Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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    Decisão n.º007/2026, de 09 de janeiro de 2026 (CONSUN)

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    Contrato entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Escola de Engenharia, e a EPR LITORAL PIONEIRO S.A., com a interveniência da FUNDAÇÃO LUIZ ENGLERT (FLE).tru

    Farmacocinética embasada em fisiologia (PBPK) como ferramenta para individualização de terapias antimicrobianas em cenário de sepse

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    A sepse promove profundas alterações fisiopatológicas que impactam a farmacocinética de antimicrobianos, especialmente no que se refere à distribuição tecidual e à exposição no sítio de infecção. Apesar disso, estratégias de ajuste posológico em pacientes com sepse ainda são, em grande parte, guiadas por niveis plasmáticos livres e em classificações simplificadas baseadas nas propriedades físico-químicas dos fármacos, o que pode levar à interpretações equivocadas e subdosagens. Nesse contexto, esta tese teve como objetivo investigar, de forma integrada, a exposição intersticial de antimicrobianos na sepse e sua relação com a dinâmica temporal de morte bacteriana, utilizando abordagens mecanísticas baseadas em dados de exposição tecidual obtidos de estudos de microdiálise em humanos, modelagem farmacocinética embasada em fisiologia (PBPK) e integração PBPK/farmacodinâmica (PBPK/PD). Inicialmente, foram analisados dados de microdiálise para caracterizar a penetração intersticial de antimicrobianos e identificar determinantes físico-químicos associados à exposição tecidual. Observou-se que, embora alguns descritores moleculares como número de átomos e mínima projeção molecular apresentem associação estatística (p 80) não é atingido para MICs superiores a 1 mg/L quando considerada exclusivamente a exposição sistêmica, apesar da conhecida proximidade entre concentrações plasmáticas livres e intersticiais. No entanto, quando integrados a dinâmica de morte bacteriana, a dose usual de 600 mg se mostrou efetiva frente a uma cepa de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) com concentração inibitória mínima (MIC) entre 2 e 8 mg/L. Para o cefpirome, os modelos confirmaram penetração intersticial reduzida em sepse, mas indicaram que a duplicação empírica de dose resulta em ganhos marginais de exposição tecidual, enquanto os esquemas usuais mantêm exposição compatível com atividade antibacteriana para MICs dentro da faixa de susceptibilidade (MIC plasmático. Esta tese contrapõe a posologia usual recomendada para sepse, ao demonstrar que abordagens mecanísticas de integração PBPK/PD são essenciais para interpretar corretamente a eficácia antimicrobiana nessa condição. Esses resultados reforçam a necessidade que considerem simultaneamente o fármaco, o patógeno e o hospedeiro para a otimização racional da terapia antimicrobiana em pacientes com sepse.Sepsis induces profound pathophysiological alterations that significantly impact the pharmacokinetics of antimicrobials, particularly with respect to tissue distribution and exposure at the site of infection. Despite this, dose adjustment strategies in septic patients are still largely guided by free plasma concentrations and simplified classifications based on physicochemical drug properties, which may lead to misleading interpretations and subtherapeutic dosing. In this context, the objective of this thesis was to investigate, in an integrated manner, interstitial antimicrobial exposure in sepsis and its relationship with the temporal dynamics of bacterial killing, using mechanistic approaches based on tissue exposure data obtained from human microdialysis studies, physiologically based pharmacokinetic (PBPK) modeling, and PBPK/pharmacodynamic (PBPK/PD) integration. Initially, microdialysis data were analyzed to characterize interstitial penetration of antimicrobials and to identify physicochemical determinants associated with tissue exposure. Although some molecular descriptors, such as atom count and minimum molecular projection area, showed statistical associations (p 80) would not be achieved for MIC values above 1 mg/L when systemic exposure alone is considered, despite the well-documented similarity between free plasma and interstitial concentrations. However, when bacterial killing dynamics were explicitly incorporated, the standard dose of 600 mg was shown to be effective against methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) strains with MIC values ranging from 2 to 8 mg/L. For cefpirome, the models confirmed reduced interstitial penetration under septic conditions but indicated that empirical dose doubling resulted in only marginal gains in tissue exposure, whereas standard dosing regimens maintained exposure compatible with antibacterial activity for MICs within the susceptible range (MIC index. Overall, this thesis challenges conventional dosing paradigms in sepsis by demonstrating that mechanistic PBPK/PD integration is essential for correctly interpreting antimicrobial efficacy under these conditions. These findings reinforce the need for approaches that simultaneously consider the drug, the pathogen, and the host to enable rational optimization of antimicrobial therapy in septic patient

