Análise Psicológica
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    A experiência do bebé na creche: Perceções de mães e de educadoras no período de transição do contexto familiar para a creche

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    Este estudo visa contribuir para a compreensão da experiência do bebé no período de transição do ambiente familiar para a creche, analisando a perceção das mães e das educadoras acerca do estado emocional do bebé, da manutenção das rotinas e da comunicação família-creche nesse período. Mães e educadoras de 90 bebés da Grande Área Metropolitana do Porto responderam ao Questionário de Experiência na Creche na primeira e quarta semana de frequência da creche. A perceção das mães e educadoras acerca do estado emocional dos bebés, da manutenção das rotinas e comunicação família-creche foi positiva, verificando-se perceções mais positivas das educadoras relativamente ao estado emocional e à comunicação família-creche. Da primeira para a quarta semana registou-se (a) estado emocional mais positivo, percebido pelas mães e educadoras; (b) diminuição da frequência da comunicação e aumento da manutenção das rotinas, percebidas pelas mães. O estado emocional dos bebés parece estar associado à perceção da manutenção das rotinas (mães e das educadoras) e, adicionalmente, à comunicação família-creche no caso das educadoras. Este estudo parece assinalar o cuidado das famílias e educadores na transição dos bebés para a creche e destacar a importância do envolvimento das famílias e educadores para um melhor ajustamento do bebé

    Impacto da regulação de emoções no trabalho sobre as dimensões de Burnout em psicólogos: O papel moderador da autoeficácia

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    O objetivo do presente estudo foi avaliar se a regulação emocional prediz as dimensões de burnout e se a autoeficácia funciona como variável mediadora na relação entre a regulação de emoções e as dimensões de Burnout em uma amostra de 518 psicólogos. Foram utilizados como instrumentos de pesquisa o Questionário para Avaliação da Síndrome de Burnout, a Escala Geral de Autoeficácia e a Subescala de regulação de emoções da Escala de Emoções no Trabalho. Os resultados, obtidos por meio da análise de regressão linear hierárquica, confirmaram as hipóteses de que a regulação emocional prediz as dimensões de Burnout e a de que a autoeficácia funciona como mediadora entre a regulação de emoções e as dimensões de Burnout. O resultado aponta para a importância de intervenções que contemplem o desenvolvimento da autoeficácia em psicólogos como medida de prevenção ou reabilitação da Síndrome de Burnout

    Avaliação breve da psicossintomatologia: Análise fatorial confirmatória da versão portuguesa do Brief Symptom Inventory 18 (BSI 18)

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    O Brief Symptom Inventory 18 (BSI 18), originalmente desenvolvido por Derogatis em 2001, constitui um instrumento de rastreio do distress psicológico aplicável a populações comunitárias e clínicas. Os respondentes devem avaliar a intensidade (de 0 - Nada a 4 - Extremamente) com que, nos últimos sete dias, experienciaram dezoito manifestações de psicossintomatologia. Este trabalho pretendeu avaliar o comportamento psicométrico da versão portuguesa do BSI 18, procedendo ao estudo da sua estrutura fatorial, validade e fidelidade. A amostra incluiu dois grupos: comunitário, composto por 184 adultos da população geral; e clínico, composto por 141 adultos com diagnósticos psiquiátricos atualmente a receber acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico. Os participantes responderam a quatro questionários: BSI 18, Inventário Depressivo de Beck, Escala de Autoavaliação de Ansiedade de Zung e Brief COPE. Setenta e sete participantes voltaram a responder ao BSI 18 cerca de quatro semanas após a primeira avaliação. Através de análises fatoriais confirmatórias, foram testados diversos modelos apresentados na literatura. Foi adotado um modelo de primeira ordem de três dimensões: Somatização (manifestações dos sistemas regulados automaticamente, como o gastrointestinal e o cardiovascular), Depressão (sintomas nucleares das perturbações depressivas, como humor disfórico, anedonia, desesperança e ideação suicida) e Ansiedade (sintomas indicativos de estados de pânico, como nervosismo, tensão, agitação motora, e apreensão). O BSI 18 apresentou bons níveis de validade (construto, convergente, discriminante e de critério com base na diferenciação de grupos) e de fidelidade (consistência interna e consistência temporal). Assim, constitui um instrumento passível de ser utilizado em contexto clínico e de investigação

