Portal de Revistas do Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento Territorial (LaPPRuDes)
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BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE RECUPERAÇÃO DE NASCENTES
As são nascentes são fontes de águas subterrânea concentradas em falhas geológicas do solo que surgem em pontos mais frágeis, as nascentes poder ser de acúmulo de água, dando origem a pequenos lagos ou sem acúmulo dando origem a riachos que desaguam em outros rios. No entanto, fatores antrópicos podem atuar para a degradação das nascentes provocando, entre outros efeitos, voçorocas. O objetivo deste trabalho é explanar tais ações antrópicas e os principais meios disponíveis para evitar e/ou conter os impactos negativos sobre os corpos hídricos. A metodologia compreendeu a visita in loco de áreas e nascentes degradas e a revisão da literatura. Dentre as medidas exequíveis e com resultados comprovados, o reflorestamento e o isolamento de nascentes, com a manutenção deste, são contribuições significativas para o sucesso do objetivo. Somado a isso, ainda há a manutenção da observância da legislação e o processo contínuo de conscientização dos proprietários de terras e de rebanhos que atuam próximos a nascentes. 
MINICURSO DE SAPONIFICAÇÃO COMO TÉCNICA DE REAPROVEITAMENTO DO ÓLEO DE COZINHA.
Objetivo do minicurso é promover a sensibilização dos alunos quanto ao descarte inadequado do óleo de cozinha, destinando a prática de como fabricar sabão, como alternativa aos impactos negativos proveniente do descarte incorreto. Levantar alternativas aos impactos ambientais do descarte do óleo é fundamental, pois o consumo do óleo vegetal é alto no Brasil, com base no que afirma Martins (2010), os brasileiros consomem aproximadamente, três bilhões de litros óleo por ano. Algumas regiões se destacam pela grande quantidade consumida, como é o caso do Espirito Santo, em que o consumo chega a aproximadamente cento e cinquenta milhões de litros de óleo vegetal por ano, devido a cultura culinária da região. Segundo Lopes (2009), o óleo de cozinha quando é jogado diretamente na pia pode causar sérios prejuízos ao meio ambiente, caso ele seja descartado nas redes de esgoto poderá encarecer o tratamento dos resíduos em até 45% e o que permanece nos rios poderá provocar impermeabilização do solo, contribuindo para a ocorrência de enchentes e ainda comprometer a vida de espécies aquáticas. Público alvo: alunos do IF Baiano do Campus Serrinha, escolas municipais e estaduais e comunidade em geral. Após a discussão sobre a pauta do mini curso, é produzido o sabão, como alternativa para reaproveitamento desse óleo. A carga horária do minicurso é de três horas. Os materiais utilizados são: projetor, folder, notebook, pendrive, solda caustica em escamas, água morna, álcool, óleo de cozinha, mascaras, luvas, jalecos, colher de pau, caixas de papelão, saco plástico, corante e balde
DINÂMICA NO USO DO SOLO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO COLÔNIA - BAHIA
A Bacia Hidrográfica do Rio Colônia (BHRCol) possui a pecuária bovina como uma das principais atividades econômicas. Todavia, a expansão dos pastos provocou o desmatamento indiscriminado da vegetação nativa. Objetivou-se assim avaliar as possíveis transformações no uso do solo na BHRCol entre os anos de 1992 e 2022 utilizando a plataforma MapBiomas, e a sócio economia através de dados do efetivo bovino, população rural e urbana coletados do IBGE. Os resultados revelaram que, no período analisado, a classe de uso pastagem sofreu decréscimo de 3,8%, representando uma retração de 14.484 ha nas áreas de pastagem. Por outro lado, o aumento da área florestal, para o mesmo período (30 anos), foi de 4,3%, ou seja, acréscimo de 16.427 ha para esta classe de uso. Possivelmente a classe de uso florestal contempla as capoeiras (matas em regeneração) formadas pelo abandono das pastagens. No município de Itapetinga, considerado como o representativo da região, os dados socioeconômicos refletiram as mudanças observadas no uso do solo, com decréscimo no efetivo bovino de quase 40% no ano de 2016 totalizando 96.765 cabeças após atingir o pico de 158.000 cabeças em 2013 e, retração na população rural que passou de 2.745 pessoas em 2000, para aproximadamente 1.980 habitantes em 2010, representando menos de 3% da população total. Concluiu-se que o abandono das pastagens entre 1992 e 2022, aumento nas áreas de capoeira e decréscimo na pecuária local e população rural possivelmente foram ocasionadas pelas estiagens das últimas décadas, redução da oferta do boi para engorda e na produção de leite, indicando a fragilidade no sistema de produção agropecuário da referida região
