Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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ODONTOLOGIA PROCESSO SAÚDE DOENÇA II Plano de Ensino 2022.2
O Programa enfatiza os mecanismos envolvidos no processo de saúde e doença abordando aspectos da relação de saúde e quebra da homeostase por agressões físicas, químicas e biológicas, discriminando o tipo de resposta do hospedeiro e seus mecanismos de defesa. A abordagem geral relaciona aspectos imunopatológicos em resposta ao agente agressor e suas consequências para o organismo. Enfatiza também os processos diversos da imunopatologia geral com aplicabilidade na Odontologia.O módulo estimula as atividades de pesquisa, a produção científica, assim como o senso analítico individual e coletivo. A disciplina proporciona ao estudante conhecimentos básicos associados a clínica, buscando um cidadão embasado e consciente de seu papel na sociedade como profissional da área de saúde. As atividades associam os conteúdos teórico-práticos com a realidade profissional enfatizando a importância de uma prática profissional segura, com responsabilidade, ética e respeito ao paciente, à equipe de trabalho, à comunidade. A abordagem interdisciplinar estimula a colaboração entre especialistas e o médico clínico primando pela sua execução de forma madura e ética
Prevalência de dores musculoesqueléticas e dos declínios funcionais no sistema locomotor em pacientes obesos no núcleo de obesidade do Hospital da Bahia
Introdução: A obesidade é uma doença metabólica causada pelo excesso de adiposidade corporal em quantidade capaz de causar prejuízos à saúde do indivíduo. Essa condição clínica tem crescido e ganhado relevância no cenário de saúde mundial, aumentando o risco de desenvolver diversas doenças, na qual se destaca os distúrbios no sistema locomotor. Diante desse cenário, os pacientes obesos são apontados para uma maior prevalência de dores musculoesqueléticas, além de declínios funcionais no sistema locomotor, fatores esses capazes de reduzir a qualidade de vida e ocasionar grande impacto no cotidiano dos pacientes com obesidade. Metodologia: Diante do exposto, esse estudo levantou a prevalência de dores osteomusculares e os declínios funcionais do sistema locomotor na população de obesos atendidos pelo Núcleo de obesidade do Hospital da Bahia da cidade de Salvador e avaliou os impactos no cotidiano desses pacientes. Para isso, realizou-se uma pesquisa de caráter quantitativo e transversal. Foram convidados a participar desse estudo os pacientes com obesidade e sobrepeso atendidos pelo Núcleo de Obesidade do Hospital da Bahia. A realização da pesquisa se deu através de três questionários validados: o questionário nórdico musculoesquelético, questionário de qualidade de vida SF-36 e o HAQ: Heath Assessment
Questionnaire. Foram realizadas as análises descritivas (média, desvio-padrão, distribuição de frequência).
Resultados: Demonstrou-se um grande percentual de dores musculoesqueléticas no grupo atendido, além de observar maior prevalência de dor na região de tornozelo/pés. Quanto aos escores funcionais dos obesos pode-se perceber uma redução funcional desses indivíduos. Conclusão: Em suma, esse estudo contribuiu para ampliação do conhecimento acerca das disfunções locomotoras e suas dimensões envolvidas no cotidiano nos pacientes atendidos pelo Núcleo de obesidade do Hospital da Bahia
EDUCAÇÃO FÍSICA METODOLOGIA INSTRUMENTAL Plano de Ensino 2022.1
Instrumentaliza o discente para as técnicas e métodos científicos. Aborda os principais tipos de trabalho científicos e suas normas para construção. Formas de apresentação oral, teórica e de divulgação
Efeito do uso de probióticos e dieta rica em fibras em mulheres com excesso de peso: um ensaio clínico randomizado
