Portal de Periódicos do Centro de Estudos Interdisciplinares (CEEINTER)
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ADOECIMENTO MENTAL E AFASTAMENTO DO TRABALHO DE SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO ESTADUAL
A incidência dos transtornos mentais como motivo de afastamento prolongado do trabalho entre servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul tem sido evidente, conforme registros de dados internos dos últimos anos. Elaboramos a presente pesquisa com vistas a analisar os índices de afastamento por adoecimento mental, investigar as categorias diagnósticas dos transtornos mentais apresentados e identificar os motivos - do ponto de vista dos trabalhadores - que levaram ao adoecimento psíquico. O período estudado é de 2018 a 2023. O referencial teórico está fundamentado na Teoria Crítica da Sociedade, em especial os estudos de Adorno, T. Horkheimer, M. Marcuse, H. e Crochík, J.L.. Dentre os possíveis motivos a serem investigados como adoecedores estavam: fatores relacionados ao trabalho, experiências traumáticas, problemas financeiros, conflitos familiares, histórico prévio de ocorrência de transtornos mentais, entre outros. A metodologia escolhida foi a pesquisa de campo exploratória e descritiva, por meio da tabulação de planilhas e análise estatística dos dados fornecidos pela Secretaria de Gestão de Pessoas, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, além da aplicação de formulário on-line respondido pelos trabalhadores e trabalhadoras. Como resultados encontrados, vemos que de 2018 para 2023 houve um aumento de 69% no número de licenças médicas para tratamento da saúde mental (de 189 para 320). Quanto ao número de servidores(as) afastados (as), passou de 102, em 2018, para 157, em 2023, um incremento de 39%. Em todos os anos, os mais prevalentes foram os transtornos ansiosos, seguidos dos transtornos depressivos recorrentes, das reações agudas ao stress, dos episódios depressivos e, por último, do transtorno afetivo bipolar. A respeito dos motivos, 42 pessoas (52,5% dos respondentes) atribuíram seu adoecimento mental a fatores relacionados ao trabalho; além dessas, outras 5 (6,3%) afirmaram que o quadro de saúde se agravou devido a 2 causas principais, sendo 1 delas o trabalho; 16 pessoas (20%) associaram o adoecimento mental a experiências traumáticas; 8 pessoas (10% dos respondentes) afirmaram que já possuíam o diagnóstico anteriormente; 5 respondentes (6,3%) correlacionaram problemas financeiros, responsabilidades excessivas, conflitos familiares, isolamento social e estresse por motivos alheios ao trabalho. 4 sujeitos (5%) atribuíram a outros fatores, entre esses 2 mencionaram diagnóstico tardio de transtorno do espectro autista - TEA
ENTRE TERRITÓRIOS E PALAVRAS: A LITERATURA DE INDÍGENAS MULHERES COMO PRÁTICA DE RESISTÊNCIA E INTERSECCIONALIDADE DECOLONIAL
O presente trabalho aborda a importância da literatura indígena feminina e a interseccionalidade das questões de gênero no Brasil, destacando as contribuições de autoras como Eliane Potiguara, Maria Lugones e Julieta Paredes. Fundamenta-se na necessidade de visibilizar as vozes das indígenas mulheres, frequentemente silenciadas na história oficial, e evidencia seu protagonismo na resistência cultural e política. A metodologia adotada consiste em uma análise qualitativa, de base bibliográfica, com ênfase em obras literárias e produções teóricas dessas autoras, buscando compreender como suas experiências e discursos articulam gênero, raça, classe e colonialidade. Entre os resultados e discussões alcançados, observa-se que Potiguara (2018), em sua obra “Metade cara, metade máscara”, reflete os impactos históricos da colonização sobre os povos indígenas, enfatizando a condição de vulnerabilidade das mulheres, marcadas por elevados índices de mortalidade materna e discriminação. Maria Lugones (2014) contribui com o conceito de colonialidade do poder, ao discutir como a opressão de gênero se entrelaça com a racialização e as desigualdades de classe, reforçando a necessidade de uma abordagem interseccional. O GRUMIN (Grupo Mulher-Educação Indígena), fundado por Potiguara em 1987, é ressaltado como iniciativa fundamental na luta pelos direitos das indígenas mulheres, ao oferecer espaços de escuta, articulação e afirmação