Portal de Revistas da Universidade Federal do Oeste da Bahia
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O (multi)letramento literário no ensino de literatura de língua espanhola no ambiente virtual de aprendizagem
Pesquisamos o ensino de literatura de língua espanhola na Educação a Distância (EaD). O objetivo é identificar aspectos característicos do (multi)letramento literário e elementos que propiciem a interação e a interatividade no ambiente virtual. A pesquisa está inserida na Linguística Aplicada (Moita Lopes, 2006) e fundamenta-se nas concepções de língua(gem) (Bakhtin/Volochinov, 2004), gêneros discursivos (Marcuschi, 2003), hipertexto (Santaella, 2004), letramento(s) (Soares 2012; Kleiman, 1995), letramento literário (Cosson, 2015; 2018; 2020), multiletramentos (Rojo; Moura, 2019), leitura (Orlandi, 2002; Souto Maior, 2020), literatura (CompagnoN, 2003) e EaD (Moore; Kreasley, 2004). Os dados foram gerados do Moodle, de uma disciplina de Literatura de língua espanhola 1, do curso de Letras Espanhol EaD da Universidade Federal de Alagoas. O resultado aponta um ensino de literatura voltado para um letramento literário acadêmico, fundamentado na leitura interpretativa. O ensino acontece em um ambiente virtual no qual predominam atividades que propiciam a interação e a interatividade
Contribuições da interculturalidade crítica para a educação e a justiça social: Repensando o currículo e a formação docente
Social and educational inequalities and ethnic-racial discrimination in Brazil constitute one of the biggest stigmas of colonization/coloniality and have challenged educators, researchers, social movements and other segments interested in the search for theoretical, epistemological and political alternatives to understand and face them. In this work, we propose to epistemologically analyze the possible contributions of critical interculturality to the curriculum and teacher training, with a view to accessing inclusive education and social justice. The reflection presented is an excerpt from the theoretical basis of the master\u27s research (dissertation) defended at a federal university in the state of Bahia. To this end, we resorted to the theoretical contributions of some authors: Almeida (2019), Gomes (2008), Walsh (2012), Silva (2005), Lopes (2013), Nogueira (2017), Fraser (2002 ), among others. The research findings showed that ethnic-racial discrimination has taken on new faces and resulted in social, economic, cultural and educational inequalities and limited black people\u27s access to fundamental rights that constitute the pillars of social justice. Regarding the development of new theoretical bases for education, critical interculturality has been seen as a potential paradigm for rethinking the curriculum and teacher training, considered the development of another awareness about ethnic-racial relations.Las desigualdades sociales y educativas y la discriminación étnico-racial en Brasil constituyen uno de los mayores estigmas de la colonización/colonialidad y han desafiado a educadores, investigadores, movimientos sociales y otros segmentos interesados en la búsqueda de alternativas teóricas, epistemológicas y políticas para comprenderlas y enfrentarlas. En este trabajo nos proponemos analizar epistemológicamente los posibles aportes de la interculturalidad crítica al currículo y la formación docente, con miras al acceso a una educación inclusiva y a la justicia social. La reflexión presentada es un extracto de la base teórica de la investigación de maestría (tesis) defendida en una universidad federal del estado de Bahía. Para ello, recurrimos a los aportes teóricos de algunos autores: Almeida (2019), Gomes (2008), Walsh (2012), Silva (2005), Lopes (2013), Nogueira (2017), Fraser (2002), entre otros. Los resultados de la investigación mostraron que la discriminación étnico-racial ha adquirido nuevas caras y ha resultado en desigualdades sociales, económicas, culturales y educativas y en un acceso limitado de los negros a los derechos fundamentales que constituyen los pilares de la justicia social. En cuanto al desarrollo de nuevas bases teóricas para la educación, la interculturalidad crítica ha sido vista como un potencial paradigma para repensar el currículo y la formación docente, considerada el desarrollo de otra conciencia sobre las relaciones étnico-raciales.As desigualdades sociais e educacionais e as discriminações étnico-raciais no Brasil constituem um dos maiores