Fundacao Universitaria Jose Bonifacio

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    Notas sobre agenciamento glotopolítico: relatos de ação pela autoestima e pelos direitos linguísticos dos Mebêngôkre por eles mesmos

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    This research analyzes the glotopolitical negotiation of the Mebêngôkre (Kayapó) in the municipality of São Félix do Xingu (PA), highlighting actions aimed at the preservation and strengthening of the language, such as the co-officialization of Mebêngôkre through Municipal Law No. 571/2019, as well as outreach actions developed in partnership with the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ), including Me Kunī Umari and Ponte Digital. The main objective is to investigate the symbolic, social, and political impacts of these initiatives, emphasizing the agency of the speakers themselves in the conservation and recognition of their indigenous language. The study is grounded in the principles of critical glotopolitics, demonstrating how linguistic practices are intertwined with power struggles, identity construction, and public policies. The methodology includes documentary analysis, bibliographic review, and accounts of experiences lived by the author as a member of the outreach project and staff member of the Department of Indigenous School Education (DEEI). The results point to the urgent need for more effective and participatory language policies, focused on addressing linguistic inequality, training indigenous teachers, developing bilingual materials, and promoting genuinely intercultural practices. The experience reveals significant contributions to the recognition of indigenous people’s linguistic rights, reinforcing the importance of institutionalizing the Mebêngôkre language as a means of cultural preservation, authority, and durability.Esta pesquisa analisa a negociação glotopolítica dos Mebêngôkre (Kayapó) no município de São Félix do Xingu (PA), destacando ações voltadas à preservação e fortalecimento da língua, como a cooficialização do Mebêngôkre pela Lei Municipal no 571/2019, bem como projetos desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como o Me Kunī Umari e a Ponte Digital. O objetivo principal é investigar os impactos simbólicos, sociais e políticos dessas ações, enfatizando o protagonismo dos próprios falantes na conservação e reconhecimento de sua língua indígena. A pesquisa fundamenta-se nos pressupostos da glotopolítica crítica, evidenciando como as práticas linguísticas estão entrelaçadas às disputas de poder, à construção de identidades e às políticas públicas. A metodologia inclui análise documental, revisão bibliográfica e relatos de experiências vividas pela autora enquanto extensionista e servidora do Departamento de Educação Escolar Indígena do município de São Felix do Xingu (DEEI). Os resultados apontam para a necessidade urgente de políticas linguísticas mais efetivas e participativas, voltadas ao enfrentamento da desigualdade linguística, à formação de professores indígenas, ao desenvolvimento de materiais bilíngues e à promoção de práticas verdadeiramente interculturais. A experiência evidencia contribuições significativas para o reconhecimento dos direitos linguísticos dos povos originários, reforçando a importância da institucionalização da língua Mebêngôkre como recurso de preservação cultural, autoridade e durabilidade

    Uma jornada interna através da pintura: Monomito e os arquétipos do imaginário

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    Baseado em estudos de Joseph Campbell, Carl Jung, Nise da Silveira, Fayga Ostrower e alguns filósofos, a pesquisa visa demonstrar como mitos e os arquétipos do inconsciente identificados por Jung são expressos no processo criativo de cada um de nós. Aborda também, o início do desenvolvimento de uma poética e de pinturas que falam do processo sofrido pela aluna em sua caminhada pela vida. De trabalhos que afloraram do seu mundo interno, mostrando como aquilo que vivenciamos influencia diretamente em nossa criação. Trabalhos que vêm ao encontro daquilo que os artistas de outras tempos já tentavam expressar. Especialmente os do movimento simbolista, que falavam sobre esses temas tão profundos, mostrando como os símbolos e mitos se interpenetram, expressando nosso subconsciente e influenciando de forma subjetiva as pessoas

    Brincar para resistir : a brincadeira como resistência cultural e identidade indígena na aldeia MARAKA’NÀ