    Osteossarcoma pediátrico: desfechos de sobrevida e impacto dos principais fatores prognósticos em um centro de referência brasileiro

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    Introdução: O osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais frequente em crianças e adolescentes. Apesar dos avanços no tratamento multimodal, os desfechos de sobrevida permanecem heterogêneos e, em contexto brasileiro, inferiores aos descritos na literatura. O objetivo deste estudo foi descrever os desfechos de sobrevida e os fatores prognósticos de pacientes pediátricos com osteossarcoma tratados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Métodos: coorte observacional retrospectiva, incluindo pacientes menores de 18 anos diagnosticados entre 2008 e 2024, com seguimento até outubro de 2025. As estimativas de sobrevida global (SG) e sobrevida livre de eventos (SLE) foram obtidas pelo método de Kaplan–Meier, com comparações pelo teste de log-rank e análise multivariada por regressão de Cox. Resultados: Foram incluídos 70 pacientes (idade mediana 13 anos; 54.3% do sexo masculino). Metástases ao diagnóstico ocorreram em 15,7% dos casos e associaram-se a pior SLE (p=0,025). Volume tumoral absoluto superior a 150 cm³ e resposta histológica pobre à quimioterapia também se correlacionaram com desfechos desfavoráveis (p<0,05). A SG e a SLE em 5 anos foram de 56,5% e 42%, respectivamente. Conclusão: Nesta coorte, SG e SLE em 5 anos foram inferiores às descritas em séries internacionais. Metástase ao diagnóstico e resposta histológica pobre mantiveram forte impacto prognóstico, reforçando a necessidade de estratégias para intensificar a efetividade terapêutica e de estudos multicêntricos nacionais para melhor caracterização dos determinantes de desfecho no contexto brasileiro.Introduction: Osteosarcoma is the most common primary malignant bone tumor in children and adolescents. Despite advances in multimodal treatment, survival outcomes remain heterogeneous and, in the Brazilian context, inferior to those reported in the literature. The aim of this study was to describe survival outcomes and prognostic factors in pediatric patients with osteosarcoma treated at the Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Methods: This retrospective observational cohort included patients younger than 18 years diagnosed between 2008 and 2024, with follow-up through October 2025. Overall survival (OS) and event-free survival (EFS) were estimated using the Kaplan–Meier method, with comparisons performed by the log-rank test and multivariate analysis using Cox proportional hazards regression. Results: A total of 70 patients were included (median age 13 years; 54.3% male). Metastases at diagnosis occurred in 15.7% of cases and were associated with worse EFS (p = 0.025). Absolute tumor volume greater than 150 cm³ and poor histological response to chemotherapy were also correlated with unfavorable outcomes (p < 0.05). Five-year OS and EFS were 56.5% and 42%, respectively. Conclusion: In this cohort, five-year OS and EFS were lower than those reported in international series. Metastases at diagnosis and poor histological response remained strong prognostic factors, underscoring the need for strategies to enhance therapeutic effectiveness and for national multicenter studies to better characterize outcome determinants in the Brazilian context

    Manual de crise no departamento de emergência : desenvolvimento de um auxílio cognitivo para situações críticas

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    Introdução: Situações de emergência médica impõem elevada carga cognitiva aos profissionais, favorecendo erros sob estresse agudo. Auxílios cognitivos, como checklists e manuais de crise, demonstraram eficácia na redução de falhas e melhoria da sistematização do atendimento em cenários críticos. Objetivo: Descrever o desenvolvimento do Manual de Crise no Departamento de Emergência (MCDE), fundamentado em princípios de fatores humanos, teoria da carga cognitiva e estratégias de indústrias de alta confiabilidade, visando apoiar equipes em situações de crise no pronto-socorro. Métodos: Realizou-se revisão narrativa da literatura sobre erros cognitivos em emergências, auxílios cognitivos e modelos da aviação, seguida de processo iterativo de design centrado no usuário com emergencistas. O MCDE foi estruturado segundo diretrizes do Crisis Resource Management e da Teoria do Processo Dual, dividido em páginas de ação e suporte. Resultados: Apresenta-se o MCDE versão 1, contendo 32 protocolos de crise para múltiplos cenários (choques, vias aéreas, arritmias, trauma), cada qual com checklist inicial de ações prioritárias e material de referência detalhado. O manual totaliza aproximadamente 111 páginas em formato resistente e lavável. Conclusão: O desenvolvimento do MCDE demonstra a viabilidade de adaptar conceitos da aviação e design de auxílios cognitivos à medicina de emergência. Estudos futuros devem investigar a efetividade desses manuais na prática clínica e simulação

