Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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FISIOTERAPIA PRÁTICA FISIOTERAPÊUTICA NA SAÚDE DO MULHER Plano de Ensino 2021.1
SalvadorPrática fisioterapêutica em cuidado na atenção à saúde da mulher considerando o contexto psicossocial com foco nos níveis de atenção primária, secundária e terciária
FISIOTERAPIA PRÁTICA FISIOTERAPÊUTICA NA ATENÇÃO A SAÚDE DO DOENTE CRÍTICO Plano de Ensino 2021.1
SalvadorEstudo da atuação do Fisioterapeuta em pacientes críticos assistidos em ambiente hospitalar e domiciliar
MEDICINA INTRODUÇÃO A TÉCNICA OPERATÓRIA Plano de Ensino 2021.2
SalvadorEstudo da anatomia humana com foco nos procedimentos médicos invasivos e abordagens cirúrgicas. Estudo de abordagens cirúrgicas associadas à discussão da anatomia radiológica com referenciais anatômicos essenciais Análise e avaliação da relação custo-benefício à indicação de exames de imagem, com foco na segurança do paciente
ENFERMAGEM ENFERMAGEM E SUAS PRÁTICAS Plano de Ensino 2021.1
SalvadorEstuda o ser humano histórico, social, político e economicamente construído. Evolução histórica do cuidado humano e o surgimento da enfermagem no Brasil e no mundo. Determinantes do processo saúde doença. A organização do trabalho em saúde e enfermagem, dimensão do papel do (a) enfermeiro (a) e questões de gênero. Lei do exercício profissional de enfermagem e código de ética. Enfermagem moderna e sua evolução científica. Reflexões sobre a Enfermagem na contemporaneidade, suas áreas de atuação no mercado de trabalho atual, assim como, suas perspectivas e tendências
Avaliação da função autonômica em crianças e adolescentes com bexiga hiperativa
Introdução: A bexiga hiperativa (BH) idiopática foi definida como uma urgência urinária, podendo, em alguns casos, estar acompanhada ou não de incontinência urinária além de outros sintomas como aumento da frequência urinária, noctúria. Para o seu diagnóstico é preciso afastar condições inflamatórias/infecciosas da bexiga assim como alterações anatômicas e neurológicas. BH é a principal causa de disfunção do trato urinário em crianças. A constipação é um sintoma comumente associado, estando presente em cerca de 60% dos casos e constituindo uma condição conhecida como disfunção da bexiga e intestino (Bladder and Bowel Dysfunction). O reflexo da micção envolve três sistemas diferentes: o sistema nervoso parassimpático (SNP), o sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema nervoso somático. A disfunção autonômica tem sido associada a um desequilíbrio entre o sistema nervoso simpático e parassimpático e pode ser considerada uma explicação plausível para alguns dos sintomas urinários mencionados. Objetivo: Avaliar a atividade autonômica em crianças/adolescentes com bexiga hiperativa isolada. Material e Método: estudo descritivo, analítico, não intervencionista, transversal, realizado entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018, envolvendo indivíduos de 5 a 17 anos de idade, com bexiga hiperativa (grupo BH) ou sem sintomas (controles). Anormalidades neurológicas e/ou anatômicas do trato urinário inferior, diabetes mellitus e insuficiência renal constituíram critérios de exclusão. O questionário validado — Dysfunctional voiding scoring system — (DVSS) e o questionário Roma III. A taxa de variação da frequência cardíaca (TVC) foi avaliada no domínio do tempo (RR médio, FC média, SDNN e pNN50) e no domínio da frequência, com componente de alta frequência (HF) e baixa frequência (LF), refletindo a atividade parassimpática e simpática, respectivamente. Resultados: Quarenta e um pacientes com BH e 20 controles foram avaliados. No grupo BH, havia mais meninas (23 vs. 8 no grupo controle; p = 0,23) e mais participantes com sobrepeso/obesidade e constipação. O escore DVSS foi maior no grupo BH (9,59 vs. 0 nos controles; p = 0,001). A variação da frequência cardíaca foi maior no grupo controle (p = 0,02), e a razão LF/HF considerando os três períodos de análise também foi significativa no grupo controle (p = 0,05). Na avaliação intergrupos, LF (Hz) foi predominante no grupo controle no momento da avaliação pós-micção (p = 0,03). Discussão: Foi observada uma variação fisiológica da frequência cardíaca no grupo controle durante os 3 momentos da micção, com predomínio de atividade simpática durante os momentos pré e pósmicção. Os achados no grupo BH parecem ter um padrão de TVC diferente dos controles e indicam uma perda de variação nesses padrões, o que indicaria falta de detecção e/ou sinalização ou, mais plausivelmente, um desequilíbrio no sistema simpático/parassimpático. Conclusão: A capacidade adaptativa durante a micção foi observada no grupo controle, com predomínio de atividade simpática durante o armazenamento e variação fisiológica da frequência cardíaca
FISIOTERAPIA PRÁTICAS FISIOTERAPÊUTICA III Plano de Ensino 2021.2
SalvadorEstudo da fisiopatologia e suas manifestações relacionadas ao estilo de vida humana na contemporaneidade
Estrutura e função cardíaca de praticantes de musculação em uso de esteroides anabólicos androgênicos: inferências sobre magnitude de efeito
Introdução: Embora o risco do uso de anabolizantes em promover alterações estruturais e funcionais cardíacas façam parte do senso comum, a causalidade deste binômio exposição e desfecho não é suportada por evidências suficientes. Objetivo: explorar a hipótese de que, no mundo real, indivíduos que utilizam esteroides anabólicos androgênicos com objetivos estéticos, comparados a não usuários, apresentam alterações de estrutura e função cardíaca. Materias e métodos: em um estudo transversal com grupo de exposição e não exposição, foram comparados homens praticantes de musculação que faziam uso de esteroides versus praticantes de musculação não usuários. Alterações de estrutura e função foram avaliados por ecocardiograma transtorácico, sendo o desfecho primário pré-definido como índice de massa do ventrículo esquerdo. Cálculo amostral foi definido a priori, objetivando 80% de poder estatístico (alfa = 5%) para detecção de diferença modesta entre os grupos, tendo a premissa de desvio-padrão do desfecho principal sido contemplada pela distribuição da amostra do estudo. Resultados: Foram incluídos no estudo 34 usuários e 37 não usuários de esteroides com media de idade de 29 ± 6,7 e 30 ± 8,7 respectivamente (p=0,56). Não houve diferenças entre as características clínicas, exceto pelo maior peso corporal (90 ±10 Kg versus 78 ± 11 Kg; p < 0,001), e massa muscular [47 (intervalo interquartil = 39 -55 kg) versus 39 (intervalo interquartil = 33 - 45 kg); p < 0,001] no grupo usuários. Doze diferentes esteroides foram relatados, com dose média de uso semanal de 939 ± 488 mg. Para o desfecho primário de índice de massa do ventrículo esquerdo, ambos os grupos apresentaram valores médios dentro dos limites da normalidade, porém usuários de esteroides apresentaram valores estatisticamente superiores ao não usuários (99± 17 g/m² versus 87 ±11 g/m²; p = 0,001). Em contrapartida, não houve diferença na função sistólica do ventrículo esquerdo medida pela fração de ejeção (59,5% ±5,8 versus 61,8 ± 5; p = 0,08), ou na função diastólica do ventrículo esquerdo (onda e’ septal 9,8 cm/s ± 2,4 versus 10,48 cm/s ± 2,4; p = 0,27). Conclusão: O presente estudo corrobora com a existência de alterações estruturais relacionadas ao uso de esteroides anabolizantes. Por outro lado, a frequência e a magnitude destas alterações e a ausência de impacto observado na função miocárdica sugere a valorização da incerteza, o que promoveria aprofundamento científico quanto ao risco cardiovascular imposto por esta estratégica estética