Análise Psicológica
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    Hábitos tabágicos dos pais de alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico: Implicações para a intervenção

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    A evidência de que a exposição ao Fumo Ambiental do Tabaco (FAT) é prejudicial para a saúde, em todas as fases da vida do ser humano, particularmente na infância, é consistente, robusta e consensual. Os principais responsáveis pela exposição das crianças ao fumo ambiental do tabaco no domicílio são os pais. Os objectivos deste artigo são: 1) Caracterizar os hábitos tabágicos dos pais/mães dos alunos; 2) Determinar a prevalência de pais/mães, que fumam no domicílio; 3) Identificar alguns factores sócio-demográficos relacionados com o consumo de tabaco no domicílio; 4) Relacionar as opiniões dos pais/mães da amostra, relativamente ao tabagismo activo e passivo, com os hábitos tabágicos. O estudo realizou-se no final do ano lectivo de 2006/2007, consistindo na aplicação de um questionário anónimo de auto preenchimento a uma amostra constituída por um total de 515 pais (272 mães e 243 pais), de alunos com idades entre sete e dez anos. São elevadas as percentagens de pais fumadores que fumam em casa, pondo em risco a sua saúde e dos conviventes, especialmente a dos seus filhos. Este estudo mostra a necessidade de todos os que lidam com pais fumadores ajam, no sentido de proteger as crianças desta agressão

    Da privação socio-económica à falência dos conceitos de suporte social e desenvolvimento: Reflexões para uma práxis interventiva

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    Neste artigo, propomos um conjunto de reflexões que estabelecem o confronto entre alguns dos mecanismos que originam a privação socio-económica e as suas consequências nos processos de desenvolvimento humano. É discutido o papel da Ciência na emergência das problemáticas sociais e põe-se em relevo, a falácia do conceito «Globalização», face aos novos e crescentes territórios da marginalidade e da exclusão social

    O papel do reconhecimento do acaso no raciocínio indutivo

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    Segundo Tversky e Kahneman (1974), a actividade inferencial humana baseia-se em grande medida em heurísticas (regras simplificadas de tomada de decisão) que divergem dos princípios estatísticos apropriados ao julgamento na incerteza. No entanto, Nisbett,Krantz, Jepson e Kunda (1983), defenderam que paralelamente às heurísticas não-estatísticas, as pessoas também possuem heurísticas estatísticas (i.e. representações intuitivas e abstractas de certos princípios estatísticos). Fong e Nisbett (1991), sugerem que o uso das heurísticas estatísticas está dependente de regras de codificação (associadas a domínios de conteúdo específicos). Aqui considera-se que o essencial das regrasde codificação é a facilitação do reconhecimento do componente de acaso subjacente aos problemas indutivos. Assim, condições experimentais que facilitem o reconhecimento deste componente aleatório deverãoresultar numa melhoria do desempenho estatístico. Para testar esta hipótese, foram usadas duas manipulações de facilitação do reconhecimento do acaso. Os participantes responderam a um conjunto de problemas indutivos sobre diversos domínios (Desporto, Fidelidade conjugal, Escola, e Saúde), envolvendo vários princípios estatísticos (Lei dos Grandes Números, Regressão à Média, Base-Rates, e Diagnosticidade) antes e após as manipulações (imediatamente ou duas semanas depois). Os resultados revelam uma melhoriano desempenho estatístico para os domínios Fidelidadee Escola, e para os princípios regressão à média ediagnosticidade

    Intervenção em grupo com vítimas de violência doméstica: Uma revisão da sua eficácia

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    Após o reconhecimento social, a violência doméstica tem adquirido progressivamente uma expressão significativa nas estatísticas criminais no nosso país. Paralelamente, atendendo aos elevados custos que habitualmente estão associados a esta experiência (e.g., saúde física e psicológica), a actuação de profissionais especializados nesta área foi assumindo cada vez mais relevância, constituindo-se a mulher vítima como um dos principais alvos da intervenção. Nesse contexto, assistiu-se nos últimos anos ao desenvolvimento de diferentes modalidades psicoterapêuticas dirigidas a essa população, entre as quais a intervenção em grupo.O objectivo deste trabalho consiste, pois, em sistematizar o conhecimento actual sobre a eficácia da intervenção em grupo com mulheres vítimas desse tipo de violência, reflectindo criticamente sobre as suas potencialidades. Após uma revisão da literatura internacional (e.g., Cox & Stolberg, 1991; McBride, 2001; Rinfret-Raynor & Cantin, 1997; Tutty,Bidgood, & Rothery, 1993), constata-se que essa é uma das mais comuns modalidades de intervenção facultadas às vítimas, revelando-se útil e com grande impacto junto dessas mulheres (e.g., Trimpey,1989, citado por McBride, 2001; Tutty et al., 1993). Finalmente, a partir dos estudos disponíveis apontamos os principais desafios no desenvolvimento de estudos empíricos neste contexto, bem como algumas implicações práticas para a implementação de intervenções em grupo com esta população