estigmas da colonização/colonialidade e têm desafiado educadores(as), pesquisadores(as), movimentos sociais e outros segmentos interessados na busca de alternativas teóricas, epistemológicas e políticas para compreender e enfrentá-las. Neste trabalho, propomos analisar epistemologicamente as possíveis contribuições da interculturalidade crítica para o currículo e a formação docente, tendo em vista o aceso à educação inclusiva e a justiça social. A reflexão apresentada é um recorte da base teórica da pesquisa de mestrado (dissertação) defendida em uma universidade federal do estado da Bahia. Para tanto, recorremos às contribuições teóricas de alguns(as) autores(as): Almeida (2019), Gomes (2008), Walsh (2012), Silva (2005), Lopes (2013), Nogueira (2017), Fraser (2002), dentre outros(as). Os achados da pesquisa apontaram que as discriminações étnico-raciais têm assumido novas faces e resultado em desigualdades sociais, econômicas, culturais, educacionais e limitado o acesso das pessoas negras a direitos fundamentais que constituem os pilares da justiça social. No que refere ao desenvolvimento de novas bases teóricas para a educação, a interculturalidade crítica tem sido vista como um paradigma em potencial para repensar o currículo e a formação docente, considerado o desenvolvimento de uma outra consciência sobre as relações étnico-raciais
Aprendizagem colaborativa do inglês como língua adicional em Moçambique: uso de tarefas colaborativas para o desenvolvimento da fluência verbal em estudantes de turmas numerosas
presente artigo visa a compreender o papel das tarefas colaborativas no desenvolvimento da fluência verbal em inglês em uma turma numerosa de uma escola secundária na cidade de Nampula, Moçambique. Em particular, pretendemos testar uma tarefa colaborativa denominada ‘chegando a um consenso’, através da técnica 1/2/6, incorporando fases de trabalho individual, em pares e grupos, realizada por quatro alunos da referida escola. O estudo enquadra-se no paradigma interpretativo, seguindo uma abordagem qualitativa. A geração de dados ocorreu por meio de um teste de fluência e entrevista semiestruturada dirigida ao professor e aos alunos. Os resultados mostram que o uso de tarefas colaborativas aumenta exponencialmente a quantidade de palavras proferidas e contribui para a redução de palavras repetidas e das pausas por minuto. Mais importante ainda, melhora as quatro competências comunicativas, em particular a estratégica, no que tange ao preenchimento das pausas com recurso às estratégias compensatórias para iniciar, terminar, manter, corrigir e redirecionar a comunicação
A Decolonial Approach in English Language Teaching as a Lingua Franca: Problematizations and Implications
Language is a social practice and, therefore, is embedded within social, cultural, political, and economic relations. According to Benesch (2001), language is a site of struggle, a range of discourses competing for legitimacy in specific social contexts where power is unevenly distributed. Due to its transnational and transcultural scope, English is increasingly understood as a Lingua Franca that challenges the ideology of the supposed superiority of the native speaker, as well as the concept of the nation-state and the interrelations between language, territory, and culture. Furthermore, since the establishment of the Modernity/Coloniality group (CASTRO-GOMEZ; GROSFOGUEL, 2007), theories of decoloniality have been widely discussed in various academic fields, including Applied Linguistics and English teaching and learning. For this reason, Souza and Duboc (2021) argue in favor of a more performative decolonial praxis in order to identify, interrogate, and disrupt coloniality in different spheres of contemporary social relations, including language teaching and learning. In this sense, this article aims to reflect upon the role of English as a Lingua Franca (ELF) in teacher education as a key concept for promoting a decolonial approach to English language teaching from the Global South.El lenguaje es una práctica social y, por lo tanto, está inserto en relaciones sociales, culturales, políticas y económicas. Según Benesch (2001), el lenguaje es un lugar de lucha, una gama de discursos que compiten por legitimidad en contextos sociales específicos donde el poder está desigualmente distribuido. Debido a su alcance transnacional y transcultural, el inglés se entiende cada vez más como una Lengua Franca que desafía la ideología