Griot : Revista de Filosofia
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Des/colonización epistémica del “yo” e incomprensión política del “otro”
De-colonial reasoning establishes a peculiar manifestation of contemporary critical theory closely linked to the practices of the social sciences and humanities. However, there is a need for a critique of the dominant models and hierarchies of nationalities of knowledge, of the constitutive silencing of technologies and narratives of modern participation, of subjectivities, corporealities and agencies. This paper argues that the human and social sciences can and should be rethought from an epistemological multiplicity that dialogues and takes into account the forms of knowledge creation that are generated in extra-scientific and extra-academic spaces.El razonamiento de-colonial establece una peculiar manifestación de la teoría crítica contemporánea estrechamente vinculada con las prácticas de las ciencias sociales y las humanidades. No obstante, hace falta una crítica a los modelos dominantes y a las jerarquías de las nacionalidades de los conocimientos, de los sigilamientos constitutivos de las tecnologías y narrativas de participación moderna, de las subjetividades, corporalidades y agencias. En este escrito se argumenta que las ciencias humanas y sociales pueden y deben ser repensadas desde una multiplicidad epistémica que dialogue y que tenga en cuenta las formas de creación de conocimientos que se gestan en espacios extra-científico y extra-académicos.El razonamiento de-colonial establece una peculiar manifestación de la teoría crítica contemporánea estrechamente vinculada con las prácticas de las ciencias sociales y las humanidades. No obstante, hace falta una crítica a los modelos dominantes y a las jerarquías de las nacionalidades de los conocimientos, de los sigilamientos constitutivos de las tecnologías y narrativas de participación moderna, de las subjetividades, corporalidades y agencias. En este escrito se argumenta que las ciencias humanas y sociales pueden y deben ser repensadas desde una multiplicidad epistémica que dialogue y que tenga en cuenta las formas de creación de conocimientos que se gestan en espacios extra-científico y extra-académicos
A visão integral da pessoa no pensamento de Emmanuel Mounier e José Saramago
This work was carried out with the objective of presenting an integral vision of the person necessary for a healthy experience of objectivity/subjectivity in Emmanuel Mounier and (ar)rationality in José Saramago. Such approaches will be initiated by the corporeality that shows the body as an essential part of the person, that is, through it she expresses herself as such and exposes herself to the world and to others. However, this same person is beyond the body, the exteriority, he is interiority and there he finds the strength that favors the leap of his own personal reality, that is, he favors the interior-exterior dynamic. In this dynamic, the great gift of freedom emerges, which, although interior, manifests itself in human acts. For the elaboration of the research, a bibliographic exploratory methodology was used in the main works of the authors. Finally, we conclude that Mounier and Saramago's proposal about freedom are really near on there principles, which ideas are sorely needed in today's world. Knowing that freedom is not pure objectivity, that we should live it instead of seeing it, nor pure subjectivity, because the world does not suit only my will; therefore, the human experience is lived under conditions, what surely puts us down to earth. We are free as we make others free, this is the great challenge!Este trabalho foi realizado com o objetivo de apresentar uma visão integral da pessoa necessária para uma vivência sadia da própria objetividade/subjetividade, tendo como base alguns preceitos de Emmanuel Mounier, somados, por sua vez, à questão da (ar)racionalidade em José Saramago. Tais abordagens serão iniciadas pela corporeidade que mostra o corpo como parte essencial da pessoa, ou seja, através dele ela exprime-se como tal e se expõe diante do mundo e dos outros. Porém, esta mesma pessoa está para além do corpo, da exterioridade, ela é interioridade e aí encontra a força que favorece o salto da própria realidade pessoal, isto é, favorece a dinâmica interior-exterior. Nesta dinâmica surge o grande dom da liberdade que, embora interior, se manifesta nos atos humanos. Para a elaboração deste estudo, foi utilizada uma metodologia de cunho exploratório bibliográfico levando em conta as principais obras dos autores. Concluímos, por fim, que as propostas de Mounier e Saramago acerca da liberdade se aproximam e apresentam pontos ainda extremamente necessários no mundo atual, pois saber que a liberdade não é pura objetividade, ou seja, que devemos vivê-la em vez de vê-la, e nem pura subjetividade, isto é, o mundo não se adéqua somente as minhas vontades, é saber que a experiência humana é vivida sob condições, o que nos ajuda a colocar ou manter os pés no chão. Somos livres à medida que fazemos os outros livres, eis o grande desafio
