Análise Psicológica
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Quid Vincit? O impacto da Liderança feminina na implicação organizacional
Este estudo explora, através da comparação entre um líder feminino e um masculino, o efeito das práticas de liderança feminina na implicação organizacional, tendo em conta a crescente presença das mulheres, tidas como inclusivas, em lugares de chefia das organizações. O estudo é de carácter correlacional, na medida em que se analisou a associação entre as práticas de liderança, medidas através do LBDQ, e a implicação organizacional, medida com o OCQ. Os questionários foram aplicados a 52 trabalhadores (47 do sexo feminino e 5 do masculino) de uma escola em Lisboa. Não foram verificadas diferenças significativas na implicação organizacional dos participantes que responderam mais favoravelmente ao líder feminino e dos que responderam mais favoravelmente ao líder masculino
A implementação da educação sexual na escola: Atitudes dos professores
Os objectivos deste estudo focalizaram-se nas atitudes dos professores relativas à educação sexual nas escolas, assim como em perceber o seu grau de conhecimento e conforto ao abordar temas de sexualidade. Procurámos relacionar o grau de religiosidade e os estilos de ensino com essas atitudes. Participaram neste estudo 600 professores dos 2.º, 3.º Ciclos e Secundário. Para responder a estas questões foram utilizados três instrumentos: o Questionário de Avaliação de Atitudes face à Educação Sexual (QAAPES) de Reis e Vilar (2002), a Escala de Religiosidade retirada do Estudo Europeu de Valores (Correia, 2000) e o Teaching Styles Inventory (TSI) de Grasha (1996). Nesta amostra os professores revelaram uma atitude favorável à implementação da educação sexual
Maternidade na adolescência: Consequências e trajectórias desenvolvimentais
A maternidade na adolescência é uma condição de risco no desenvolvimento da mãe e do bebé, interferindo adversamente nas suas respectivas trajectórias desenvolvimentais. Mesmo assim, algumas mães são capazes de se adaptarem à circunstância de a maternidade ocorrer durante a adolescência e alguns bebés não apresentam efeitos adversos decorrentes do facto de as suas mães serem adolescentes. Ao longo deste artigo foram descritas as consequências adversas que podem verificar-se na sequência de a maternidade ocorrer na adolescência, nomeadamente em termos do bem-estar da mãe e do bebé.As dificuldades de adequação da mãe, particularmente em termos da interacção e dos cuidados a providenciar ao bebé, foram também apresentadas, assim como foram analisadas as circunstâncias (factores protectores e condições de resiliência) que possibilitam trajectórias desenvolvimentais mais adaptadas, quer para a mãe adolescente, quer para o seu bebé
Vinculação e comportamentos de saúde: Estudo exploratório de uma escala de avaliação da vinculação em adolescentes
Os objectivos da presente investigação são: estudar as propriedades psicométricas do Questionário de Vinculação para Adolescentes e a relação entre dimensões de vinculação e comportamentos de saúde. Procedeu-se à adaptação para português (lexical, cultural, conceptual, operacional, e de medida) da versão em língua inglesa que se passou-se a uma amostra de 515 participantes de uma população de estudantes do ensino secundário, dos 9.º e 12.º anos de escolaridade, de ambos os sexos (60,7% sexo feminino), com idades entre os 14 e os 20 anos. Utilizou-se também um questionário de avaliação de comportamentos de saúde com 28 itens distribuídos por 10 dimensões.A exploração das características métricas do questionário mostra que a versão portuguesa exibe características semelhantes à escala original, pelo que os pressupostos associados à escala original se podem generalizar à versão portuguesa. Os resultados mostram ainda que melhor vinculação está associada a melhores comportamentos de saúde, sugerindo-se que esta variável deve ser considerada em programas de promoção de comportamentos de saúde em adolescentes
Adaptação à Universidade em estudantes do primeiro ano: Estudo diacrónico da interacção entre o relacionamento com pares, o bem-estar pessoal e o equilíbrio emocional
Neste artigo apresentamos o teste de um modelo estrutural completo não-recursivo que representa a interacção entre o relacionamento com pares (RI), o equilíbrio emocional (EE) e o bem-estar pessoal (B-E) em estudantes do primeiro ano da Universidade do Minho (amostragem de conveniência). Os constructos foram operacionalizados através da Escala de Integração Social no Ensino Superior (EISES: Diniz & Almeida, 2005), a qual foi aplicada no primeiro semestre e no final do segundo semestre aos participantes voluntários no estudo (N=283). O teste de identidade do modelo (LISREL8-SIMPLIS) permitiu verificar ele era plausível para descrever o fenómeno em análise. Porém, a degradação da adequabilidade do ajustamento do modelo da primeira para a segunda avaliação remeteu para o facto das dimensões psicológicas avaliadas acabarem por sofrer alterações relevantes com a progressiva adaptação dos alunos ao Ensino Superior. Ocorreu uma mudança de processo revelada pelas alterações substantivas no modelo. Verificou-se que a importância inicial do RI é mitigada no final do segundo semestre, tornando-se o EE mais importante. Este resultado indica a desejabilidade de delineamento de estratégias diferenciadas de intervenção junto dos estudantes neste período de tempo
Erros ortográficos e competências metalinguísticas
