Podium Sports, Leisure and Tourism Review
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Uma Análise da Gestão de Pessoas nas Organizações que Atuam no Esporte Brasileiro: Estudo de Caso sobre um Clube Paulista de Voleibol
Em todo e qualquer mercado, o desempenho humano representa uma variável presente em todos os âmbitos da gestão, uma vez que todas as atividades são realizadas por um indivíduo. Para que a gestão de pessoas seja bem feita, existem inúmeros conceitos teóricos que podem embasar a forma como uma empresa se relaciona com seus empregados. No esporte brasileiro, a gestão ainda é deficiente, problema que vem se modificando ao longo do tempo, mas continua existindo perceptivelmente, sobretudo se comparado à gestão esportiva em outros países. Em meio a esta problemática, o voleibol assume um papel de referência no meio esportivo devido à gestão estruturada de suas atividades. Tendo em vista o desempenho da gestão da modalidade, este trabalho visou verificar como um clube de voleibol administra a mão-de-obra que utiliza através de uma pesquisa exploratória de caráter qualitativo, em que o objeto de estudo foi um clube do Estado de São Paulo que compete nos principais campeonatos do país, como, por exemplo, a Super Liga Brasileira de Voleibol. Os dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturadas com alguns colaboradores e gestores do clube, da observação direta, além de dados secundários obtidos em web sites e outros documentos. Como resultado, foi possível verificar como a entidade esportiva gere o capital humano mesmo sem que haja um departamento de recursos humanos em seu organograma, analisando a presença de fundamentos teóricos e o desempenho do clube nessa área da administração, a gestão de pessoas.DOI: 10.5585/podium.v1i2.3
Editorial v. 1, n. 1
É com grande prazer que lançamos o primeiro número da PODIUM: Sport, Leisure and Tourism Review. A revista é um projeto interinstitucional, com a colaboração de inúmeros pesquisadores da área do esporte de diversas universidades do Brasil e do mundo.Trata-se de um projeto institucional da Universidade Nove de Julho – São Paulo, que fornece todo o apoio institucional e material que necessitamos para a elaboração da PODIUM. Torna-se desnecessário frisar o quanto os esportes se tornaram um fenômeno social de relevância no mundo contemporâneo. O desafio passa para um patamar muito mais elevado, quando sabemos que o Brasil será a sede das duas maiores competições esportivas do mundo nos próximos anos e em um intervalo de apenas dois anos. Com esse desafio em mente, a Universidade Nove de Julho organizou um projeto ousado: montar o primeiro mestrado profissional stricto sensu em Gestão do Esporte do Brasil. Para tal, contratou uma equipe de professores para trabalhar exclusivamente no projeto, aprovado em outubro deste ano. A ideia é oferecer meios à sociedade brasileira para formar futuros gestores do esporte que estejam preparados para não só aproveitar da melhor maneira os grandes eventos esportivos, mas também os legados desses eventos e todo um mercado ligado às atividades esportivas que cresce de maneira veloz. Outra atividade desenvolvida pelo grupo foi o I Encontro Internacional de Gestão do Esporte e do Entretenimento, com apoio da Capes e com palestras de professores da Universidade de Massachussets (EUA), Universidade de Sheffield (Inglaterra), Universidade de São Paulo, Universidade Nove de Julho e vários profissionais ligados aos esportes. Dentre os trabalhos apresentados, várias instituições do país se fizeram representar, como UFRJ, Unesp, UFPel, Puc-MG, entre outras. A qualidade dos trabalhos foi bastante elevada e muitos dos participantes foram convidados a enviar seus trabalhos para publicação na PODIUM...
