Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
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EDUCAÇÃO FÍSICA SAÚDE COLETIVA II Plano de Ensino 2022.2
Estudo do campo da Saúde Coletiva, com ênfase na conjuntura política social do país e nas bases legais do SUS. Análise dos modelos de atenção vigentes e das propostas de reorganização da assistência à saúde no âmbito do SUS, com destaque para o modelo de Vigilância à Saúde. Estudo do perfil atual da população brasileira e de políticas norteadoras voltadas ao reconhecimento das necessidades de saúde de populações vulneráveis, considerando os contextos locais. Conhecimento dos principais indicadores e medidas de saúde, fontes de informação e suas aplicações
BIOMEDICINA BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR Plano de Ensino 2022.2
Estudo das bases moleculares da biologia da célula, propriedades das membranas celulares, estrutura e funções das organelas celulares e o transporte de substâncias, vias de comunicação que regulam o comportamento celular e do fluxo de informação gênica, ácidos nucléicos, citoesqueleto, bioenergética
Café como fator de proteção para doença de parkinson um estudo caso-controle
SalvadorIntrodução: A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa progressiva descrita classicamente pelos sintomas de tremor em repouso, bradicinesia, rigidez muscular e instabilidade postural. Além desses e outros sintomas motores, pacientes com DP podem apresentar sintomas não motores, como disautonomias e demências. Estudos prospectivos prévios apontam para um menor risco de desenvolvimento da doença de Parkinson entre pessoas que consomem café regularmente. Entretanto, além de existirem poucos estudos na área no Brasil, esses estudos não avaliam a predileção dos pacientes em relação ao sabor do café, o que pode alterar a forma como interpretamos essas evidências. Objetivo: Avaliar a associação do consumo de café como fator de proteção para a doença de Parkinson e avaliar a gravidade da DP entre pacientes que consomem ou não consomem café regularmente. Metodologia: Estudo caso-controle com a divisão dos pacientes em dois grupos: com e sem diagnóstico da doença de Parkinson, sendo comparados o consumo de café regular entre os grupos, além de características sociodemográficas e clínicas. Para análise descritiva dos dados foram utilizadas tabelas com frequências simples e relativas, comparando casos e controles. Foi realizada regressão logística para estimar a associação entre consumo de café e a doença de Parkinson, através do cálculo das Razões de Chances (ORs) e seus respectivos intervalos de confiança a 95%. Resultados: Foram incluídos 110 indivíduos, sendo 43 do grupo caso e 67 do grupo controle. A média de idade entre os dois grupos foi, 71 anos entre os casos e 68 anos entre os controles. A regressão logística bivariada do consumo de café mostrou uma associação inversa significante entre o alto consumo de café e o desenvolvimento da doença de Parkinson (OR 0.23, 95% CI = 0.08 – 0.67, P = 0.007). Conclusão: O alto consumo regular de café foi inversamente associado a ocorrência da doença de Parkinson, mesmo quando ajustado para idade, sexo e tabagismo
ODONTOLOGIA CLÍNICA REABILITAÇÃO BUCAL II Plano de Ensino 2022.2
Exercitar o desenvolvimento clínico interdisciplinar através de um atendimento integrado de prótese fixa e de prótese parcial removível, de maior complexidade associado com outras especialidades na Unidade Docente-Assistencial Odontológica no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e territorialmente ligada ao Sanitário Cabula-Beirú, em atividade ensino-serviço com total articulação teoria-prática, atendendo às necessidades dos programas de saúde da mulher, do adulto e idoso de forma integrada para a promoção da saúde das comunidades
Perfil epidemiológico de pacientes com síndrome respiratória aguda grave por covid-19 em suporte ventilatório no estado da Bahia. 2020-2021.