A consciência e fonológica e morfológica têm sido associadas com o desempenho ortográfico. Pretende-se neste estudo analisar o modo como as duas competências metalinguísticas estão relacionadas com a natureza dos erros ortográficos cometidos por crianças do 2º e 4º anos e clarificara natureza da ligação entre a consciência morfológica e fonológica e os erros em palavras com regras contextuais, erros em palavras associadas a regras morfológicas e erros em palavras regulares. Os resultados apontam para correlações significativas negativas e moderadas entre a consciência fonológica e os três tipos de erros. As mesmas correlações foram encontradas entre a consciência morfológica e os erros associados às restrições contextuais e morfológicas, não tendo sido encontrado nenhuma relação com erros estritamente fonéticos
Entrevista com o Professor Irving Kirsch – Uma conversa acerca da hipnose clínica e experimental
O artigo apresenta uma entrevista com o psicólogo, investigador e autor de referência na área da hipnose clínica e experimental Irving Kirsch. Esta entrevista foi realizada aquando de uma das visitas de Irving Kirsch a Portugal, e cobre os tópicos essenciais para uma introdução ao tema da hipnose clínica e experimental, permitindo a profissionais e público uma melhor compreensão do que é a hipnose clínica, quais as suas aplicações, particularmente em contextos de saúde e qual o estado da arte da investigação em hipnose experimental. São ainda abordados os cuidados a ter na decisão de usar a hipnose em saúde e na selecção de entidades legítimas de formação em hipnose
Experiência de parto: Alguns factores e consequências associadas
Neste artigo os autores começam por fazer uma breve explanação da diversidade cultural na concepção do parto e das consequências que advêm desta diversidade, quer em termos dos métodos utilizados, quer em termos da experiência de parto proporcionada à mulher. Seguidamente, apresentam uma revisão teórica e empírica dos estudos que investigam a experiência de parto, tal como é geralmente descrita pela mulher, nomeadamente, os acontecimentos tidos como mais significativos durante o gravidez e parto.Finalmente, analisam alguns dos factores susceptíveis de influenciar a experiência de parto, o comportamento neonatal e o estabelecimento da relação mãe-bebé, dando particular atenção ao suporte emocional durante o parto, ao tipo de parto, à preparação e participação no parto e à dor associada ao parto. São ainda propostas algumas sugestões de intervenção, no âmbito da Psicologia da Saúde, no sentido de promover e beneficiar positivamente a experiência de parto da mulher
Questionário de Avaliação da Qualidade de Vida para adolescentes com Diabetes Tipo 1: Estudo de validação do DQOL
A Diabetes Tipo 1 é uma doença crónica complexa e de difícil controlo. Esta dificuldade é mais notória na adolescência, período em que a problemática que envolve a transição da dependência parental para uma vida mais autónoma. A adolescência caracteriza-se também por alterações nas características psicossociais que se podem repercutir na adesão ao tratamento, no controlo metabólico da Diabetes e na qualidade de vida. O objectivo da presente investigação é adaptar um questionário de avaliação da qualidade de vida para adolescentes. A amostra que constituiu o presente estudo foi composta por 256 adolescentes, com idades compreendidas entre os dez e os dezoito anos. O diagnóstico foi efectuado pelo menos um ano antes da colheita de dados. A versão portuguesa do DQOL apresenta-se com um número total de itens mais reduzido que a versão original os quais se agrupam em três factores que avaliam o IMPACTO da diabetes na vida actual do adolescente, a SATISFAÇÃO com o tratamento e a vida e a PREOCUPAÇÃO quanto ao futuro. Revela uma consistência interna excelente. A intercorrelação entre as sub-escalas que a compõem é também boa. Duas das subescalas revelam um poder discriminante heterogéneo quanto ao género e nas diversas faixas etárias da adolescência. Por fim apresenta uma elevada validade convergente, correlacionando-se de forma significativa com um questionário de ansiedade face à Diabetes
Aprender ortografia: O caso das regras contextuais
Este artigo procura avaliar o efeito de diversos programas de intervenção que incidiram sobre a apreensão de várias regras ortográficas contextuais. No Estudo 1 participaram 50 crianças com dificuldades de aprendizagem do 2º ano de escolaridade que foram divididas em 5 grupos. Para avaliar-se a evolução pré e pós-teste efectuou-se um ditado nos dois momentos avaliativos que incluía 20 palavras cuja grafia integrava a regra contextual que foi objecto de intervenção. A intervenção no Grupo Experimental 1 incluía uma sequência completa de tarefas de aprendizagem, nomeadamente Descobrir a Regra (DR); Completar Lacunas em palavras (CL); Produção Textual (PT) com revisão de palavras alvo relacionadas com a regra contextual que foi objecto de intervenção. Os restantes grupos experimentais efectuaram apenas sequências parciais, nomeadamente: Grupo Experimental 2 – DR+CL; Grupo Experimental 3 – DR+PT; Grupo Experimental 4 – CL+PT. O quinto grupo era o Grupo de Controlo. Os resultados indicaram que os Grupos Experimentais 1 e 2 evoluíram significativamente mais do que o Grupo Experimental 4 e o Grupo de Controlo. Não se registaram diferenças significativas entre os Grupos Experimentais 3 e 4 e o Grupo de Controlo. No Estudo 2 foi utilizado o mesmo paradigma de intervenção com duas regras contextuais diferentes das do anterior estudo. O procedimento implementado com os Grupos Experimentais 1, 2 e 3 foi análogo ao dos correspondentes grupos do estudo anterior, mas o Grupo Experimental 4 apenas efectuou a descoberta da regra. Todos os grupos experimentais registaram uma evolução significativa entre o pré o pós-teste, não se verificando diferenças entre os grupos