Griot : Revista de Filosofia
Not a member yet
709 research outputs found
Sort by
O pluralismo cultural dos imaginários sociais modernos segundo Charles Taylor
When Charles Taylor reflected about the background history-cultural of occidental modernity, he sets the hermeneutic task to do a rereading on the multiple facets of social modernity imaginaries. These imaginaries ended up being diversified in a plurality triadic and constitutive of multiple culture forms. In this way, how asserts the Canadian philosopher, there is a sphere of the modern social facet that is under the aegis of economy. Which is interlaced with the structural face of modernity as a public sphere. Finally, we have the Self-Government of the people in your nuclear aspect of democratic sovereignty. In this paper, we have the intention to follow the thought of Taylor, in your reconstruction of this pluralism type, that examines about sources, ideas and practices democratic articulated from these constitutive facets and articulator of modern social imaginaries.Charles Taylor, ao refletir sobre o pano de fundo histórico-cultural da modernidade ocidental, estabelece a tarefa hermenêutica de fazer uma releitura das múltiplas facetas dos imaginários sociais modernos. Esses imaginários acabam sendo diversificados em uma pluralidade triádica e constitutiva de múltiplas formas culturais. Assim, conforme assevera o filósofo canadense, temos a esfera da moderna faceta social que está sob a égide da economia. De modo que essa é entrelaçada com a face estrutural da modernidade como esfera pública. Por fim, e, sem menos importância, encontramos o autogoverno do povo em seu aspecto nuclear de soberania democrática. Então, neste texto, nutrimos a intencionalidade de acompanharmos o pensamento de Taylor, em sua reconstrução delineadora deste tipo de pluralismo, que examina sobre as fontes, ideias e práticas democráticas articuladas a partir destas facetas constitutivas e articuladoras dos imaginários sociais modernos. 
A experiência musical e a interpretação simbólico-transcendental a partir de Ernst Cassirer e Susanne Langer
The present article has the objective of deepening the debate about the notion of musical experience, explaining the epistemological aspects of a philosophical interpretation that we call symbolic-transcendental. It is the theoretical project initiated by Ernst Cassirer, and taken up by Susanne Langer, who argues that the manifestations of Culture are particular symbolic forms, namely: knowledge, language, myth, religion and art, from which it is possible to the human spirit to mean the real in an objective way. The capacity to symbolize, in turn, is constituted as a result of an operative function, transcendental and valid a priori, which is the foundational aspect that marks the difference between men and animals, for example. In order for the musical experience to be understood in terms of the symbolic-transcendental interpretation that we will construct here, we will undertake an argumentative course whose three central moments are: i) the understanding of art as a particular symbolic form, ii) the distinction between art and language as symbolic forms and as a necessary condition for the theory of art of Susanne Langer and iii) the constitutive aspects of musical experience (signification, production and reception).O presente artigo tem o objetivo de aprofundar o debate sobre a noção de experiência musical, explicitando os aspectos epistemológicos de uma interpretação filosófica a qual chamamos de simbólico-transcendental. Trata-se do projeto teórico iniciado por Ernst Cassirer, e retomado por Susanne Langer, o qual defende que as manifestações da Cultura são formas simbólicas particulares, quais sejam: conhecimento, linguagem, mito, religião e arte, sendo a partir destas que é possível ao espírito humano significar o real de modo objetivo. A capacidade de simbolizar, por sua vez, constitui-se como resultado de uma função operativa, transcendental e válida a priori, a qual é o aspecto fundante que marca a diferença entre o homens e animais, por exemplo. Para que a experiência musical possa ser entendida nos termos da interpretação simbólico-transcendental que construiremos aqui, realizaremos um percurso argumentativo cujo três momentos centrais são: i) a compreensão da arte como uma forma simbólica particular, ii) a distinção entre arte e linguagem enquanto formas simbólicas e como condição necessária para a teoria da arte de Susanne Langer e iii) os aspectos constitutivos da experiência musical (significação, produção e recepção)
