Polyphōnía. Revista de Educación Inclusiva / Polyphōnía. Journal of Inclusive Education
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A Caminhada Histórica das Mulheres no Brasil Colonial: desigualdades e discriminações
O presente trabalho busca analisar aspectos históricos da trajetória das mulheres no Brasil colonial, demonstrando como as mesmas enfrentaram os modelos de relações sociais e familiares que tinham por arquétipo uma compreensão rígida e conservadora sobre o papel da mulher, que resultou em desigualdades e discriminações, e se refletiram - ainda persistem na atualidade -, nas dificuldades enfrentadas pelas mulheres para sua inserção no mercado de trabalho. Cabe frisar que as desigualdades e discriminações em razão do gênero (termo aqui utilizado enquanto categoria de análise das Ciências Sociais referido às construções sociais e culturais de masculinidades e feminilidades em diferentes períodos da história ocidental, não podendo ser substituído pela palavra sexo, que se refere exclusivamente às diferenças biológicas e reprodutivas entre os homens e as mulheres), são mais visíveis quando as mulheres se inserem no mercado de trabalho, visto que, ao tentarem sair da esfera privada, para atuar também na esfera pública, se deparam com dificuldades resultantes do desequilíbrio nas relações de poder e, portanto, na falta de igualdade entre os gêneros, o que tem favorecido a exclusão social das trabalhadoras e o desrespeito a sua dignidade humana. No que se refere à metodologia científica utilizada na estruturação e desenvolvimento do tema, foi adotado o método de abordagem da linha de raciocínio indutiva; como método de procedimento, o histórico, que consiste na investigação dos acontecimentos, processos e instituições do passado, para verificar a sua influência na sociedade de hoje; e, como técnica de pesquisa: a bibliográfica/ documental. Assim, o texto foi divido em três subtemas, que tratam respectivamente: a) das relações afetivas e familiares de submissão; b) dos novos papéis ocupados pelas mulheres e sua influência nos comportamentos e relacionamentos; e c) do mundo do trabalho e da caminhada das mulheres diante das desigualdades e discriminações. 
Género, derechos humanos y violencia: la experiencia educativa con mujeres en Upala
La violencia de género tiene un vínculo ineludible con el abordaje de la igualdad de género en el que las creencias y prácticas religiosas tienen un peso importante, especialmente si se considera su incidencia en las subjetividades. El acercamiento a los lenguajes y mandatos religiosos vinculados a aspectos de convivencia familiar y de relaciones de pareja permite analizar las categorías religioso-teológicas en materia de violencia intrafamiliar o de género, para esclarecer aspectos subjetivos que sustentan y fortalecen posiciones conducentes a perpetuar y legitimar esta problemática social. Desde lo religioso se refuerzan roles o estereotipos que propician las discriminaciones de género y que generan invisibilización, discriminación o exclusión de las mujeres, sustentadas en un orden jerárquico y de dominación fundamentado en el patriarcalismo del lenguaje religioso. Esto se refuerza a partir de un patrón cultural y social de orden patriarcal, marcado por la violencia contra las mujeres en el que subyacen otras formas de violencia que se naturalizan dentro de la cultura, y que deben ser prevenidas y erradicadas. Con este propósito se buscó una aproximación al contexto que viven las mujeres, particularmente un grupo de mujeres que han vivido experiencias de violencia, que provienen de comunidades rurales y cuya condición socio-económica y cultural las sitúa en un estado de vulnerabilidad social. En este contexto se desarrolló un proceso educativo y formativo de concientización, que favoreció espacios de reflexión, reconstrucción y debate, así como de reelaboración de discursos y lenguajes teológicos orientados hacia el establecimiento de la igualdad de género, el reconocimiento de las mujeres y su condición de personas con derechos, la autoestima, la reconciliación con el propio ser, la identificación de potencialidades y destrezas, el empoderamiento, la no violencia y el respeto de los derechos humanos. La comprensión de la vida espiritual como fortaleza y no como temor o sacrificio, permitió romper esquemas de sumisión y dependencia, propiciando redes de apoyo mutuo y espacios comunitarios para la gestación de proyectos orientados a mejorar las condiciones de vida a partir de formas de cooperación grupal y de gestión social
Lecturas en crisis
En el reciente ensayo titulado Nueva ilustración radical (2017), la filósofa catalana Marina Garcés destaca algunos de los mecanismos de neutralización de la crítica que actualmente como sociedad asumimos: “la saturación de la atención, la segmentación de públicos, la estandarización de los lenguajes y la hegemonía del solucionismo” (p. 49). Vivimos en sociedades en crisis y en sociedades caracterizadas por la crisis de la crítica. De modo que: “Nuestra impotencia actual tiene un nombre: analfabetismo ilustrado. Lo sabemos todo, pero no podemos nada. Con todos los conocimientos de la humanidad a nuestra disposición, solo podemos frenar o acelerar nuestra caída en el abismo” (Garcés, 2017, p.9). Somos analfabetos ilustrados cuyo ejercicio de la crítica hemos delegado en otros. Sujetos políticos incompletos en el marco de la dictadura de los tecnócratas.  