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    Este trabalho faz parte de uma pesquisa de caráter narrativo-autobiográfico, fundamentado na metodologia de Graça Reis (2023), que valoriza a pluralidade dos saberes e das experiências. A pesquisa foi desenvolvida a partir da vivência da autora na Aldeia Maraka’nà, um território indígena situado em contexto urbano. Sendo assim, teve como objetivo principal identificar as principais brincadeiras presentes no cotidiano das crianças das etnias Guajajara e Potiguara, compreendendo como essas práticas lúdicas expressam modos próprios de existir e transmitir conhecimento. O trabalho dialoga teoricamente com Antônio Bispo dos Santos (2023), Ailton Krenak (2019) e Daniel Munduruku (2018) cujas as contribuições aprofundam a compreensão das territorialidades, das ancestralidades, das infâncias indígenas e da forma de existência que atravessa a pesquisa. Além disso, relaciona momentos da vivência com os conceitos de Rufino (2019) com a Pedagogia da Encruzilhada e Pacheco (2006) com a Pedagogia Griô. Desta forma, o trabalho reconhece a brincadeira como elemento central da identidade indígena, entendendo-a como prática de resistência cultural e transmissão de saberes

    Infecções por Parvovírus emergentes em felinos domésticos (Felis catus)

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    A gastroenterite viral felina é considerada uma doença comum em todo o mundo, principalmente em gatos com até um ano de idade vivendo em ambientes de alta densidade de gatos, como gatis e abrigos. Desde sua descoberta em 1928, os Parvovírus estão entre os principais agentes que acometem felinos tanto selvagens quanto domésticos. O Parvovírus mais estudado é também o que causa quadro mais graves, com taxas de mortalidade que podem chegar a 100%, sendo este o vírus da panleucopenia felina (FPV, do inglês Feline Panleukopenia virus), atualmente renomeado como Protoparvovírus de carnívoros 1 (CPPV-1 do inglês Carnivore Protoparvovirus 1). Devido a sua complexa relação com o organismo felino, a comunidade científica se aprofundou em relação à patogênese, tratamento, biossíntese e outros aspectos associados a este vírus. Nos últimos anos, com o avanço das técnicas moleculares, principalmente com a utilização da metagenômica, diversos outros parvovírus vêm sendo descritos ao redor do mundo, associados a diferentes sintomatologias. Entretanto, por se tratarem descobertas recentes (2020-2021) o conhecimento acerca desses novos parvovírus, denominados de Bocaparvovírus 3-5, Protoparvovírus de Carnívoros 2 e Chaphamaparvovírus, é muito limitado. Dessa forma, em nosso estudo buscamos avaliar a presença destes parvovírus emergentes a partir da técnica de PCR convencional em 110 amostras de fezes provenientes de animais com ou sem sintomas, de diferentes faixas etárias, domiciliados ou de abrigos. Dentre as amostras testadas, 9 (8,2%) amostras foram positivas para Protoparvovírus Carnívoro 1, 28 (25,5%) positivas para Chaphamaparvovírus e 23 (20,9%) positivas para Bocaparvovírus 3-5. Quanto ao Protoparvovírus de Carnívoros 2, tivemos 1 (2,85%).A detecção desses agentes foi observada em diferentes contextos. Esses achados reforçam a ampla circulação de parvovírus emergentes em populações felinas urbanas, afetando animais de diversas origens, idades e condições sanitárias, inclusive domiciliados. Isso evidencia uma ampla distribuição viral e reforça a importância da vigilância epidemiológica, sobretudo diante da ausência de vacinas específicas para os vírus emergentes. Este estudo representa o primeiro relato da presença do Chaphamaparvovirus, Bocaparvovírus 3 e Protoparvovírus de Carnívoros 2 (Bufavírus) em gatos domésticos no Brasil, contribuindo para o entendimento desses agentes e seu impacto na população felina

    Política linguística e educação indígena: o Pará face à pressão pelo ensino remoto e a defesa do ensino presencial