Um ensaio de um “anti-orfeu”: perspectivismo cosmológico como contraponto à esferologia de Sloterdijk
This paper questions the anthropocentrism of Peter Sloterdijk’s “spherology”, with its anthropogenesis as the immunological making of the “house of Being” in which humans break from animal “cage” and build spheres, immunological islands of human coexistence. Orpheus’s myth represents immunology to Sloterdijk: in losing his loved one, Orpheus immunologically rebuilds the supplement, neutralizing the absent ghost as language. One proposes a philosophical experiment, the “Anti-Orpheus”, in which Viveiros de Castro and Tania Stolze Lima’s Cosmological perspectivism, topologically reframed, serves as counterpoint in order to put spherology into perspective, pointing to a variation of inside and outside and to “anthropophagy” as another topological distribution that allows a non-immunological relation with otherness. With this, one points to a ‘spherology from the enemy’s point of view’, i.e. from otherness standpoint, opening ways to modulate spherology and showing it as a diagnosis of the “autoimmunity” of immunological spheres.Este artículo problematiza el antropocentrismo en la "esferología" de Peter Sloterdijk, con su narrativa de la antropogénesis como construcción inmune de la "casa del ser", en la que el humano, rompiendo la "jaula" animal, construye esferas, islas inmunológicas de coexistencia humana. El mito de Orfeo simboliza a Sloterdijk la inmunología: al perder la amada, Orfeo reconstruye inmunológicamente el complemento, neutralizando el espectro ausente como lenguaje. En el caso de que se produzca un cambio en la calidad de vida de las personas que viven con el VIH / Sida, entre dentro y fuera y para la "antropofagia", como otra distribución topológica que permite otra relación con la alteridad que no la inmunología. Con eso, apuntamos a una "esferología desde el punto de vista del enemigo", de la alteridad, permitiendo modular la esferología, evidenciándola como diagnóstico de la autoinmunidad de esferas inmunológicas.Cet article traite de l'anthropocentrisme dans la "sphérologie" de Peter Sloterdijk et de son exposé sur l'anthropogenèse en tant que construction immunologique de la "maison de l'être", dans laquelle l'homme, brisant la "cage" animale, construit des sphères, îlots immunologiques de la coexistence humaine. Le mythe d'Orphée symbolise l'immunologie de Sloterdijk: lorsqu'il perd son être aimé, Orphée reconstruit immunologiquement le complément en neutralisant le spectre manquant en tant que langage. Nous proposons une expérience philosophique, "Anti-Orfeu", dans laquelle le perspectivisme cosmologique de Viveiros de Castro et Tânia Stolze Lima, pensé d'un point de vue topologique, servirait de contrepoint à la mise en perspective de l'immunologie, soulignant la différence de variation entre intérieur et extérieur et pour "anthropophagie", comme une autre distribution topologique qui permet une autre relation avec l'altérité que l'immunologie. Nous signalons par là une "sphérologie du point de vue de l'ennemi", d'altérité, permettant de moduler la sphérologie, en la mettant en évidence comme un diagnostic de "l'auto-immunité" des sphères immunologiques.Este artigo problematiza o antropocentrismo na “esferologia” de Peter Sloterdijk, com sua narrativa da antropogênese como construção imunológica da “casa do ser”, na qual o humano, rompendo a “jaula” animal, constrói esferas, ilhas imunológicas de coexistência humana. O mito de Orfeu simboliza para Sloterdijk a imunologia: ao perder a amada, Orfeu reconstrói imunologicamente o complemento, neutralizando o espectro ausente como linguagem. Propomos um experimento filosófico, o “Anti-Orfeu”, no qual o perspectivismo cosmológico de Viveiros de Castro e Tânia Stolze Lima, pensado de um ponto de vista topológico, serviria de contraponto para pôr em perspectiva a imunologia, apontando para a variação da diferença entre dentro e fora e para a “antropofagia”, como outra distribuição topológica que permite outra relação com a alteridade que não a imunologia. Com isso, apontamos para uma “esferologia do ponto de vista do inimigo”, da alteridade, permitindo modular a esferologia, evidenciando-a como diagnóstico da “autoimunidade” de esferas imunológicas
A necessidade no processo constitutivo das composições naturais em Aristóteles
