294724 research outputs found
Sort by
Decisão n.º005/2026, de 09 de janeiro de 2026 (CONSUN)
Termo de Cooperação entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Escola de Engenharia, e a PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, com a interveniência da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS); e Tertru
Decisão n.º011/2026, de 09 de janeiro de 2026 (CONSUN)
Protocolo de Intenções entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Escola de Engenharia, e a UNIVERSITY OF OULU, Finlândia.tru
Decisão n.º015/2026, de 09 de janeiro de 2026 (CONSUN)
Prestação de Contas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul UFRGS, referente ao exercício de 2022; e manutenção das recomendações aprovadas na Resolução nº 172/2022-CONSUN.tru
Acontece na UFRGS
A exposição 'Ainda que Não Recorde', da artista plástica Francesca Cassariego, ressignifica o trauma sofrido pela família dela durante as ditaduras do Cone Sul.
Ela, a mãe e o irmão foram sequestrados em Porto Alegre nos anos de 1970. O caso ficou conhecido como o "sequestro dos uruguaios". Forças militares brasileiras e uruguaias capturaram Universindo Díaz, sua parceira política, Lilian Celiberti, Camilo, de sete anos, e Francesca, que tinha apenas três anos na época. Os dois, filhos de Lilian.
De início, o episódio foi tratado como um crime comum, mas foi se revelando uma prova concreta da Operação Condor, conhecida como a aliança entre as ditaduras do Cone Sul para perseguir opositores políticos além das fronteiras.
Elaborada por Francesca, uma das crianças sequestradas, a mostra transforma a memória da violência de Estado em linguagem artística. Antes da abertura, foi realizada uma roda de conversa com diversos representantes da sociedade civil, incluindo políticos, advogados e jornalistas que atuaram com a solução do caso na época.
A exposição é vinculada ao projeto de extensão "Aunque no lo recuerde/ Ainda que não recorde", coordenado pela professora Carla Simone Rodeghero, do Departamento e do PPH em História da UFRGS.
A mostra segue na Sala Laranjeira até o dia 10 de março, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h
Acontece na UFRGS
No dia 11 de Dezembro de 2025, foi lançada a obra acessível "Nanã e Oxalá Criam os Seres Humanos".
Escrito pela doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) Tanara Forte Furtado, o trabalho conta com ilustrações de Stefan Fernandes e projeto gráfico de Eduardo Cardoso, ambos professores do curso de Design da UFRGS. Eduardo também assina a adaptação aos recursos de acessibilidade ao lado de Lucas Terres e Ana Luisa Silva Nunes.
A produção é resultado do curso realizado na UFRGS com o UNIAFRO, buscando democratizar a educação antirracista na universidade e nas escolas
Associação entre tempo para admissão em unidade de terapia intensiva e mortalidade em 28 dias em pacientes com sepse e choque séptico internados em um hospital terciário do Sul do Brasil
A sepse é uma condição clínica comum, com alta incidência na população e que se associa à alta morbimortalidade, sendo uma das principais causas de morte em ambiente hospitalar. O conceito de sepse, de acordo com o Terceiro Consenso Internacional de Definições sobre Sepse e Choque Séptico (Sepsis-3) publicado em 2016, se refere à presença de infecção, seja ela de etiologia viral, bacteriana ou fúngica, levando ao surgimento de disfunção orgânica. O choque séptico, que é definido por disfunções circulatórias, celulares e metabólicas mais profundas, no qual o paciente apresenta hipotensão persistente com necessidade de vasopressores para manter pressão arterial média ≥ 65 mmHg e níveis de lactato sérico > 2 mmol/L, apesar de ressuscitação volêmica adequada, associa-se a piores desfechos, incluindo maior mortalidade. O reconhecimento precoce da sepse e do choque séptico e o tratamento adequado dessas condições dentro de um tempo hábil são medidas fundamentais visando melhores desfechos clínicos. No entanto, as evidências que embasam as recomendações para admissão dos pacientes precocemente em unidades de terapia intensiva (UTIs) são observacionais, escassas e conflitantes. Neste estudo, de caráter observacional, foi analisada uma amostra de pacientes com sepse e choque séptico admitidos na UTI de um hospital terciário a fim de avaliar se a admissão dentro das primeiras 6 horas da identificação da disfunção orgânica teria impacto na mortalidade em 28 dias. Como resultado, não foi identificada diferença de mortalidade em 28 dias, bem como diferença no tempo de internação em UTI e de internação hospitalar. Mais estudos são necessários para elucidar qual o papel da admissão precoce em UTI em desfecho como mortalidade.Sepsis is a common clinical condition, with a high incidence in the population and associated with high morbidity and mortality, being one of the main causes of death in hospital settings. The concept of sepsis, according to the The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3) published in 2016, refers to the presence of an infection, whether of viral, bacterial, or fungal etiology, leading to the onset of organ dysfunction. Septic shock, which is defined by more severe circulatory, cellular, and metabolic abnormalities, in which the patient presents persistent hypotension requiring vasopressors to maintain a mean arterial pressure ≥ 65 mmHg and serum lactate levels > 2 mmol/L, despite adequate fluid resuscitation, is associated with worse outcomes, including higher mortality. Early recognition of sepsis and septic shock and appropriate treatment of these conditions within a timely manner are fundamental measures aimed at better clinical outcomes. However, the evidence supporting recommendations for early admission of patients to intensive care units (ICUs) is observational, limited, and conflicting. In this observational study, a sample of patients with sepsis and septic shock admitted to the ICU of a tertiary hospital was analyzed to assess whether admission within the first 6 hours of identifying organ dysfunction would impact 28-day mortality. As a result, no difference in 28-day mortality was identified, nor were there differences in ICU length of stay or hospital length of stay. Further studies are needed to clarify the role of early ICU admission in outcomes such as mortality