SalvadorIntrodução: A pandemia de COVID-19 impactou de inúmeras formas a população mundial, brasileira e bahiana. O vírus SARS-COV2 possui uma alta taxa de transmissão, o que contribui para seus elevados índices de contaminação e importantes níveis de complicação, o que explica o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, Pneumonia, entre outros. Nesse sentido, o uso de ventilação mecânica torna-se especialmente relevante devido a necessidade desse recurso nos pacientes mais graves. Assim, torna-se fundamental conhecer os pacientes em uso de suporte ventilatório, na tentativa de identificar fatores que influenciem diretamente nessa evolução, bem como contribuir para um olhar ainda mais eficiente quanto aos pacientes com COVID19. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com COVID-19 em
uso de suporte ventilatório no estado da Bahia, em 2020 e 2021. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo com utilização de dados secundários obtidos através de um banco de dados do SIVEP-GRIPE/DATASUS, disponibilizado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). As variáveis categóricas foram expressas em valores absolutos e frequências relativas (porcentagens) e as quantitativas em medianas e intervalo interquartil, de acordo com os pressupostos de normalidade, utilizando o teste de Kolmogorov-Smirnov. Para verificação de diferenças estatisticamente significantes das variáveis categóricas foi utilizado o teste de Qui-Quadrado e para as variáveis quantitativas não paramétricas, o teste de Mann Whitney. Foi considerado significante um p<0,05 e para verificação da razão de risco, utilizou intervalo de confiança de 95%. Resultados: Foi identificado um total de 45.403 pacientes, sendo 16.619 em 2020 e 28.784 em 2021. Nos dois anos do estudo, evidencia-se um fraco coeficiente de determinação, tendência crescente no número de casos e estatisticamente significante apenas em 2020. No período do estudo, as maiores frequências de casos foram registradas na macrorregião Leste 22.294 (49,1%), no sexo masculino com 25.684 (56,6%), na faixa etária entre 40-59 anos, 16.471 (36,3%) e na raça/cor da pele parda, 24.686 (75,8%). Os sintomas de febre, tosse, dispneia e desconforto respiratório, cardiopatias se apresentaram com a maior frequência. Ademais, dentre os pacientes que evoluíram para óbito, os homens, a faixa etária maior que 80 anos, polissintomáticos, cardiopatas e diabéticos e o próprio uso de ventilação mecânica se destacaram como os
principais fatores de risco. Conclusão: Esse estudo mostrou que os pacientes em suporte ventilatório por COVID-19 possuem uma importante associação com fatores como o sexo masculino, a idade avançada, polissintomatologia e comorbidades. Ainda, destacou-se os altos índices de mortalidade de pacientes que necessitam desse recurso da ventilação mecânica. Nesse sentido, recomenda-se atenção mais eficiente e direcionada, bem como atendimento. Ainda, destaca-se, a importância das amplas campanhas de vacinação para reduzir a taxa de evoluções mais severas da doença
Infecção liquórica por zika vírus e o desenvolvimento de infecções no snc em adultos: uma revisão sistemática
INTRODUÇÃO: A infecção por Zika vírus (ZIKV) representa uma espécie da família Flaviviridae, que na minoria dos casos, pode desencadear manifestações clínicas como febre baixa, rash maculopapular, artralgia, dor de cabeça e conjuntivite. Em alguns indivíduos foram identificadas graves complicações envolvendo o sistema nervoso central (SNC). OBJETIVOS: Pesquisar a associação entre a presença de ZIKV no líquor e o desenvolvimento de infecção no sistema nervoso central. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão sistemática que foi realizada na base de dados, PubMed, sem limitação de linguagem. Foram
incluídos estudos observacionais com amostra composta por adultos que tiveram infecção prévia pelo ZIKV e desenvolveram infecção no SNC, entre 2015 e 2021. Estes estudos precisavam fornecer informações sobre testes moleculares e/ou sorológicos realizados em amostras liquóricas desses indivíduos. Foram excluídos estudos com dados incompletos sobre a análise liquórica, que não forneceram informações sobre a metodologia ou que só abordassem microcefalia ou síndrome de Guillain-Barré. RESULTADOS: Dos 1518 artigos encontrados, 3 foram incluídos nessa revisão sistemática. Todos os estudos incluídos realizaram análise liquórica para ZIKV em pacientes que apresentaram infecções no SNC, sendo os principais encefalite, meningoencefalite e mielite. Todos os 3 estudos demonstraram que a infecção no SNC em adultos é uma complicação da infecção pelo ZIKV. DISCUSSÃO: Frente aos estudos incluídos o ZIKV pode desencadear a infecção do SNC assim como outros flavovírus. Ainda são necessários mais estudos para avaliar melhor se há variação de incidência em recortes, como por exemplo de gênero, idade e localidade. CONCLUSÃO: A presente revisão sistemática demonstrou a existência de associação entre ZIKV e infecção no SNC de adultos. FINANCIAMENTO: Não há fontes de financiamento. PROTOCOLO: Esta revisão sistemática foi submetida à plataforma PROSPERO e registrada com o número de protocolo CRD42021262643