    Atribuições, estilos e práticas no cuidado de crianças em creches mexicanas

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    As pesquisas sobre os Centros de Educação Infantil (CEI) documentam que não existem associações consistentes entre a qualidade do CEI e o nível educativo do Cuidador Secundário Professional (CSP), o anterior é interpretado como a primazia da qualidade dos processos internos do CSP sobre os níveis de certificação. A hipóteses inicial do estudo indica que as atribuições sobre a intencionalidade do comportamento do infante se associarão com seus estilos e práticas de educação. Participaram 34 CSP. Aplicamos versões adaptadas da Escala de Atribuições Maternas e da Escala de Comportamentos para Mães e Pais com Crianças Pequenas. Os estilos de educação correlacionaram com as atribuições negativas (r=-.508**), e as práticas de educação com atribuições positivas (=.369*). Os promotores de políticas públicas podem criar mecanismos de seleção/promoção de pessoal que privilegiem fatores não acadêmicos, gerando continuidade no cuidado que recebem os infantes

    Verdadeiro ou Falso? A ambiguidade de uma lista de frases permite o estudo de processos de atribuição de verdade

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    Neste artigo são apresentados os dados de dois pré-testes realizados a diversas frases que representam conhecimentos mundanos. As frases foram pré-testadas relativamente à dimensão subjectiva de verdade junto de amostras da população Portuguesa aplicando dois critérios diferentes. No primeiro pré-teste as avaliações de conjunto de afirmações verdadeiras foram contrastadas com as avaliações feitas de afirmações falsas obtidas por alteração de um pequeno detalhe da frase original. No segundo pré-teste um outro conjunto de frases foi avaliada apenas na sua versão verdadeira ou na sua versão falsa numa escala dicotómica de “verdadeiro ou falso”.  Os resultados salientam as frases consideradas ambíguas e a sua relevância para a investigação de enviesamentos de percepção de verdade. Adicionalmente, algumas das frases ambíguas apresentadas foram testadas relativamente ao grau de “divertimento” que promovem com o objectivo de permitir o controlo de efeitos afectivos nos seus julgamentos

    Compreensão de textos: Diferenças em função da modalidade de apresentação da tarefa, tipo de texto e tipo de pergunta

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    Na literatura têm sido discutidos diversos fatores que podem influenciar a dificuldade das tarefas de compreensão de textos e, consequentemente, o desempenho dos sujeitos na avaliação. O objetivo deste estudo é perceber se a dificuldade das tarefas de avaliação da compreensão de textos varia em função da modalidade da tarefa de avaliação (oral versus escrita), do tipo de texto (narrativo versus informativo) e do tipo de compreensão avaliado pelas perguntas apresentadas (literal versus inferencial). Avaliaram-se 300 alunos do quarto ano de escolaridade, administrando quatro testes de compreensão de textos: Teste de compreensão de textos na modalidade oral-narrativo, Teste de compreensão de textos na modalidade oral-informativo, Teste de compreensão de textos na modalidade de leitura-narrativo, Teste de compreensão de textos na modalidade de leitura-informativo. Os resultados mostraram a inexistência de diferenças estatisticamente significativas na média da dificuldade das perguntas de compreensão oral e de compreensão da leitura, entre a dificuldade média das perguntas relativas a texto narrativo e informativo e entre a média da dificuldade das perguntas de compreensão literal e inferencial. Não foram observados efeitos de interação. Discutem-se as implicações destes resultados para a avaliação e intervenção no domínio da compreensão de textos, tendo em conta algumas limitações deste estudo.Na literatura têm sido discutidos diversos fatores que podem influenciar a dificuldade das tarefas de compreensão de textos e, consequentemente, o desempenho dos sujeitos na avaliação. O objetivo deste estudo é perceber se a dificuldade das tarefas de avaliação da compreensão de textos varia em função da modalidade da tarefa de avaliação (oral versus escrita), do tipo de texto (narrativo versus informativo) e do tipo de compreensão avaliado pelas perguntas apresentadas (literal versus inferencial). Avaliaram-se 300 alunos do quarto ano de escolaridade, administrando quatro testes de compreensão de textos: Teste de compreensão de textos na modalidade oral-narrativo, Teste de compreensão de textos na modalidade oral-informativo, Teste de compreensão de textos na modalidade de leitura-narrativo, Teste de compreensão de textos na modalidade de leitura-informativo. Os resultados mostraram a inexistência de diferenças estatisticamente significativas na média da dificuldade das perguntas de compreensão oral e de compreensão da leitura, entre a dificuldade média das perguntas relativas a texto narrativo e informativo e entre a média da dificuldade das perguntas de compreensão literal e inferencial. Não foram observados efeitos de interação. Discutem-se as implicações destes resultados para a avaliação e intervenção no domínio da compreensão de textos, tendo em conta algumas limitações deste estudo

