Análise Psicológica
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    O pensar: Suas (im)possibilidades em sujeitos com fibrose quística, através do Rorschach

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    A partir de conceitos como o pensar e a simbolização, as autoras propõem conceptualizar a relação corpo-mente numa doença particular, a Fibrose Quística. Recorrem e aprofundam a prova Rorschach, enquanto instrumento privilegiado de acesso à qualidade dos processos de pensamento e de simbolização em quatro adolescentes com a referida doença

    Reactividade infantil e a qualidade da interacção mãe-filho

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    No quadro dos estudos sobre o relacionamento mãe-filho, procurámos averiguar a relação entre a reactividade infantil observada em condições de stress e a qualidade do comportamento interactivo infantil e materno em jogo livre. Para o efeito, seleccionámos uma amostra de 40 díades mãe-filho cujos bebés tinham cerca de 3 meses e não apresentavam nenhuma condição declarada de risco. A qualidade da interacção mãe-filho foi avaliada em jogo livre através da escala CARE-Index. Para testar a reactividade infantil submetemos os bebés à situação experimental Still-Face. Os resultados mostram que a reactividade infantil expressa naquela situação laboratorial não é independente do comportamento dos bebés em jogo livre. Com efeito, os bebés com maior dificuldade em conformar-se com a ausência de resposta materna apresentam um comportamento menos cooperativo e difícil em jogo livre. Em sentido inverso, os bebés que em jogo livre são menos participativos apresentam menores índices de reactividade negativa quando a mãe mantém a cara inexpressiva. Em termos diádicos, verificamos que existe uma forte correlação entre o comportamento cooperativo do bebé e a sensibilidade materna em jogo livre. Os resultados são discutidos no quadro do desenvolvimento dos processos de interacção mãe e filho

    Violência escolar: Metodologias de identificação dos alunos agressores e/ou vítimas

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    O presente trabalho tem como principal objectivo estabelecer uma comparação entre diferentes metodologias utilizadas na caracterização dos alunos que se envolvem em situações de violência escolar, particularmente em comportamentos de bullying. Enquanto que a utilização de instrumentos que remetem para uma auto-resposta colocam em evidência limitações relativas à autenticidade e objectividade das respostas, a utilização de instrumentos de resposta pelos pares aumenta a fidelidade estatística dos resultados mas realça outro tipo de constrangimentos relacionados com a ausência de conhecimento de algumas vivências internas dos outros. Deste modo, parecem as metodologias de auto-resposta mais adequadas para identificar os alunos vitimizados, enquanto as metodologias de hetero-resposta parecem mais adequadas para identificar os alunos agressores. Utilizando dois instrumentos numa amostra de 680 alunos do 3.º ciclo (com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos) da área da Grande Lisboa, os resultados obtidos sugerem que diferentes percepções do fenómeno conduzem a diferentes níveis de incidência e estatutos de envolvimento no âmbito da violência escolar. Nomeadamente, verificou-se uma maior visibilidade de comportamentos violentos atribuídos ao género masculino nas hetero-respostas, e um número superior de vítimas e de vítimas-agressivas nas auto-respostas

    Programa clínico para o tratamento das perturbações da relação e da comunicação, baseado no Modelo D.I.R.

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    As perturbações do espectro autista enquadram-se no grupo de perturbações mais severas com que os profissionais em saúde mental infantil lidam, dadas as suas repercussões no funcionamento da criança em áreas como as da socialização, comunicação e aprendizagem e a incerteza relativamente ao prognóstico. S. Greenspan e colaboradores desenvolveram um modelo explicativo para estas perturbações baseado numa abordagem desenvolvimental e estruturalista e na certeza de que em todas as crianças existe alguma capacidade para comunicar e que essa capacidade depende do seu grau de motivação e de envolvimento afectivo. O Modelo D.I.R. (Desenvolvimento, Diferenças Individuais e Relação) é um modelo de intervenção resultante destes pressupostos teóricos que engloba a abordagem Floor-time e diferentes especialidades terapêuticas (integração sensorial, comunicação aumentativa).Através da Associação de Apoio à Unidade da Primeira Infância, foi criado um programa intensivo de intervenção clínica baseado nestes princípios. O artigo apresenta a descrição do programa, das crianças e da sua evolução em termos de desenvolvimento e adaptação social e emocional