identitária. Além disso, destaca-se a atuação histórica das mulheres indígenas na administração de seus territórios e na transmissão de valores éticos e culturais. As autoras Lopes Kayapó (2023) e Correa Xakriabá (2018) aprofundam a complexidade da identidade indígena e a articulação entre feminismo e luta indígena, apontando que suas vivências não podem ser enquadradas por modelos únicos de feminismo. As Marchas das Mulheres Indígenas, por sua vez, ganham relevância como forma de visibilidade e reivindicação por justiça social e ambiental. Nesse contexto, as indígenas mulheres se afirmam como protagonistas nas lutas pela recuperação territorial e valorização de suas culturas, mobilizando estratégias de resistência e preservação de suas identidades. As considerações finais reforçam a necessidade de reconhecimento e valorização das trajetórias dessas mulheres, defendendo uma abordagem crítica e inclusiva que contemple as interseccionalidades de gênero, raça e classe. Compreender essas experiências é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, plural e descolonizada
EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA FORMAÇÃO DOCENTE: UMA ANÁLISE DOS CURRÍCULOS DE PEDAGOGIA
O presente trabalho tem como tema, a busca em pensar e pesquisar a educação para as relações étnico-raciais no âmbito da formação docente, tomando como foco investigativo os currículos de Pedagogia, das universidades federais de Minas Gerais. A relevância desta pesquisa está ancorada na necessidade de compreender como os cursos de Pedagogia têm integrado a educação para as relações étnico-raciais em suas práticas formativas. Além disso, há uma lacuna significativa na grade curricular sobre esta temática. Esta pesquisa adotou uma abordagem qualitativa documental, foram analisados os projetos pedagógicos dos cursos (PPCs), regimentos e principalmente documentos de fichas de disciplina da Universidade Federal de Minas Gerais e entre outras. Estes métodos utilizados, possibilitaram uma análise aprofundada, contextualizada e crítica das características investigadas, além de oferecer benefícios significativos para a produção de conhecimento acadêmico e social. O principal objetivo foi investigar o lugar da educação para as relações étnico-raciais nos cursos de Pedagogia das universidades federais de Minas Gerais, considerando os documentos institucionais e as práticas dos docentes formadores, além de articular com as contribuições do Movimento Negro. A pesquisa demonstrou resultados diversos, mas principalmente a urgência de ir além da inclusão formal das temáticas nos currículos. As universidades precisam revisar criticamente seus projetos formativos para efetivar a descolonização do saber pedagógico, incorporando as epistemologias negras e indígenas como bases teóricas e práticas da formação docente em todas as disciplinas. Desta forma, é essencial que educadores negros e negras e intelectuais engajados com uma proposta de educação transformadora, seja priorizada e protagonizada. Indo além do espaço acadêmico, mas que estes conhecimentos e práticas possam ocupar escolas da educação infantil, educação básica e ensino médio. Pois apenas assim, este ciclo estruturante epistemológico colonial poderá ser rompido, abrindo lugar para saberes e atitudes afrocentradas e decolonial
BORDADO COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DE GÊNERO E HISTÓRIA LOCAL
Este resumo apresenta uma análise do bordado como ferramenta pedagógica para o ensino de História e das relações de gênero, a partir da realidade sociocultural da cidade de São João dos Patos – MA, conhecida como a “Capital Maranhense dos Bordados”. O estudo parte do seguinte problema: como o ensino do bordado pode contribuir para reflexões críticas sobre identidade local e gênero no espaço escolar? Com base nessa indagação e nas demandas observadas no cotidiano escolar, o objetivo central da pesquisa foi compreender como estudantes do Ensino Médio percebem as relações de gênero associadas à prática do bordado, articulando saberes culturais e históricos. O referencial teórico dialoga com autoras como Joan Scott (1995), Guacira Louro (1997), Judith Butler (2024), María Lugones (2014), Kimberlé Crenshaw (2002) e Patrícia Hill Collins (2024), explorando conceitos como gênero, interseccionalidade e colonialidade