    Comportamento parental face à cardiopatia congénita

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    O objectivo deste estudo é compreender o comportamento parental face à cardiopatia congénita. Os participantes deste estudo são 14 mães e 2 pais (em duas entrevistas estavam presentes pai e mãe) de crianças com diagnóstico de cardiopatia congénita, com idades compreendidas entre os 21 dias e os 13 anos. Baseado no método Grounded Theory, analisaram-se catorze entrevistas semi-estruturadas, sendo cinco entrevistas pertencentes a um estudo anterior (Barroca, 2003). Desde que é comunicado o diagnóstico de cardiopatia congénita num filho, a vida destes pais e de quem os rodeia, altera-se, tornando-se a sua preocupação principal o medo da morte da criança pela incerteza do diagnóstico. Uma vez que a intervenção cirúrgica é incidente neste estudo, a possibilidade de persistência de sintomas ou a necessidade de nova intervenção cirúrgica, promove um sentimento de ameaça à confiança parental, que conduz a uma parentalidade suspensa, centrada na doença da criança

    Contribuição para o estudo da versão portuguesa da Positive and Negative Affect Schedule (PANAS): II – Estudo Psicométrico

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    Estudo da adaptação da Positive and Negative Affect Schedule (PANAS; Watson, Clark & Tellegen, 1988) para a população portuguesa. A metodologia do estudo procurou replicar o estudo de desenvolvimento da escala original. Tal como o estudo original, pediu-se a 348 estudantes universitários que respondessem em que medida experienciaram as 60 emoções (traduzidas para Português) propostas por Zevon e Tellegen (1982) “durante os últimos dias” e “durante as últimas semanas”, numa escala de 5 pontos. A versão portuguesa da PANAS consiste em 20 emoções com duas sub-escalas, o afecto positivo e o afecto negativo. A análise dos dados resultou numa versão portuguesa muito semelhante à original americana, em que 13 itens são iguais e em que todas as categorias originais estão representadas. Os resultados indicam uma consistência interna adequada de α= 0,86 para a escala de afecto positivo e de α= 0,89 para a escala de afecto negativo. Tal como era esperado, em semelhança à escala original, a correlação entre a escala de afecto positivo e de afecto negativo situou-se perto do zero (r=-0,10), determinando a ortogonalidade entre as sub-escalas de afecto positivo e negativo

    A Psicologia Forense em Portugal – novos rumos na consolidação da relação com o sistema de justiça

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    Neste artigo refletimos sobre os mais recentes desenvolvimentos da psicologia forense em Portugal, numa das mais importantes áreas de interface entre a psicologia e o sistema de justiça – a avaliação psicológica forense e o contributo da psicologia para a tomada de decisão judicial. Ao mesmo tempo que se faz um levantamento dos principais contributos do trabalho de Carla Machado para esta área são apontados caminhos a percorrer na consolidação da relação entre a psicologia e o direito

    Enhancing student persistence: Lessons learned in the United States

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    Trinta anos de experiência na tentativa de incrementar a permanência dos estudantes nos Estados Unidos ensinou-nos algumas lições no que respeita aos aspectos essenciais de políticas e de práticas de sucesso. Entre outras coisas, aprendemos que para que os esforços sejam bem sucedidos é preciso que as universidades façam mais do que simplesmente criar serviços. Devem estabelecer-se nas universidades condições que permitam aos estudantes encontrar suporte académico e social, obter retro-informação sobre o seu trabalho e envolverem-se activamente com outros estudantes. Em nenhum outro local das universidades o envolvimento é mais importante do que nas salas de aula e nos laboratórios, os locais, talvez os únicos locais, onde os estudantes se conhecem uns aos outros e se implicam com a Faculdade na aprendizagem. Uma estratégia, cada vez mais aceite, que promove tal envolvimento são as comunidades de aprendizagem e a pedagogia colaborativa que lhes subjaz. Em conclusão, argumenta-se que qualquer estratégia tendo em vista aumentar a permanência dos estudantes requer que as universidades levem a sério a tarefa de desenvolver a faculdade e os seus agentes e disponibilize os recursos, recompensas e incentivos para assegurar que intervenções eficazes aumentem no futuro

    O Eu-pele no Rorschach: A sua expressão em adolescentes toxicodependentes

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    O conceito de Eu-pele, a estrutura e funcionamento dos envelopes psíquicos, em particular as funções de manutenção, continente e pára-excitação, serve de base à elaboração de novos procedimentos de interpretação para o Rorschach, subsequentemente aplicados na análise dos protocolos de dois adolescentes toxicodependentes. Os procedimentos propostos, revelaram-se relevantes para a expansão do potencial clínico do Rorschach, como forma de acesso ao funcionamento psíquico, num dado momento da vida de um sujeito. Neste sentido, a articulação entre o Eu-pele e o Rorschach poderá ajudar a clarificar o sentido/função do consumo de substâncias psicoactivas ao longo dos movimentos da adolescência

    Fatores de risco e mecanismos de proteção nas narrativas das famílias em situação de violência conjugal

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    Tomando como referência a noção de resiliência familiar como um processo interativo e dinâmico, este artigo está voltado para a identificação dos processos de resiliência em famílias com história de violência conjugal. Para tanto, utilizando-se da técnica da narrativa, através do estudo de dois casos de famílias foram identificadas tanto as crenças familiares, os padrões organizacionais e as formas de comunicação em relação aos eventos violentos, como os mecanismos de proteção e as situações de risco nas famílias nos diferentes contextos.Os fatores de proteção não se apresentaram da mesma forma para todas as famílias. Embora se mostrassem semelhantes tinham um sentido diferente, pois cada família manteve suas próprias características de identidade diante da violência respondendo a sua maneira e de acordo com seus valores e crenças. Conclui-se que a presença dos mecanismos de proteção foi fundamental para a construção dos processos de resiliência para as famílias da pesquisa

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