With this paper, I intend to examine the manner in which the natural necessity, in its various aspects, would occur in the different compositional generative processes in Aristotle. In one case, natural necessity would be given in a "simple" or absolute way, through which aggregates are generated. In another, the natural necessity would be based on an earlier regulative or determinant principle, which Aristotle calls ex hypothesis (under hypothesis) necessity, with respect to the processes involved in the constitution of inanimate homogeneous bodies and living organisms. However, there would be an essential difference with respect to the compositional completion associated, on the one hand, with inanimate homogeneous bodies and, on the other, with living organisms. While the constituent completion of inanimate homogeneous compositions would be restricted only to the compositional whole and its characteristic properties, the completion of living organisms would correspond to the compositional whole and its characteristic properties, as well as this finish in view of the accomplishment of the organic-functional activities.Com este artigo, pretendo examinar a maneira pela qual ocorreria a necessidade natural, em seus diversos aspectos, nos distintos processos gerativos composicionais em Aristóteles. Em um caso, a necessidade natural se daria de um modo "sem mais", ou de um modo absoluto, por meio da qual se geram os agregados. Em outro, a necessidade natural se realizaria a partir de um princípio anterior regulativo ou determinante, que Aristóteles denomina de necessidade ex hupoteseos (sob hipótese), com relação aos processos envolvidos na constituição dos corpos homogêneos inanimados e, dos organismos vivos. No entanto, haveria uma diferença essencial relativamente ao acabamento composicional associado, por um lado, aos corpos homogêneos inanimados e, por outro, aos organismos vivos. Enquanto que o acabamento constituinte das composições homogêneas inanimadas se restringiria apenas ao todo composicional e suas propriedades características, o acabamento dos organismos vivos corresponderia ao todo composicional e as suas propriedades características, bem como este acabamento em vista da realização das atividades orgânico-funcionais, ou vitais
Bildung e segunda natureza: Mcdowell leitor de Gadamer
In his book Mind and World, John McDowell intends to overcome the oscillation between two approaches that seek to mediate the relationship between the minds and the world, on the one hand we have the myth of the giving saying that thoughts need coercion from the outside world, and on the other side we have the coherentism that presents the idea that only one belief can justify another belief.To defend its approach and naturalize conceptual capabilities, situating spontaneity in nature without reducing it within the realm of law. Human nature would then be a second nature which is not only formed from the abilities acquired at birth but which are also formed from the Bildung. In taking these notions, McDowell brings the discussion of Han-Georg Gadamer's ideas about the experience of openness to the world through language. In this way, the intention of the present article is to discuss about the implications of the notions of Bildung and second nature in the work of McDowell seeking a greater clarification from the influence and the interpretations of Gadamer.Em seu livro Mente e Mundo John McDowell pretende superar a oscilação entre duas abordagens que pretendem mediar à relação entre as mentes e o mundo, de um lado temos o mito do dado dizendo que os pensamentos precisam de uma coerção a partir do mundo exterior, e do outro lado temos o coerentismo que apresenta a ideia de que apenas uma crença pode justificar outra crença. Para defender sua abordagem e naturalizar as capacidades conceituais, situando a espontaneidade na natureza sem reduzi-la no interior do reino da lei. A natureza humana seria então uma segunda natureza que não é só formada a partir das capacidades adquiridas no nascimento, mas que são formadas também a partir da Bildung. Ao lançar mão dessas noções, McDowell traz a discussão das ideias de Han-Georg Gadamer sobre a experiência de abertura para o mundo através da linguagem. Deste modo, a intenção do presente artigo é de discutir sobre as implicações das noções de Bildung e segunda natureza na obra de McDowell buscando um maior esclarecimento a partir da influência e das interpretações de Gadamer
Os traços iniciais da fenomenologia hermenêutica de M. Heidegger na preleção A ideia da filosofia e o problema da concepção de mundo