de la supuesta superioridad del hablante nativo, así como el concepto de Estado-nación y las interrelaciones entre lengua, territorio y cultura. Además, desde la creación del grupo Modernidad/Colonialidad (CASTRO-GÓMEZ; GROSFOGUEL, 2007), las teorías de la decolonialidad se han discutido ampliamente en varios campos académicos, incluidos la Lingüística Aplicada y la enseñanza y aprendizaje del inglés. Por esta razón, Souza y Duboc (2021) argumentan a favor de una praxis decolonial más performativa, con el fin de identificar, interrogar e interrumpir la colonialidad en diferentes esferas de las relaciones sociales contemporáneas, incluida la enseñanza y el aprendizaje de idiomas. En este sentido, este artículo tiene como objetivo reflexionar sobre el papel del Inglés como Lengua Franca (ILF) en la formación de profesores como un concepto clave para promover un enfoque decolonial en la enseñanza del inglés desde el Sur Global.A linguagem é uma prática social e, por isso, está inserida nas relações sociais, culturais, políticas e econômicas. Para Benesch (2001), a linguagem é um local de luta, uma gama de discursos que competem por legitimidade em contextos sociais específicos nos quais o poder é desigual. Devido ao seu âmbito transnacional e transcultural, o inglês é cada vez mais entendido como uma Língua Franca que desafia a ideologia de uma suposta superioridade do falante nativo, bem como o conceito de Estado-nação e as interrrelações entre língua, território e cultura. Outrossim, desde a criação do grupo Modernidade/Colonialidade (CASTRO-GOMEZ; GROSFOGUEL, 2007), as teorias de decolonialidade têm sido amplamente discutidas em diversas áreas acadêmicas, incluindo a Linguística Aplicada e o ensino e aprendizagem de língua inglesa. Por esta razão, Souza e Duboc (2021) argumentam em favor de uma práxis decolonial mais performativa, a fim de se identificar, interrogar e interromper a colonialidade em diferentes esferas das relações sociais contemporâneas, inclusive no ensino e aprendizagem de línguas. Nesse sentido, este artigo pretende refletir sobre o papel do Inglês como Língua Franca (ILF) na formação de professores como um conceito-chave para promover uma abordagem decolonial no ensino da língua inglesa a partir do Sul Global
e se a universidade fosse nossa? pertencimento, piscina, puteiro, perfis de instagram... e outras coisas com “p”
This article is an exercise in autobiographical experimentation about Education and its relationship with Belonging and the body. I bring as a theoretical foundation of autobiographical production while researching the studies of Glória Anzaldúa, Pedra Homem and Jota Mombaça. To think about the issue of belonging, I establish a dialogue with bell hooks. And, as a trigger, I use records made by Basic Education students as part of an extension project at a public University in the state of Bahia. The records aimed to respond to the provocation: “what is missing from this University for it to be ours?”. From all of this, I compose an autobiographical narrative that, I believe, helps to feel and think about how Education at the University, motivated by Modern Science, has separated body and mind, reserving a place of oblivion, or disappearance, for the former. I do not seek a detailed analysis of each record, but following the bell hooks method of composing stories with concepts, I compose a framework of discussions with dissident epistemologies that can be instruments for questioning. I therefore propose an ethical perspective for scientific production: writing with/about/from the body so that we can educate and belong.Este artículo es un ejercicio de experimentación autobiográfica sobre la Educación y su relación con la Pertenencia y el cuerpo. Traigo como fundamento teórico de la producción autobiográfica mientras investigo los estudios de Glória Anzaldúa, Pedra Homem y Jota Mombaça. Para pensar el tema de pertenencia, establezco un diálogo con los ganchos de campana. Y, como detonante, utilizo registros realizados por estudiantes de Educación Básica como parte de un proyecto de extensión en una Universidad pública del estado de Bahía. Las actas pretendían responder a la provocación: “¿qué le falta a esta Universidad para que sea nuestra?”