Análise Psicológica
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    Percursos de empregabilidade dos licenciados: Perspectivas europeias e nacional

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    No presente trabalho apresentamos uma reflexão em torno da empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior. Considerando a pertinência e actualidade do tema, é nossa intenção uma melhor compreensão em relação às questões decorrentes de um mundo cada vez mais globalizado e outras, inerentes à problemática da convergência europeia quanto à formação e qualificação de nível superior. Fizemos o exame de alguns aspectos que remetem para as questões da globalização, sendo apresentados alguns indicadores comparativos nos países da União Europeia. Neste âmbito são destacados factores relativos aos diversos sistemas de ensino, às qualificações académicas e às competências profissionais. São também tecidas algumas considerações sobre os factores de empregabilidade dos diplomados em Portugal, tendo como pano de fundo Bolonha e Praga, bem como as novas exigências do mercado de trabalho no quadro de um novo paradigma de aprendizagem e de formação. Para uma melhor compreensão do fenómeno, os dados de alguns estudos realizados no nosso País serão alvo de uma meta-análise

    Comportamento parental na situação de risco do cancro infantil

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    Na presente investigação estudou-se o comportamento parental na situação de cancro infantil. Foram analisadas dezassete entrevistas semi-estruturadas, de acordo com o método Grounded Theory. Treze das entrevistas pertencem a estudos anteriores (Gonçalves &Pires, 2001; Silva, Pires, Gonçalves, & Moura, 2001; Silva, 2002). Desde o aparecimento dos primeiros sintomas até à fase da recaída, passando pela participação do diagnóstico, internamento e tratamentos, a principal preocupação que estes pais experimentam é a de ocultar aspectos relacionados com a doença, nomeadamente, a confirmação do diagnóstico, o choque do mesmo, a palavra pesada, o sofrimento, a gravidade da doença, a dor, os efeitos secundários e a possibilidade de morte.Para isso os pais desenvolvem estratégias, tais como: não proferir a palavra, mentir, brincarem com a situação, não chorar, igualização do comportamento, não pensar, sofrer à vez, entre outras; que lhes permitem realizar ocultar ao mesmo tempo que procuram adaptar-se e adaptar os seus filhos doentes de forma mais adequada possível. Deste modo, consideram que o facto da criança não tomar conhecimento sobre os aspectos da sua doença é um importante factor para uma adaptação bem conseguida

    Sobre o que se transporta: (Contra)Transferência(s)

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    No presente trabalho, as autoras propõem-se pensar as noções de transferência e de contratransferência, pensando em malas (continentes de conteúdos) que imigrantes transportavam para um país estrangeiro, realçando o que cada um, terapeuta e paciente transportam na/para/da relação, tendo por base o modelo psicanalítico, pedra basilar na prática da Psicoterapia de Inspiração Psicanalítica.Inicialmente é apresentada uma perspectiva histórica da leitura destes fenómenos transferenciais. Posteriormente, são expostas algumas teorias e perspectivas que, no entender das autoras, descrevem de forma mais completa e mais próxima da realidade o modo como os fenómenos (contra)-transferenciais surgem no setting psicoterapêutico.A clarificação das noções de transferência e de contratransferência, explicitam a sua pertinência para a prática clínica, numa articulação directa com a psicopatologia tal como a podemos entender em termos clássicos, através das noções de Neurose, Patologia Limite e Psicose. Dada a necessidade de olhar para estes conceitos sob um outro prisma quando se trabalha em instituições, as autoras procuraram um (re)significar do encontro terapêutico, reflectindo-se sobre a pertinência da transferência e de contratransferência, quer para a Psicanálise, como para a Psicoterapia de Inspiração Psicanalítica

    Depressão no bebé

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    Os autores apresentam uma revisão critica do conceito de depressão na primeira infância com referência a sintomatologia, etiopatogenia e prognóstico. O estudo baseia-se na análise de 20 casos com o diagnóstico de depressão, que tiveram seguimento terapêutico na UPI nos anos de 1994 e 1995. Em todos os casos foram estudados os seguintes parâmetros: Motivo da consulta, Idade da criança, Início do sintoma, Perturbação do meio/parentalidade, Origem do pedido da consulta. Identificaram-se dois subgrupos que diferiam entre si pelo carácter agudo ou crónico da perturbação do meio, pelo tipo de associação de sintomas e pela idade da criança na altura do pedido de consulta. A diferente evolução terapêutica nestes dois subgrupos é ilustrada com a apresentação de dois casos clínicos