Associação entre o tempo de permanência no departamento de emergência e mortalidade intra-hospitalar em pacientes idosos vítimas de trauma
Introdução: O trauma é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo a população idosa particularmente vulnerável devido a redução da reserva fisiológica e as comorbidades. O prolongamento do Tempo de Permanência no Departamento de Emergência (TPDE), pode estar relacionado com o atraso para tratamento definitivo e impactar negativamente o prognóstico. A literatura atual apresenta resultados dicotômicos sobre essa relação e carece de dados específicos para a população idosa vítima de trauma em centros de referência. Objetivo: Analisar a associação entre o TPDE e a mortalidade hospitalar em pacientes idosos vítimas de trauma atendidos e internados por esse motivo em um centro de trauma de nível 1. Métodos: Este estudo é uma análise retrospectiva de dados da "Coorte dos Idosos no Trauma do HPS de Porto Alegre - CITy POA". Foram incluídos pacientes com 60 anos ou mais, vítimas de trauma e que foram internados no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, no período de 01 de maio de 2023 a 28 de fevereiro de 2024. Foram analisadas as variáveis de TPDE e a mortalidade hospitalar, com resultados ajustados para fatores confusão como gravidade clínica, características do trauma e características demográficas. Resultados: Dos 957 pacientes que internaram por trauma, 721 foram selecionados para análise. A mediana do TPDE foi de 28 horas, sem distinção entre pacientes críticos e não críticos. Em relação ao desfecho, a mortalidade intra-hospitalar foi de 7,5% (n=54). Para esse grupo, a mediana do TPDE foi de 12,4 horas, a maioria foi atendida na sala vermelha (64,8%), o mecanismo de trauma mais prevalente foi o acidente de trânsito (31,4%) e o tipo de lesão mais prevalente foi o traumatismo crânio encefálico (TCE) (75,5%). Conclusão: Não foi encontrada relação estatisticamente significativa entre o tempo de permanência no departamento de emergência e a mortalidade intra-hospitalar após ajuste para fatores de confusão.lntroduction: The older population is particularly vulnerable due to reduced physiological reserve and the presence of comorbidities. Prolonged emergency department length of stay (EDLOS) may be associated with delays in definitive treatment and negatively impact prognosis. However, the current literature presents conflicting results regarding this association and lacks specific data focused on older trauma patients treated at referrai centers. Objective: To analyze the association between emergency department length of stay and in-hospital mortality in older trauma patients treated and admitted to a level 1 trauma center. Methods: This study is a retrospective analysis of data from the Elderly Trauma Cohort ofthe Porto Alegre Emergency Hospital (CITy POA). Patients aged 60 years or older, victims of trauma, who were admitted to the Porto Alegre Emergency Hospital between May 1, 2023, and February 28, 2024, were included. Emergency department length of stay and in-hospital mortality were analyzed, with results adjusted for potential confounding factors such as clinicai severity, trauma characteristics, and demographic variables. Results: Of the 957 older patients admitted for trauma during the study period, 721 were included in the final analysis. The median EDLOS was 28 hours, with no significant difference between criticai and non-critical patients. ln-hospital mortality was 7.5% (n = 54). Among patients who died, the median EDLOS was 12.4 hours; most were treated in the resuscitation room (64.8%), the most prevalent trauma mechanism was traffic accidents (31.4%), and the most frequent injury type was traumatic brain injury (TBI) (75.5%). Conclusion: No statistically significant association was found between emergency department length of stay and in-hospital mortality after adjustment for confounding factors
Endomiocardiofibrose com predomínio de ventrículo direito na síndrome hipereosinofílica associada à mutação FIP1L1–PDGFRA : relato de caso
A síndrome hipereosinofílica (HES) é caracterizada por eosinofilia persistente associada a lesão orgânica, sendo o acometimento cardíaco o principal determinante prognóstico. Relatamos o caso de um paciente masculino, 21 anos, com eosinofilia marcada, esplenomegalia e sintomas constitucionais, que evoluiu com comprometimento cardíaco predominante do ventrículo direito. O ecocardiograma sugeriu cardiomiopatia restritiva, e a ressonância magnética cardíaca confirmou endomiocardiofibrose do ventrículo direito, associada a trombos laminares e disfunção biventricular leve. A investigação etiológica identificou a mutação FIP1L1– PDGFRA, confirmando a forma neoplásica da doença. O tratamento incluiu corticoterapia, anticoagulação e introdução de imatinibe, com resposta clínica favorável e estabilização do quadro cardíaco. O caso ressalta a importância da avaliação cardiológica sistemática na HES e destaca o papel da ressonância magnética cardíaca no diagnóstico da fase fibrótica e na definição terapêutica.Hypereosinophilic syndrome (HES) is defined by persistent eosinophilia associated with organ damage, with cardiac involvement representing the main prognostic determinant. We report the case of a 21-year-old male presenting with marked eosinophilia, splenomegaly, and constitutional symptoms, who developed predominant right ventricular cardiac involvement. Echocardiography suggested restrictive cardiomyopathy, and cardiac magnetic resonance imaging confirmed right ventricular endomyocardial fibrosis with laminar thrombi and mild biventricular dysfunction. Etiological investigation identified the FIP1L1–PDGFRA mutation, establishing the diagnosis of clonal HES. Treatment included corticosteroids, anticoagulation, and targeted therapy with imatinib, resulting in favorable clinical response and cardiac stabilization. This case highlights the importance of systematic cardiac evaluation in patients with HES and underscores the role of cardiac magnetic resonance imaging in diagnosing the fibrotic stage and guiding etiological and therapeutic management