Portal de Periódicos do Centro de Estudos Interdisciplinares (CEEINTER)
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    QUANDO A CRIANÇA NÃO FALA: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE UM CASO DE MUTISMO SELETIVO

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    In the field of national studies on selective mutism, there is a noticeable lack of research on the psychological treatment of these children, who often manage to communicate only within the family environment. Thus, the objective of this work is to develop clinical-theoretical reflections on the joint psychological care of a child with selective mutism and her mother. To this end, a report of a clinical experience is presented, through which it was possible to observe that the mother’s presence in psychological sessions proved essential—not only to promote the child’s verbal communication with people outside the family circle but, above all, so that the mother–child bond could become the focus of clinical interventions. Based on this experience report, it is expected to produce clinical-theoretical knowledge that may support Psychology professionals in treating cases of children with selective mutism.En el campo de los estudios nacionales sobre el mutismo selectivo, se observa una escasez de investigaciones sobre el tratamiento psicológico de estos niños, que con frecuencia logran comunicarse únicamente en el entorno familiar. Así, el objetivo del presente trabajo es desarrollar reflexiones clínico-teóricas sobre la atención psicológica conjunta de una niña con mutismo selectivo y su madre. Para ello, se presenta un relato de una experiencia clínica, a partir del cual fue posible observar que la presencia de la madre en las sesiones psicológicas resultó esencial, no solo para favorecer la comunicación verbal de la niña con figuras fuera del ámbito familiar, sino, principalmente, para que el vínculo materno-filial pudiera convertirse en el foco de intervenciones clínicas. A partir de este relato de experiencia, se espera producir conocimiento clínico-teórico que sirva de apoyo a los profesionales de la Psicología en la atención de casos de niños con mutismo selectivo.No campo dos estudos nacionais sobre mutismo seletivo, observa-se escassez de investigações sobre o tratamento psicológico dessas crianças que frequentemente conseguem se comunicar apenas no ambiente familiar. Assim, no presente trabalho, objetiva-se tecer reflexões clínico-teóricas sobre o atendimento psicológico conjunto da criança com mutismo seletivo e a sua mãe. Para tanto, é apresentado um relato de uma experiência clínica, a partir do qual foi possível observar que a presença da mãe nos atendimentos psicológicos se revelou essencial, não apenas para favorecer a comunicação verbal da criança junto às figuras extrafamiliares, mas, principalmente, para que o vínculo materno-filial pudesse ser alvo de intervenções clínicas. A partir desse relato de experiência, espera-se produzir conhecimento clínico-teórico que fomente os profissionais da Psicologia no atendimento de casos de crianças com mutismo seletivo