    Memória de cuidados na infância, estilo de vinculação e qualidade da relação com pessoas significativas: Estudo com grávidas adolescentes

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    O presente estudo teve como principal objectivo estimar  a influência das memórias de cuidados pelos pais durante a infância no estilo de vinculação e na qualidade das relações com pessoas significativas na gravidez. Contou com uma amostra de 48 adolescentes a quem se administrou, no terceiro trimestre de gestação, a versão portuguesa dos seguintes instrumentos: Inventory for Assessing Memories of Parental Rearing Behaviour (EMBU) (Perris, Jacobson, Lindstorm, vonKnorring, & Perris, 1980), Attachment Style Interview(ASI) (Bifulco, Figueiredo, Guedeney, Gorman, Hayes, et al., 2004) e Self Evaluation and Social Support (SESS) (Brown, Bifulco, Veiel, & Andrews, 1990), no sentido de avaliar, respectivamente, as memórias de cuidados parentais, o estilo de vinculação e a qualidade do suporte e do relacionamento com a mãe e com o companheiro. Os resultados sugerem que a qualidade dos cuidados parentais durante a infância é um factor determinante para a qualidade da vinculação em grávidas adolescentes, sobretudo a rejeição e a ausência de suporte emocional por parte de ambos os pais mostram ser decisivos na emergência de estratégias inseguras de vinculação.A qualidade dos cuidados parentais durante a infância – o suporte emocional por parte da mãe e a rejeição por parte de ambos os pais – influencia também a qualidade do relacionamento com o companheiro e com própria mãe durante a gravidez. Surgem, ainda, indicações de que os cuidados parentais durante a infância determinam a qualidade do relacionamento do indivíduo com pessoas significativas na adolescência//adulticia, na medida em que contribuem para o elaborar de estratégias seguras ou inseguras da vinculação

    Estudo conservador de adaptação do Ways of Coping Questionnaire a uma amostra e contexto portugueses

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    O presente trabalho propõe-se desenvolver uma versão Portuguesa a partir da versão original do Ways of Coping Questionnaire numa perspectiva conservadora. O questionário de 50 itens foi passado a uma amostra de 98 mulheres trabalhadoras, 49% com idade inferior a 30 anos, 77,8% casadas, e com uma escolaridade acima da média da população Portuguesa. A versão encontrada depois da tradução e da discussão de consenso mostrou-se, relativamente às propriedades psicométricas, semelhante à original, impondo somente a retirada de dois itens.A conclusão vai de encontro ao que é proposto pela maioria dos investigadores, ou seja, que este questionário tende a ser dependente das características do respondente, da situação e da transacção. Tal leva forçosamente ao aparecimento de um novo questionário

    Crenças de senso comum sobre medicamentos genéricos vs. medicamentos de marca: Um estudo piloto sobre diferenças de género

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    O presente estudo avaliou em que medida o nome da doença pode influenciar a crença sobre o uso de medicamentos (genéricos e de marca) em indivíduos saudáveis, e (2) a existência de eventuais diferenças de género associadas às crenças sobre a medicação para doenças específicas. Participaram neste estudo 144 indivíduos saudáveis (54% mulheres) que completaram um questionário constituído por vignettes em que diferentes prescrições (genérico/marca) foram dadas para a mesma doença. Foram utilizados quatro nomes de doença: gripe, amigdalite, asma e angina de peito. Os resultados indicam que existem efeitos de interacção entre tipo de medicamento e doença. Os participantes concordam com a prescrição do medicamento genérico para todas as doenças, no entanto esta concordância diminui significativamente à medida que a gravidade da doença aumenta. Verificaram-se ainda diferenças de género em relação à crença na eficácia dos medicamentos genéricos para as diferentes doenças. Os homens associam o uso do medicamento genérico a doenças que consideram menos graves, enquanto as mulheres associam a utilização do medicamento de marca a doenças percepcionadas como mais graves. Apesar do seu carácter exploratório, este estudo levanta questões importantes no que se refere a aspectos subjectivos relacionados com a escolha e uso de medicamentos, o que pode ter implicações para a saúde em geral e para a adesão a regimes terapêuticos