Perfil dos Gestores de Academia Fitness no Brasil: Um Estudo Exploratório
Estudos sobre a indústria do fitness no Brasil têm abordado aspectos diferenciados sobre o segmento, mas sem se ater ao conhecimento do perfil do gestor, que pode nortear sua formação e carreira (Soucie, 2002; Celma, 2004). O objetivo do presente estudo foi levantar e descrever o perfil de gestores de academias e de redes de academias no Brasil no sentido de fornecer subsídios à formação do gestor para o segmento. Foi realizada pesquisa exploratória e descritiva junto a dirigentes de Academias isoladas e de Redes de Academias, através de formulário eletrônico composto por questões fechadas e abertas. O tratamento dos dados foi realizado através de estatística descritiva. Os resultados obtidos em relação ao perfil sócio-demográficos do gestor se coadunam com os verificados em estudos nacionais e internacionais relativos ao gestor de diversos segmentos esportivos (a maioria dos gestores está na faixa 30 a 39 anos e é do sexo masculino, tem formação superior e possui pós-graduação em nível de especialização). Foram verificadas diferentes características do perfil entre gestores dos dois grupos em relação ao grau e especificidade na formação continuada, à longevidade no cargo e que a gestão de Unidades está fortemente vinculada ao empreendedorismo no setor. Conclui-se que os gestores das organizações do setor têm características particulares a esse segmento da Indústria do Esporte.DOI: 10.5585/podium.v1i1.1
Valor Cultural e Ético do “Espetáculo Esportivo” na Grécia Antiga
Na Grécia Antiga, as praticas atléticas, antes mesmo de ser um objeto pedagógico, foi uma forma de produção cultural, e tinham nos Jogos Públicos sua principal forma de transmissão para toda aquela sociedade. Possuíam caráter sagrado e buscavam celebrar a honra dos deuses. Com o tempo, os Jogos realizados em Olímpia foram crescendo em importância, chegando a ser o acontecimento central de toda a cultura grega, interrompiam-se as guerras e uma multidão se dirigia para lá para apreciar os Jogos Olímpicos. Eram nestas ocasiões que se conheciam os novos heróis, o momento em que o homem chegava mais perto dos deuses, buscando sua transcendência. Com o tempo, os valores inerentes a cada grupo social vão se transformando, o que não foi diferente na Grécia, a condição religiosa foi sendo suplantada pelo espetáculo realizado por atletas profissionais, atingindo seu auge logo após o início do domínio romano. Este trabalho tem como objetivo fazer uma breve reflexão deste quadro, apoiado principalmente na mitologia que o sustenta.DOI: 10.5585/podium.v1i1.1
Grandes Linhas Ideológicas de Orientação Estratégica do Comitê Olímpico Internacional: Os Direitos Humanos
O Movimento Olímpico internacional (MO) integra as instituições ligadas ao desporto, sendo o Olimpismo o quadro ideológico que sustenta o MO. O Olimpismo visa promover uma cultura de competição nobre e leal que seja promotora de desenvolvimento e progresso, sendo Comité Olímpico Internacional (COI) o agente principal desta superestrutura desportiva. O presente estudo tem por objetivo apresentar os direitos humanos como uma linha ideológica de orientação estratégica do COI no período que decorreu entre os Jogos Olímpicos (JO) de Atenas (1896) e os de Pequim (2008). Trata-se de uma análise de conteúdo documental seguindo a metodologia de pesquisa qualitativa na perspetiva sócio-histórica. Os documentos analisados foram as Atas das Sessões do COI realizadas entre 1894 e 2008, tendo sido analisadas 9.111 páginas de 119 atas. A investigação teve como resultado a identificação dos direitos humanos como um subcategoria do desenvolvimento humano, considerado uma das grandes linhas ideológicas de orientação estratégica do COI. O desenvolvimento humano esteve ligado ao crescimento dos JO, visto como sendo parte de um processo natural; à necessidade de respeito aos direitos humanos e à preservação ambiental como condições indispensáveis ao desenvolvimento sustentável do MO. Por fim, concluímos que o Olimpismo deve ser considerado como um catalisador de mudanças e de grandes transformações sociais em defesa dos direitos humanos e ao serviço do desenvolvimento humano.DOI: 10.5585/podium.v1i2.2
Gestão do Esporte Militar no Brasil: Uma Análise Histórica do Primeiro Modelo de Gestão Adotado pela Liga de Sports da Marinha (1915-1919)