ANÁLISE DE pH E PROPRIEDADES FÍSICAS DE UM SOLO EXPERIMENTAL NA REGIÃO DE FEIRA DE SANTANA - BA
Os estudos das propriedades físicas dos solos são muito utilizados para fazer prognósticos sobre o seu comportamento em ambientes naturais e alterados pelos diversos usos. São mecanismos físicos, que atuam em processos químicos e biológicos, e auxiliam a determinar o tipo de solo (LEPSCH, 2011; BRADY; WEIL, 2013). Já o estudo do pH tem relação direta com a disponibilidade de nutrientes, assim pH > 7 indica solos alcalinos e < 5,5 solos ácidos (EMBRAPA, 2017). A área estudada pertence à Unidade Experimental de Plantas Medicinais, na Universidade Estadual de Feira de Santana. Foram coletadas 20 subamostras, e homogeneizadas para compor uma amostra composta em uma área inferior a 1ha. Seguindo a recomendação da EMBRAPA (2017), foi pesado 10g de solo TFSA (terra fina seca ao ar) e adicionado 25mL de água destilada, após descanso de 45 min, foi feita a medida do pH com um phmetro portátil. Quanto às propriedades físicas, foram feitos testes tátil-visuais, da queda da bola, cordão e rolo. O solo apresenta cor 10YR 4/2 brown, quando seco, e 10YR 4/2 grayish brown quando úmido, consistência quebradiça, pouca pegajosidade, não plástico e estrutura granular. Foram estimados 60% de areia, 23% de argila e 17% de silte, classificando-o como franco arenoso. O pH encontrado é de 4,9 (fortemente ácido). A acidez do solo infere na química, fertilidade e desenvolvimento das plantas, 6 e 6,5 é o ideal para as plantas Medicinais. O solo franco arenoso possui macroporos, com fácil permeabilidade, e rápida transferência de fluidos, perda de umidade, menor retenção de agregados. Esses dados sugerem que a área necessita de um manejo adequado, e necessidade de análise química para que as devidas medidas sejam tomadas de forma correta, para melhorar fertilidade desse solo
ATRIBUTOS FÍSICOS DO SOLO PARA O CULTIVO DE MANDIOCA
O sucesso da atividade agrícola está atrelada de forma direta ao nível de fertilidade do solo onde é realizado o cultivo, o que implica na análise de alguns atributos edáficos da área onde se deseja implantar uma determinada cultura (Neves et al., 2007). Portanto, é preciso levar em consideração quais são as características biológicas, químicas e físicas do solo, para que se consiga alcançar bons níveis de produtividade nas lavouras, já que sob a ótica da fitotecnia, tanto o crescimento quanto o desenvolvimento vegetativo dependem essencialmente dessas propriedades, principalmente as químicas que se relacionam diretamente com a nutrição e fisiologia das plantas (Corassa et al., 2018; Taiz; Zeiger, 2013). Todavia, é necessário ressaltar a importância dos atributos físicos para as culturas de raízes e tubérculos, como a mandioca (Manihot esculenta Crantz), considerando especialmente a resistência mecânica do solo à penetração que afeta o crescimento de raízes tuberosas (Rós; Tavares Filho; Barbosa, 2013). Além disso, também deve ser levado em conta a porosidade total, a macro e a microporosidade, bem como a umidade gravimétrica do solo, já que para as culturas de raízes deve-se ter um cuidado com o risco de encharcamento que é um fator ambiental favorável ao surgimento de podridão radicular (Cravo; Smyth; Souza, 2016). Sendo assim, é pertinente que profissionais da área agronômica que prestam serviços de assistência técnica, orientem os agricultores para o plantio da mandioca em talhões cujo solo apresenta textura média ou arenosa, por se tratarem de solos mais “soltos” ou aerados, que facilitam o crescimento das raízes tuberosas e pelo fato de apresentarem boa drenagem, diminuem a condicionante ambiental que torna as culturas de raízes e tubérculos mais suscetíveis às podridões
REGIÃO SEMIÁRIDA DO ESTADO DA BAHIA: REPRESENTATIVIDADE, FRAGILIDADES E POTENCIALIDADES
Texto da palestra de abertura do 10º Seminário Baiano de Solo
EFEITO DA ADIÇÃO DE BIOCARVÃO DE BUCHA DE DENDÊ NAS PROPRIEDADES QUÍMICAS DO SOLO
Dentre os resíduos gerados na agroindústria de dendê, destaca-se a bucha ou cacho vazio, que equivale a 22% da produção, e normalmente são descartados no ambiente de forma incorreta, uma das propostas para uso correto desse resíduo é a produção do biocarvão, que vem sendo estudado para diversos fins na agricultura. Pretendeu-se com esse trabalho avaliar o potencial de uso de biocarvão produzido a partir da bucha de dendê na melhoria dos atributos químicos de um Latossolo Amarelo. O experimento foi disposto em delineamento inteiramente casualizado, com 4 tratamentos, que corresponderam a doses de 0, 20, 30 e 40 t ha-1 de biocarvão, e 10 repetições. Os tratamentos constando solo (testemunha) e solo + biocarvão, nos demais tratamentos, foram adicionados em vasos