Dilectio, resignação e injustiça: possibilidade de interpretar o amor como resignação e conformação com a injustiça, à luz de Santo Agostinho
In the “Commentary on the First Epistle of St. John”, in a specific fragment of the text in which the focus is the Donatist controversy, Augustine states that despite the fact that love is an unavoidable norm for the true Christian life, in case of witnessing an action unjust, the Christian cannot passively accept such an act. However, in that same text, in another context, a kind of resignation is defended as proof that the Christian is in fact living a Christian practice permeated by the love of God. In De civitate Dei Livro XIX, in “On the customs of the Catholic Church and the Manicheans”, and in other works, the same paradox persists: if on the one hand the Christian philosopher recognizes that even living in intense pain and suffering it is possible to conform and finding peace, a possible peace before the situation, on the other hand, defends that it is not fair for a man to submit to another since we are ontologically equal, therefore, apparently not encouraging eupathy in this unfair situation. Thus, our goal in this communication is: to investigate how we can understand the relationship between love and resignation, and whether both concepts can be applied to situations of flagrant injustice experienced or witnessed.No “Comentário da primeira Epístola de São João”, em específico fragmento do texto em que o foco é a controvérsia donatista, Agostinho afirma que a despeito do fato de que o amor é norma incontornável à verdadeira vida cristã, no caso de testemunhar uma ação injusta, o cristão não pode aceitar passivamente a tal ato. Todavia, nesse mesmo texto, em outro contexto, é defendida uma espécie de resignação como prova de que o cristão de fato está vivendo uma prática cristã eivada pelo amor de Deus. Na De civitate Dei Livro XIX, no “Sobre os costumes da igreja católica e dos maniqueus”, e em outras obras, o mesmo paradoxo persiste: se por um lado o filósofo cristão reconhece que mesmo vivendo em intensa dor e sofrimento é possível se conformar e encontrar a paz, uma paz possível ante a situação, por outro lado, defende que não é justo um homem se submeter a outro visto que somos ontologicamente iguais, logo, aparentemente não incentivando a eupatia nessa injusta situação. Assim, é nossa meta nessa comunicação: investigar como podemos compreender a relação do amor com a resignação, e se ambos os conceitos podem ser aplicados às situações de flagrante injustiça vividas ou testemunhadas
Problematização filantropa da ação ecológica
This article discusses the existing duality between the terms Earth and world under the of the 21st century ecological crisis. It proposes, from the deconstruction of anthropocentric and ecocentric values, an analysis of the philanthropic/sustainable paradigm, as a way of understanding the interdisciplinary nature of the possible coexistence between Man and Nature. For this, are demonstrated some hierarchical imbalances present in the concession of Western culture proposed by Samuel Huntington, in the ecological imaginary of indigenous communities defended by Zoe Todd, and in the environmental impact of consumer society from the perspective of Patrick Curry, Richard Sylvan, and David Bennett. As a result, the importance of understanding a balance between consumption and production is demonstrated, condemning the elitist anthropocentrism of western communities as the cause and solution of the ecological problem, transversally illustrated from the market and the art world under the conception of the practical uselessness of its existence and given its contribution to a problem of overproduction.O presente artigo problematiza a dualidade existente entre os termos Terra e mundo sob o contexto da crise climática do século XXI. Nele são propostos, a partir da desconstrução de valores antropocêntricos e ecocêntricos, uma análise do paradigma filantropo/sustentável, como modo de compreender interdisciplinaridade da coexistência entre o Homem e a Natureza. Para isso, são demonstrados alguns desequilíbrios hierárquicos presentes na concessão da cultura ocidental proposta por Samuel Huntington, no imaginário ecológico das comunidades indígenas defendidas por Zoe Todd e no impacto ambiental da sociedade de consumo pela perspetiva de Patrick Curry, Richard Sylvan e David Bennett. Como resultado, é demonstrada a importância da compreensão de um equilíbrio entre o consumo e a produção, responsabilizando o antropocentrismo elitista das comunidades ocidentais como causa e solução da problemática ecológica, transversalmente ilustrada a partir do mercado e mundo da arte sob a conceção de inutilidade prática da sua existência e dado a sua contribuição para um problema de superprodução
Os dois lados do limite da crítica: por que o númeno faz parte da analítica?