. A partir de todo ello compongo una narrativa autobiográfica que, creo, ayuda a sentir y pensar cómo la Educación en la Universidad, motivada por la Ciencia Moderna, ha separado cuerpo y mente, reservando para el primero un lugar de olvido o desaparición. . No busco un análisis detallado de cada registro, pero siguiendo el método bell hooks de componer relatos con conceptos, compongo un marco de discusiones con epistemologías disidentes que pueden ser instrumentos de cuestionamiento. Propongo entonces una perspectiva ética para la producción científica: escribir con/sobre/desde el cuerpo para que podamos educar y pertenecer.Este artigo é um exercício de experimentação autobiográfica acerca da Educação e sua relação com Pertencimento e corpo. Trago como fundamento teórico da produção autobiográfica enquanto pesquisa os estudos de Glória Anzaldúa, Pedra Homem e Jota Mombaça. Para pensar a questão do pertencimento, estabeleço um diálogo com bell hooks. E, como disparador, utilizo registros feitos por estudantes da Educação Básica no âmbito de um projeto de extensão em uma Universidade pública no estado da Bahia. Os registros tinham como objetivo responder à provocação: “o que falta nessa Universidade para ela ser nossa?”. A partir de tudo isso, componho uma narrativa autobiográfica que, acredito, no ajuda a sentir e pensar como a Educação na Universidade, motivada pela Ciência Moderna, tem separado corpo e mente, reservando um lugar de esquecimento, ou sumiço, ao primeiro. Não busco uma análise detalhada de cada registro, mas seguindo o método de bell hooks de compor histórias com conceitos, componho com epistemologias dissidentes um arcabouço de discussões que podem ser instrumentos ao questionamento. Proponho, assim, uma perspectiva ética para a produção científica: a escrita com/sobre/a partir do corpo para para que possamos educar e pertencer
A pesquisa teórica em gramática e sua aplicação ao ensino de português escrito para surdos
Este artigo versa sobre a contribuição da pesquisa teórica em gramática para o ensino de português escrito para surdos, tendo como pressuposto o fato de que os sujeitos surdos têm a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua materna/natural e a Língua Portuguesa como segunda língua, adquirida na modalidade escrita, o que justifica a dificuldade que esses sujeitos encontram no desenvolvimento da língua-alvo, particularmente no contexto educacional. O trabalho se baseia na abordagem gerativa da aquisição de segunda língua (White, 2003), assim como nas discussões teóricas encontradas em Lima (2011) e Lima e Naves (2011, 2014), a respeito da aquisição de ordem dos constituintes e de concordância verbal no português escrito por surdos. Os resultados desses estudos subsidiam as reflexões sobre a elaboração de conteúdos e exercícios do material didático-pedagógico destinado a esses estudantes e à capacitação de professores de Língua Portuguesa que atuam com estudantes surdos em sala de aula
Por uma formação menor: Devires-decoloniais
This article discusses the need for educational training that goes beyond the Eurocentric, colonialist and capitalocentric paradigm, seeking to be inspired by powerful lines of thought that do not reproduce ethnocentric models. This training proposal seeks to produce insurrectional and fabulatory singularization processes, inspired by the literature of Franz Kafka and the philosophy of difference. The research adopts a theoretical-conceptual approach, using the rhizomatic principle of heterogenesis to explore the connection between literature, philosophy and education. This methodological device does not overlap areas of knowledge, nor does it privilege field research over theoretical research, recognizing the interaction between theory and practice. Instead of hierarchizing opposing pairs, such as theory and practice, we seek a synergistic approach that allows for a more immanent and horizontal understanding and resistance in the field of education, especially with regard to training process.El artículo discute la necesidad de una formación educativa que vaya más allá del paradigma eurocéntrico, colonialista y capitalocéntrico, buscando inspirarse en líneas de pensamiento poderosas que no reproduzcan modelos etnocéntricos. Esta propuesta de formación busca producir procesos de singularización insurreccionales y fabuladores, inspirados en la literatura de Franz Kafka y la filosofía de la diferencia. La investigación adopta un enfoque teórico-conceptual, utilizando el principio rizomático de heterogénesis para explorar la conexión entre literatura, filosofía y educación. Este dispositivo metodológico no superpone áreas de conocimiento, ni privilegia las