), the Algarve (Atlantic, southern Portugal), the Gulf of Cádiz (Atlantic, Spain) and the Cyclades Islands (Mediterranean, Aegean Sea, Greece). These métiers were: cuttlefish (Sepia officinalis) and soles (Solea senegalensis, Microchirus azevia, Synaptura lusitanica) in the Algarve and the Gulf of Cádiz, sole (Solea solea) in the Cantabrian Sea and mixed fin-fish in the Cyclades. In each area, experimental trammel nets of six different types (combinations of two large outer panel mesh sizes and three small inner panel meshes) were constructed. Fishing trials were carried out on a seasonal basis (four seasons in the Cantabrian Sea, Algarve and Cyclades and two seasons in the Gulf of Cádiz) with chartered commercial fishing vessels. Overall, size selectivity was estimated for 17 out of 28 species for which sufficient data were available. Trammel nets generally caught a wide size range of the most important species, with length frequency distributions that were skewed to the right and/or bi-modal. In many cases the length frequency distributions of the different nets were highly overlapped. The Kolmogorov–Smirnov test also showed that the large outer panel meshes generally had no effect in terms of size selectivity, while the opposite was true for the small inner panel ones. Six different selectivity models (normal scale, normal location, gamma, log-normal, bi-modal and gamma semi-Wileman) were fitted to data for the most abundant species in the four areas. For fish, the bi-modal model provided the best fits for the majority of the data sets, with the uni-modal models giving poor fits in most cases. For Sepia officinalis, where trammelling or pocketing was the method of capture in 100% of the cases, the logistic model fitted by maximum likelihood was judged to be more appropriate for describing the size selective properties of the trammel nets. Our results, which are among the first ones on trammel net selectivity in European waters, will be useful for evaluating the impacts of competing gear for the socio-economically important small-scale static gear fisheries

    Trammel net catch species composition, catch rates and métiers in southern European waters: A multivariate approach

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    We identified and quantified the effect of season, depth, and inner and outer panel mesh size on the trammel net catch species composition and catch rates in four southern European areas (Northeast Atlantic: Basque Country, Spain; Algarve, Portugal; Gulf of Cádiz, Spain; Mediterranean: Cyclades, Greece), all of which are characterised by important trammel net fisheries. In each area, we conducted, in 1999–2000, seasonal, experimental fishing trials at various depths with trammel nets of six different inner/outer panel mesh combinations (i.e., two large outer panel meshes and three small inner panel meshes). Overall, our study covered some of the most commonly used inner panel mesh sizes, ranging from 40 to 140 mm (stretched). We analysed the species composition and catch rates of the different inner/outer panel combinations with regression, multivariate analysis (cluster analysis and multidimensional scaling) and other ‘community’ techniques (number of species, dominance curves). All our analyses indicated that the outer panel mesh sizes used in the present study did not significantly affect the catch characteristics in terms of number of species, catch rates and species composition. Multivariate analyses and seasonal dominance plots indicated that in Basque, Algarve and Cyclades waters, where sampling covered wide depth ranges, both season and depth strongly affected catch species compositions. For the Gulf of Cádiz, where sampling was restricted to depths 10–30 m, season was the only factor affecting catch species composition and thus group formation. In contrast, the inner panel mesh size did not generally affect multidimensional group formation in all areas but affected the dominance of the species caught in the Algarve and the Gulf of Cádiz. Multivariate analyses also revealed 11 different métiers (i.e., season–depth–species–inner panel mesh size combinations) in the four areas. This clearly indicated the existence of trammel net ‘hot spots’, which represent essential habitats (e.g., spawning, nursery or wintering grounds) of the life history of the targeted and associated species. The number of specimens caught declined significantly with inner panel mesh size in all areas. We attributed this to the exponential decline in abundance with size, both within- and between-species. In contrast, the number of species caught in each area was not related to the inner mesh size. This was unexpected and might be a consequence of the wide size-selective range of trammel nets

    Spawning season and temperature relationships for sardine (Sardina pilchardus) in the eastern North Atlantic.

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    Spawning temperature preferences for sardine (Sardina pilchardus) in the eastern North Atlantic were determined from egg survey data. These were compared with climatological temperature cycles (1986-2002) derived from satellite observations, by geographical region, to predict spawning seasons. Optimum spawning temperatures were determined as 14.0-15.0ºC from the English Channel to Portugal and 16.0-18.0ºC for all north-west African regions. Spawning seasons were closely related to the general latitudinal trend of the annual temperature cycle, with modi¢cation by upwelling in the western Iberian and northwest African regions. Some diferences between temperature-based spawning season predictions and field observations were related to variations in seasonal plankton production. Correlations in the annual time-series of favourable spawning temperatures suggested relatively strong linkages between the southern areas from Portugal to Senegal. There was no consistent relationship between annual variations in extent of temperature-predicted spawning seasons and observed ¢eld abundance of eggs

    Estudo das Interacções entre Mamíferos Marinhos e a Pesca de Cerco na Costa Oeste Portuguesa.

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    No presente relatório apresentam-se os resultados de um estudo que pretendeu avaliar a importância das interacções dos mamíferos marinhos com a pesca de cerco, identificando as espécies envolvidas, a taxa de encontros e as consequências para a pesca e para os mamíferos marinhos. O estudo envolveu a realização de observações a bordo de cercadoras dos portos da Figueira da Foz, Sesimbra, Setúbal e Sines. Foram também analisados dados de observação de cetáceos recolhidos em campanhas de investigação dos navios\ud “Noruega” e “Capricórnio”, em 1997 e 1999, de modo a obter informação sobre a distribuição e abundância relativa dos cetáceos na costa portuguesa. O golfinho-comum foi a espécie mais abundante. Os cetáceos estiveram presentes ou interferiram, respectivamente em 13 % e 8 % dos eventos de pesca. As interacções observadas foram do tipo operacional, mas não afectaram os valores do esforço de pesca ou da captura por unidade de esforço (CPUE)

    Caracterização da Pesca de Cerco na Costa Oeste Portuguesa

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