A transfobia no processo de recrutamento e seleção de pessoal no Brasil: é possível falar em inclusão?
O presente trabalho consiste em um estudo teórico e empírico sobre os preconceitos enfrentados pelos transgêneros ao realizar entrevistas de emprego com os gestores de recursos humanos das organizações. O objetivo geral deste trabalho é realizar um estudo acerca dos entraves e desigualdades enfrentados por transgeneros quando de sua inserção no mercado de trabalho e, os objetivos específicos são: a) Realizar uma análise acerca das políticas sociais direcionadas a esse público; b) Relacionar o estudo proposto ao exercício profissional dos gestores de pessoas; c) Conceituar homofobia e transfobia. A metodologia adotada consiste no método de revisão bibliográfica sobre a temática proposta no presente artigo. A intolerância à transsexualidade e a homofobia estão impregnadas em todos os âmbitos sociais, incluindo o mercado de trabalho que deveria adotar políticas mistas, porém ele é permeado de segregações de todo gênero. Nesse sentido é possível perceber que as políticas do mercado de trabalho são altamente excludentes, onde a sexualidade é tratada como um quesito de diferenciação dos demais trabalhadores indo assim contra princípios constitucionais. Para o desenvolvimento da pesquisa foi realizado um estudo bibliográfico sobre o tema com autores que abordam a temática sobre mercado de trabalho e transeuxualidade. A metodologia utilizada neste artigo buscou analisar e interpretar por meio da literatura existente, algumas variáveis relacionadas a inserção das travestis no mercado de trabalho. Também se utilizou de fontes secundárias como a pesquisa telematizada feita em artigos e anais em sites da internet, que abordaram o tema proposto. A revisão de literatura ocorreu no período de abril ao mês de maio de 2018. 
Perspectivas complejas y antropoéticas de la Educación Inclusiva Ecosófica
La presente investigación se justifica bajo la premisa inicial que la Educación Inclusiva es en la actualidad un cuenco de mendigo, profundamente vacía, que ancla su episteme en la negación de la propia educación y en la exclusión de grupos particulares. La categoría por excelencia la ecosofía: el arte de habitar en el planeta, no ha sido inmiscuida en la dicha educación, dándole acá especial aporte. Se configuraron las perspectivas complejas y antropoéticas del transepisteme de la Educación Inclusiva Ecosófica, como objetivo de la investigación, desde el transmétodo hermenéutico comprensivo, ecosófico y daitópico; bajo el transparadigma transcomplejo; con categorías como: complejidad, antropoética, antropolítica, diversidad; entre otras. Dicha transmetodología se cumplió con los momentos: analíticos, empíricos y propositivos con los autores consultados y la subjetividades de las autoras. En el comienzo de la construcción transepistémica se tuvieron hallazgos y unas conclusiones finales: el objeto de estudio, en su ontología nace en la aceptación a la diversidad y el respeto de la condición humana. La Educación Inclusiva Ecosófica se da en un proyecto transmoderno en el que no hay posibilidad, para el encubrimiento del otro, ni medidas de opresión. Los transepisteme no son definitivos, ni estativos, se reconstruyen día a día en la formación del docente, las políticas educativas y la praxis; con la finalidad de romper con los viejos esquemas. Para repensar el sistema educativo, plasmados en las políticas educativas sustentadas sobres bases legales de obligatorio cumplimiento, para ello, los dirigentes de la educación deben tener la conciencia ecosófica para hacerla cumplir. Es entonces urgente, superar los obstáculos y la dificultad de pensar para integrar distintos contextos y sumarse a un objetivo común, solidario, complementario, comprensivo y social. 
Educação no/do campo: caminhos para uma formação humana e uma visibilidade social
A Educação do Campo foi historicamente pensada a partir da relação entre educação e trabalho, ou seja, o trabalho (ontológico) do homem do campo vinha como condição primeira para a construção de uma formação humana que tenha como objetivo dar uma visibilidade social ao sujeito. A primeira parte do presente estudo foi realizado na década de 1990, no momento em que o contexto nacional era provocativo e sem ações significativas que apontassem ações para minimizar as mazelas que assolavam a educação Rural Brasileira, atualmente refletida conceitualmente e em práticas pontuais em educação no/do campo. Pretende-se aqui fazer um paralelo entre a década passada com os dias atuais, sem perder de vista atores e espaços. Utilizou-se como fundamentação o teórico Miguel Arroyo acrescido com estudos de Molina & Caldart. O abordado trata da representação da escola para o aluno trabalhador rural. A pesquisa foi feita na comunidade de Ceraíma, distrito de Guanambi-BA, com 30 alunos do Ensino Fundamental, utilizando a investigação etnometodológica e estudos bibliográficos a fim de problematizar as temáticas pesquisadas. Naquele momento a escola significava mobilidade em torno de subempregos no mundo urbano e visibilidade social. Aproximando-se duas décadas os resultados permanecem e apontam outras mazelas produzidas nos centros urbanos e importado para o espaço rural. 