do poder. A proposta pedagógica está ancorada na educação crítica de Paulo Freire (2021) e na interculturalidade crítica de Vera Candau (2016). A pesquisa tem abordagem qualitativa e quantitativa, de natureza investigativa e pedagógica. O estudo foi desenvolvido com 18 estudantes do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – IEMA, unidade de São João dos Patos, durante as aulas da disciplina Eletiva de Base. Foram aplicados questionários, realizadas rodas de conversa e promovida uma oficina de bordado. Como resultado do estudo os dados apontam que a maioria dos(as) estudantes associa o bordado à figura feminina, o que reforça a construção social de gênero como fator de hierarquização de práticas e espaços. Os dados também revelaram que existe uma valorização do bordado como herança cultural local e que os bordados se constituem como uma prática de resistência identitária e de gênero que pode ser utilizada no ensino da História e para o enfrentamento das opressões relacionadas as relações de gênero e para a valorização da cultura e saberes locais
AS HISTÓRIAS QUE NÃO TE CONTAM: ESCREVIVÊNCIAS DA ESCOLA INTEGRADA 2 DE MAIO
As histórias que não te contam: escrevivências da escola Integrada 2 de Maio são um estudo de caso, de base etnográfica, que parte de minha vivência como professor da disciplina de história em uma escola ligada à rede estadual de ensino de Fortaleza-CE entre os anos de 2010 e 2025. A dissertação vem sendo produzida pelo mestrado profissional em História da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, sob a orientação da professora Silviana Fernandes Mariz. Localizada no bairro Passaré, a instituição analisada fica entre o cemitério do Parque da Paz e o Centro Socioeducativo Dom Bosco, zona sul de Fortaleza, a cerca de 2,5 km do famoso estádio de futebol Arena Castelão. A partir de 2020, a Integrada, como costuma ser chamada, deixou de ser uma escola regular de ensino fundamental e médio, para ser uma escola de ensino médio em tempo integral. A partir da reflexão sobre o papel do racismo e do colonialismo no cotidiano da comunidade escolar, assim como a partir da análise sobre a resistência a essas chagas, a pesquisa perseguiu a seguinte questão: quando os sujeitos sociais silenciados são estimulados a se expressarem, o que eles nos contam? Quando a comunidade escolar conta a sua própria história - suas escrevivências - quando a história local é escovada à contrapelo, o que submerge das profundezas? Que narrativas encontraremos? Dessa forma, a pesquisa se debruça sobre dezenas de relatos da comunidade escolar, produzidos no formato de crônicas ou poemas por alunos, ex-alunos e pelo autor da pesquisa. Trata-se de um estudo produzido a partir da observação chamada de participante, onde há um intenso grau de interação entre o pesquisador e seu objeto. A pesquisa se situa nos marcos da celebração dos vinte anos de luta pela aplicação da Lei n.º 10.639/03, responsável por incluir no currículo oficial das redes de ensino de todo o país, inclusive do Ensino Superior, a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Assim como nos marcos das celebrações dos cinquenta anos de resistência da cultura Hip Hop. A partir das produções artísticas, debrucei-me sobre as várias faces da violência urbana que ronda a escola, sobre as permanências de uma violência colonial cotidiana. As histórias que não te contam, ao serem contadas, nos mostraram a relação da comunidade escolar com a morte, com uma saúde mental comprometida, com as opressões e apontaram para a possibilidade de resistências articuladas pela socialização de experiências, pela ressignificação do local e pelo compartilhamento da autoridade. Os silenciados puderam confrontar uma história oficial produzida e legitimada por uma elite branca a partir da sua própria versão do cotidiano, a partir de suas próprias escrevivências, a partir da compreensão de si como sujeito histórico. Ao final da pesquisa, entregaremos à biblioteca da escola um Diário Digital de histórias, memórias e afetos com o conjunto de manifestações artísticas produzidas pela comunidade escolar durante o recorte estudado e organizaremos um evento de lançamento do material
O TRABALHO DO/A ASSISTENTE SOCIAL NO NÚCLEO DE ATENDIMENTO À NEURODIVERSIDADE (NAN) NO MUNICÍPIO DE RONDON DO PARÁ-PA.