    Práticas de literacia familiar, competências linguísticas e desempenho em leitura no primeiro ano de escolaridade

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    Pretendemos com este estudo não só analisar de que forma as práticas de literacia familiar e determinadas variáveis linguísticas podem estar relacionadas com o desempenho em leitura como também perceber quais as práticas e/ou variáveis que melhor predizem a sua aprendizagem. Participaram neste estudo 74 crianças a frequentar o 1º ano do Ensino Básico de várias escolas da região de Lisboa. Os dados foram recolhidos no final do 1º período (consciência fonológica, conhecimento das letras, leitura de palavras e Questionário de Práticas de Literacia Familiar) e no final do 3º período (leitura de palavras). Foram analisadas as diferentes práticas de literacia familiar – treino, rotinas e entretenimento – e a sua relação com os resultados de leitura no final do ano. A mesma análise foi realizada para as variáveis linguísticas. Posteriormente, foi realizada uma análise de regressão, tendo como variável dependente a leitura de palavras final e como variáveis independentes as variáveis linguísticas e as práticas de literacia familiar. Os resultados obtidos mostram que as práticas de literacia familiar estão moderadamente relacionadas com a leitura e fortemente relacionadas com as variáveis linguísticas. Os melhores preditores de leitura no final do ano são o conhecimento das letras e a leitura de palavras inicial

    Cinismo organizacional: Estudo preliminar da adaptação de uma escala de medida para o contexto português

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    Um constructo que tem vindo recentemente a ser sujeito a diversos estudos é o cinismo organizacional, entendido como uma atitude de descrença em relação à organização e à sua gestão, resultante da falta de congruência das práticas de gestão e traduzida por sentimentos e comportamentos  negativos. Para a medição deste constructo têm sido utilizados dois questionários, sendo que nenhum dos quais está estudado para o contexto português. Assim, o presente estudo consistiu na adaptação da escala de medida do cinismo organziacional proposta por Brandes, Dharwadkar e Dean (1999) para o contexto português. Tendo partido da proposta tridimensional dos autores, os resultados sugerem uma unidimensionalidade deste constructo e um instrumento com boas propriedades de medida. Foram discutidas as implicações destes resultados

    Escala do Controlo Sociopolítico para Adolescentes: SPCS-Y

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    Este estudo tem como intuito a adaptação e validação da Escala de Controlo Sociopolítico (SPCS-Y) a uma amostra de adolescentes. Participaram 393 estudantes de 8º e 9º ano de quatro escolas públicas da Região Norte de Portugal, distrito do Porto, com idades entre 13 e 14 anos. Realizou-se a Análise Fatorial Confirmatória para a validação dos dados. Num total de 17 itens, mantiveram-se 12 itens, distribuídos na mesma estrutura fatorial de dois fatores. As qualidades psicométricas do instrumento permitem-nos afirmar que a SPCS-Y é uma escala que evidencia validade e fiabilidade para avaliar as dimensões da liderança e controlo sociopolítico em adolescentes

    Versão Portuguesa da Escala de Perceção da Criança sobre os Conflitos Interparentais – Versão para crianças dos 7 aos 9 anos (EPCCI-C)

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    As perceções da criança acerca dos conflitos interparentais constituem um importante fator mediador do impacto que estes têm no seu desenvolvimento, pelo que se torna crucial uma adequada avaliação. Neste artigo apresentamos a versão portuguesa da Escala de Perceção da Criança dos Conflitos Interparentais (EPCCI-C), cujo original designado por Children’s Perception of Interparental Conflict Scale for Young Children (CPIC-Y) foi desenvolvido por Grych em 2000. Esta escala de autorrelato tem como objetivo avaliar as perceções produzidas pelas crianças entre os sete aos nove anos de idade acerca dos conflitos entre os pais, tais como as características dos incidentes (frequência, intensidade, resolução), a perceção de ameaça, de culpa e a representação sobre a relação pais-criança. Esta versão foi testada em contexto escolar com uma amostra de crianças do 1º ciclo de ensino básico e revelou boas qualidades psicométricas. Estas propriedades e outros elementos caracterizadores do instrumento são discutidos neste artigo

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