The paper intends to expose the initial features of Heidegger's hermeneutic phenomenology from the criticism made by the author to the critical-teleological method of Baden Neokantism in the 1919 lecture The Idea of Philosophy and the Problem of Worldview.O Trabalho pretende expor os traços iniciais da fenomenologia hermenêutica de Heidegger a partir da crítica realizada pelo autor ao método crítico-teleológico do neokantismo de Baden na preleção de 1919 A ideia da filosofia e o problema da concepção de mundo
Dionísio Pseudo Areopagita e o nada de Deus
Accordingly to a celebrated Heideggerian statement, we could say that the history of Western philosophy is constituted as an onto-theo-logy. This assertion, which in its critical context has a delimited theoretical-methodological meaning for those who seek to understand the guiding question of Greek philosophy and, later, Christian, that is, the foundament of the real or of the being, does not hold up when applied to the apophatic Dionysian tradition. Marked by the dialogue with Neoplatonism, the Corpus areopagyticum, by its radical apophatic characteristic, not only puts in suspension a certain historical-philosophical linearity inherited from Plato's thought, but establishes a way of treating human language regarding the divine that remains in force to the present day. This article aims to think, in the light of the dialogue with Neoplatonic thought, the notion of God as "nothingness of all that is" and its consequences for Dionysian negative theology.Seguindo uma célebre afirmação heideggeriana, poderíamos dizer que a história da filosofia ocidental se constitui como uma onto-teo-logia. Essa assertiva, que em seu contexto crítico possui um sentido teórico-metodológico delimitado para os que buscam compreender a questão norteadora da filosofia grega e, posteriormente cristã, ou seja, a do fundamento do real ou do ser, não se sustenta quando aplicada à tradição apofática dionisiana. Marcado pelo diálogo com o neoplatonismo, o Corpus areopagyticum, por sua radical característica apofática, não somente coloca em suspensão uma certa linearidade histórico-filosófica herdeira do pensamento de Platão, mas instaura um modo de tratamento da linguagem humana para com o divino que permanece em vigor até os dias atuais. Esse artigo tem como finalidade pensar, à luz do diálogo com o pensamento neoplatônico, a noção de Deus como “nada de tudo o que é” e suas consequências para a teologia negativa dionisiana
Do prazer do sofrimento da culpa ao prazer da produção estética. Considerações sobre má consciência em Nietzsche
The problem of bad conscience, on Nietzsche, holds a central part of his reflections that it is understood, particularly, of Second Dissertation of For genealogy of moral. Given the fact of trial to be diagnosed as one expression of occidental culture’s nihilism, can not deny it, but, develop forms for conceive it, that is, forms of rub shoulders with it. Thus, rather than of trail acting as pleasure on guilt, of witch demands weakness and powerlessness, this would act as feeling of guilt on create, when unloading a quantum of force that be expressed in work of art. When optimizing the trail, as aesthetics production, Nietzsche would be transfiguring bad conscience when overcoming nihilism.O problema da má consciência, em Nietzsche, ocupa uma parte central de suas reflexões que se depreendem, de maneira particular, da Segunda Dissertação de Para a genealogia da Moral. Dado o fato do sofrimento ser diagnosticado como uma das expressões do niilismo da cultura ocidental, não se tem como negá-lo, mas sim, desenvolver formas de como concebê-lo, ou seja, de como conviver com este. Desse modo, ao invés do sofrimento atuar como prazer na culpa, da qual demanda a fraqueza e a impotência, este atuaria como um sentimento de prazer em criar, ao descarregar um quantum de força que se expresse na obra de arte. Ao otimizar o sofrimento, como produção estética, Nietzsche estaria transfigurando a má consciência ao ultrapassar o niilismo
Limiares poéticos do pensamento político de Giorgio Agamben