    Impacto do quesito raça/cor nos indicadores de saúde : estudo em uma unidade básica de saúde de Porto Alegre - RS

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    Introdução: A raça/cor configura-se como um determinante social de saúde capaz de gerar disparidades no acesso e na qualidade do cuidado. Na Atenção Primária, compreender como esses fatores impactam o ciclo gravídico e o manejo de condições crônicas é fundamental para a promoção da equidade assistencial. Objetivo: Avaliar se existe diferença no desempenho dos indicadores de qualidade assistencial, relativos ao acompanhamento pré-natal e ao cuidado de pessoas com diabetes mellitus (DM), entre pacientes negros e brancos atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Métodos: Estudo longitudinal e retrospectivo realizado entre 2022 e 2024, analisando duas populações: 246 gestantes e 1.156 indivíduos com DM. Foram comparados indicadores sociodemográficos, assistenciais e de desfecho entre grupos autodeclarados brancos e negros. A análise estatística foi processada no software SPSS, utilizando os testes Qui-Quadrado de Pearson e Exato de Fisher, com nível de significância de p < 0,05. Resultados: Observou-se disparidade socioeconômica, com menor escolaridade entre pacientes negros em ambas as populações analisadas (p < 0,001). No grupo obstétrico, embora mulheres negras tenham iniciado o pré-natal mais tardiamente, não houve diferenças significativas no número final de consultas, monitoramento sorológico ou sucesso no aleitamento materno. No manejo do DM, o vínculo com o médico de referência e a frequência de exames de hemoglobina glicada foram homogêneos entre os grupos. Contudo, o rastreio de nefropatia diabética (EQU e microalbuminúria) foi significativamente superior na população negra (p 0,04 e p 0,039, respectivamente). As taxas de internação e atendimentos de emergência não apresentaram distinção racial. Conclusão: Os resultados demonstram que, apesar da raça/cor atuar como marcador de vulnerabilidade socioeconômica externa, os protocolos clínicos e o vínculo estabelecido pela equipe multidisciplinar na UBS foram capazes de mitigar tais desigualdades, entregando uma assistência técnica e desfechos de saúde predominantemente equânimes.Introduction: Race/color constitutes a social determinant of health capable of generating disparities in access and quality of care. In Primary Care, understanding how these factors impact the pregnancy cycle and the management of chronic pathologies is essential for promoting healthcare equity. Objective: To evaluate whether there are differences in the performance of healthcare quality indicators related to prenatal care and the management of patients with diabetes mellitus (DM) between Black and White patients seen at a Primary Health Care (PHC) unit. Methods: A longitudinal and retrospective study conducted between 2022 and 2024, analyzing two populations: 246 pregnant women and 1,156 individuals with DM. Sociodemographic, healthcare, and outcome indicators were compared between self-declared White and Black groups. Statistical analysis was performed using SPSS software, employing Pearson's chi-square and Fisher's exact tests, with a significance level of p < 0.05. Results: Socioeconomic disparity was observed, with lower education levels among Black patients in both populations (p < 0.001). In the obstetric group, although Black women initiated prenatal care later, there were no significant differences in the final number of consultations, serological monitoring, or breastfeeding success. In DM management, the bond with the reference physician and the frequency of glycated hemoglobin tests were homogeneous between groups. However, screening for diabetic nephropathy (urinalysis and microalbuminuria) was significantly higher in the Black population (p 0.04 and p = 0.039, respectively). Hospitalization and emergency care rates showed no racial distinction. Conclusion: The results demonstrate that, although race/color acts as an external marker of socioeconomic vulnerability, the clinical protocols and the bond established by the multidisciplinary team at the PHC unit were able to mitigate such inequalities, delivering predominantly equitable technical care and health outcomes

    A Comunicação malunga : fabulação e resistência no audiovisual brasileiro contemporâneo