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    Esta monografia propõe uma análise crítica da recente ameaça do governo do estado do Pará de substituir o modelo presencial da educação escolar indígena por um modelo de ensino remoto, no contexto da revogação do Sistema de Organização Modular de Ensino Indígena (Somei), em 2024, com a aprovação da Lei Estadual no 10.820/2024. O objetivo da pesquisa é examinar como essa medida, posteriormente revogada após forte mobilização, se configura como um ato político que desconsidera e deslegitima os modos de vida, as línguas e os saberes tradicionais dos povos indígenas. A imposição do ensino remoto, realizada sem consulta prévia às comunidades afetadas, além de ferir dispositivos legais nacionais e internacionais, revela uma política linguística que privilegia a homogeneização do ensino e desconsidera a pluralidade linguística e cultural dos povos indígenas brasileiros. Em termos teóricos, o trabalho fundamenta-se em duas correntes principais: a Escola Francesa de Análise de Discurso, especialmente nas formulações de Michel Pêcheux e Eni Orlandi, que possibilitam observar como o discurso do Estado se constrói em torno de uma suposta modernização da educação, mas, na prática, atua na exclusão simbólica e material dos sujeitos indígenas; e os princípios da Sociolinguística de linha europeia, com destaque para autores como Louis-Jean Calvet, que tratam da gestão das línguas e dos conflitos de poder envolvidos na escolha e imposição de línguas e modalidades de ensino. Essas abordagens permitem compreender a relação entre língua, poder e identidade no contexto da educação escolar indígena. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter documental e analítico-interpretativo. Foram examinados documentos oficiais, como a Lei Estadual no 10.820/2024, notas técnicas do Ministério da Educação (MEC), manifestações da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), decisões judiciais e reportagens de veículos jornalísticos especializados. Além disso, analisaram-se trechos de falas públicas de lideranças indígenas e representantes do poder público estadual, buscando identificar os efeitos de sentido produzidos nesses discursos e os posicionamentos ideológicos que sustentam a disputa entre ensino remoto e ensino presencial nas comunidades indígenas. Os resultados parciais indicam que a tentativa de implementação do ensino remoto nas aldeias, sem infraestrutura adequada, formação docente específica ou escuta ativa das lideranças, representa não apenas um retrocesso educacional, mas também um desrespeito aos direitos linguísticos dos povos indígenas. A revogação da medida e o retorno do Somei, com a promessa de construção participativa de uma nova política estadual de educação escolar indígena, configura um avanço importante, mas ainda insuficiente diante da necessidade de efetiva valorização da diversidade linguística e cultural. Assim, reafirma-se que toda política educacional voltada para povos originários deve, necessariamente, ser também uma política linguística, comprometida com a escuta, a valorização e a preservação das línguas indígenas como patrimônio imaterial e direito fundamental

    À deriva da experiência urbana: perspectivas sobre a representação do noturno carioca em dentro da noite, de João do Rio

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    Este trabalho investiga as representações da noite carioca no conto “Dentro da Noite”, de João do Rio, compreendido no âmbito da chamada belle époque tropical, marcada pelas reformas urbanísticas de Pereira Passos no início do século XX. O cenário urbano em transformação revela tensões fundamentais: a noite, enquanto esfera dionisíaca, libera conteúdos simbólicos e pulsionais — a violência, o erotismo e o vício — que o período apolíneo do dia oculta e reprime sob normas moralizantes. Ancorado em Nietzsche (1992) e Durand (2012), o estudo recorre ao conceito de ‘saber noturno’ de Tony Hara (2004) para mostrar como Rodolfo encarna o corpo em expansão que desafia a moralidade diurna, dialoga com Domingues (2002) sobre coerção nos vínculos íntimos entre Rodolfo e Clotilde, e utiliza as análises de Mary Del Priore (2014) para situar o erotismo histórico brasileiro como pano de fundo das transgressões noturnas. Por fim, este estudo busca entender o modo de funcionamento do narrador‐flâneur em João do Rio, cujo olhar dotado de valências múltiplas tensiona os limites entre crônica e ficção