A obesidade, normalmente definida como o excesso de tecido adiposo em relação a massa muscular, vem sendo estudada há muito tempo devido ao comprometimento da qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde, trata-se de um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, mais frequente entre as mulheres, com destaque ainda à circunferência da cintura elevada, devido à sua relação com o maior risco para doenças cardiometabólicas, diabetes e hipertensão. Estudos vêm demonstrando que as alterações das vias metabólicas produzidas pela obesidade, que conduzem a agravos, podem estar relacionadas com a microbiota intestinal e que, a suplementação de probióticos pode modular o intestino e contribuir com o controle do peso, da circunferência da cintura, das alterações metabólicas, como a glicemia e o colesterol e da inflamação associada. Assim, esta tese teve como objetivo primário comparar o efeito do uso de probiótico com múltiplas cepas associado à alimentação rica em fibras com ação prebiótica e reduzida em açúcares e gorduras com o efeito da mesma alimentação apenas, no controle da disbiose, do peso e dos marcadores metabólicos em mulheres com excesso de peso. O desenho do estudo foi um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, por 12 semanas, com amostra formada por 72 pacientes, desenvolvido em Salvador, Bahia. Foram realizadas avaliações antropométricas e laboratoriais antes e após a intervenção. Foi aplicado questionário de rastreamento dos riscos para a disbiose e outro de frequência alimentar antes da intervenção. As pacientes foram divididas em dois grupos e receberam sachês de cepas de probióticos ou placebo uma vez ao dia durante três meses associados a orientações nutricionais com modificação qualitativa da alimentação para aumento das fibras. A maioria das pacientes tinham baixa renda e idade média de 55 anos. Houve adesão à dieta por aproximadamente 39% na amostra. Em ambos os grupos houve melhora da disbiose, identificada através da redução de testes positivos do indicam; identificou-se perda de peso significativa no grupo teste (Peso incial 98kg, após a intervenção 93,8kg, p = 0,02) e ganho discreto no placebo (Peso incial 96,6kg, após a intervenção 97kg, p = 0,15). Houve melhora do perfil lipídico em ambos os grupos, com significância apenas no grupo placebo, sem alteração no perfil lipídico. Os resultados demonstraram a efetividade dos probióticos no controle do peso, provável efetividade das fibras e dos probióticos no controle da disbiose e perfil lipídico. Novos estudos que visem comparar a eficácia do uso de prebióticos com os probióticos devem ser realizados, visando contribuir com evidências que justifiquem a recomendação desses compostos para o controle dos parâmetros explorados neste estudo
Avaliação da concordância entre duas urofluxometrias em crianças com sintomas do trato urinário inferior
SalvadorIntrodução: A urofluxometria corresponde a um exame não invasivo, amplamente realizado na área urológica para a triagem de pacientes com sintomas do trato urinário inferior. Esta avaliação fornece informações importantes sobre a micção na investigação de Disfunção do Trato Urinário Inferior (DTUI). Contudo, ao realizar mais de um exame, tem-se observado uma variabilidade intraindividual significativa entre seus resultados e ainda não há estudos que identifiquem essas divergências em crianças com sintomas miccionais. Objetivo: Avaliar a diferença entre os resultados de dois exames urofluxométricos em pacientes pediátricos com sintomas de trato urinário inferior. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, com dados primários coletados no Centro de Distúrbios Miccionais da Infância (CEDIMI), com amostra de 32 pacientes, aplicado em crianças com sintomas do trato urinário inferior com idade entre 4 e 17 anos, com capacidade vesical esperada para a idade (CVE) acima de 50% e que realizaram dois exames de urofluxometria associados a ultrassonografia de bexiga. Os dados de fluxo máximo (Qmax), fluxo médio (Qmed), tempo de fluxo, tempo até Qmax, volume urinado e resíduo pós-miccional (RPM) foram expressos em mediana e intervalo interquartil e analisados através do teste Wilcoxon Sign-Rank. O volume intravesical na ultrassonografia e a taxa de enchimento vesical (% da CVE) foram expressos em média e desvio padrão, sendo avaliados pelo teste T pareado. A diferença entre o padrão de curva foi avaliada pelo teste Quiquadrado. Resultados: Ao se comparar as duas urofluxometrias, os valores de Qmax, Qmed, tempo de fluxo e padrão de curva foram semelhantes (p > 0,05). Já o tempo até Qmáx e o volume urinado apresentaram diferença significante entre os dois exames, com p = 0,009 e 0,03, respectivamente. A maioria das curvas foi do tipo sino na primeira (65,6%) e na segunda urofluxometrias (43,8%). A regressão logística realizada para identificar os fatores preditores das divergências encontradas não obteve resultado significante. Conclusão: Ao realizar dois exames urofluxométricos em crianças com sintomas do trato urinário inferior, houve diferença em relação ao tempo até Qmax e volume urinado. A hiperdistensão vesical e o volume urinado elevado aparentam ter influência na divergência encontrada