    Clínica da psicossomática: Estudo de um caso

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    Partindo de um caso clínico, procuram explorar-se as inter-relações entre alguns aspectos do funcionamento mental e psicopatológico e, as crises convulsivas, numa perspectiva clínica da Psicossomática. Indagam-se as possíveis conexões entre acting out, convulsões, mentalização e integração mental, no decurso do processo psicoterapêutico

    Actividade física e qualidade de vida na gravidez

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    Pouco se conhece acerca da actividade física e qualidade de vida da mulher na gravidez. Este estudo teve como objectivos 1) comparar os padrões de actividade física antes e durante a gravidez, 2) avaliar a percepção da qualidade de vida relacionada com a saúde durante os primeiros seis meses de gestação, e 3) comparar a percepção da qualidade de vida nas mulheres activas e insuficientemente activas considerando as recomendações de saúde pública. Método: Estudo longitudinal com 59 grávidas selecionadas em consultórios médicos privados. Às 10-15 semanas foi recolhida informação socio-demográfica e médica, bem como informação sobre a actividade física três meses antes da concepção. Medidas de auto-relato foram administradas entre as 10-15 semanas e as 19-24 semanas de gestação para avaliar o tempo de actividade física (QAFG) (no trabalho, lazer, deslocações) e a qualidade de vida (SF-36). Resultados: A prevalência de actividade física recomendada é menor durante do que antes da gravidez (16.7% e 17.5% nos 1.º e 2.º trimestres, respectivamente vs.47.4% antes da gravidez). Com a gravidez, não se verificaram alterações no tempo médio em diferentes tipos de actividade física, mas a actividade física no lazer registou uma diminuição significativa no 1.º trimestre face ao período anterior à concepção. Em comparação com uma amostra normativa de mulheres portuguesas, as grávidas apresentam, nos dois primeiros trimestres de gestação, uma percepção de qualidade da vida mais positiva na generalidade das dimensões do SF-36. No 2.º trimestre, o nível de limitação é significativamente maior nas dimensões físicas, à excepção da Dor Corporal, e nos resultados sumários do Componentes Físico e Mental. As mulheres que no 1.º trimestre atingem os níveis recomendados de actividade física no lazer (≥150 minutos por semana) apresentam melhor estado de saúde geral e estados de humor mais positivos do que as menos activas. Conclusão: A actividade física no lazer, embora diminua após a concepção, tem um impacto positivo na percepção do estado saúde geral e estados de humor da grávida, o que sugere a sua importância para a saúde da mulher também durante este período da vida

    Um sistema de acompanhamento das crianças (SAC) em jardim-de-infância – Uma via para a diferenciação pedagógica e inclusão

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    O projecto de investigação-acção Avaliação em Educação Pré-Escolar – Sistema de Acompanhamento das Crianças1 focalizou-se no desenvolvimento de um instrumento para apoio à Prática Pedagógica em contextos de Educação de Infância, facilitando a relação entre as práticas de observação, avaliação e edificação curricular, protagonizadas pelos educadores, como via para a diferenciação pedagógica e inclusão. No enquadramento das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE)(ME, 1997) e inspirado no Process-Oriented Child Monitoring System (Laevers, Vandenbusschh, Kog, & Depondt, 1997), o Sistema de Acompanhamento das Crianças (SAC) assenta numa atitude do adulto/educador caracterizada por atenção, respeito e confiança nas competências da criança e propõe um ciclo contínuo de observação – avaliação/reflexão – intervenção, em que as variáveis processuais Implicação e Bem-Estar Emocional são os parâmetros que permitem ao educador continuamente aferiras características contextuais/oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento que oferece às crianças – individualizando e optimizando a intervenção. Neste artigo, partilharemos alguns aspectos ilustrativos de virtualidades do SAC na intervenção junto de crianças a experienciar dificuldades emocionais e/ou de desenvolvimento, em contexto de jardim-de-infância

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