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    De forma geral, a proposta da pesquisa é investigar o cinema produzido por cineastas negras brasileiras. Um levantamento acerca dessa produção indica que, a partir de 2010, essas realizadoras passam a acessar tal circuito em escala perceptível e que a esmagadora maioria das obras se concentra em curtas-metragens documentais. Nessa perspectiva, as perguntas orientadoras da investigação condensam-se em: o que fazem as mulheres negras à comunicação audiovisual quando passam a tocá-la, produzi-la e proliferá-la? Como se configuram tais gestos e que comunicação produzem? Assim, esta tese investiga os componentes comunicacionais de uma epistemologia feminista negra buscando compreender o que é próprio da comunicação dessas mulheres. O corpus reuniu a produção audiovisual contemporânea de mulheres negras entre 2010 e 2019, mapeada no circuito de festivais brasileiros de cinema, principal espaço de circulação do audiovisual autoral e independente. Em seguida, a análise centrou-se nas obras: “KBELA” (Yasmin Thayná, 2015), “Travessia” (Safira Moreira, 2017), e “República” (Grace Passo, 2020). Dessa análise, emergem novas perguntas: quando mulheres negras passam a produzir, seus filmes diferem dos de homens negros e de mulheres brancas? Em que consiste tal diferença e o que ela implica para os procedimentos de linguagem no campo comunicacional? Os avanços teórico-empíricos na investigação, por meio de componentes comunicacionais de uma epistemologia feminista negra, permitiu formular a hipótese de uma “comunicação malunga”, como uma operação de linguagem realizada por mulheres negras para instituir práticas de resistência via cultura, articulando fabulação de si e ancestralidade partilhada, com vistas à reparação simbólica. Por fim, conclui-se que o cinema feito por mulheres negras possibilita a transmutação de processos de violência histórica em motriz de criação e a comunicação malunga estaria inserida como uma tecnologia de vida em meio a um mundo que insiste em administrar a morte.In general, this research proposes to investigate the cinema produced by Black Brazilian women filmmakers. A survey of this production indicates that, from 2010 onward, these directors began to access the cinematic circuit on a perceptible scale, and that the overwhelming majority of their works are concentrated in short documentary films. From this perspective, the guiding questions of the investigation are condensed as follows: what happens to audiovisual communication when Black women begin to touch it, produce it, and proliferate it? How are such gestures configured, and what kind of communication do they generate? Thus, this thesis examines the communicational components of a Black feminist epistemology, seeking to understand what is distinctive about the communication practices of these women. The corpus gathered the contemporary audiovisual production of Black women between 2010 and 2019, mapped through Brazilian film festivals, the main venues for the circulation of independent and auteur cinema. Subsequently, the analysis focused on the films “KBELA” (Yasmin Thayná, 2015), “Travessia” (Safira Moreira, 2017), and “República” (Grace Passô, 2020). From this analysis, new questions emerge: when Black women become filmmakers, do their films differ from those of Black men and white women? What constitutes such difference, and what does it imply for the language procedures within the communicational field? The theoretical and empirical developments of the research, through the communicational components of a Black feminist epistemology, allowed for the formulation of the hypothesis of a “malunga communication”, understood as a linguistic operation carried out by Black women to institute practices of resistance through culture, articulating self-fabulation and shared ancestry aimed at symbolic repair. Finally, the study concludes that the cinema made by Black women enables the transmutation of historical violence into a creative force, and that malunga communication operates as a technology of life within a world that persists in administering death

    Tratamentos e abordagens terapêuticas para dor no membro fantasma : uma revisão narrativa

