Análise Psicológica
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    Significações leigas de saúde e de doença em adultos

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    As pessoas leigas em Medicina apresentam significações ou explicações alternativas acerca dos processos de saúde e de doença, que coexistem e competem com as dos profissionais de saúde. Neste artigo descreve-se uma pesquisa qualitativa efectuada com 67 adultos, leigos em Medicina, com os seguintes objectivos (1) aceder às significações sobre saúde e sobre doença dessas pessoas; (2) comparar as significações obtidas através do questionamento e através da exposição a narrativas e, (3) analisar a prevalência das significações sobre saúde e doença na população estudada, no sentido de avaliar se existem concepções, quer de saúde quer de doença, que possam ser consideradas como características deste grupo

    Predictors of infant positive, negative and self-direct coping during face to face still-face in a Portuguese preterm sample

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    Past studies found three types of infant coping behaviour during Face-to-Face Still-Face paradigm (FFSF): a Positive Other-Directed Coping; a Negative Other-Directed Coping and a Self-Directed Coping. In the present study, we investigated whether those types of coping styles are predicted by: infants’ physiological responses; maternal representations of their infant’s temperament; maternal interactive behaviour in free play; and infant birth and medical status. The sample consisted of 46, healthy, prematurely born infants and their mothers. At one month, infant heart rate was collected in basal. At three months old (corrected age), infant heart-rate was registered during FFSF episodes. Mothers described their infants’ temperament using a validated Portuguese temperament scale, at infants three months of corrected age. As well, maternal interactive behaviour was evaluated during free play situation using CARE-Index. Our findings indicate that positive coping behaviours were correlated with gestational birth weight, heart rate (HR), gestational age, and maternal sensitivity in free play. Gestational age and maternal sensitivity predicted Positive Other-Direct Coping behaviours. Moreover, Positive Other-Direct coping was negatively correlated with HR during Still-Face Episode. Self-directed behaviours were correlated with HR during Still-Face Episode and Recover Episode and with maternal controlling/intrusive behaviour. However, only maternal behaviour predicted Self-direct coping. Early social responses seem to be affected by infants’ birth status and by maternal interactive behaviour. Therefore, internal and external factors together contribute to infant ability to cope and tore-engage after stressful social events

    Efeito de Werther

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    O formato do presente trabalho de investigação decorre da constatação comum na literatura sobre o efeito de Werther de que, apesar do progresso metodológico ter melhorado o nosso conhecimento sobre os efeitos de imitação, permanecem contraditórias e obscuras as motivações e os esquemas mentais subjacentes. Propusemo-nos, assim, elaborar uma metodologia de investigação que, não se restringindo a uma perspectiva quantitativa, permitisse também a possibilidade de uma apresentação sob uma faceta qualitativado fenómeno efeito de Werther.Paralelamente ao problema e hipótese colocados em particular, o intuito comum passou pelo levantamento exploratório das características associadas ao acontecimento do efeito de Werther. Neste contexto, foi possível abordar que a proximidade a um amigo que tenha tentado o suicídio pode eventualmente constituir um prognóstico de peso para a consequente ideação suicida. Particularmente, a nossa abordagem procura cumprir o objectivo de que a proximidade a um amigo que tenha tentado o suicídio pode encorajar a imitação em adolescentes.Assim tendo consciência da magnitude do problema do comportamento suicida imitativo nos adolescentes será possível elaborar e implementar estratégias de intervenção específicas nos indivíduos em risco com o objectivo final de prevenir grupos suicidas originados pela imitação

    Estudo de validação de uma escala de auto-conceito físico para homens jovens adultos