Introdução: A implementação inicial do Núcleo de Atendimento à Neurodiversidade (NAN), articulado às Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Assistência Social no território de Rondon do Pará-Pará. A formalização do NAN pela Lei N°900/2025, marca um avanço institucional, ao propor atendimento especializado e intrigado, fundamentado em ações de intervenção e reabilitação, estimulando articulação intersetorial, promover a inclusão social e garantir transversalidade das políticas públicas voltadas à neurodiversidade. Conta por uma equipe técnica interdisciplinar composta por profissionais das áreas Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Fonoaudiologia, Serviço Social, Educação Física e Fisioterapia. Metodologia: O trabalho em debate constitui-se por meio da atuação da assistente social no NAN, este estudo optou-se como tipo de pesquisas bibliografia, alusivo a temática e pesquisa de campo. Resultados e Discussão: O exercício profissional da assistente social contribui significativamente para a construção do fluxo de atendimento no NAN. Inicialmente, fora realizado um levantamento diagnóstico nas doze (12) escolas da rede pública de ensino do município na zona urbana, identificando os/as estudantes com laudo conclusivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A partir dessa identificação, teve início ao processo de acolhimento junto às famílias em cada escola, realizando uma escuta qualificada e orientação quanto aos atendimentos especializados disponíveis. Compete também a atribuição de realizar visitas domiciliares e participar da triagem inicial, articulando os encaminhamentos aos demais profissionais da equipe multiprofissional e às redes complementares das políticas de assistência social, saúde e educação. Mediante esses encaminhamentos, estabelece um acompanhamento sistemático dos casos, com definição de prazos de atendimento conforme a necessidade individual de cada usuário, possibilitando uma atuação contínua e ajustada às demandas específicas. Essa prática contribui para fortalecer os vínculos entre núcleo, família e rede, promovendo maior efetividade nas ações intersetoriais. Considerações Finais: O trabalho da assistente social no NAN é fundamental para a garantia de direitos, promoção da inclusão e construção de respostas intersetoriais no enfrentamento das desigualdades vivenciadas pela população neurodivergente em contextos locais. Considerando que o núcleo é uma iniciativa recente no município, reconhece-se que ainda há desafios a serem enfrentados, não apenas no que compete à atuação do Serviço Social, mas por toda a equipe técnica envolvida, dando o caráter inovador e complexo da proposta, tendo em vista assegurar o acesso equitativo aos atendimentos especializados e fortalecendo a rede de proteção em todo o território municipal
ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA: AS CONGADAS COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA EM UM ITINERÁRIO FORMATIVO DE APROFUNDAMENTO
Este estudo foi desenvolvido a partir de uma pergunta: qual é a possível conexão entre o movimento das congadas e o ensino de História com base na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Para isso, a pesquisa foi conduzida por meio de uma análise da BNCC e sua relação com as Congadas; uma revisão bibliográfica de obras que abordam as Congadas e o ensino de História, destacando as possibilidades de aprendizagem utilizando essa manifestação cultural em consonância com as Competências Gerais da Educação Básica para o Ensino Médio. Após as etapas de análise e articulação, observou-se que as Congadas podem ser utilizadas como uma ferramenta excepcional para a educação cultural na educação básica através da metodologia dos Itinerários Formativos de Aprofundamento (IFAs), possibilitando inclusive o desenvolvimento de uma proposta pedagógica que valorize a educação artística, as diversas formas de aprendizagem e a riqueza do patrimônio imaterial brasileiro
POLÍTICAS DE FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOCENTE: UMA BREVE ANÁLISE DO PROGRAMA MAIS PROFESSORES
O presente estudo é parte de uma análise decorrente do Grupo de Pesquisa em Política Curriculares de Formação docente - Mandacaru. Analisa as políticas de valorização tomando por base o Programa “Mais professores”. Destaca as metas do PNE, ainda em vigor 2014-2024, para entender os desafios e limites das projeções políticas das ações em forma de programa. Apresenta críticas aos processos circunscritos, a medidas governistas e as recentes preocupações com a possibilidade do apagão docente. Portanto, destacamos como uma formação inicial e continuada de qualidade e outros fatores são fundamentais para a valorização dos profissionais do magistério
SABER-FAZER DO COORDENADOR PEDAGÓGICO: QUEM CONSTRÓI O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO?