    REFLEXÕES SOBRE MULTICULTURALISMO E PSICOTERAPIA: UMA REVISÃO CRÍTICA SOBRE O CONTEXTO BRASILEIRO

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    The multicultural paradigm asserts the need for psychologists to recognize and incorporate their clients’ cultural dimension into the psychotherapeutic process. Studies have shown that culturally sensitive psychotherapy is a predictor of positive clinical outcomes. Nevertheless, in the Brazilian context, discussions on multiculturalism remain incipient compared to the international landscape. The aim of this study is to investigate the state of the art of the dialogue between multiculturalism and psychotherapy in Brazil. To this end, a critical review was conducted using the PePSIC, SciELO, and BVS databases, with the following keywords: “multiculturalism,” “multicultural psychology,” “multicultural competencies,” “multicultural orientation,” “cultural competence,” “cultural humility,” “psychotherapy,” “psychological care,” and “psychological intervention.” Five studies were selected based on inclusion criteria. The results indicated that, although the studies addressed cultural topics such as gender, race, religion/spirituality, and disability, they did not adopt the multicultural paradigm. These findings suggest limited consideration of intersectionality, little emphasis on the therapist’s cultural humility, and a restricted approach to the transversal development of cultural therapeutic skills.El paradigma multicultural afirma la necesidad de que los psicólogos reconozcan e incorporen la dimensión cultural de sus clientes en el proceso psicoterapéutico. Los estudios han demostrado que una psicoterapia culturalmente sensible es un predictor de resultados clínicos positivos. Sin embargo, en el contexto brasileño, se observa que la discusión sobre el multiculturalismo aún es incipiente en comparación con el contexto internacional. El objetivo de este estudio es investigar el estado del arte del diálogo entre multiculturalismo y psicoterapia en Brasil. Para ello, se realizó una revisión crítica a partir de las bases de datos PePSIC, SciELO y BVS, utilizando las palabras clave “multiculturalismo”, “psicología multicultural”, “competencias multiculturales”, “orientación multicultural”, “competencia cultural”, “humildad cultural”, “psicoterapia”, “atención psicológica” e “intervención psicológica”. Se seleccionaron cinco investigaciones según los criterios de inclusión. Los resultados mostraron que, aunque los estudios abordaron temas culturales como género, raza, religión/espiritualidad y discapacidad, no partieron del paradigma multicultural. Estos hallazgos sugieren una escasa consideración de la interseccionalidad, poca énfasis en la humildad cultural del terapeuta y un enfoque limitado en el desarrollo transversal de habilidades terapéuticas culturales.O paradigma multicultural afirma a necessidade de que psicólogos reconheçam e incorporem a dimensão cultural de seus clientes no processo psicoterapêutico. Estudos têm demonstrado que uma psicoterapia culturalmente sensível é um preditor de desfechos clínicos positivos. Apesar disso, no cenário brasileiro, observa-se que a discussão sobre multiculturalismo ainda é incipiente em comparação com o contexto internacional. O objetivo deste estudo é investigar o estado da arte do diálogo entre multiculturalismo e psicoterapia no Brasil. Para tanto, foi realizada uma revisão crítica a partir das bases de dados PePSIC, SciELO e BVS, utilizando as palavras-chave "multiculturalismo", "psicologia multicultural", "competências multiculturais", "orientação multicultural", "competência cultural", "humildade cultural", "psicoterapia", "atendimento psicológico" e "intervenção psicológica". Cinco pesquisas foram selecionadas com base em critérios de inclusão. Os resultados apontaram que, apesar de os estudos abordarem temas culturais, como gênero, raça, religião/espiritualidade e deficiência, eles não partiram do paradigma multicultural. Esses achados sugerem pouca consideração à interseccionalidade, pouca ênfase na humildade cultural do terapeuta e uma abordagem limitada ao desenvolvimento transversal de habilidades terapêuticas culturais

    A TEORIA DA AUTORREGULAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO 5° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I

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    A autorregulação, definida como a capacidade de controlar e gerenciar os próprios pensamentos, emoções e comportamentos, é crucial para o aprendizado e desenvolvimento integral dos alunos.  A Teoria da Autorregulação de Zimmerman, com base na Teoria Sociocognitiva de Bandura, destaca o papel do aluno como agente ativo na construção do seu conhecimento.  Este artigo discute a aplicação da Teoria da Autorregulação nas aulas de Educação Física do 5º ano do Ensino Fundamental I, considerando o potencial dessa área para o desenvolvimento da autorregulação. O estudo desse artigo se baseia em uma metodologia de revisão bibliográfica de autores como Zimmerman, Bandura e Saraiva Educação, buscando aprofundar a compreensão da Teoria da Autorregulação e suas aplicações no contexto da Educação Física. A aplicação da Teoria da Autorregulação nas aulas de Educação Física pode contribuir para o desenvolvimento da autonomia, responsabilidade e autoconhecimento dos alunos. Através do planejamento das aulas, execução e avaliação das atividades com foco na autorregulação como método para controlar e gerenciar os próprios pensamentos, emoções e comportamentos, os alunos podem aprender a gerenciar suas emoções durante as aulas que envolvem competições, controlar seus comportamentos e tomar decisões conscientes em benefício próprio e do grupo, tornando o ambiente de aprendizado mais prazeroso e eficiente. As aulas de Educação Física oferecem um ambiente propício para o desenvolvimento da autorregulação, pois envolvem situações que exigem controle emocional, como jogos e brincadeiras. A utilização de jogos e brincadeiras como método de aplicação da teoria da autorregulação pode se tornar uma ferramenta pedagógica capaz de auxiliar os alunos na construção de processos autorregulatórios, promovendo o desenvolvimento integral dos alunos. A Teoria da Autorregulação pode ser uma ferramenta valiosa para as aulas de Educação Física, contribuindo de forma mais positiva para o desenvolvimento de alunos mais equilibrados, autônomos, responsáveis e capazes de gerenciar suas próprias aprendizagens. O professor de Educação Física, como mediador do processo de ensino-aprendizagem e aplicador das técnicas de autorregulação ensinadas pelos pensadores Zimmerman e Bandura, tem um papel fundamental no desenvolvimento da autorregulação dos alunos

    A PREPARAÇÃO DOS PROFESSORES E SEUS IMPACTOS NA INCLUSÃO DE ALUNOS AUTISTAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: VISÕES DO AMBIENTE ESCOLAR