MEDICINA CLÍNICA INTEGRADA III Plano de Ensino 2022.2
Integração e aprofundamento de conhecimentos, habilidades e atitudes fundamentais para a atenção a saúde do adulto e do idoso. Estudo das doenças mais prevalentes e do seu manejo clínico no contexto da prática em serviço. Estudo e aplicação dos métodos complementares de diagnósticos laboratoriais, de imagens e eletrocardiográficos. Terapêutica clínica farmacológica e não farmacológica. Estilos de vida saudável. Decisões com base em análise custo-consciência e realidade biopsicossocial. Conhecimento e orientação sobre aspectos da prevenção, promoção e educação para a saúde. Prática na área da clínica médica ambulatorial e hospitalar, inclusive utilização de telemedicina, em cenários reais e simulados
Os efeitos da pandemia da covid-19 na saúde sexual de mulheres universitárias em Salvador -Bahia
A Pandemia da COVID-19 mudou drasticamente a vida das pessoas. Dentre os inúmeros impactos na qualidade de vida da população, destaca-se o impacto na saúde sexual dos indivíduos, com ênfase na população jovem e feminina. Diante desse cenário e apesar muitas evidências terem surgido nos últimos anos, no que tange ao vírus SARS-CoV-2, poucas pesquisas têm se proposto a descrever os efeitos da pandemia na saúde sexual nessa população. Ante o exposto, a presente pesquisa objetivou, primariamente, descrever e analisar os efeitos da pandemia da COVID-19 na saúde sexual de mulheres universitárias. Trata-se de um estudo transversal, com uma amostra de 369 mulheres universitárias de Salvador/BA, cuja coleta foi de outubro de 2021 a março de 2022, feita através de um questionário eletrônico com perguntas que acessaram o perfil sociodemográfico, o Female Sexual Function Index (FSFI) e algumas questões complementares. Esse projeto foi submetido e aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), de acordo com a Resolução nº466/12. Grande parte da nossa amostra foi composta de mulheres jovens (Mediana: 21 anos; Intervalo Interquartil (IIQ): 20-23); de cor branca (58,8%); sem religião (43,6%); heterossexuais (69,6%); que namoram (47,7%); estudam em universidades privadas (69,4%); e cujos pais possuem ensino superior completo (mãe: 69,9% e pai: 59,6%). Os escores do FSFI da amostra antes da pandemia foi 17,75 (DP – Desvio Padrão: 4,24) e durante a pandemia foi 17,16 (DP: 4,37). O teste T pareado não acusou diferença estatisticamente significante entre os escores (p=0,96). Os seis domínios do FSFI foram analisados separadamente (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor), contudo, não houve diferença estatisticamente significante para nenhum dos domínios. Com relação às perguntas complementares, as seguintes variáveis foram analisadas: frequências de masturbação, acesso à pornografia, atividade sexual e sexting, bem como aquisição de brinquedos sexuais, ocorrência de relação extraconjugal e métodos contraceptivos. A mediana da frequência de masturbação antes da pandemia foi 4x/mês (IIQ: 1,0-8,0) e durante a pandemia foi 4x/mês (IIQ:1,0-10,0); pornografia antes da pandemia foi 0x/mês (IIQ:0,0-3,0) e durante a pandemia foi 0x/mês (IIQ:0,0-3,0); atividade sexual antes da pandemia foi
3x/mês (IIQ:1,0-8,0) e durante a pandemia foi 3x/mês (IIQ:1,0-7,0); e sexting antes da pandemia foi 0x/mês (IIQ:0,0-2,0) e durante a pandemia foi 0x/mês (IIQ:0,0-4,0). No que tange à análise inferencial, as diferenças entre os períodos anterior e atual da pandemia foram estatisticamente significantes para masturbação (p=0,043), pornografia (p=0,019) e sexting (p=0,00); mas não para atividade sexual (p=0,84). Os dados apontaram ainda que muitas mulheres (37,4%) adquiriram brinquedos sexuais na pandemia e a maioria delas (54,5%) manteve o uso de métodos contraceptivos. Diante do exposto, foi possível verificar que os resultados estão dissonantes com as pesquisas publicadas no início da pandemia (março 2020 – março 2021), que
apontavam para mudanças significativas no FSFI, sugerindo um processo adaptativo. Por fim, destaca-se que a utilização da internet, com aplicativos de encontros, chamadas de vídeo, envio e recebimento de conteúdos eróticos por mensagens (sexting), pode ter funcionado como boa alternativa para viver e reinventar a sexualidade de forma segura
PSICOLOGIA TEORIAS E TÉCNICAS EM ANÁLISE JUNGUIANA Plano de Ensino 2022.1
Estudo da teoria e de técnicas da Psicologia de C.G. Jung e suas aplicabilidades na sociedade contemporânea
PSICOLOGIA TÉCNICAS E PRÁTICAS DE INVESTIGAÇÃO EM PSICOLOGIA I Plano de Ensino 2022.1
Estudo introdutório e aplicação de técnicas de observação e entrevista em psicologia com base em princípios científicos e éticos: elaboração e aplicação de questionários. Investigação (pesquisa) e análise, em ambiente ambulatorial, das demandas relacionadas à saúde e à psicologia na contemporaneidade