Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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Guia de bolso automático: análise de qualidade e usabilidade de uma ferramenta digital para ensino da anatomia no curso de Medicina
Introdução: No cenário tecnológico atual surgiu o método e-learning, o qual se caracteriza como um aprendizado eletrônico apoiado pela interseção entre recursos de internet e ensino interativo, favorecendo a implementação de ferramentas digitais. Para que essa implementação seja feita de modo eficiente, devem ser utilizados recursos com uma alta usabilidade. Nesse contexto, foi criado o Guia de Bolso Automático (GBA) através do Microsoft PowerPoint, funcionando como um recurso de revisão para o conteúdo de anatomia. Objetivo: Avaliar a usabilidade e qualidade do GBA para revisão da anatomia descritiva no momento de aprendizagem dos alunos do primeiro e segundo ano de medicina. Metodologia: O estudo foi
realizado com discentes do 1º ao 4º semestre do curso de medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Foram coletados dados primários através das escalas Post Study System Usability Questionnaire (PSSUQ), a qual consiste em uma ferramenta amplamente utilizada na avaliação da satisfação do usuário quanto à usabilidade de uma determinada ferramenta digital, e a Self-Directed Learning Readiness Scale (SDLRS) a fim de medir a aprendizagem autodirigida dos alunos. Este trabalho segue as premissas éticas da resolução 466/12 do CNS e do ofício circular nº 2/2021/CONEP/SECNS/MS, sendo submetida
e aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (CAAE: 47481621.2.0000.5544). Resultados: O questionário foi respondido por 103 alunos, sendo a maioria dos participantes do sexo feminino (68,9%), com idade entre 18 e 20 anos (72,9%), sendo 67% do 1º semestre. Dentre esses participantes, a maioria (36,9%) usou o GBA durante poucas semanas de aula. Na análise das respostas obtidas utilizando a escala PSSUQ a satisfação geral com o sistema obteve média de 2,56 (±0,12), representando uma usabilidade positiva do GBA. A categoria que apresentou maior satisfação entre os usuários foi a de Qualidade da Informação, 2,51 (±0,13). Na SDLRS, os participantes se apresentaram com
perfil de estudo ativo, que sabe estudar bem por conta própria (73,8%). A maioria dos participantes possuem boa familiaridade com recursos digitais (80,5%) além de possuírem afinidade pelo estudo da anatomia (79,6%). Conclusão: O GBA apresentou-se como uma ferramenta de boa usabilidade por meio da avaliação pela PSSUQ, se consolidando como uma plataforma útil na revisão do conteúdo de anatomia de metodologia didática, fluida e fácil reprodutibilidade
MEDICINA SAÚDE MENTAL E AUTOCUIDADO I Plano de Ensino 2022.2
Abordagem da saúde mental com foco no bem-estar global do aluno. Uso de técnicas de meditação, relaxamento, música, pintura e literatura. Reflexão sobre a auto-observação e a observação do outro. Desenvolvimento da aprendizagem colaborativa e de uma escuta sensível e acolhedora
Expansão rápida da maxila assistida com miniimplantes (MARPE): uma revisão da literatura
SalvadorA atresia maxilar é uma alteração esquelética com repercussão dentofacial, de etiologia multifatorial e que pode afetar em torno de 10% dos indivíduos adultos, sendo encontrada com frequência no dia a dia da clínica odontológica. O papel da sutura palatina mediana no tratamento dessa condição é fundamental. Esta progride passando por estágios de maturação que influenciam de maneira determinante o resultado. Existem algumas
possibilidades para o tratamento da atresia maxilar, dentre eles a expansão dentoalveolar. Tal procedimento promove mais modificações dentárias do que esqueléticas. A Expansão Rápida Maxilar (ERM) e a SARPE ou Expansão Maxilar Assistida Cirurgicamente (do inglês: Surgically Assisted Rapid Palatal Expansion), são modalidades bem documentadas e os tratamentos usualmente indicados para indivíduos jovens e adultos, respectivamente. Como uma alternativa à ERM em pacientes com mais idade e para evitar a necessidade de
intervenção cirúrgica, além dos efeitos periodontais prejudiciais e recidiva, surgiu como alternativa a técnica de expansão maxilar assistida por miniimplantes ou MARPE (do inglês: Miniscrew Assisted Rapid Palatal Expansion). Trata-se de uma técnica minimamente invasiva que se caracteriza pela implementação de mini-implantes na cortical palatina e na cortical do assoalho nasal de forma que sua força não seja diretamente transferida para os dentes, além de não necessitar de um procedimento cirúrgico para expansão da sutura