de 280cm3 e incubados por 15 dias e depois cultivado com mudas de cravo-da- índia. Foram avaliados parâmetros da fertilidade do solo, após 300 dias e submetido a análise estatística. Os parâmetros P, Ca, Mg, MO e V mediante adição das diferentes doses do biocarvão, tiveram resposta linear positiva, indicando que a elevação das doses de biocarvão proporcionou aumento da concentração dos nutrientes, da matéria orgânica e saturação por bases (V%). Houve um aumento exponencial nos teores de potássio (K) com o aumento das doses de biocarvão, demonstrando ser o biocarvão de bucha de dendê uma importante fonte de potássio, especialmente nas doses de 20 e 30 t ha-1. Dessa forma, observa-se que o biocarvão de bucha de dendê surtiu efeito positivo com relação a atributos químicos do solo, podendo ser usado como condicionador de solo e como uma fonte alternativa de potássio
CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DO SOLO EM UMA TOPOSSEQUÊNCIA SOB DIFERENTES USOS NO MUNICÍPIO DE PINDAÍ - BA
No presente trabalho, objetivou-se avaliar os atributos físicos e químicos do solo sob diferentes sistemas de cultivos. O estudo foi desenvolvido em uma propriedade rural no município de Pindaí - BA. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado com quatro tratamentos e cinco repetições. Os sistemas de cultivos adotados foram: Cultivo com hortaliças, cultivo com algodão, área de pastagem e vegetação nativa. Foram coletadas amostras de solo com estrutura indeformada e deformadas. Analisando os valores de pH em água e em cloreto de potássio, observou-se que a área cultivada com hortaliças foi a que apresentou os maiores valores em relação aos outros usos. As hortaliças são cultivadas em área irrigada, e os poços da região contém elevada salinidade, devido ao cálcio, justificando os maiores valores de pH. As áreas cultivadas com algodão e pastagens apresentaram valores muito próximos de pH, não diferindo estatisticamente entre si. O solo sob vegetação nativa, foi o que apresentou menor valor de pH em água, diferindo estatisticamente das demais. Com relação a granulometria, em todas as áreas estudadas, apresentaram predomínio da fração areia, variando entre 405 e 735g kg-1. As áreas com vegetação nativa, localizada na área mais alta do terreno, e com hortaliças, localizada na parte mais baixa, foram as que apresentaram maiores valores da relação silte/argila 0,73 e 0,72, respectivamente. Enquanto as áreas intermediárias, sob pastagem e com algodão, obtiveram menores valores, provavelmente ocasionadas pelas perdas de silte, que são transportadas facilmente para áreas de menor declividade do terreno. Os maiores índices de resistência do solo à penetração foram observados em áreas sob algodão, pastagem e vegetação nativa (1,47, 3,66 e 2,97 MPa, respectivamente). Sendo um solo constituído de mesmo material de origem, as variações dos atributos estudados, nas diferentes áreas, se devem a posição do solo no relevo e os manejos adotados nas respectivas culturas
O laboratório de ciências e as relações de aprendizagem com alunos dos anos finais
O objetivo desta proposta de intervenção consistiu em relatar as atividades desenvolvidas no âmbito da disciplina Práticas Curriculares de Extensão III concernentes ao Laboratório de Ciências e as relações de aprendizagem com alunos dos Anos Finais. Planejaram-se as atividades, durante reuniões entre os membros das equipes e a professora-orientadora. Após as intervenções, evidenciou-se o quanto estudantes e professores da rede pública carecem de revitalizar as abordagens para o ensino, especialmente, no que se refere à materialização dos conceitos, dos fatos e dos fenômenos científicos
Parábolas: conceitualização e aplicações no cotidiano
O seguinte trabalho é fruto da disciplina Geometria Analítica e Cálculo Vetorial-GACV ofertada no terceiro semestre do curso de Licenciatura em Química, no qual se buscou estudar as parábolas e suas utilizações presentes no dia a dia das pessoas. Desse modo, nosso objetivo, neste trabalho, é trazer o conceito e como se analisa as variadas formas que as parábolas estão presentes em nosso cotidiano e a identificá-las. Para atingir esse objetivo foram feitas análises de dissertação de mestrado, artigos e livros, utilizando também o aplicativo de construção de gráficos – GeoGebra. A análise levou em conta abordar a forma de construção das parábolas a partir de sua equação reduzida. Como muitas vezes estamos constantemente em contato com as parábolas, mas, não percebemos sua utilização e desconhecemos sua utilidade, almejamos a partir deste trabalho abrir novos horizontes para as pessoas, bem como elas podem interpretar em seu cotidiano de maneira a identificá-las e a construi-las