Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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Estudo exploratório do verdadeiro sentido de elevações de troponina durante a sepse: significado banal ou relevante?
Introdução: A elevação da troponina sepse é encontrado na literatura com prevalência variável e com significado clínico controverso quando grandes magnitudes de sua elevação ocorrem sem sintomas anginosos ou eletrocardiograma sugestivos de isquemia, sugerindo além de um mecanismo ateroscleróticos subjacentes, possuir um papel preditor na mortalidade e sua elevação, mais um marcador disfunção orgânica. Objetivo: explorar o uso no diagnóstico e no prognóstico da elevação da troponina, sua prevalência, seu comportamento durante a sepse e a capacidade discriminatória da sua elevação na diferenciação da síndrome coronariana aguda, assim como avaliar o valor prognóstico e seu valor incremental ao escore SOFA como marcador de disfunção orgânica. Métodos: trata-se de um estudo observacional composto por uma coorte de sepses (retrospectivo) e outra coorte de síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST (prospectivo) utilizando dados coletados no período de 2013 a 2018 em pacientes internados em unidade de terapia intensiva com troponina coletada na admissão e nas primeiras 48 horas. A troponina I foi dita detectável quando superior a > 0,012 ng/dL e acima do percentil 99 quando ≥ 0,0340 ng/dL (VITROS, Johnson & Johnson). Os pacientes com creatinina na admissão superior a 1,5 mg/dL foram excluídos. O valor do pico da troponina depois de 48 horas foi utilizado para diferenciação entre os grupos e para a análise do prognóstico e valor incremental da troponina ao SOFA. Resultados: um total de 105 pacientes com sepse (idade 67 ± 18 anos, 43% do sexo masculino, PAS 123 ± 31 mmHg, 18% admitidos com noradrenalina e SOFA 3,5 (IIQ 2 -4). Em média, a troponina foi solicitada 3,34 ± 1,2 vezes por pacientes com diagnóstico de sepse nas primeiras 48 horas. No grupo sepse, a mediana do pico da troponina I foi 0,180 ng/dL (IIQ 0,015 – 0,70), sendo detectável em 86% dos pacientes e superior ao percentil 99 em 68%. No grupo de síndrome coronariana aguda (SCA), um total de 388 pacientes foram incluídos (idade 63 ± 13 anos, 43% do sexo masculino, 88% em Killip I e 1% em Killip IV). No grupo SCA, o pico da troponina I apresentou mediana 0,180 ng/dL ( IIQ 0,015 – 0,70), sendo detectável em 86% dos pacientes e superior ao percentil 99 em 68%. Não houve diferença estatística entre os grupos, quando comparamos o pico da troponina (P = 0,1260) para o limite de detecção e quando analisamos o percentil 99 do pico da troponina (P = 0,605). A área sobre a curva do pico de troponina mostrou um baixo poder discriminatório (AUC = 0,548 com 95%IC 0,49 – 0,61) com cutoff 1,2 ng/dL para uma sensibilidade 31,96% (95% IC 27,3 – 37) e para uma especificidade de 84% (IC 95% 75 – 90,3). O pico de troponina foi seis vezes superior nos pacientes que morreram (0,36 ng/dL IIQ 0,18 – 0,91) o que está associado à mortalidade na análise univariada (P < 0,01), mas perde o valor prognóstico quando adicionada ao modelo probabilístico juntamente com o SOFA e o lactato (OR = 0,96; 95% IC = 0,90 – 1,032 com P = 0,298). O modelo composto pelo SOFA + Lactato (AUC da curva ROC 0,82; 95% IC 0,73 – 0,88) não apresentou valor incremental ao adicionarmos o pico da troponina I ao modelo (AUC da curva ROC 0,81; 95% IC 0,73 – 0,89) com P = 0,93 e nem quando adicionamos o pico da troponina I acima do percentil 99 (ROC = 0,85; 95% IC = 0,76 – 0,910). Conclusões: A magnitude do pico da troponina nas primeiras 48 horas da admissão dos pacientes sépticos é fenômeno comum e tem baixo poder discriminatório em diferenciar pacientes cuja elevação possui um significado clínico relevante e apesar de um poder semelhante ao SOFA na análise inicial perde sua capacidade preditora quando ajustado para o SOFA e lactato e não foi capaz de incrementar o SOFA como um reflexo de disfunção orgânica. A utilização da troponina no curso da sepse é esperada e na ausência de sintomas sugestivos de isquemia, tem valor limitado na condução clínica e prognóstica, devendo ser evitada em cenários sem um fator aterosclerótico conhecido, até que estudos prospectivos sejam realizados
Eficácia da fototerapia uv free nas onicomicoses: uma revisão sistemática
SalvadorIntrodução: A onicomicose é a infecção ungueal mais comum responsável por 50% de casos nas unhas, determinada por diversas espécies de fungos: dermatófitos, não dermatófitos e leveduras. Estudos com fototerapia que utilizaram LASER e LED UV free resultaram na geração de espécies reativas citotóxicas para células em proliferação, trazendo novas perspectivas de tratamentos duradouros, de menor custo e viáveis para essa infecção. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura sobre a eficácia da fototerapia UV free nas onicomicoses. Métodos: Tratou-se de uma revisão sistemática da literatura desenvolvida a partir do guideline PRISMA, que utilizou como fonte de pesquisa as bases de dados: PubMed, Embase, Scopus, PEDro, LILACS e SciELO. Foram incluídos ensaios clínicos sem restrição de ano e idioma e excluídos os que abordaram fototerapia UVA ou UVB. A busca foi realizada através dos descritores phototherapy, onychomycosis, clinical trial e seus sinônimos. A qualidade dos artigos foi avaliada pela Escala de Jadad, a avaliação do risco de viés através da ROB1. Os resultados foram apresentados em forma de fluxograma e tabela. Resultados: Revisou-se cinco estudos na íntegra detectando intervenções com fototerapia UV free – LED e LASER combinados com terapia fotodinâmica (TFD), nas espécies causadoras de onicomicoses Trichophyton, Epidermophyton, Microsporum e a levedura Candida albicans. O tempo de tratamento entre os protocolos variou de 4 a 36 semanas, nenhum paciente referiu dor ou ardência durante a aplicação da fototerapia UV free e quatro dos cinco artigos apresentaram cura completa clínica e microbiológica da infecção. Observou-se maior evidências da atuação do aparelho LED e Laser no Trichophyton. Conclusão: Concluise que a aplicação da fototerapia UV Free associada à TFD possui eficácia contra os fungos causadores da onicomicose, sendo uma alternativa de fácil aplicabilidade, menor custo e nenhum artigo pesquisado apresentou reinfecção no acompanhamento pós tratamento
Desenvolvimento de instrumento para avaliação da dor em crianças e adolescentes com doença falciforme
Introdução: A Doença Falciforme (DF) define um conjunto de hemoglobinopatias hereditárias com envolvimento da hemoglobina S. A dor é característica marcante deste agravo e principal motivo de internações nas diferentes faixas etárias. A maioria dos estudos sobre dor na DF são em adultos, sendo pouco explorada em crianças e adolescentes por ausência de instrumentos validados para sua avaliação. Identificando essa lacuna do conhecimento, a presente tese buscou fundamentar a construção de um instrumento específico capaz de distinguir a dor neuropática da nociceptiva em crianças e adolescentes com DF. Objetivos: Desenvolver um instrumento para a avaliação da dor neuropática em crianças e adolescentes com doença falciforme e validar o conteúdo do instrumento por meio de comitê de especialistas. Métodos: O desenvolvimento da presente tese envolveu três fases. Na primeira, foi realizada uma revisão narrativa na literatura para elaboração de um capítulo de livro, sobre o cuidado em saúde envolvendo crianças e adolescentes com dor associada à anemia falciforme. A segunda fase envolveu uma revisão de escopo que fundamentou a elaboração da primeira versão do instrumento e de seu respectivo manual de aplicação. Na terceira, foi realizada uma avaliação por comitê de especialistas, para validação de conteúdo gerando a segunda versão do instrumento. Resultados: O capítulo do livro foi publicado pela editora Apris em 2020 (ISBN 978- 85-473-4145-9). O instrumento e o manual de aplicação foram desenvolvidos em duas versões. A primeira foi submetida a um comitê de especialistas, gerando a segunda versão que será aplicada na população alvo para concluir a validação. O coeficiente de Kappa Fleiss e taxa de concordância foram excelentes em todos os módulos. O Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) foi de 0,78 e o Alpha de Cronbach de 0,79, ambos considerados aceitáveis. Conclusões: Após análise dos dados, foram realizados os ajustes sugeridos pelos especialistas, gerando a segunda versão do instrumento (fruto final desta tese), a ser testada na população alvo – crianças e adolescentes com DF – após término da pandemia da COVID-19, para validação semântica e psicométrica
MEDICINA BIOMORFOFUNCIONAL II - MÓDULO - TUTORIA II Plano de Ensino 2021.2
SalvadorAbordagem de conhecimentos básicos de forma integrada, em casos estruturados. Conexão e intercruzamento de conteúdos referentes aos constituintes do corpo humano, bases celulares anatômicas, morfológicas e funcionais. Estudo da anatomia, histologia e embriologia dos sistemas e bioquímica. Princípios da bioética nas abordagens dos casos clínicos, com discussão da relação médico-paciente
ODONTOLOGIA PROCESSO SAÚDE DOENÇA II Plano de Ensino 2021.2
SalvadorO Programa enfatiza os mecanismos envolvidos no processo de saúde e doença abordando aspectos da relação de saúde e quebra da homeostase por agressões físicas, químicas e biológicas, discriminando o tipo de resposta do hospedeiro e seus mecanismos de defesa. A abordagem geral relaciona aspectos imunopatológicos em resposta ao agente agressor e suas consequências para o organismo. Enfatiza também os processos diversos da imunopatologia geral com aplicabilidade na Odontologia
MEDICINA BIOINTERAÇÃO II - Plano de Ensino 2021.1
SalvadorEstuda a interrelação microrganismo/hospedeiro no contexto da clínica, com foco em aspectos diagnósticos
MEDICINA RACIOCÍNIO CLÍNICO BASEADO EM EVIDÊNCIAS Plano de Ensino 2021.2
Estudo de metodologia científica, conceitos básicos para compreensão e análise da veracidade de evidências. Fundamenta o raciocínio clínico baseado em evidências
PSICOLOGIA PSICOLOGIA NO BRASIL E ÉTICA PROFISSIONAL Plano de Ensino 2021.1
SalvadorEstudo do processo histórico, político e social do desenvolvimento da Psicologia no Brasil. Apresentação do panorama atual da diversidade da Psicologia no país. Reflexão sobre os aspectos éticos e da legislação que envolve o exercício da profissão no cotidiano