Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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MEDICINA INTERNATO EM SAÚDE DO ADULTO E DO IDOSO I Plano de Ensino 2022.1
Assistência integral à saúde do adulto e do idoso no nível da atenção secundária. Atividades ambulatoriais com foco nas principais necessidades de saúde locais, incluindo atendimentos nas especialidades de Cardiologia, Pneumologia, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia, Neurologia, Psiquiatria, Reumatologia e Dermatologia. Articulação e integração com a rede de atenção primária e terciária. Atuação com foco na segurança do paciente e para atender às suas necessidades de saúde, considerando a diversidade de gênero, étnico-racial e sociocultural, conforme os princípios do SUS e a Política Nacional de Humanização
PSICOLOGIA LIBRAS - LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS Plano de Ensino 2022.1
Estudo da Língua de Sinais e sua importância cultural e histórica, assim como expressão de noções básicas de escrita de sinais
Sepse e trauma: descrição dos métodos diagnósticos e terapêuticos em hospital referência do interior da Bahia
INTRODUÇÃO: A sepse é definida como uma alteração orgânica que ameaça a vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, sendo uma das grandes causas de morbimortalidade ao redor do mundo. No Brasil, a incidência da Sepse é de 36.3 casos por 1000 pacientes por dia. Desses, 56% morrem no hospital, assim, de 419.047 pacientes que recebem tratamento de Sepse no Brasil, 233.409 não sobrevivem. A associação da sepse com o trauma torna o cenário ainda mais preocupante. OBJETIVO: Descrever os métodos diagnósticos e terapêuticos dos médicos responsáveis pelo tratamento dos pacientes vítimas de trauma com sepse na maior cidade do interior da Bahia. MÉTODOS: Trata-se de um estudo
observacional, tipo corte transversal, de caráter descritivo. O estudo foi realizado com 76 profissionais médicos - sendo essa uma amostra não probabilística de conveniência - que são responsáveis pelo manejo de vítimas de trauma que trabalham na UTI, semi-intensiva ou emergência no Hospital Geral Cleriston Andrade (HGCA), em Feira de Santana – BA, através de um questionário via Google Forms. Os dados
coletados através das respostas foram analisados e contabilizados em um formulário previamente elaborado, com base no instrumento de coleta. RESULTADOS: No presente estudo, 76 médicos(a) responderam ao questionário, sendo 67.1% do sexo masculino. O intervalo de idade mais prevalente foi o de 26-30 anos (31.6%). A maioria dos médicos ainda não possui especialidade (57.9%). Referente ao ano de formatura,
60.5% se formaram entre os anos de 2017-2021. Ao serem perguntados sobre o grau de suspeita de sepse mantido ao se atender um paciente politraumatizado, 55.3% disseram que mantêm um alto grau. Para 68.4% dos médicos(a), sepse é definida como “infecção com disfunção orgânica”. Referente a utilização de escores na avaliação do paciente, 69.7% afirmaram que utilizam o SIRS e 77.6% utilizam o qSOFA. Com relação aos marcadores utilizados para avaliar disfunção orgânica, 96.1% dos médicos relataram utilizar o nível de consciência como marcador, seguido por “Hipotensão” e “Lactato” com 92.1%. Referente ao tratamento do paciente séptico, 100% dos médicos(a) relataram que já utilizaram “Antibióticos” e “Reposição volêmica” em suas práticas clínicas. Ainda sobre o tratamento, 57.9% dos profissionais relataram conhecer os bundles da sepse. CONCLUSÃO: Ao analisar os métodos diagnósticos e terapêuticos dos médicos que trabalham na unidade de referência proposta, foi identificado uma preferência em parcela desses profissionais em relação à utilização do qSOFA como triagem em detrimento de outros scores, o que vai de encontro a literatura atual, que preconiza o uso de escalas mais sensíveis, como o SIRS. Há também uma dificuldade em parte desses médicos na identificação dos bundles de tratamento da sepse. Apesar desses fatores, ainda é possível afirmar que existe uma aproximação com as diretrizes vigentes e os principais protocolos adaptados para a realidade da América Latina