    A adopção: O Direito e os afectos Caracterização das famílias adoptivas do Distrito de Lisboa

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    A adopção como experiência humana transcende todas as culturas e existe desde sempre, tendo desempenhado diferentes funções ao longo do tempo, reflectindo as mudanças sociais relativas ao modo como a sociedade encara as necessidades da criança, os modos de guarda, consoante as necessidades dos pais biológicos e dos pais adoptivos. Nas culturas da Europa Ocidental e Americana e ainda num grande número de outras culturas, acredita-se que a família é o melhor meio para a criança crescer. Assim a adopção é um procedimento legal que visa dar uma família à criança cujos pais biológicos não são capazes, não têm vontade ou estão legalmente proibidos de tomarem conta dela, assegurando-lhe uma família de carácter definitivo, capaz de lhe proporcionar um ambiente propício ao seu desenvolvimento, assegurando as suas necessidades. Em Portugal, a legislação tem sido revista e alterada no sentido da promoção dos interesses da criança e da defesa dos seus Direitos. O presente estudo tem como objectivo geral a caracterização das famílias adoptivas do distrito de Lisboa e faz parte de uma investigação mais ampla sobre a qualidade da vinculação nas crianças adoptadas. Pudemos constatar que as famílias adoptivas apresentam a mesma diversidade e heterogeneidade que as famílias com filhos não adoptados, à excepção da sua (in)fertilidade e do número de anos de casamento (que é superior nas família adoptivas) até à chegada do primeiro filho. A adopção continua a ser, para a maioria das famílias adoptivas uma solução para o problema da infertilidade, embora as famílias procurem associar também uma motivação social. A criança adoptada está, na maioria dos casos, de acordo com a criança idealizada

    O que é ser criança? Da genética ao comportamento

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    Cada gene só se pode exprimir em função do modo como cada fase ambiental da evolução humana modelaa força potencial da natureza. A expressão genómica com todas as suas influências é, de facto, condicionada pelas sucessivas interacções entre o que é potencial e o que são os sucessivos ambientes que constituem o envelope do biológico, desde o núcleo ao citoplasma, desde a célula ao tecido, desde o órgão ao corpo total, desde o corpo à relação com o outro mais significativo nos primeiros tempos de vida e que é a mãe, até às outras todas relações sociais com os outros mais ou menos preferenciais que a família e a sociedade vão proporcionando, nas sucessivas etapas do ciclo da vida.O mito determinista que tanto nos legou em termos de significado nas primeiras relações, cruza-se com as outras realidades influenciais através das quais sabemos que nunca nada está perdido em função da extraordinária capacidade de adaptação humana em todos as fases potenciais da vida. O modelo etológico ter-nos-á influenciado a pensarem termos de sobrevivência quando caracteriza a evolução em termos de competência de espécies na mira de garantir aquela mesma sobrevivência.Porém, a caracterização da espécie humana vai no sentido de uma evolução complexa destinada a garantir competências susceptíveis de condicionar capacidades decisivas como são as de constituir família e de cooperar em grupos sociais com objectivos comuns, cada vez mais complexos. Ser Criança significa o destino de vida feita relaçãoe afecto