    Sob o véu da herança: legado, narrativa e identidade na análise de três personagens de A Manta do Soldado

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    De acordo com Georges Didi-Huberman (2020, p.13), “uma herança nunca é um ‘bem’ tranquilamente colocado à nossa disposição, mas antes um campo de tensões que nos são perpetuamente reconduzidas”. Partindo da concepção de herança como um elemento conflituoso, vivo e ambíguo, este trabalho propõe uma análise desse legado na constituição das complexas relações estabelecidas entre três personagens da família que protagoniza A manta do soldado, obra da autora portuguesa Lídia Jorge. O objetivo é observar cuidadosamente as imagens associadas à narradora-protagonista inominada, ao seu avô Francisco, patriarca familiar, e ao seu pai Walter, que a abandonou ainda na infância. Nesse sentido, busca-se conceber de que maneira a herança — não apenas material, mas também simbólica, afetiva e ideológica — delineia os laços estabelecidos entre essas figuras, bem como intervém direta e profundamente na formação de suas identidades. Para compreender a natureza testamentária presente na lógica social, conjugam-se, aqui, as concepções de Engels (2019), Arendt (2016) e Didi-Huberman (2020), sempre em diálogo com a leitura literária do romance. Essa, por sua vez, foca nos encontros e desencontros entre as personagens, identificando suas semelhanças e disparidades enquanto sujeitos da narrativa. Recorre-se também à Teoria da Personagem e à fortuna crítica da obra para abarcar a complexidade do tema. A análise revela que a herança se manifesta involuntariamente e, por vezes, de maneira quase inescapável às personagens. Enquanto eles tentam fugir dos “tesouros” que receberam, acabam percebendo-se reprodutores de uma mesma lógica que os precedeu, isto é, repetindo padrões herdados. Em resumo, a investigação literária aqui realizada aponta que Walter e Francisco estão unidos por um certo exercício de masculinidade; avô e neta pela dificuldade de deixar o território; e pai e filha por um desejo como de escapar da realidade opressiva em que vivem. Por fim, o trabalho destaca a relevância da narradora, que, por meio de um longo processo de autoelaboração pela escrita e de seu contato afetivo com a terra, torna possível a ruptura parcial desse ciclo masculino e a reinvenção de um novo sentido para o legado familiar

    O Haiti também é aqui: reflexões sobre a obra Failles, de Yanick Lahens, em aulas de fle

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    Este trabalho propõe uma abordagem didática da obra Failles, inserida no contexto da littérature-monde en français, em aulas de Francês Língua Estrangeira (FLE) voltadas a estudantes brasileiros. A partir da análise da obra, que questiona os modelos tradicionais da literatura francesa e valoriza perspectivas francófonas diversas, o trabalho propõe uma sequência didática que una o desenvolvimento de competências linguísticas à reflexão crítica sobre temas culturais e identitários. A proposta pedagógica tem como objetivo principal a valorização de vozes plurais da francofonia, promovendo uma experiência de ensino-aprendizagem mais engajada e reflexiva. Através da escolha de Failles, busca-se contribuir para a decolonização do ensino de francês, questionando estruturas hegemônicas e incentivando uma abertura ao mundo por meio da literatura. O trabalho ancora-se em princípios da pedagogia crítica e em referências teóricas sobre a littérature-monde, evidenciando como o ensino de línguas pode ser também um espaço de resistência e transformação social

    Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: uma trajetória de música e educação

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    A Escola de Música da UFRJ comemora os cem anos da Orquestra Sinfônica da UFRJ com uma série de eventos, incluindo uma exposição denominada Orquestra Sinfônica da UFRJ, 100 anos: uma trajetória de música e educação, além de concertos. Inclui a programação do evento

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