PSICOLOGIA DCV - DESENVOLVIMENTO DO CICLO DE VIDA V - MUNDO DOS ADULTOS Plano de Ensino 2022.1
Abordagem histórica, conceitual e contextual do Adulto Jovem e de Meia Idade. Estudo dos processos estruturais, psicossociais e desenvolvimentais desta etapa do Ciclo de Vida a partir da confrontação de distintas contribuições teóricas em Psicologia, incluindo a Psicopatologia
PSICOLOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I Plano de Ensino 2022.2
Orientação para desenvolvimento e defesa de artigo científico
Efeito da clorexidina em comparação à povidona-iodo na incidência de infecções pós-operatórias: uma revisão sistemática
SalvadorIntrodução: A ocorrência de eventos cirúrgicos adversos específicos, que incluem complicações de natureza técnica, infecções de ferimentos e sangramento pós operatório, configura uma das maiores causas de morte evitáveis. Assim, as infecções do sítio cirúrgico (ISCs), apesar da evolução e inovação dos tratamentos e procedimentos cirúrgicos, ainda permanecem sendo um problema significativo para os cirurgiões. Objetivo: Estimar a eficácia da clorexidina em comparação à povidona iodo na incidência de infecções pós-operatórias
Métodos: Revisão sistemática desenvolvida segundo método PICO em bases de dados através da avaliação no índex (e.g., MeSH e DeCS), incluindo PubMed (Medline e Old Medline), CENTRAL, Cochrane Library, LILACS, Scielo, BVS, ERIC, Scopus e Google Schoolar; além de buscas manuais. Incluídos estudos originais com perfil de ensaio clínico randomizado controlado, publicados desde o ano 1975, que fossem redigidos em português, inglês ou espanhol, apresentando perfis operatórios que atendessem à utilização dos agentes antissépticos descritos neste trabalho com intuito de redução da incidência de ISCs. Resultados: No estudo
de Swenson et al, a taxa de infecção mais baixa foi observada no período 3 com iodo povacrylex em álcool isopropílico, sendo o método de preparação preferido (3,9%, em comparação com 6,4% no período 1 e 7,1% no período 2; p=0,02). Tuuli et al, através da comparação de incidência de infecção do sítio cirúrgico entre os grupos, admitiu risco relativo de 0,55 com intervalo de confiança entre 0,34 a 0,9, determinando valor de p significativo p ≤ 0,05. Para os pacientes na população com intenção de tratar, a incidência de infecção do local cirúrgico foi significativamente menor no grupo de clorexidina-álcool, com 39 casos (9,5%) do que no grupo de povidona-iodo, com 71 casos (16,1%, P = 0,004), com risco relativo de 0,59; intervalo de confiança de 95%, 0,41 a 0,85), segundo estudo de Darouiche et al. Berry et al avaliou cada ferida com dois observadores, que concordaram ou não com a presença de qualquer anormalidade na ferida. Comparativamente, 61/413 (14,8%) do grupo iodo-povidona e 44/453 (9,7%) do grupo clorexidina, através dos testes, firmando valor de p 0,05, firmando irrelevância estatística. Embora as taxas de infecção tenham sido menores no grupo II em comparação com o grupo I, a análise por intenção para tratar mostrou que essa diferença não foi estatisticamente significativa (p = 0,324) no estudo de Bibi et al. Como desfecho primário, Charehbili et al não encontraram diferença significativa entre os grupos em análise multivariada. Sistla et al, através da avaliação entre as intervenções, no que tange a incidência de infecções do sítio cirúrgico, também não conseguiu demonstrar diferença estatística. Conclusão: Observou-se que a atuação da clorexidina aparenta ser mais eficaz na redução de complicações da ferida operatória, redução da contagem bacteriana local e prevenção de infecções superficiais do sítio cirúrgico
MEDICINA INTERNATO URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS Plano de Ensino 2022.1