Nos estudos sobre gestão do esporte, pesquisadores têm afirmado que as ligas esportivas foram organizadas com objetivo de maximizar os lucros das entidades e regular o mercado esportivo. No entanto, este modelo explicativo pode não se aplicar a todas as ligas fundadas no Brasil ao longo do século XX. Como consequência da aproximação dos militares da prática esportiva, foram fundadas em 1915 a Liga Militar de Football, no Exército, e a Liga de Sports da Marinha (LSM) com função de organizar a participação dos militares no esporte. Este trabalho buscou identificar a estrutura organizacional adotada pela LSM por meio de uma pesquisa histórica e as análises realizadas demonstraram que a LSM não se enquadra nas características de liga com objetivo de maximização de lucros defendido pelos teóricos da economia do esporte, caracterizando-se como uma exceção a este modelo generalizante.DOI: 10.5585/podium.v1i2.3
Globalización, Deporte y Gimnasia
Este trabajo presenta las visiones de miembros de seis organizaciones de gimnasia nacionales de: Australia, Francia, Italia, Ecuador, Indonesia y Nueva Zelanda que son comparadas a la luz de las teorías existente de la globalización y culturas deportivas de los deportistas de alto rendimiento. En primer lugar se muestra una visión de la globalización y la cultura en el deporte, en particular del alto rendimiento. Luego explora las diferencias culturales y/o similitudes entre los miembros entrevistados pertenecientes al nivel de alto rendimiento de las federaciones de gimnasia respectivas analizando las razones por las cuales se han mantenido en el deporte. Posteriormente se señalan los obstáculos y elementos claves que ellos creen tienen alguna influencia en los logros que han obtenido en la gimnasia de su país. Las comparaciones en este artículo son producto de las entrevistas, por consiguiente se colocan citas de los entrevistados. Aquellas entrevistas que fueron realizadas en otros idiomas fueron traducidas, no se hizo énfasis en correcciones gramaticales o de estilo. Por otra parte se realizó revisión de literatura para comparar con las respuestas de los participantes. En las consideraciones finales se destaca que es significativo las semejanzas que existen entre las respuestas y variables manifestadas a pesar de las grandes diferencias de los países de donde provienen, es cierto que hay algunos países en donde se señalan más variables que en otros, no obstante se observa lo discutido en la literatura del fenómeno de la globalización y las similitudes entre las culturas deportivas del alto rendimiento más allá que las culturas propias de los países de donde provienen.DOI: 10.5585/podium.v1i2.24Este trabajo presenta las visiones de miembros de seis organizaciones de gimnasia nacionales de: Australia, Francia, Italia, Ecuador, Indonesia y Nueva Zelanda que son comparadas a la luz de las teorías existente de la globalización y culturas deportivas de los deportistas de alto rendimiento. En primer lugar se muestra una visión de la globalización y la cultura en el deporte, en particular del alto rendimiento. Luego explora las diferencias culturales y/o similitudes entre los miembros entrevistados pertenecientes al nivel de alto rendimiento de las federaciones de gimnasia respectivas analizando las razones por las cuales se han mantenido en el deporte. Posteriormente se señalan los obstáculos y elementos claves que ellos creen tienen alguna influencia en los logros que han obtenido en la gimnasia de su país. Las comparaciones en este artículo son producto de las entrevistas, por consiguiente se colocan citas de los entrevistados. Aquellas entrevistas que fueron realizadas en otros idiomas fueron traducidas, no se hizo énfasis en correcciones gramaticales o de estilo. Por otra parte se realizó revisión de literatura para comparar con las respuestas de los participantes. En las consideraciones finales se destaca que es significativo las semejanzas que existen entre las respuestas y variables manifestadas a pesar de las grandes diferencias de los países de donde provienen, es cierto que hay algunos países en donde se señalan más variables que en otros, no obstante se observa lo discutido en la literatura del fenómeno de la globalización y las similitudes entre las culturas deportivas del alto rendimiento más allá que las culturas propias de los países de donde provienen. DOI: 10.5585/podium.v1i2.2