Análise Psicológica
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    Otimismo, burnout e estados de humor em desportos de competição

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    O objetivo desse trabalho é de analisar a relação entre o construto otimista, a síndrome de burnout e o estado de humor em esportistas em situação pré-competitiva. A amostra foi constituída por 227 lutadores que participaram do Campeonato de Espanha de Lutas Olímpicas. Os instrumentos utilizados são o LOT-R adaptação espanhola de Otero et al. (1998) do teste de Scheier e Carver (1985), em sua revisão Scheier, Carver e Bridges (1994) em o Inventario de Burnout para Esportistas (IBD). O IBD é uma adaptação para populações desportivas realizadas por Garcés de Los Fayos (1999) do Maslach Burnout Inventory (Maslach & Jackson, 1981) e o Profile of Mood States (POMS). Para a avaliação dos estados de humor foi aplicado de forma abreviada e adaptada por Fuentes, Balguer, Melía e García-Merita (1995), do instrumento original de McNair, Loor y Dropplemam (1971). Os questionários foram administrados durante o Campeonato de Espanha de Lutas Olímpicas, nos escalões Cadete e Sénior. Os resultados indicam uma relação entre otimismo e algumas dimensões do burnout como o esgotamento emocional e a despersonalização, assim como estados de humor como depressão, fadiga e cólera

    As casas de abrigo em Portugal: Caraterização estrutural e funcional destas respostas sociais

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    Em Portugal existem diversas respostas sociais orientadas para o apoio a vítimas de violência doméstica e seus familiares, caracterizadas por estruturas de atendimento especializado e as estruturas de acolhimento. Atualmente, no nosso país existem 37 estruturas de acolhimento às vítimas designadas por casas de abrigo. Neste texto firmada primeiramente a importância destas estruturas e descrita a sua emergência no panorama internacional e nacional, faz-se uma breve caracterização destas instituições apoiados em dados de um estudo que procurou fazer uma caraterização estrutural e funcional deste tipo de resposta social. Os dados qualitativos foram recolhidos junto de uma amostra intencional, composta por11 técnicos de nove casas de abrigo, através de uma entrevista estruturada preenchida em formulário próprio disponibilizada eletronicamente. Verificamos que há ligeira variabilidade quanto às características estruturais das instituições, as quais acolhem maioritariamente mulheres e seus filhos menores, com o objetivo funcional de assegurar a segurança e proteção destes. Concluímos, refletindo sobre o papel destas estruturas de resposta social na estabilização emocional, apoio à autonomia e restabelecimento de um projeto de vida de vítimas de violência doméstica

    Attributions of causes for unemployment by unemployed workers

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    This study investigated the assignment of causes for unemployment by unemployed workers, with a view to analyzing the predictive power of sociodemographic variables for the assignment. A scale of causal attribution of unemployment, originally developed by Furnham, was applied to 376 unemployed people. After confirmatory factor analysis (CFA), the scale factors were used in a regression model containing sociodemographic variables as predictors. The CFA results support Furnham’s original three-factor model of unemployment causes (individualistic, societal, and fatalistic; χ2(100) = 261.53, p < 0.001; χ2/gl = 2.61; CFI = 0.91, TLI = 0.90; RMSEA = 0.06). Regression analysis identified significant prediction for only the income variable and individualistic causes factor (β = 0.15, p < 0.01), the income variable and societal causes factor (β = 0.10, p < 0.001), and the educational level variable and societal causes factor (β = -0.15, p < 0.01). Societal causes presented the highest average score, which was significantly (p < 0.001) different than the scores for the other two factors. The study concludes that educational level does not seem to have a linear impact on beliefs regarding the causes for unemployment, nor does gender have a significant influence on these beliefs. Keywords: unemployment; attributing causes; Furnham’s scal

    Parceria família-creche na transição do bebé para a creche

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    Este estudo apresenta atitudes e comportamentos de parceria família-creche, relatados por mães e educadoras, durante o período de entrada de bebés na creche. Mães e educadoras de 90 bebés responderam à Escala de Parceria Educadores-Pais (Ware, Rusher, Barfoot & Owen, 1995). Os resultados indicam uma grande valorização, por parte das mães e educadoras, da parceria família-creche para dar resposta às necessidadesdas crianças, bem como uma elevada probabilidade, relatada, de se envolverem em comportamentos de parceria. Os relatos das mães são relativamente mais positivos, quer no que se refere às atitudes, quer no que se refere aos comportamentos de parceria. Verificaram-se também associações positivas entre os relatos das mães e das educadoras. Encontraram-se ainda outras associações, no sentido esperado, com variáveis do ambiente familiar e de creche

    A confiança em testemunhas: O papel das diferenças individuais

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    Por vezes, a confiança com que uma testemunha recorda um crime relaciona-se com a exatidão da recordação. A investigação sugere que esta relação é complexa e pode ser influenciada por diferenças individuais. Neste estudo procurou-se perceber qual a influência da autoestima, impulsividade e tipo de tomada de decisão nesta relação. No procedimento apresentou-se um vídeo de um assalto, questões sobre este, e pediu-se a atribuição de julgamentos de confiança sobre as respostas. Os participantes responderam e julgaram também questões de conhecimento geral e responderam a escalas de autoestima (Rosemberg Self-esteem Scale), impulsividade (Barratt Impulsiveness Scale) e tipo de tomada de decisão (Cognitive Reflection Test). Os resultados revelam não haver influência das variáveis estudadas na calibração, sobreconfiança e exatidão das respostas, e também mostram maior subconfiança em questões de conhecimento geral comparativamente com as questões de testemunho. Os resultados indicam também que os participantes que utilizam um processo mais racional nas suas tomadas de decisão (sistema 2) apresentam maior exatidão e confiança do que os participantes que utilizam um processo mais intuitivo (sistema 1)