como na SARPE. Esse estudo teve como objetivo discutir os fundamentos científicos, indicações, vantagens e desvantagens dessa técnica, bem como avaliar sua eficácia como opção de tratamento para a atresia maxilar em pacientes adultos, através de uma revisão de literatura. O critério de inclusão compreendeu artigos em inglês, português e espanhol, com recorte temporal de dez anos (2012 a 2022), relacionados à expansão rápida da maxila ancorada em mini-implantes, sua funcionalidade e outros que contribuíssem
para as finalidades da pesquisa. A literatura apresenta variados casos clínicos e estudos sobre a disjunção maxilar em pacientes adultos jovens com esta técnica, com resultados promissores. Portanto, a utilização da técnica parece ser uma solução viável para o tratamento da atresia maxilar em adultos jovens em que já se iniciou a sedimentação das suturas maxilares, podendo diminuir a indicação de tratamentos cirúrgicos de maior complexidade. Mais estudos poderão definir protocolos cada vez mais previsíveis e eficazes
PSICOLOGIA TEORIAS E TÉCNICAS EM TERAPIA COGNITIVA Plano de Ensino 2022.1
Estudo dos fundamentos da Psicoterapia Cognitivo-Comportamental e sua prática clínica
PSICOLOGIA PROCESSOS PSICOSSOCIAIS E HOSPITALIZAÇÃO Plano de Ensino 2022.2
Estudo da psicologia aplicada ao contexto da saúde com ênfase no processo da hospitalização, considerando aspectos psicossociais e os enfoques teóricos, metodológicos e práticos do processo saúde-doença e morte
Ansiedade, qualidade de vida e sintomas de burnout em médicos da linha de frente durante a pandemia covid-19
Introdução: a pandemia da Covid-19 causou sobrecarga aumentada e estresse aos
profissionais de saúde envolvidos no cuidado direto de tais pacientes. Objetivos:
descrever e correlacionar a qualidade de vida e os sintomas de Burnout em médicos
com ansiedade durante a pandemia da Covid-19. Métodos: estudo de corte
transversal conduzido durante a primeira onda da pandemia de setembro a outubro
de 2020. Questionários foram enviados eletronicamente para 450 médicos no estado
da Bahia, acessando sintomas de ansiedade, qualidade de vida e síndrome de
Burnout. Para as variáveis categóricas, foi utilizado o teste qui-quadrado de
Pearson, e a diferença de médias foi comparada usando o teste de Mann-Whitney.
Grupos com e sem sintomas de ansiedade foram comparados usando razão de
prevalência. A correlação de Pearson foi mensurada relacionando qualidade de vida
e Burnout por meio de escalas e seus domínios. A transformação de Fisher r para z
foi usada para acessar a significância entre os coeficientes de correlação. O nível de
significância foi de p <0,05. Resultados: dos 450 médicos, 223(49,6%) responderam
completamente o questionário e 38(17%) mostraram sintomas de ansiedade.
Médicos com ansiedade tiveram maiores escores nos domínios de exaustão
emocional (38.31 ± 8.59 vs 25.31 ± 0.87; p= 0,0001) e despersonalização (9.0 ± 5.6
VS 5.9 ± 5.3; p=0,001) e menores escores no domínio realização pessoal (32.1 ± 8.2
vs 36.3 ± 7.6; p= 0,004), comparados com médicos sem ansiedade. Todas as
correlações entre os domínios da qualidade de vida e Burnout nos médicos com
ansiedade foram significantes (p= 0,01) Conclusões: os médicos com ansiedade
mostraram mais exaustão emocional, menos realização pessoal e pior qualidade de
vida. Todos os domínios de qualidade de vida foram correlacionados com os
domínios de Burnout em médicos sem ansiedade. Diferenças de correlação de
acordo com a ansiedade foram destacadas no domínio psicológico do WHOQOLBREF e nos domínios exaustão emocional e despersonalização do MBI. O efeito da
ansiedade levando à pobre percepção de necessidades de saúde precisa ser mais
investigado
BIOMEDICINA BIOQUÍMICA CLÍNICA Plano de Ensino 2022.2
Métodos analíticos; função renal; uroanálises; diabetes mellitus; função hepática; enzimologia clínica; determinações enzimáticas; marcadores de função óssea; avaliação da função óssea; metabolismo dos lipídeos e dislipidemias, eletrólitos e gases sanguíneos; hormonologia
Perfil epidemiológico da mortalidade por acidente vascular encefálico (ave) no brasil no período de 2010 a 2019
Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma síndrome neurológica definida pela morte de neurônios causada por inadequação da perfusão de certas áreas do cérebro, seja por interrupção do fluxo sanguíneo, chamado de AVE Isquêmico, ou por rupturas de vasos encefálicos, o AVE Hemorrágico. No Brasil,