    Conhecimentos, modelos, e raciocínio condicional

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    A interpretação de frases, e em particular a interpretação de frases condicionais, pode ser modulada quer pelo significado das mesmas, pelos referentes, ou pelos conhecimentos gerais. O presente estudo examina o efeito pragmático dos conhecimentos no raciocínio a partir de pares de premissas condicionais. De acordo com a teoria dos modelos, inferências com a mesma forma, mas com conteúdos diferentes, deverão gerar um padrão de inferências diferente. Consideremos as seguintes premissas: Se a Maria não está em Paris, então ela está em França. Se a Maria está em França, então ele é estudante. A primeira premissa explora a inclusão espacial (Paris é em França), pelo que numa possibilidade Maria não está em Paris mas está em França, e noutra possibilidade Maria está em Paris e portanto está também em França. Assim, é impossível a Maria não estar em França, pelo que os indivíduos tenderão a inferir a partir da segunda premissa que ela é estudante. Em contraste, se considerarmos as seguintes premissas, que tem a mesma forma que as do exemplo anterior, mas um conteúdo diferente: Se o João não está em Roma, então ele está em França.Se o João está em França, então ele é estudante. A primeira premissa explora a exclusão espacial (Roma não é em França), pelo que numa possibilidade João não está em Roma e está em França, e noutra possibilidade ele está em Roma e não está em França. Assim, os indivíduos não têm nenhuma base para a inferência categórica de que ele é estudante, e deverão tender para a conclusão condicional de que Se o João não está em Roma então ele é estudante. Os problemasde inclusão geram menos possibilidades do que os problemas de exclusão, pelo que a teoria dos modelos prediz que os problemas de inclusão deverão ser mais fáceis do que os problemas de exclusão.O artigo relata duas experiências que corroboram as previsões da teoria dos modelos. Na Experiência 1, os participantes dão mais conclusões categóricas nas premissas de inclusão, mas apenas algumas conclusões condicionais nas premissas de exclusão. De facto, comas premissas de exclusão, obtém-se muitas conclusões outras. Para evitar isso fizemos uma segunda experiência, onde os participantes escolhem a conclusão a partir de quatro que são fornecidas: conclusão categórica; conclusão condicional; ambas; nenhuma (ao contrárioda Experiência 1, onde os participantes escreviam a conclusão). A Experiência 2 replica a superioridade de conclusões categóricas com as premissas de inclusão, e encontra a superioridade de conclusões condicionais com as premissas de exclusão

    Falar para lembrar Tipo de discurso e recordação de intervenção

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    Com o fim de aprofundar o papel mediador do formato discursivo na retenção e recordação de informação de crianças de pré-escolar e 1.º ciclo, realizaram-se dois estudos a propósito de uma pintura de Picasso e de uma visita ao Oceanário de Lisboa. Os resultados evidenciam a importância da verbalização da informação para posterior recordação e que a estrutura enquadradora do tipo narrativo é adequada nestas duas situações, pois, para além de não inibir a efabulação e capacidade de inventar, não funcionou como distractor na observação e retenção da informação exterior, mas sobretudo, facilitou a retenção da informação previamente verbalizada e organização da recordação

    Medindo a homofobia internalizada: A validação de um instrumento

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    No presente trabalho, referimos os passos metodológicos levados a cabo para validar um instrumento de avaliação da homofobia internalizada. Com uma amostra de 304 sujeitos, obteve-se um alfa de Cronbach de 0.74, tendo-se ainda averiguado a existência de duas dimensões envolvidas no instrumento: a dimensão interna da percepção do estigma e a dimensão externa da percepção do estigma

    Desenvolvimento sociocognitivo de significações leigas em adultos: Causas e prevenção das doenças

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    As pessoas leigas em Medicina apresentam explicações alternativas, ou significações subjectivas, acercados processos de saúde e de doença, que coexistem e competem com as dos profissionais de saúde. O resultado desta competição pode concretizar-se através de um conflito epistemológico, mais ou menos tácito, entre o profissional e o indivíduo. A perspectiva construtivista-desenvolvimentista aqui trabalhada sugere que as significações subjectivas acerca da saúde e da doença apresentam diferentes níveis de desenvolvimento quanto à sua abertura, flexibilidade, inclusividade e autonomia.Neste enquadramento, foi delineado econcretizado um projecto cujos objectivos principais foram: 1) identificar as significações subjectivas acerca da saúde e da doença em pessoas leigas, e verificar se essas mesmas significações podem ser ordenada sem diferentes níveis de desenvolvimento sociocognitivo; e 2) analisar quais as implicações para a Psicologia da Saúde de uma perspectiva desenvolvimentista

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