This scientific article, titled “Know-how of the Pedagogical Coordinator: Who Builds the Pedagogical Political Project?”, addresses the guiding question: “What are the knowledges and practices of the pedagogical coordinator in the construction of the pedagogical political project (PPP)?” Its general objective is to understand how the knowledges and practices of the pedagogical coordinator are constituted in the construction of the PPP. The specific objectives are: to understand the concepts of education, school, knowledge, practices, pedagogical coordinator, and PPP; to identify the knowledges and practices of the pedagogical coordinator in the construction of the PPP; and to analyze how such knowledges and practices are formed in this process. A qualitative, descriptive, and exploratory field research was conducted, using semi-structured interviews as the methodological instrument, applied in a public institution in the municipality of Pojuca-BA. Beyond academic contribution, this study aims to emphasize the importance of the pedagogical coordinator’s role in the construction of the pedagogical political project in educational institutions. We conclude that the articulation of knowledges, practices, and educational data strengthens the construction of the PPP, highlighting the importance of this document as a strategic and transformative guide to the school reality.El presente artículo científico, titulado “Saber hacer del Coordinador Pedagógico: ¿Quién construye el Proyecto Político Pedagógico?”, tiene como pregunta-problema: “¿Cuáles son los saberes y haceres del coordinador pedagógico en la construcción del Proyecto Político Pedagógico (PPP)?” Como objetivo general, se propone comprender cómo se constituyen los saberes y haceres del coordinador pedagógico en la construcción del PPP. Los objetivos específicos son: comprender las concepciones de educación, escuela, saberes, haceres, coordinador pedagógico y PPP; identificar los saberes y haceres del coordinador pedagógico en la construcción del PPP; y analizar cómo se constituyen dichos saberes y haceres en este proceso. Se utilizó la investigación de campo con enfoque cualitativo, descriptivo y exploratorio, y como instrumento metodológico, una entrevista semiestructurada aplicada en una institución pública del municipio de Pojuca-BA. Además de la contribución académica, se espera resaltar la importancia del rol del coordinador pedagógico en la construcción del Proyecto Político Pedagógico en las instituciones educativas. Se concluye que la articulación de saberes, prácticas y datos educativos fortalece la construcción del PPP, evidenciando la importancia de este documento como guía estratégica y transformadora de la realidad escolar.O presente artigo científico, que apresenta como título “Saber-fazer do coordenador pedagógico: Quem constrói o projeto político pedagógico?”, e como questão-problema “Quais são os saberes e fazeres do coordenador pedagógico na construção do projeto político pedagógico?” Traçou como objetivo geral: Compreender como se constituem os saberes e fazeres do coordenador pedagógico na construção do PPP; e como objetivos específicos: Entender as concepções de educação; escola; saberes; fazeres; coordenador pedagógico e PPP; identificar os saberes e fazeres do coordenador pedagógico na construção do PPP; analisar como se constitui os saberes e fazeres do coordenador na construção do PPP. Utilizou-se a pesquisa de campo de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, tendo como instrumento metodológico, a entrevista semiestruturada aplicada em uma instituição pública do município de Pojuca-BA. Além da contribuição acadêmica, esperamos contribuir para enfatizar a importância do papel do coordenador pedagógico na construção do projeto político pedagógico nas instituições de ensino. Concluímos, portanto, que a articulação de saberes, práticas e dados educacionais fortalece a construção do PPP, evidenciando a importância desse documento como guia estratégico e transformador da realidade escolar