Starting from our attention to the systematic divisions of the KrV, we address the chapter III of Analytic of principles and its theses on the transgression of reason and the negative expansion. Our proposal is to show the specificity of the concept of noumenon in relation to the other categories of understanding without neglecting its place within Transcendental Analytic. The peculiarity of this concept expresses in a privileged way the relation of critique to the limits of knowledge, since noumenon is a representation that is excluded from the possibility of intuition, but is included in the analysis of knowledge. We therefore intend to shed light on the arguments that, on the one hand, limit knowledge and, on the other hand, allow thought a way to go beyond experience. Thus, in the analysis activity that detaches itself from specific interests in favour of an impartial investigation, the critic’s position can embrace the inside and the outside of the delimitation of knowledge.A partir da preocupação sistemática com as divisões da CRP, abordamos o terceiro capítulo da Analítica dos Princípios, incluindo também suas teses sobre a transgressão da razão e sobre o “alargamento negativo”. Nossa proposta é mostrar a especificidade do conceito de númeno frente às outras categorias do entendimento, sem perder de vista sua pertinência dentro da Analítica Transcendental. A peculiaridade desse conceito expressa de maneira privilegiada a relação da crítica com os limites do conhecimento, uma vez que númeno é uma representação posta fora da possibilidade da intuição, mas que é exposta por análise do conhecimento – e não por inferência, como seria o caso das ideias da razão. Propomos, portanto, lançar luz sobre os argumentos que, por um lado, limitam o conhecimento e, por outro, permitem ao pensamento uma via para prosseguir além da experiência. Desse modo, a posição do crítico, que na atividade de análise se desprende de interesses específicos em prol de uma investigação imparcial, consegue abarcar o dentro e o fora da delimitação conhecimento
Incerteza quântica e dilaceramento do espírito: reflexões hegelianas sobre a ciência contemporânea
Since the formulation of the uncertainty principle, research in quantum physics has raised a philosophical dilemma basically centered on the opposition between “realists”, favoring the assumptions of strong objectivity, and “idealists”, leaning on the foundations of weak objectivity. The central hypothesis of this article is that this dualism, as well as the classic problem of the solipsism of consciousness, can be properly understood as a stage in the development of the self-consciousness of the spirit, in the conceptual molds of Hegel's philosophy.Desde a formulação do princípio de incerteza, a pesquisa em física quântica suscitou um dilema filosófico basicamente centrado na oposição entre “realistas”, favoráveis aos pressupostos de uma objetividade forte, e “idealistas”, inclinados aos fundamentos de uma objetividade fraca. A hipótese central deste artigo, é que esse dualismo, assim como o problema clássico do solipsismo da consciência, pode ser devidamente compreendido como etapa do desenvolvimento da autoconsciência do espírito, nos moldes conceituais da filosofia de Hegel
Humilhação da presunção e interiorização da lei moral em Immanuel Kant
In the Critique of practical reason, Kant develops the foundation of moral law in its objective and subjective aspects. After claiming that it is plausible to postulate the determination of will only through pure reason, it was necessary for the philosopher to demonstrate how it becomes conscious and acceptable to the moral agent. In this step, he examines the feeling of pleasure and displeasure, to which he associates, at first, the humiliation of the will given to the satisfaction of the senses, so that in the subject emerges a new quality of feeling, respect, also called moral sentiment. The same strategy is found in the third critique, where the constraint, this time, acts on the imagination, unable to encompass the sublime immensity with the help of understanding. The displeasure that comes from it leads to the recognition of reason as a higher faculty and, from it, to the