investigaciones de campo sobre las teóricas, reconociendo la interacción entre teoría y práctica. En lugar de jerarquizar pares opuestos, como teoría y práctica, buscamos un enfoque sinérgico que permita una comprensión y resistencia más inmanente y horizontal en el campo de la educación, especialmente en lo que respecta a los procesos de formación.O artigo discute a necessidade de uma formação educacional que vá além do paradigma eurocêntrico, colonialista e capitalocêntrico, buscando inspiração em linhas de pensamento potentes que não reproduzam modelos etnocêntricos. Esta formação proposta busca produzir processos de singularização insurrecionais e fabuladores, inspirados na literatura de Franz Kafka e na filosofia da diferença. A pesquisa adota uma abordagem teórico-conceitual, utilizando o princípio rizomático da heterogênese para explorar a conexão entre literatura, filosofia e educação. Tal dispositivo metodológico não sobrepõe áreas de conhecimento, nem privilegia pesquisas de campo sobre teóricas, reconhecendo a interação entre teoria e prática. Em vez de hierarquizar pares opostos, como teoria e prática, busca-se uma abordagem sinérgica que permita uma compreensão mais imanente e horizontal e re(ex)sistências no campo da educação especialmente ao que tange aos processos formativos
Lei 11.645/08 e os movimentos indígenas: trajetórias de luta pela inclusão do ensino de História e Cultura indígena nos currículos das escolas brasileiras
In dialogue with indigenous authors such as Gersem Baniwa, Casé Angatu, Edson Kaiapó, Daniel Munduruku and other non-indigenous authors, this article aims to elucidate part of the trajectory of struggles and demands of indigenous movements that contributed to the achievement of mandatory teaching of History and Culture Indigenous in Brazilian schools, with Law 11.645/08. From this perspective, the political and social meanings of this Law for indigenous peoples and Brazilian society are highlighted, as well as the importance of the leading role of indigenous peoples in the history of education in Brazil, with a view to strengthening their identities, rights and struggles by a non-colonizing school in the present time.Em diálogo com autores indígenas como Gersem Baniwa, Casé Angatu, Edson Kaiapó, Daniel Munduruku e outros não-indígenas, este artigo pretende elucidar parte da trajetória de lutas e reivindicações dos movimentos indígenas que contribuíram na conquista da obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Indígena nas escolas brasileiras, com a Lei 11.645/08. Nessa perspectiva, ressalta-se os significados políticos e sociais dessa Lei para os povos indígenas e a sociedade brasileira, bem como a importância do protagonismo dos povos indígenas na história da educação no Brasil, tendo em vista o fortalecimento de suas identidades, direitos e lutas por uma escola não colonizadora no tempo presente.Em diálogo com autores indígenas como Gersem Baniwa, Casé Angatu, Edson Kaiapó, Daniel Munduruku e outros não-indígenas, este artigo pretende elucidar parte da trajetória de lutas e reivindicações dos movimentos indígenas que contribuíram na conquista da obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Indígena nas escolas brasileiras, com a Lei 11.645/08. Nessa perspectiva, abordam-se os significados políticos e sociais dessa Lei para os povos indígenas e a sociedade brasileira, bem como a importância do protagonismo dos povos indígenas na história da educação no Brasil, tendo em vista o fortalecimento de suas identidades, direitos e lutas por uma escola não colonizadora no tempo presente
"Barreiras veia" identidade cultural do "eu-barreirense" na obra Aluados e Ensolarados, de clerbet luiz
This work aimed to analyze the importance of the cultural identity construction of the “I-Barreirense”, in the city of Barreiras, West of Bahia, based on the work, Aluados e Ensolarados, by Clerbet Luiz. Collective memories permeate social spaces and are part of the discursive community in which people dialogue. The representation of the cultural imaginary represented by people/characters who live or have lived in the city of Barreiras is part of the collective memory of the population and affects the relationship of belonging and affection of local residents. By rescuing memories that interact with the people\u27s sensitivity, the book\u27s poetic micronarratives contribute to the identity formation of this territory, therefore, the article aims to investigate