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    A formação docente tem um papel fundamental na inclusão de estudantes com autismo na Educação Infantil, visto que a atuação pedagógica adequada pode garantir o pleno desenvolvimento dessas crianças no ambiente escolar. No entanto, a efetividade dessa inclusão depende da formação e da conscientização dos professores sobre as características do transtorno do espectro autista (TEA) e as práticas pedagógicas necessárias para atender às suas especificidades. A formação docente não deve se limitar a aspectos técnicos, mas incluir também uma abordagem sensível, que permita o reconhecimento das potencialidades e desafios que os alunos com autismo apresentam. Os professores da Educação Infantil, muitas vezes, enfrentam dificuldades na adaptação de suas práticas pedagógicas para atender às necessidades de estudantes com autismo, principalmente quando não receberam uma formação específica para isso. A compreensão limitada sobre o transtorno e as estratégias pedagógicas adequadas pode resultar em dificuldades na interação, comunicação e socialização das crianças com TEA dentro da sala de aula. Além disso, a falta de recursos didáticos, apoio psicopedagógico e estrutura adequada nas escolas contribui para a precariedade da inclusão, dificultando o processo de aprendizagem desses alunos. Uma formação docente que contemple não apenas o conhecimento teórico sobre o autismo, mas também práticas pedagógicas inclusivas, estratégias de comunicação alternativa e a adaptação do currículo, é essencial para promover uma inclusão efetiva. O papel da escola não é apenas integrar os alunos com autismo ao ambiente escolar, mas proporcionar-lhes condições para que se desenvolvam e aprendam de maneira plena, respeitando suas diferenças e potencializando suas habilidades. É imprescindível que o ambiente escolar se torne um lugar acessível, onde as necessidades individuais dos alunos sejam atendidas com foco no respeito à diversidade. Além disso, a percepção dos docentes sobre a inclusão é um fator relevante para a efetividade da prática inclusiva. Muitos educadores acreditam que a inclusão de alunos com autismo exige ajustes significativos em sua prática pedagógica, o que pode gerar resistência, principalmente se não houver uma preparação adequada. A formação continuada, o trabalho colaborativo entre profissionais da educação e a presença de equipes de apoio, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, são estratégias importantes para promover uma visão positiva da inclusão. A inclusão efetiva de estudantes com autismo na Educação Infantil também depende do apoio da família e da comunidade escolar. As famílias devem ser envolvidas no processo educativo e ser parceiras na construção de estratégias que atendam às necessidades específicas de seus filhos. O apoio dos colegas de classe também é fundamental para criar um ambiente escolar acolhedor e colaborativo, onde as diferenças sejam respeitadas e as habilidades individuais de cada criança sejam valorizadas. A interação entre estudantes com e sem autismo pode ser enriquecedora para todos, promovendo um aprendizado mútuo e a construção de um ambiente mais inclusivo.Em resumo, a formação docente tem um impacto direto na inclusão de estudantes com autismo na Educação Infantil. A conscientização, a capacitação e o apoio contínuo aos professores são essenciais para garantir que esses alunos tenham acesso a uma educação de qualidade e que suas necessidades específicas sejam atendidas de forma adequada. A efetividade da inclusão escolar depende, portanto, de uma abordagem integrada que envolva a formação docente, a adaptação do currículo, o apoio psicopedagógico e o envolvimento das famílias e da comunidade escolar. Apenas com o trabalho conjunto e o comprometimento de todos os envolvidos será possível garantir uma educação inclusiva de qualidade para todos os alunos

    INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO PLANEJAMENTO DA SALA DE AEE: POTENCIALIZANDO O APRENDIZADO

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    A integração de tecnologias no planejamento da Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) representa um avanço significativo no campo da educação inclusiva. Esse ambiente especializado visa potencializar o aprendizado de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), oferecendo recursos e estratégias adequadas às suas particularidades. A utilização de tecnologias no planejamento da sala de AEE desempenha um papel crucial nesse contexto, proporcionando ferramentas que facilitam o acesso ao conhecimento e promovem uma maior interação e inclusão social. Primeiramente, é essencial compreender que o AEE é regulamentado pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que visa assegurar o acesso, a participação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nesse sentido, a integração de tecnologias surge como uma forma de personalizar o ensino, adaptando-o às necessidades específicas de cada aluno. Um dos principais benefícios da integração de tecnologias no planejamento da sala de AEE é a possibilidade de utilizar recursos como softwares educacionais, aplicativos, plataformas digitais e dispositivos adaptativos. Essas ferramentas podem ser customizadas para atender às diferentes formas de aprendizagem dos alunos, proporcionando atividades interativas e adaptadas que estimulam o desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional. As tecnologias também permitem a criação de materiais pedagógicos acessíveis, como textos em formatos alternativos, recursos auditivos e visuais, ou ainda, jogos educativos que promovem a aprendizagem de forma lúdica. Isso é especialmente útil para alunos com deficiências visuais, auditivas ou transtornos do espectro autista, pois contribui para a eliminação de barreiras que dificultam o acesso ao currículo escolar. Outro aspecto relevante é o papel das tecnologias na promoção da comunicação aumentativa e alternativa (CAA), que facilita a expressão e a interação de alunos com dificuldades na fala ou na comunicação. Dispositivos como tablets com softwares de CAA oferecem recursos de voz sintetizada, símbolos visuais e outras formas de suporte comunicativo, ampliando as possibilidades de participação desses alunos nas atividades escolares e sociais. Essa abordagem contribui não apenas para o aprendizado, mas também para o fortalecimento da autoestima e autonomia dos estudantes. No âmbito da formação dos profissionais da educação, a integração de tecnologias no planejamento da sala de AEE também desempenha um papel fundamental. É necessário que os educadores estejam capacitados para utilizar essas ferramentas de maneira eficaz, promovendo um ambiente de aprendizagem inclusivo e colaborativo. Isso inclui formações contínuas que abordem tanto o uso das tecnologias quanto as práticas pedagógicas inclusivas. Contudo, é importante destacar que a eficácia da integração de tecnologias no AEE depende não apenas da disponibilidade dos recursos, mas também de uma abordagem pedagógica centrada no aluno, que reconheça suas potencialidades e promova sua autonomia. Além disso, é essencial que haja investimentos em infraestrutura e suporte técnico, garantindo que os equipamentos estejam acessíveis e funcionais em todas as unidades escolares. Em suma, a integração de tecnologias no planejamento da sala de AEE representa um avanço significativo na promoção da educação inclusiva, proporcionando recursos e estratégias que potencializam o aprendizado e o desenvolvimento integral dos alunos com necessidades educacionais especiais

    INFÂNCIA, MEMÓRIA E RELAÇÕES DE TRABALHO NO MARAJÓ-BREVES: UMA ANÁLISE DO LIVRO ANDANDO SOBRE CASCALHOS DE PALMITO, DE RITA SANCHES

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    Introdução. O trabalho investiga a infância, a memória e as relações de trabalho no contexto marajoara, a partir do livro Andando sobre cascalhos de palmito (2022), de Rita Sanches. Objetivo. O objetivo desta comunicação de pesquisa é investigar a infância, a memória e o trabalho no contexto marajoara, entre os anos de 1960 e 1990 do século XX. Metodologia. A metodologia se fixa em uma análise temática sobre os eixos centrais do livro. Resultados e Discussão. A partir da análise da obra se observa como se dá o protagonismo de personagens que viveram nessa época; ao mesmo tempo em que as memórias da infância são narradas, a vida ribeirinha se entrelaça às atividades desenvolvidas no contexto das indústrias madeireiras e das fábricas de palmito. Conclusão. Os temas são recuperados voz da personagem que conduz a narrativa, além disso, a ficção se funde aos fios autobiográficos e memorialísticos da autora

    AS PRÁTICAS ESCOLARES FRENTE ÀS DESIGUALDADES: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E PARA A DIVERSIDADE

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    Este trabalho objetiva discutir os principais desafios das práticas escolas frentes às desigualdades sociais, culturais e econômicas que permeiam a sociedade brasileira. Assim, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativa, tendo como fundamento autores como Libâneo (2010), Laval (2019) e Kassar (2012 e 2016), de forma a promover uma reflexão crítica sobre o tema. Evidencia-se que o debate sobre as adversidades que impedem que a educação seja verdadeiramente inclusiva e voltada para a diversidade é imprescindível, considerando as contradições que permeiam esse espaço, principalmente com a perpetuação de políticas neoliberais na educação. Por isso, torna-se fundamental ampliar as reflexões sobre o campo das políticas públicas educacionais e do trabalho docente que é impactado diretamente por elas, de forma a contribuir para uma sociedade que valorize a diversidade ao invés de negá-las, promovendo a justiça social e uma escola que não exclua, mas inclua em todos os sentidos

    DIDÁTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E O ENSINO DE GEOGRAFIA: CONSIDERAÇÕES ACERCA DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