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    O Auto-Conceito é uma variável psicológica importante para muitos tipos de objectivos, nomeadamente objectivos de saúde, bem-estar e qualidade de vida. O auto-conceito físico corresponde a uma parte importantedo auto-conceito geral. Os objectivos do presente estudo é desenvolver um questionário para avaliar o auto-conceito físico no contexto da psicologia dasaúde. A psicologia da saúde exige medidas que sejam breves e fáceis de responder. A Escala de Auto-Conceito Físico, é uma escala de auto-resposta com nove itens e três dimensões. Os participantes no estudo de validação são 60 jovens adultos do sexo masculino com idade média de 20,98 anos. Metade deles são nadadores de alta competição e a outra metade não pratica exercício físico. A análise factorial dos itens mostra três dimensões: Percepção da Impressão que Causa nos Outros; Percepção de Aparência Física; Percepção de Funcionalidade. As propriedades psicométricas são aceitáveis, com Alfas de Cronbach variando entre 0,76 e 0,91. O estudo de validação baseado nas correlações entre esta escala e a escala de atitudes para como exercício físico, nas diferenças entre grupos e na correlação entre sub-escalas, sugere que o questionário pode ser utilizado noutros estudos, principalmente em investigação e em programas de promoção da saúde com pessoas saudáveis e doentes

    Psicologia Pediátrica e seus desafios actuais na formação, pesquisa e intervenção

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    O presente artigo visa apresentar os desafios actuais da psicologia pediátrica no âmbito da formação, pesquisa e intervenção. Após breve resgate histórico das diferentes áreas que se conjugam na psicologia pediátrica, enquanto campo teórico-científico, analisa-se a formação nessa área, observando-se o constante processo de “desconstrução de saberes tradicionais”, não os renegando enquanto conhecimentos já instituídos cientificamente, mas integrando-os na intervenção e ou pesquisa, a partir das demandas que se impõem ao profissional no contexto infantil. Nessa perspectiva, aponta-se a necessidade do mesmo desenvolver, durante sua formação, as habilidades e competências necessárias para actuar de forma contextualizada com crianças, suas famílias e equipe de saúde. Assim as acções do profissional de psicologia pediátrica devem ser necessariamente orientadas pelos pressupostos da humanização, integralidade e promoção da saúde, visto que não se concebe mais a dissociação das acções da esfera físico-mental-social, no atendimento à saúde infantil

    Afiliação e dominância em grupos de crianças pré-escolares

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    O presente artigo tem como objectivo apresentar algumas perspectivas etológicas acerca das primeiras relações entre pares. De inicio são discutidos os trabalhos da década de 70 sobre a hierarquia de dominância em crianças de idade pré escolar. De seguida é discutido o conceito de afiliação e em particular os estudos sobre a identificação das estruturas afiliativas em grupos de crianças no pré--escolar. Face às dificuldades encontradas com a interpretação dos sociogramas comportamentais é apresentada uma alternativa de identificar subgrupos de crianças com perfis de afiliação e a evolução deste tipo de metodologia. Finalmente, discutem-se possíveis pontes entre os conceitos de afiliação edominância

    Goal instability, self-esteem, and vocational identity of high school Portuguese students

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    According to the self-psychology of Heinz Kohut, development of a healthy narcissism that is reflected in a secure sense of self, permits individuals to set and pursue meaningful life goals and maintain a sense ofwell-being, particularly in periods of transition and change. Based on this perspective, the primary purpose of this study was to assess the contribution of goal instability and self-esteem to the vocational identity of Portuguese high school students using a sample of 375 individuals. Additionally, the effect of gender and age on vocational identity was assessed. A regression equation accounted for 32% of the variance of the dependent variable with goal instability emerging as the strongest predictor. Implications for career theory and counseling are discussed

    O pensamento contrafactual e a percepção de crimes. Revisitando Macrae, Milne e Griffiths (1993)...