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    A dor do membro fantasma (DMF) é uma condição de dor neuropática crônica altamente prevalente em indivíduos submetidos à amputação, caracterizada pela percepção dolorosa no membro ausente e associada a importante impacto funcional e psicossocial. Evidências contemporâneas indicam que sua fisiopatologia está fortemente relacionada a mecanismos centrais, especialmente à plasticidade mal-adaptativa e à reorganização dos córtices somatossensorial e motor. Diante da resposta frequentemente limitada às terapias farmacológicas convencionais, torna-se necessária a análise crítica de abordagens terapêuticas direcionadas aos mecanismos centrais da dor. O presente trabalho tem como objetivo revisar, de forma narrativa, os principais tratamentos e abordagens terapêuticas para a dor do membro fantasma, integrando evidências sobre intervenções farmacológicas, terapias não farmacológicas e técnicas de neuromodulação. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura baseada em ensaios clínicos, revisões sistemáticas, meta-análises e estudos experimentais relevantes. Os achados demonstram que a farmacoterapia, incluindo anticonvulsivantes, antidepressivos, opioides, antagonistas NMDA e canabinoides, apresenta eficácia variável e, em geral, limitada. Em contraste, intervenções não farmacológicas, como a terapia do espelho, e técnicas de neuromodulação não invasiva, especialmente a estimulação transcraniana por corrente contínua e a estimulação magnética transcraniana repetitiva aplicadas sobre o córtex motor primário, mostram resultados mais consistentes na redução da intensidade da dor, possivelmente por modularem a reorganização cortical. Estratégias invasivas permanecem reservadas a casos refratários. Conclui-se que a abordagem terapêutica da dor do membro fantasma deve ser multimodal, com ênfase em intervenções capazes de modular a plasticidade cortical, associadas a suporte farmacológico individualizado, sendo necessários estudos adicionais com protocolos padronizados e seguimento prolongado para consolidar as evidências disponíveis.Phantom limb pain (PLP) is a chronic neuropathic pain condition highly prevalent among individuals who have undergone limb amputation, characterized by painful perceptions in the absent limb and associated with significant functional and psychosocial impairment. Current evidence indicates that its pathophysiology is strongly related to central mechanisms, particularly maladaptive plasticity and reorganization of the somatosensory and motor cortices. Given the frequently limited response to conventional pharmacological therapies, a critical analysis of therapeutic approaches targeting central pain mechanisms is warranted. This study aims to narratively review the main treatments and therapeutic approaches for phantom limb pain, integrating evidence on pharmacological interventions, non-pharmacological therapies, and neuromodulation techniques. This narrative review is based on clinical trials, systematic reviews, meta-analyses, and relevant experimental studies. The findings demonstrate that pharmacotherapy, including anticonvulsants, antidepressants, opioids, NMDA antagonists, and cannabinoids, shows variable and generally limited efficacy. In contrast, non-pharmacological interventions, such as mirror therapy, and non-invasive neuromodulation techniques—particularly transcranial direct current stimulation and repetitive transcranial magnetic stimulation applied over the primary motor cortex—show more consistent results in reducing pain intensity, possibly by modulating cortical reorganization. Invasive strategies remain reserved for refractory cases. It is concluded that the therapeutic approach to phantom limb pain should be multimodal, with emphasis on interventions capable of modulating cortical plasticity, combined with individualized pharmacological support. Further studies with standardized protocols and long-term follow-up are needed to consolidate the available evidence

    Acontece na UFRGS

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    Nessa temporada de veraneio, o Campus Litoral conta com diversas atividades gratuitas e abertas ao público. Fomos até Imbé acompanhar uma das trinta atividades que compõem a Programação Verão Ceclimar 2026. Também demos uma passada em Tramandaí, para conversar sobre a programação do UFRGS na Praia 2026, que acontece na antiga colônia de férias

    Disserta aí

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    Quais são os limites da inteligência artificial na literatura? Nesta edição do Disserta Aí, Lucas Flores, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Letras, apresenta um pouco da sua tese intitulada Inteligência Artificial na Literatura: escrita criativa, ética, identidade e recepção. Por tratar-se de uma tecnologia recente, a utilização da IA generativa tem sido objeto de discussões em diferentes esferas da sociedade. Na criação literária, tema deste programa, algumas das questões que podem ser abordadas são os direitos de autoria das obras, os usos éticos dessa ferramenta para a criação, a diferença da criação humana para a criação do robô, as possibilidades que a IA permite de formato, entre outros tópicos. Além disso, o Disserta Aí também apresenta o Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS. A pró-reitora de Pós-Graduação, Claudia Wasserman, conversa com os coordenadores do PPG-Letras Carmem Luci da Costa Silva e Leonardo Antunes, que explicam a estrutura do PPG, as linhas de pesquisa e como fazer para se inscrever tanto no mestrado quanto no doutorado

    Pesquisa em Pauta

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    O arroz faz parte da alimentação diária da maioria dos brasileiros, e o Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional deste grão. Frente às mudanças climáticas, que exigem que pensemos em novas maneiras de produzir alimentos mais resilientes, a criação de grãos transgênicos pode ser uma alternativa valiosa. Para entendermos mais sobre esse tipo de pesquisa, conversamos com a professora Marcia Maria Margis, que ganhou o prêmio Futuro da Terra na categoria Inovação e Tecnologia Rural no ano passado e que há vinte anos estuda maneiras de tornar o arroz mais resiliente

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