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    Este estudo se debruça nas categorias de didática, formação de professores e nas percepções pessoais de professores de geografia do ensino fundamental. Tem como objetivo compreender sobre as perspectivas dos docentes sobre suas práticas, bem como a didática, relacionando-as a questões importantes da formação docente. O estudo ampara-se em teóricos que se debruçam nos temas aqui discorridos, tais como: Candau (2011); Tardif (2010); Passini (2007). A pesquisa de cunho qualitativo, inclui metodologicamente a observação-participante e entrevistas semiestruturadas. Os resultados indicam que as visões dos professores se alinham minimamente às discussões teóricas, porém evidenciam a necessidade de formação continuada para uma prática pedagógica reflexiva, crítica e consistente. Atesta-se a importância de uma formação de professores omnilateral, alicerçada em dimensões teóricas e práticas sólidas para uma condução de ensino condizente com os contextos sociais, políticos e culturais das quais atualmente vivemos.  &nbsp

    A RELEVÂNCIA DO PROLICE PARA A FORMAÇÃO INICIAL NA DOCÊNCIA EM GEOGRAFIA

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     O presente trabalho, de abordagem qualitativa, busca destacar a importância da formação inicial docente por meio do Programa Licenciandos(as) na Escola (PROLICE), que possibilita aos discentes de cursos superiores de licenciatura vivenciarem o cotidiano de uma sala de aula, relacionando a teoria com a prática, experiência que agrega saberes ao exercício profissional futuro. As vivências pedagógicas descritas ao longo do manuscrito foram realizadas por um bolsista do PROLICE vinculado ao curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Campus São Cristóvão/SE, durante o ano de 2023, com alunos matriculados nos 3° anos do Ensino Médio do Colégio Estadual Armindo Guaraná, estabelecimento da rede pública estadual de ensino localizado em São Cristóvão/SE, as quais possibilitaram alcançar como resultado principal o desenvolvimento de habilidades pedagógicas e reflexão docente

    VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO NAS RELAÇÕES HOMOSSEXUAIS: REFLEXÕES SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS

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    Intimate partner violence (IPV) in same-sex relationships faces stereotypes that render it invisible in public policies. The objective of this theoretical study was to reflect on psychosocial factors that help to understand this phenomenon, as well as to promote reflective suggestions for addressing this demand within public policy. Methodologically, this is a theoretical study, following the steps proposed by Filho and Struchiner (2021). We understand that IPV in same-sex relationships involves the intertwining of various identity categories such as gender, race, class, disability, etc. It is noted that methodological and attitudinal barriers resulting from discrimination hinder the availability of accurate data on same-sex IPV, which contributes to victims in this context experiencing a Foucauldian form of ‘letting die,’ operationalized through a permanent state of exception, which may reach the level of necropolitics when the intersecting identities involved are considered.La violencia por pareja íntima (VPI) en relaciones homosexuales enfrenta estereotipos que la invisibilizan en las políticas públicas. El objetivo de este estudio teórico fue reflexionar sobre los factores psicosociales que ayudan a comprender dicho fenómeno, así como promover sugerencias reflexivas para la actuación frente a esta demanda en las políticas públicas. Metodológicamente, se trata de un estudio teórico, siguiendo los pasos propuestos por Filho y Struchiner (2021). Entendemos que la VPI en relaciones homosexuales implica el entrelazamiento de diversas categorías identitarias como género, raza, clase, discapacidad, etc. Se observa que las barreras metodológicas y actitudinales, fruto de las discriminaciones, dificultan que se conozcan datos reales sobre la VPI homosexual, lo que contribuye a que los sujetos victimizados en este contexto vivan una forma de ‘dejar morir’ foucaultiana, operada a través de un estado de excepción permanente, que puede llegar a una necropolítica al considerar las interseccionalidades implicadas.A violência por parceiro íntimo (VPI) em relações homossexuais enfrenta estereótipos que a invisibilizam nas políticas públicas. O objetivo deste estudo teórico foi refletir sobre fatores psicossociais que ajudem a compreender tal fenômeno, bem como promover sugestões reflexivas para a atuação diante dessa demanda em políticas públicas. Metodologicamente, trata-se de um estudo teórico, onde seguimos os passos propostos por Filho e Struchiner (2021). Entendemos que a VPI nas relações homossexuais envolve o entrelaçamento de diversas categorias identitárias como gênero, raça, classe, deficiência etc. Nota-se que barreiras metodológicas e atitudinais frutos de discriminações dificultam que dados reais sobre a VPI homossexual sejam conhecidos, o que contribui para que sujeitos vitimados nesse contexto vivam uma forma ‘deixar morrer’ foucaultiano, operacionalizado através de estado de exceção permanente, que pode chegar a uma necropolítica quando observadas as interseccionalidades envolvidas

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