pleasure that comes from the conscience of the moral law as a higher destination. To consider the way in which the subjective assimilates the moral law, here it is intended to think it under the hypothesis of being it, rather, through embarrassment and displeasure, not only founded on the freedom, but also on the humiliation of presumption. The argument follows Kant’s works on ethics, beginning with the Groundwork of the Metaphysics of Morals, then follows the path of the second to the third criticism. In this journey, we intend to examine the place that the feeling of pleasure occupies in the a priori foundation of the moral law, whether in the analytical of practical reason or in the analytical of the beautiful and the sublime.Na Crítica da razão prática, Kant desenvolve o fundamento da lei moral em seus aspectos objetivo e subjetivo. Depois de afirmar ser plausível postular a determinação da vontade tão somente por meio da razão pura em seu uso prático, foi necessário ao filósofo demonstrar como ela se torna consciente e aceitável para o agente moral. Neste passo, ele examina o sentimento de prazer e desprazer, ao qual associa, de início, a humilhação da vontade entregue ao agrado dos sentidos, de modo que no sujeito emerge uma qualidade nova de sentimento, o respeito, também denominado de sentimento moral. A mesma estratégia encontra-se na terceira crítica, onde o constrangimento, desta vez, atua sobre a imaginação, impossibilitada de abarcar a imensidão sublime com o auxílio do entendimento. O desprazer daí proveniente conduz ao reconhecimento da razão como faculdade superior e, desta, ao prazer proveniente da consciência da lei moral como destinação superior. A considerar a forma como o subjetivo assimila a lei moral, pretende-se aqui pensá-la sob a hipótese de ser ela, antes, por meio do constrangimento e do desprazer, não apenas fundada na liberdade, mas também na humilhação da presunção. O argumento segue as obras de Kant sobre a ética, a começar pela Fundamentação da Metafísica dos costumes, em seguida, segue o caminho da segunda para a terceira crítica. Neste percurso, pretende-se examinar o lugar que o sentimento de prazer ocupa no fundamento a priori da lei moral, seja na analítica da razão prática seja na analítica do belo e do sublime
As heterotopias
In the post-colony, ungovernability depends on those who appear where they should not appear, those who speak without authorization to speak. Strictly speaking, it depends on the existence of heterotopias. The question of spectrality is, as a philosophical question, that of our relationship with these spaces where the dead can be in alliance with the living. But the specters are not entirely here, even if they move us, even if we make our bodies available so they can speak in justice. There is a rupture with the gratuitous accumulation of memory, with the desire to “know since then the past does not repeat itself”. Instead, talking to the specters, as a way to vitalize a anonymous and continuous struggle, for the terreirização of our bodies through the ritualization of these spaces. From that same stock of gunpowder comes the dose of exceeded freedom that commanded our ancestors' struggle against slavery.Na pós-colônia, a ingovernabilidade depende daqueles que aparecem onde não deviam aparecer, e falam sem autorização para falar. Depende, a rigor, da existência de heterotopias. A questão da espectralidade é, enquanto questão filosófica, a de nossa relação com esses espaços onde os mortos podem estar em aliança com os vivos. Mas os espectros não estão inteiramente aqui, ainda que nos movam, ainda que coloquemos nosso corpo à disposição para que eles possam falar em justiça. Há uma ruptura com o acúmulo da “memória pela memória”, com o desejo de “saber para que o passado não se repita”. No lugar disso, falar aos espectros, como forma de vitalizar uma luta, anônima e continuada, pela terreirização de nossos corpos através da ritualização desses espaços. Desse mesmo estoque de pólvora decorre a dose de liberdade excedida que comandou a luta dos nossos ancestrais contra a escravidão
A meditatio mortis montaigniana: de como filosofar é aprender a viver