LETRAMENTO AUDIOVISUAL CRÍTICO: FORMAÇÃO DOCENTE E IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA NO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO
This article proposes a theoretical reflection on audiovisual literacy as a formative strategy aimed at teaching Sociology. In a context of intense image circulation and the devaluation of the humanities in the school curriculum, it argues that cinema, understood as an aesthetic and epistemological language, can contribute to the development of the sociological imagination and the construction of pedagogical practices that are more critical and sensitive to social reality. The study is qualitative in nature and is based on a narrative review, articulating authors from the fields of literacy, cinematographic language, and teacher training. The discussion is anchored in three axes: literacy as a social and critical practice; cinema as a formative language; and continuing education as a situated process. As a result, it is argued that the use of cinema must go beyond an illustrative resource, being incorporated as a language for reading the world. It is concluded that audiovisual literacy offers promising paths to strengthen the teaching of Sociology, expand teachers\u27 repertoire, and promote an education committed to epistemic justice and the critical reading of images.Este artículo propone una reflexión teórica sobre la alfabetización audiovisual como estrategia formativa orientada a la docencia en Sociología. En un contexto de intensa circulación de imágenes y de debilitamiento de las humanidades en el currículo escolar, se sostiene que el cine, comprendido como lenguaje estético y epistemológico, puede contribuir al desarrollo de la imaginación sociológica y a la construcción de prácticas pedagógicas más críticas y sensibles a la realidad social. El estudio tiene un carácter cualitativo y se basa en una revisión narrativa que articula autores de las áreas de alfabetización, lenguaje cinematográfico y formación docente. La discusión se estructura en tres ejes: la alfabetización como práctica social y crítica; el cine como lenguaje formativo; y la formación continua como proceso situado. Como resultado, se argumenta que el uso del cine debe ir más allá del recurso ilustrativo, incorporándose como un lenguaje de lectura del mundo. Se concluye que la alfabetización audiovisual ofrece caminos prometedores para fortalecer la enseñanza de la Sociología, ampliar el repertorio de los docentes y promover una educación comprometida con la justicia epistémica y con la lectura crítica de las imágenes.Este artigo propõe uma reflexão teórica sobre o letramento audiovisual como estratégia formativa voltada à docência em Sociologia. Em um contexto de intensa circulação de imagens e de rebaixamento das humanidades no currículo escolar, defende-se que o cinema, compreendido como linguagem estética e epistemológica, pode contribuir para o desenvolvimento da imaginação sociológica e para a construção de práticas pedagógicas mais críticas e sensíveis à realidade social. O estudo tem natureza qualitativa e baseia-se em revisão narrativa, articulando autores das áreas de letramento, linguagem cinematográfica e formação docente. A discussão se ancora em três eixos: o letramento como prática social e crítica; o cinema como linguagem formativa; e a formação continuada como processo situado. Como resultado, argumenta-se que o uso do cinema deve ir além do recurso ilustrativo, sendo incorporado como linguagem de leitura do mundo. Conclui-se que o letramento audiovisual oferece caminhos promissores para fortalecer o ensino de Sociologia, ampliar o repertório dos professores e promover uma educação comprometida com a justiça epistêmica e com a leitura crítica das imagens