As implicações da pandemia do covid-19 na saúde mental de estudantes universitários uma revisão sistemática
SalvadorIntrodução: Considerando os impactos causados pela pandemia da COVID-19, a necessidade de isolamento social, o distanciamento das famílias, o cotidiano com mortes e perdas, atrelados às preocupações econômicas, políticas e sociais, deste período, levanta-se uma importante questão sobre as consequências desses fatores na saúde mental da população. Entretanto, faz-se necessário um recorte nesse cenário, para analisar as implicações da pandemia com o foco na educação, especialmente entre estudantes universitários, em função das questões socioeconômicas, evasão escolar, falta de acesso à internet, todos com impacto na saúde mental. Objetivos: sumarizar as evidências científicas das implicações da pandemia do COVID-19 na saúde mental de estudantes universitários e seus principais determinantes. Metodologia: trata-se de uma revisão sistemática, utilizando o protocolo PRISMA, que utilizou como base de dados artigos coletados das plataformas MEDLINE/Pubmed e Scielo. Após a coleta e seleção dos estudos a partir dos critérios de inclusão e exclusão, foram extraídas dos artigos variáveis para análise, como país e ano de publicação, instrumentos de avaliação de saúde mental, doenças psicossociais analisadas, frequência de tais doenças, desfecho, entre outras. Também foi realizada uma análise metodológica dos estudos com base no JBI´s (Joanna Briggs Institute). Resultados: Foram incluídos 22 artigos após a exclusão de 1840 da busca manual original devido aos critérios de inclusão e exclusão. Os artigos incluídos nesta revisão sistemática reportaram o comprometimento da saúde mental em estudantes universitários durante o período da pandemia do COVID-19. Entre as principais doenças psicossociais analisadas, foi observada uma frequência de cerca de 47,63% de depressão, 40,16% de ansiedade e 47,46% de estresse entre os estudantes dos artigos incluídos nesse estudo. Em relação aos fatores associados a maior ocorrência de doenças psicossosociais, a maior parte dos artigos identificou como os principais determinantes: ser do sexo feminino, morar sozinho, ter problemas familiares ou econômicos relacionados ao COVID-19 e preocupaçóes relacionadas a vida acadêmica. No que tange ao desfecho, 54,54% deles avaliou o aparecimento de doenças psicossociais e 45,46% avaliou a mudança destas, já afirmando que elas já existiam na populção estudada antes da avaliação ser feita. Conclusão: o presente estudo sumarizou evidências que apontam para um possível comprometimento na saúde mental de estudantes universitários, durante a pandemia de COVID-19, respaldado pela atual literatura. Entretanto, reforço a necessidade de estrategias de promoção à saúde mental nessa etapa do desenvolvimento, embora mais estudos sejam imprescindíveis para aprofundar as condições de saúde mental dos estudantes universitários durante o período de pandemia
MEDICINA INFORMÁTICA EM SAÚDE Plano de Ensino 2022.1
Compreensão da informática em saúde aplicada à prática clínica. Reflexão sobre a prática da telemedicina e suas implicações éticas e recursos tecnológicos na assistência de pacientes
Associações entre alterações cognitivas e percepção de qualidade de vida em pessoas com esquizofrenia
A esquizofrenia é um transtorno grave e persistente, o qual acarreta, além de desordens afetivas e sociais, diferentes consequências no âmbito cognitivo. Especificamente, déficits na memória, atenção e funções executivas têm sido influentes na percepção da qualidade de vida e parecem reverberar nos tratamentos. Considerando que os estudos disponíveis na literatura apresentam resultados muito variados e pouco consistentes, ampliar as análises acerca da correlação torna-se necessário. Neste sentido, nesta pesquisa objetivou-se avaliar se existe associação entre a presença de déficits cognitivos e a redução da percepção de qualidade de vida em indivíduos com esquizofrenia. Trata-se de um estudo transversal, com coleta