The article presents the book The fire and the tale (2018), by the Italian philosopher Giorgio Agamben, discussing some of the poetic thresholds of his political thought. Is departs from Agamben's implicit debates with Jacques Derrida on language and literature, passing by the poetic act as an act of resistance, defining the inoperative potency present in gestures of discursive interruption, and finally arrives at the discussion of life and work in a biopolitical context. Following the order of the chapters, but without intending to accomplish them, the assumption of the article is that the Italian – who has poetry and literature generally linked to a kind of "first phase" of his work – also in the biopolitical series named Homo Sacer used poetry and literature as a strong strategy of resistance and opening of thresholds before the organized logic of the sovereign power. If by one side the book can be read as forming a hermeneutic circle, the chapters, on the other hand, open the main lines in which philosophy, literature, poetry, and politics intersect for the Italian thinker. Therefore, some of the arguments set forth in The fire and the tale report in direct relation to notions and arguments present in other Agamben’s books and in certain interlocutors are also included in the article.O artigo apresenta o livro O fogo e o relato. Ensaios sobre criação, escrita, arte e livros (2018), do filósofo italiano Giorgio Agamben, discutindo alguns dos limiares poéticos do seu pensamento político. Parte-se de alguns dos debates subentendidos de Agamben com Jacques Derrida sobre linguagem e literatura, passa-se pelo ato poético como ato de resistência, define-se a potência inoperante presente em gestos de interrupção discursiva e chega-se à discussão sobre vida e obra em contexto biopolítico. Seguindo a ordem dos capítulos, mas sem pretender esgotá-los, o pressuposto do artigo é de que o italiano, que tem a poesia e a literatura geralmente vinculada a uma espécie de “primeira fase” de sua obra, também na série biopolítica nomeada Homo Sacer lançou mão da poesia e da literatura como forte estratégia de resistência e abertura de limiares ante a lógica que se desenha do poder soberano. Se, por um lado, o livro pode ser lido como formando um círculo hermenêutico, os capítulos, por outro lado, permitem ao leitor perceber as principais linhas em que filosofia, literatura, poesia e política se entrecruzam para o pensador italiano. Por isso, também, recorreu-se à relação direta de alguns argumentos expostos em O fogo e o relato tanto com noções e argumentos presentes em outros livros de Agamben, quanto pontualmente com outros interlocutores
A escrita como autoformação e resistência: Foucault, Nietzsche e a criação de mundos e histórias
The fiction corresponds to a style of writing that supports the construction of narratives capable of wrestling the writer from himself in a sense that, through the experiment of language itself, it constitutes aesthetically. When we observe the works of Nietzsche, we perceive that there are a plurality of literary styles, often composed by aphorisms that demand another performance: hyperbolic writing. Through artistic writing, Nietzsche creates a world understood as the will to power in which he gives himself as a character among other psychological types. Already in Foucault's philosophy the striking feature of his works is the historical tone with which he approaches his themes. However, as he himself affirms in some interviews, he writes nothing but fictions, selects and organizes historical statements by creating various scenarios, subjects and objects of his speech. This style present in both contacts the outside provoking a repositioning of the reader, which is affected by promoting, as an effect of subjectivation, a political repositioning of insubmissão of not wanting to be governed in this way.A ficção corresponde a um estilo de escrita que sustenta a construção de narrativas capazes de arrancar o escritor de si mesmo em um sentido de, por meio do experimento da própria linguagem, constituir-se esteticamente. Quando observamos as obras de Nietzsche, percebemos que há uma pluralidade de estilos literários, compostos, frequentemente, por aforismos que demandam outro performático: a escrita hiperbólica. Por meio da escrita artística, Nietzsche cria um mundo compreendido como vontade de poder em que dá a si mesmo como personagem dentre outros tipos psicológicos. Já na filosofia de Foucault o traço marcante de suas obras é o tom histórico com o qual aborda seus temas. Porém, como o próprio afirma em algumas entrevistas, não escreve outra coisa que não sejam ficções, seleciona e organiza enunciados históricos criando diversos cenários, sujeitos e objetos de seu discurso. Este estilo presente em ambos entra em contato com o exterior provocando um reposicionamento do leitor, que é afetado promovendo, como efeito de subjetivação, um reposicionamento político de insubmissão de não querer mais ser governado dessa forma