how poetry touches on these imaginaries. Following the bias of literary studies, the work was supported by Ronaldo Fernandes (1996), Josefina Ludmer (2010) and Eliane Brum (2006). From the perspective of Cultural/Post-colonial Studies, the analyzes were based on the studies of Stuart Hall (2006), Homi Bhabha (2013) and Frantz Fanon (1952). Discussions about memory and imaginaries were based on the ideas of Maurice Halbwachs (1990) and Paul Ricœur (2007). Published for the first time in 2018, Aluados e Sololarados, addresses narratives in poetic prose that reflect and give new meaning to the city in continuous transformation.Este trabajo tuvo como objetivo analizar la importancia de la construcción de la identidad cultural del I-Barreirense, en la ciudad de Barreiras, Oeste de Bahía, a partir de la obra Aluados e Ensolarados, de Clerbet Luiz. Las memorias colectivas permean los espacios sociales y son parte de la comunidad discursiva en la que las personas dialogan. La representación del imaginario cultural representado por personas/personajes que viven o han vivido en la ciudad de Barreiras forma parte de la memoria colectiva de la población y afecta la relación de pertenencia y afecto de los residentes locales. Al rescatar memorias que interactúan con la sensibilidad de las personas, las micronarrativas poéticas del libro contribuyen a la formación de identidad de este territorio, por ello, el artículo pretende investigar cómo la poesía incide en estos imaginarios. Siguiendo el sesgo de los estudios literarios, el trabajo contó con el apoyo de Ronaldo Fernandes (1996), Josefina Ludmer (2010) y Eliane Brum (2006). Desde la perspectiva de los Estudios Culturales/Postcoloniales, los análisis se basaron en los estudios de Stuart Hall (2006), Homi Bhabha (2013) y Frantz Fanon (1952). Las discusiones sobre memoria e imaginarios se basaron en las ideas de Maurice Halbwachs (1990) y Paul Ricœur (2007). Publicado por primera vez en 2018, Aluados e Sololarados, aborda narrativas en prosa poética que reflejan y dan nuevo significado a la ciudad en continua transformación.Este trabalho teve como propósito analisar a importância da construção identitária cultural do “eu-barreirense”, na cidade de Barreiras, Oeste da Bahia, a partir da obra, Aluados e Ensolarados, de Clerbet Luiz. As memórias coletivas permeiam os espaços sociais e fazem parte da comunidade discursiva na qual as pessoas dialogam. A representação do imaginário cultural figurado por pessoas/personagens que vivem ou viveram na cidade de Barreiras faz parte da memória coletiva da população e mexe com a relação de pertencimento e afeto dos moradores locais. Ao resgatar memórias que interagem com a sensibilidade do povo, as micronarrativas poéticas do livro colaboram para a formação identitária deste território, portanto, o artigo visa investigar como a poesia aflora esses imaginários. Seguindo o viés dos estudos literários, o trabalho teve o aporte de Ronaldo Fernandes (1996), Josefina Ludmer (2010) e Eliane Brum (2006). Na perspectiva dos Estudos Culturais/ Pós-coloniais as análises foram pautadas nos estudos de Stuart Hall (2006), Homi Bhabha (2013) e Frantz Fanon (1952). As discussões sobre memória e imaginários foram baseadas nas ideias de Maurice Halbwachs (1990) e Paul Ricœur (2007). Publicado pela primeira vez em 2018, Aluados e Ensolarados, aborda narrativas em prosa poética que refletem e ressignificam a cidade em contínua transformação
Educação para a cidadania global e ensino de língua inglesa: uma sequência didática a partir do ODS 16
Este estudo, de natureza qualitativa, examina o papel do inglês como língua adicional (ILA) no contexto educacional contemporâneo, em meio ao crescente interesse pelo aprendizado de idiomas. Em consonância com o debate sobre a educação para a cidadania global, discute-se as potencialidades do ILA para a formação intercultural e o desenvolvimento das capacidades de linguagem dos jovens. Tendo em mente a integração do ILA como um componente disciplinar, a discussão teórica é ilustrada por meio de uma sequência didática alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, evidenciando que é possível fomentar o agir pela linguagem para potencializar o sentimento de pertencimento cidadão dos estudantes, ao mesmo tempo em que aprendem um novo idioma. O estudo reforça a proposição de que o ensino do ILA deve ser pensado de forma crítica, a fim de contribuir para a construção de uma sociedade mais humana e justa