realizada entre janeiro e dezembro de 2018, cujo desfecho principal de interesse foi a performance cognitiva em três domínios - atenção, memória e habilidades visuoconstrutivas. A exposição principal correspondeu a qualidade de vida em quatro domínios – físico, psicológico, social e meio ambiente. As outras exposições estudadas (co-variáveis) foram sexo, idade, escolaridade, estado civil, raça/cor, ocupação, idade do diagnóstico, tempo de diagnóstico, número de internações e tipo de neurolépticos em uso. O estudo foi desenvolvido na Clínica APICE (Assistência Psiquiátrica Integral e Centro de Estudos), sendo incluídos indivíduos entre 18 e 60 anos, de ambos os gêneros, com, no mínimo, 1º grau completo, diagnóstico de esquizofrenia conforme os critérios da CID-10 e que não apresentassem histórico de outras patologias que afetassem o sistema nervoso central. Foram excluídos aqueles que apresentaram quociente intelectual abaixo de 70 na avaliação inicial. A amostra foi de conveniência e composta por 62 indivíduos e a avaliação foi realizada por 5 pesquisadores a partir dos seguintes instrumentos: questionário sociodemográfico, subtestes Dígitos e Cubos da Escala Wechsler de Inteligência para Adultos (WAIS-III), Figuras Complexa de Rey-Osterrieth (FCRO), Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT), Teste Trilhas Coloridas (TTC) e versão em português do Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida Abreviado da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL – bref). Para análises estatísticas, utilizou-se frequências absolutas e relativas para descrição das variáveis categóricas e médias (desvio-padrão) para as quantitativas, o teste t para amostras independentes (ou o teste não-paramétrico de MannWhitney, quando pertinente), o teste do qui quadrado ou o teste exato de Fisher, quando indicado, bem como a correlação de Pearson. Valores de erro tipo 1 abaixo de 5% foram considerados significantes (P<0,05). O pacote estatístico Stata®, versão 13.0 foi utilizado para as análises propostas. Os resultados indicam notória ocorrência de dificuldades relacionadas aos processos mnemônicos, atentivos e visuoconstrutivos em pessoas com esquizofrenia. Adicionalmente, dentre os fatores sociodemográficos, diagnóstico e terapêuticos estudados, a menor escolaridade se associou a maiores déficits nos processos de aprendizagem, evocação e reconhecimento da memória episódica e memória operacional. Já o maior tempo de doença e a idade mais precoce de diagnóstico foram associados a maior frequência de déficits atencionais, processos fundamentais para o aprendizado e desenvolvimento funcional. Conseguinte, importantes associações entre a ocorrência da doença e a o rebaixamento da percepção da qualidade de vida nesta população também foram descritas, com destaque para a pior percepção da qualidade de vida entre mulheres, pessoas sem companheiro(a) e que possuíam fonte de renda estável. Em contrapartida, uma melhor avaliação foi identificada entre pacientes que fazem uso de neurolépticos de longa ação em detrimento dos que utilizam medicações orais. Ademais, observou-se associações negativas entre a QV, a capacidade de aprendizado, o índice de esquecimento e a capacidade atentiva. Estes dados indicam a necessidade da inserção de programas de estimulação cognitiva no tratamento da esquizofrenia, reforçam a necessidade de planos terapêuticos que incluam estratégias de promoção de qualidade de vida e fomentam a importância de se considerar estes desfechos na análise da efetividade dos tratamentos em saúde mental
BIOMEDICINA BIOMORFOFUNCIONAL - I Plano de Ensino 2022.1
Estudos básicos integrados dos sistemas tegumentar, esquelético, muscular, nervoso, circulatório e respiratório através da descrição dos aspectos morfofuncionais dos tecidos e órgãos, bem como suas bases celulares e mecanismos de ação molecular
MEDICINA INTERNATO GRANDE ÁREA II Plano de Ensino 2022.2
Assistência integral à saúde em uma das grandes áreas: Clínica Médica, Cirurgia, Urgência/Emergência, Ginecologia/Obstetrícia, Pediatria, Medicina de Família e Comunidade ou Saúde Mental. Atuação interprofissional com foco na segurança e nas necessidades de saúde do paciente, considerando a diversidade de gênero, étnico-racial e sociocultural, conforme os princípios do SUS e a Política Nacional de Humanização