Assistência integral à saúde em situações de urgência/emergência pré-hospitalar e hospitalar com foco no diagnóstico e no tratamento de condições mais prevalentes e potencialmente mais graves. Aplicação prática de protocolos universais da sala de emergência em cenários reais e simulados. Compreensão e aplicação sobre Regulação e Linhas de Cuidado. Atuação interprofissional para garantir a segurança do paciente e para atender às suas necessidades de saúde, considerando a diversidade de gênero, étnico-racial e sociocultural, conforme os princípios do SUS e a Política Nacional de Humanização
ODONTOLOGIA SAÚDE BUCAL COLETIVA I Plano de Ensino 2022.2
Diversidade de perspectivas sobre saúde-doença e cuidado ModelosExplicativos de saúde, doença e cuidado. Abordagens contemporâneas do Conceito de Saúde.Conceito de Risco e vulnerabilidade. Movimentos de Reforma Médica (Medicina Preventiva,Comunitária e Familiar). O campo da Saúde Coletiva. Conceito de Promoção da Saúde.Determinantes Sociais da Saúde. Níveis de Atenção com ênfase na Atenção Primária a Saúde.Território na Promoção da Saúde. Humanização da atenção à saúde e fatores culturais.Educação em Saúde
Avaliação comparativa do perfil clínico-epidemiológico entre vítimas adultas de traumatismo cranioencefálico admitidas em um hospital de salvador no contexto da pandemia de covid-19
SalvadorIntrodução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é um importante problema de saúde pública que causa prejuízos em diversos níveis, implicando tanto na saúde individual das vítimas, como possui repercussões no funcionamento da coletividade. No Brasil, a incidência de internações hospitalares anuais decorrentes de TCE causa preocupações em diversos âmbitos da sociedade, de modo que causa altas taxas de morbimortalidade e responde por perdas de produtividade e prejuízos financeiros. Além disso, o TCE possui íntima correlação com questões sociais e culturais, como hábitos de vida e violência urbana, de modo que a alteração da dinâmica social consequente à pandemia do COVID-19 pode ter refletido em mudanças nos padrões de ocorrência desse tipo de trauma. Dessa maneira, o atual trabalho busca compreender os reflexos da pandemia de COVID-19 no comportamento dos casos de TCE e as suas consequências no ambiente hospitalar de emergência. Objetivo: Avaliar comparativamente o perfil clínico-epidemiológico de adultos vítimas de TCE admitidos em unidade hospitalar antes e durante a pandemia do COVID19. Metodologia: Trata-se de um estudo de caráter longitudinal do tipo coorte retrospectiva com os respectivos dados coletados através do sistema de prontuários do Hospital do Subúrbio (HS), em Salvador, Bahia. A amostra foi constituída por indivíduos maiores de 18 anos admitidos no período entre 2019 e 2021 devido a TCE. Dividiu-se a amostra em dois grupos tendo referência o início da pandemia do COVID-19 (grupo pré-pandemia e grupo durante a pandemia). Realizou-se diversas comparações estatísticas referentes tanto aos dados clínicos-epidemiológicos, quanto aqueles referentes a conduta instituída e desfecho resultante. Resultados: Foram incluídos no estudo um número de 307 pacientes, sendo 177 pertencentes ao grupo pré-pandemia, e 130 ao grupo pandemia. Houve diferença significativa entre os grupos em três variáveis. Houve uma redução no número de internamentos durante a pandemia, com predomínio do sexo masculino, porém com aumento da proporção de vítimas mulheres. As quedas e os acidentes com transporte continuaram a ser as maiores causas de TCE, enquanto a proporção de casos graves aumentou, apesar da manutenção no número absoluto de vítimas graves em relação ao período pré-pandemia. Somado a isso, a quantidade de vítimas internadas em unidades de tratamento intensivo aumento na pandemia, porém sem alteração na taxa de mortalidade. Conclusão: O trabalho em questão buscou descrever e comparar o padrão clínico epidemiológico das vítimas de TCE. Conclui-se, portanto, que a pandemia do COVID-19 impactou em diversos aspectos, como no volume de atendimentos, na dinâmica de assistência, além de relacionar-se a mudança no padrão de causas e gravidade do trauma