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    Macrae, Milne e Griffiths (1993) desenvolveram dois estudos no sentido de analisarem o efeito do pensamento contrafactual na percepção de crimes. Para tal, manipularam a proximidade da alternativa contrafactual (Estudo 1) e a normalidade dos antecedentes (Estudo 2) no cenário descritivo do crime. Dada a lacuna em que incorreram, lacuna por si próprios apontada, a qual se prende com o facto de não haverem medido os pensamentos dos participantes, tendo inferido, indirectamente, as suas conclusões a partir das avaliações que os mesmos fizeram dos crimes, propusemo-nos replicar o seu Estudo 2 suprimindo esta falha, ou seja, acedendo aos pensamentos dos participantes. Era esperado que na condição excepcional fosse registado um maior número de contrafactuais, uma percepção do crime como sendo mais grave, uma mais severa punição recomendada para o agente e uma maior empatia manifestada pela vítima, comparativamente à condição rotineira. Os dados infirmaram todas as nossas hipóteses, não corroborando, pois, as diferenças obtidas pelos autores revisitados. Assentando na explicação de que tais diferenças seriam devidas aoimpacto da mensuração de pensamentos por nós introduzida, conduzimos um segundo estudo, réplica «integral» do original. Contudo, voltámos a não reproduzir os resultados de Macrae et al. (1993). A discussão geral é tecida em torno do modelo de geração de pensamentos contrafactuais (Roese & Olson, 1995), do papel da variável «sexo dos participantes» e das formas de mensuração de contrafactuais por listagem, levantando-se várias advertências metodológicas e novas questões de investigação no domínio

    Depressão materna e representações mentais

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    A depressão materna merece um lugar especial entre as situações em que a qualidade do investimentomaterno se encontra comprometida, não só pela sua frequência, mas também pelo papel que ultimamente lhe tem sido atribuído enquanto factor de risco psicopatológico para o desenvolvimento de perturbaçõesemocionais na criança. Neste trabalho são analisadas de forma mais detalhada as representações mentais de mães com sintomatologia depressiva e o seu impacto nas interacções mãe-criança, a partir de um estudo realizado na Unidade da Primeira Infância com o objectivo de avaliar adepressão materna (em correlação com outros factoresde risco significativos) e o funcionamento psico-emocionaldos filhos de mães deprimidas.É efectuada uma reflexão sobre os resultados desta investigação, sendo de destacar as diferenças significativas encontradas entre mães deprimidas e não deprimidas relativamente às percepções de si próprias, da criança e a aspectos da identificação mãe-criança

    A amamentação, o feminino e o materno

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    A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) da imprescindibilidade da amamentação durante os primeiros seis meses de vida da criança conduz, em todo o mundo e em todas as circunstâncias, a um conjunto de pressões sociais para a sua prática que colocam a mulher num papel diferenciado ao nível dos cuidados primários à primeira infância e, nessa medida, reforça a assimetria de géneros. Esta investigação tem como objectivo avaliar se a prática da amamentação se traduz em efectivos benefícios para a saúde e bem-estar das crianças, tal como genericamente é assumido, ou se, no mundo dito desenvolvido, a amamentação é mais uma crença de saúde. O estudo, de carácter comparativo, assenta na análise de conteúdo de 300 fichas clínicas de crianças de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os zero e os cinco anos, facultadas por diferentes pediatras, que permitem a avaliação, para lá das características do aleitamento, da saúde geral, do desenvolvimento e das alterações comportamentais das crianças. Foram ainda controladas algumas variáveis que poderiam interferir na saúde, bem-estar e desenvolvimento infantil, como sejam: antecedentes familiares de doenças, intercorrências na gravidez, tempo de gestação e tipo de parto. De acordo com os resultados obtidos, para a variável tipo de alimentação e também para a variável duração do tipo de alimentação, não se observaram diferenças estatisticamente significativas na saúde, no desenvolvimento psicomotor, na evolução estaturo-ponderal, e nas alterações comportamentais (p<0.05) das crianças. Assim sendo, e para lá do prosseguimento da investigação nesta área com recurso a diferentes metodologias e amostras, reforça-se a importância de concluir sobre eventuais vantagens da amamentação já que, enquanto prática exclusivamente feminina, colabora de forma muito importante na manutenção dos estereótipos de género

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