apesar do declínio nas taxas de mortalidade, o AVE ainda representa uma das principais causas de morte e incapacidade no país, possuindo a mais alta taxa de mortalidade da América Latina. Objetivos: Descrever a magnitude do coeficiente de mortalidade e o perfil de óbitos por Acidente Vascular Encefálico no Brasil entre 2010-2019. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal de séries temporais de cunho descritivo feito a partir de dados secundários agregados, com abordagem quantitativa deles. A amostra estudada é composta por todos os indivíduos que vieram a óbito por Acidente Vascular Encefálico (AVE) no Brasil entre janeiro de 2010 e dezembro de 2019 conforme registros do DATASUS. Os dados obtidos foram
organizados no Microsoft Excel ® 365, por meio do qual foi realizada a análise estatística descritiva. Os dados populacionais foram obtidos no banco de dados do IBGE e os óbitos, por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde sendo incluídos os códigos I60 a I64 de acordo com a 10ª Classificação Internacional de Doenças. Foram
calculadas as taxas de mortalidade bruta e específica padronizadas/100.000 habitantes. Em consonância com a Resolução CNS 466/12, não se fez necessária a submissão deste projeto ao CEP. Resultados: Foram registrados, no total, 674.677 óbitos por Acidente Vascular Encefálico no Brasil no período de 2010 a 2019. Pode se observar que não houve diferença no número de óbitos entre os sexos. A grande maioria das mortes por AVE se concentrou entre os indivíduos na faixa etária acima de 59 anos (78.55%) na cor/raça branca (48,73%), localizados na região Sudeste (43,02%) e em indivíduos com escolaridade até 7 anos (64,92%). Em relação às CIDs utilizadas para classificação do óbito houve uma preponderância da CID I64 que não
define com clareza o tipo de AVE, se isquêmico ou hemorrágico, com 59,35% de todos os óbitos. Conclusão: O AVE contribuiu com uma elevada parcela de todos os óbitos no Brasil no período do estudo: 2010-2019. As taxas de mortalidade por AVE só foram menores do que as doenças coronarianas, porém se apresentaram como o único dos eventos do estudo que demonstrou queda ao invés de crescimento das taxas. Ainda
assim, os números são expressivos e políticas públicas de promoção da saúde e prevenção do AVE se fazem necessárias
ODONTOLOGIA SAÚDE COLETIVA III Plano de Ensino 2022.2
O campo da Saúde Coletiva. Epidemiologia geral. Epidemiologia aplicada à saúde bucal. Medidas de morbidade. Desenhos de estudos epidemiológicos. Saúde Bucal do Trabalhador. Epidemiologia da cárie e doença periodontal. Epidemiologia das oclusopatias e fluorose
Preditores associados à prematuridade em adolescentes: uma revisão sistemática
SalvadorIntrodução: A prematuridade constitui-se como um importante problema de saúde pública. Altas taxas de complicações durante a gravidez estão associadas a mulheres com idade entre 10-19 anos. Logo, as adolescentes constituem um grupo de risco para gestações com desfecho de parto prematuro. Objetivo: Identificar os preditores associados ao nascimento prematuro em gestantes adolescentes. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática a partir de artigos publicados em periódicos indexados na base de dados PubMed e EMBASE, no período de 2010 até outubro de 2021, de acordo com o protocolo PRISMA. Os descritores utilizados foram: premature labor AND teenage pregnancy AND preterm infants AND preterm birth.
Foram considerados artigos originais em inglês, português e espanhol que abordam sobre preditores que possam se relacionar com partos prematuros em adolescentes. Artigos repetidos nas bases de dados e os que não correspondiam ao tema e objetivo desse trabalho não foram considerados. Os artigos foram submetidos a uma análise qualitativa de acordo com a ferramenta de Fortalecimento do Relatório de Estudos Observacionais em Epidemiologia. Resultados: Foram selecionados 26 artigos em que foram encontrados os seguinte preditores associados à prematuridade: anemia, distúrbios hipertensivos, diabetes mellitus, doenças
cardíacas, hemorragia anteparto, infecção do trato urinário, infecção do trato genital, pré-natal com início tardio ou inadequado, gestações multifetais, tabagismo, ingesta de bebidas alcoólicas, uso de substâncias psicoativas, lesões placentárias, índice de massa corporal, ingesta de ácido fólico, imaturidade física materna, imaturidade fisiológica materna, apoio paterno e etnia. Conclusão: Os preditores que podem estar associados à prematuridade em adolescentes são inúmeros. Como adolescentes constituem um grupo de risco para o desfecho de prematuridade, um acompanhamento e aconselhamento eficiente durante a gestação é imprescindível para a diminuição da ocorrência de partos prematuros nessa faixa etária