    Implicações da Vinculação Amorosa e Suporte Social na Autoestima em Jovens Universitários

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    O estudo debruça-se sobre a vinculação amorosa e a perceção de suporte social no desenvolvimento da autoestima dos jovens. A amostra é composta por 334 jovens universitários, de ambos os géneros, com idades entre os 18 e os 25 anos. O método utilizado para recolha de dados foi uma análise quantitativa. Os instrumentos utilizados, o Social Support Appraisals, o Questionário de Vinculação Amorosa e o Rosenberg Self-Esteem Scale revelaram qualidades psicométricas adequadas. Os resultados sugerem correlações positivas e negativas entre as principais variáveis de vinculação amorosa, suporte social e autoestima. A ambivalência e a dependência (na vinculação ao par romântico) sugerem um efeito negativo sobre a autoestima, ao invés da perceção de apoio dos professores que apresenta um efeito positivo na autoestima. Constatou-se também que a vinculação amorosa exerce o seu papel moderador na associação entre a perceção de suporte social e a autoestima

    O conhecimento e acesso ao script de base segura e a percepção de suporte social em mães com crianças em idade pré-escolar

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    O presente estudo analisou a relação entre o conhecimento e acesso ao script de base  de mães e pais e a percepção da qualidade do suporte social recebido. Participaram 37 mães com crianças em idade pré-escolar. De modo a aceder às representações de vinculação utilizou-se as Narrativas de Representação da Vinculação em Adultos; tendo a competência verbal sido controlada com o recurso ao Índice de Compreensão Verbal (W). O Suporte Social percebido foi avaliado com base na Escala de Satisfação com o Suporte Social. Os resultados indicam associações entre a segurança e dimensões do suporte social. Os resultados são discutidos no contexto da teoria da vinculação de Bowlby e Ainsworth, e do Suporte Social Percebido

    Psychosocial and psychopathological predictors of HIV-risk injecting behavior among drug users in Portugal

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    Abstract Despite the introduction of needle and syringe exchange programs (NSPs), sharing of syringes and other materials remains common among injection drug users (IDUs) worldwide. For this reason, IDUs are at high-risk of HIV transmission. This paper studies the psychosocial and psychopathological determinants of sharing among IDUs. Understanding the relationship between psychological morbidity, HIV knowledge, HIV risk perception, and sharing behaviors is important to developing campaigns to curb sharing among IDUs. We recruited 120 male (76.7%) and female (23.3%) IDUs at a public outpatient treatment service in northern Portugal whose age average was 34 (sd=7.56). They were characterized for sociodemographic, clinical, and behavioral variables, as well as for knowledge on HIV transmission and prevention, HIV risk perception, and psychopathological symptoms. Almost all patients (95.8%) were tested for HIV and 31.7% were HIV positive. Half of them had a chronic disease (50.8%) and declared to engage in sharing (51.7%). Most had accurate knowledge of HIV transmission and prevention. A great majority deemed HIV risk to be high in their communities (80.8%) but deemed their personal risk to be zero or low (72.5%). Statistical analysis showed that sociodemographic variables (female sex, lower education, living alone) and psychopathological symptoms (obsession-compulsion and somatization) predict sharing. We conclude that the development and implementation of campaigns to reduce sharing among IDUs should focus more on women, IDUs living alone, as well as early assessment and intervention on psychopathological disorders.   Keywords: HIV-risk injecting behavior, HIV knowledge, HIV risk perception, psychopathology, injection drug users (IDUs), Portuga

    Emoções em contexto académico: Relações com clima de sala de aula, autoconceito e resultados escolares.

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    As salas de aula são espaços onde os alunos interagem com o professor e com os colegas, enfrentandodesafios, dificuldades e objetivos a atingir, que conduzem a situações de maior ou menor sucesso,desencadeando emoções várias que poderão afetar a aprendizagem. Assim, na presente investigaçãoprocurámos compreender as caraterísticas das emoções na aula de matemática e perceber o papel devariáveis contextuais, como o clima de sala de aula, ou pessoais como o desempenho escolar, oautoconceito e autoestima, na diferenciação dessas emoções. Participaram neste estudo 717 alunosdo 7º e 8º anos de escolaridade sendo 355 do sexo masculino (49.5%). Foram utilizadas três escalas:uma de autoconceito e autoestima, uma de clima de sala de aula e uma sobre as emoções vivenciadasna sala de aula. Constatámos que o género não é uma variável importante para compreender asEmoções Positivas e Negativas ao contrário de variáveis como o desempenho e crenças pessoais (e.g.,Autoconceito Académico, Atitudes). Embora o maior valor explicativo das emoções decorresse dascrenças pessoais pudemos concluir que variáveis relacionais associadas ao apoio dos colegas eprofessor não podem ser descuradas. O conjunto destas variáveis permitiu ter uma visão mais completado contributo de cada uma delas e encontrar algumas especificidades para as Emoções Positivas e Negativas

    Pretest of images for the beauty dimension

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    In this work, we present norms concerning the perceived association of two sets of image stimuli with the concept of “beauty”: 40 objects (Study 1) and 40 photos of human faces (Study 2). Participants were presented with a set of words associated with the construct of “beauty” and were subsequently asked to judge each image on how much they considered them to be related with this construct on a 7-point scale (1 - Not at all related; 7 - Very related). The interpretation of means’ confidence intervals distinguish between 40 images, evaluated as “ugly” – with low scores on the beauty dimension - (20 objects and 20 faces), and 28 images evaluated as “beautiful” – with high scores on the beauty dimension - (12 objects and 16 faces). Results are summarized and photos made available to support future research requiring beauty and/or ugly stimulus.

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