Since Plato, death has been a recurring theme in the history of philosophy and the Hellenistic schools of thought. The "death" subject became a daily reflection particularly in Epicureanism and in Stoicism, from which not only the term meditatio mortis comes from, but an entire literature, including the writings made in the medieval times that had the final moment of life as their central point. Thus, in the 16th century, the period when Michel de Montaigne (1533-1592) lived his life, meditation on death was a rhetorical topos. Nevertheless, his Essays approach the theme of death not only from a literary standpoint, but as a daily meditation, as a spiritual exercise. In this perspective, this article suggests that Montaigne, far beyond a rhetorical approach, attempts to recover the most original meaning that the Hellenistic schools of thought gave to meditatio mortis, taking this concept as a preparation for life itself, as a constant way of observing the present, faced with an imminent scenario of various deaths, such as the Black Death epidemic and the civil war in Montaigne troubled times.Desde Platão, a morte tem sido um tema recorrente na história da filosofia e as escolas helenísticas (sobretudo o epicurismo e o estoicismo) fizeram dela uma reflexão diária, de onde advém não só o termo meditatio mortis, mas toda uma literatura, inclusive durante o medievo, que tem como centralidade o momento final da vida. Assim, no século XVI, período no qual se encontra o nosso autor, Michel de Montaigne, a meditação sobre a morte era um topos retórico, mas os Ensaios abordam o tema da morte não somente do ponto de vista literário, mas como uma meditação diária, como um exercício espiritual. Deste modo, o nosso artigo pretende sugerir que Montaigne, muito além de uma abordagem retórica, tenta recuperar o sentido mais originário que as escolas helenísticas davam à meditatio mortis, tomando-a como uma preparação para a própria vida, como uma atenção constante ao presente, diante de um cenário eminente de mortes, com as epidemias de peste negra e guerra civil
Notas sobre a questão da persuasão em Hannah Arendt
The central theme of this article remains around persuasion and how it appears in the political thought of Hannah Arendt. Our purpose is to show the fecundity and the limits of this topic concerning the sphere of human affairs. We believe that an investigation about Arendt's nuances of persuasion involves two different directions, and for that we will assume two lines of thought that will allow us to step into this debate. Therefore, we will analyze the arendtian perspective as far as persuasion is concerned. On the one hand there is the theme appearance in the recovery of the experience of the Greek polis, and on the other hand its acknowledgement by the report of Adolf Eichmann’s trial. We intend to explore how the issue of persuasion is stated in a contrasting way in arendtian thought. The work will be elucidated through specific considerations regarding persuasion's presence in two spaces of a public nature, which are the Greek agora and the court.O tema central deste artigo é a persuasão e como ela aparece no pensamento político arendtiano. Nos ocuparemos desta tópica no intuito de mostrar sua fecundidade e seus limites no que concerne à esfera dos assuntos humanos. Em Arendt, as reflexões sobre a persuasão são suscitadas em referência à atividade política do discurso e ao papel da argumentação persuasiva. Nossa aposta é que uma investigação acerca das nuances da persuasão em Arendt comporta duas direções distintas e, portanto, assumiremos duas linhas de pensamento que nos possibilitarão uma incursão neste debate. Com efeito, examinaremos a perspectiva arendtiana no que concerne à persuasão, por um lado, quando o tema aparece na recuperação da experiência da polis grega, por outro, quando ele é tangenciado pelo relato do julgamento de Adolf Eichmann. Isto posto, nossa principal pretensão é explorar como a questão da persuasão é formulada de maneira contrastante no pensamento arendtiano. Para tanto, a modulação constitutiva do debate será demonstrada a partir de considerações pontuais no tocante à presença da persuasão em dois espaços de natureza pública, quais sejam, a ágora grega e o tribunal