A gestão escolar e o processo de inclusão de crianças com deficiência em escolas públicas de Educação Infantil no Brasil
Este estudo tratou do processo de inclusão de crianças com deficiência em escolas públicas brasileiras. O objetivo principal foi identificar o papel do gestor escolar nos processos de inclusão de crianças com deficiência na Educação Infantil. A pesquisa de abordagem qualitativa foi desenvolvida junto ao Sistema Municipal de Educação de um município do Vale do Rio do Peixe, na Região Sul do Brasil, e envolveu a participação dos gestores/as dos quatro Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A metodologia abarcou estudo bibliográfico, documental e empírico. Os dados foram produzidos a partir da análise da Diretriz Curricular para Educação Infantil da Associação dos Municípios do Alto Vale do Rio do Peixe (AMARP), da análise dos Projetos Pedagógicos dos CMEIs e por meio de entrevistas realizadas com os/as gestores/as das escolas. Os resultados mostraram que a Diretriz Curricular para Educação Infantil da AMARP apresenta uma proposta na perspectiva inclusiva, contudo, tal documento é pouco conhecido pelos gestores e praticamente invisível nos Projetos Político Pedagógicos (PPPs) das escolas. Os gestores apontaram a precariedade de recursos físicos, materiais e humanos como empecilhos na inclusão de crianças nas escolas. O gestor tem papel fundamental para mobilizar a comunidade escolar na identificação dos pontos fortes e fracos do contexto onde atua, bem como no planejamento dos modos de enfrentamento desses empecilhos. Há necessidade de os gestores se apropriarem dos princípios inclusivos previstos na Diretriz da AMARP e levarem essa discussão para seu grupo de professores, mobilizando a comunidade escolar para a revisão dos PPPs. Assim, poderão construir, coletivamente, estratégias para o desdobramento desses documentos em ações concretas, que contemplem tanto as especificidades locais, como também garantam a todas as crianças brasileiras o direito de interagir, brincar e aprender juntas na escola pública de Educação Infantil. Na intenção de contribuir com o trabalho da gestão escolar nesse processo, é apresentada uma proposta de instrumento, constituída por sete categorias, para avaliação e previsão de metas escolares: 1) Redes de apoio; 2) PPP da escola; 3) Formação de professores; 4) Espaço físico; 5) Materiais didáticos, jogos e brinquedos; 6) Rotina escolar; e, 7) Prática Pedagógica
Reseña. Pasado y presente de los verbos leer y escribir
En el presente, leer y escribir se convierten en prácticas plurales, poliédricas y fragmentadas. El desarrollo de las prácticas de lectura y de escritura se articula en escenarios que van más allá de la escuela. Espacios novedosos que tienen que ver con el entretenimiento y el ocio, pero también con la creación de redes y espacios de sociabilidad. De tal modo que se diversifican contextos y objetivos lectores, la lectura se despliega como una multiplicidad. Ferreiro (2001) propone en Pasado y presente de los verbos leer y escribir una revisión y actualización de muchas de sus aportaciones al campo de la investigación de la lectura. “Leer y escribir” son palabras que no son monolíticas e inmutables, por el contrario, las prácticas de lectura y escritura en la actualidad, a través de muchas de sus mutaciones demandan nuevos textos, nuevas formas de decir, de escribir, de escuchar y evidentemente, de leer. De igual manera, la diversidad de las prácticas de lectura y escritura debe entenderse desde la igualdad, es decir, como sostiene la autora, igualdad en la diferencia, construyendo el eje sobre el que trabajar las “alfabetizaciones” y/o “multialfabetizaciones” en los contextos socioeducativos actuales. 
Educação inclusiva: respeito às diferenças e exercício da cidadania em Instituição de Educação Terciária
A invisibilidade das pessoas com deficiência é histórica. A área da Educação tem discutido formas de “incluir” essas pessoas, o que nos leva a analisar a práxis no cotidiano educacional a partir deste ensaio acadêmico. Pois, inserir geograficamente no contexto do ensino regular não é sinônimo de incluir. Uma vez que a proposta de inclusão existe, mas não vem sendo realizada de forma exitosa, a necessidade de considerar as diferenças e acessibilidade curricular é determinante em todos os níveis educacionais. Na Educação Terciária, devido ao público se constituir por jovens e adultos, identifica-se a possibilidade de promoção do empoderamento dos alunos com diferenças e deficiências, com ênfase em oportunizar a discussão desse estudante com seus professores, mediada por um profissional com expertise em educação inclusiva, de estratégias adequadas para otimizar a acessibilidade curricular. Ressalta-se a urgência de tornar os estudantes com deficiência atores de sua própria visibilidade e história.