Portal de Revistas do Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento Territorial (LaPPRuDes)
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    IMPORTÂNCIA DO SOFTWARE “R” PARA ANÁLISE DO USO E COBERTURA DOS SOLOS BRASILEIROS: PACOTE “GEOBR”

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    Atualmente, as geotecnologias desempenham um papel crucial na avaliação espaço-temporal dos solos brasileiros (Souza, 2023). Existem diversos pacotes destinados à análise de dados espaciais, dentre eles, o pacote geobr, que é implementado em linguagem computacional R, e apresenta 27 conjuntos de dados espaciais do território brasileiro, incluindo áreas político-administrativa e estatísticas de diferentes regiões e anos (Menezes, 2023; Souza, 2023). Nesse contexto, a presente pesquisa buscou analisar o pacote geobr, para mostrar sua importância para análise e interpretação de dados georreferenciados de uso e cobertura do solo no Brasil. Este trabalho foi realizado por meio de uma revisão bibliográfica, conduzida a partir da busca de artigos científicos, teses e dissertações, além da literatura cinzenta, nas bases de dados: Scielo, Google Acadêmico e Catálogo de Tese e dissertações da Capes. Os resultados mostraram que o pacote geobr facilita o acesso a dados geoespaciais, permitindo a integração de mapeamento de solos com distribuição espaço-temporal (Barbosa, et al., 2021), e que corrobora para entender as análises descritivas e espaciais visando identificar padrões e tendências no uso e cobertura do solo no Brasil. Dessa forma, é possível gerar gráficos e mapas para visualizar as mudanças na expansão urbana, na preservação de áreas verdes, na distribuição de zonas industriais e residenciais, uso agrícola, entre outros (Barbosa, 2019; Souza, 2023). Portanto, o pacote geobr contribui para estudos de uso e ocupação do solo no Brasil, bem como na geração de informações úteis para uma melhor compreensão e tomada de decisões que podem orientar políticas de manejo sustentável dos solos e de conservação dos ecossistemas

    BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS COM VISTAS A UMA MAIOR EFICIÊNCIA DE USO DA ÁGUA

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    A demanda mundial por alimentos é crescente, tornando a agricultura essencial para a segurança alimentar, especialmente com as projeções de uma população de 11 bilhões em 2100. Porém, as mudanças climáticas representam desafios significativos, especialmente em regiões como o semiárido do Brasil. Nesta palestra se enfatiza a gestão agrícola e boas práticas para maximizar a eficiência no uso da água (EUA), destacando a importância da educação e formação de recursos humanos com capacidade técnica de gestão. Concernente às boas práticas agrícolas, há as associadas ao solo, à água e à planta. No que tange ao solo, o manejo deve melhorar a sua estrutura para aumentar o armazenamento e a disponibilidade hídrica. Isso requer a prevenção da compactação e a incorporação de condicionadores, como biocarvão e polímeros hidroretentores. Além disso, para atender a demanda hídrica das culturas, é relevante entender a curva de retenção de água no solo, o que possibilita conhecer a capacidade de água disponível às plantas (CAD) entre a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente. É importante ressaltar que a CAD é relevante em solos com boa estrutura; em solos com problemas físicos, a faixa de umidade menos limitante ao crescimento das plantas (conhecida como IHO) deve ser considerada. Quanto ao manejo de plantas, o controle das espontâneas é requerido, pois elas consomem água e reduzem a eficiência de seu uso. Também é crucial escolher cultivares que otimizem o uso da água do solo, consorciar e rotacionar culturas, e manter o estado nutricional das plantas em níveis ótimos. Essas práticas agrícolas sustentáveis são essenciais para enfrentar os desafios de alimentar uma população crescente enquanto se lida com complexas questões ambientais que se avizinham

    As metodologias ativas e o processo de alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental

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    O presente trabalho tem como objetivo relatar sobre a aquisição da língua escrita, com uso de metodologias ativas no processo de alfabetização dos anos iniciais do ensino fundamental. Ele apresenta uma sequência didática, que tem como tema a consciência fonológica. Argumentos sobre a importância da sequência e como ela promove a aprendizagem ativa do aluno, mostra a relação da oralidade e língua escrita para o bom desenvolvimento da alfabetização, se aplicadas com recursos inovadores ativos. Enfatiza o protagonismo do aluno como algo indissociável na aprendizagem ativa, o que faz da trajetória escolar, um período antológico. Esclarece o que é a consciência fonológica e como suas habilidades auxiliam a aprendizagem alfabética, como ela potencializa o interesse do aluno ao aprender pela compreensão da relação som/palavra através da consciência fonêmica

    Desafios e alternativas para alfabetizar letrando no pós-pandemia

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    O presente artigo discute desafios e alternativas desenvolvidas por professores/as alfabetizadores/as e instituições de ensino durante a Pandemia do Covid-19 com vistas ao ensino da leitura e da escrita, no intuito de sanar os prejuízos causados na alfabetização durante o período pandêmico. Trata-se de uma Revisão de Literatura com base em seis estudos colhidos nas plataformas Google Acadêmico e SciElo. O objetivo basilar é compreender como se articulam os desafios e alternativas encontrados pelos/as professores/as para alfabetizar no contexto da pandemia e pós-pandemia do Covid-19; a questão-problema que norteia o corpus é: Quais são os desafios e as alternativas para o alfabetizar letrando num cenário pós-pandêmico? Os resultados apontam que a pandemia acentuou as desigualdades educacionais, expondo o pouco investimento da educação pública no que tange à sua estrutura e à precária formação docente, além de evidenciar a exclusão digital de professores/as e famílias da classe popular. Contudo, há uma resistência dos docentes e das instituições de ensino que se delineia com base num processo de busca de acolhimento das necessidades socioemocionais e de interação das crianças, bem como num mapeamento de habilidades para tentar diminuir esses prejuízos. Como base em diagnóstico e acompanhamento, pareceu-nos possível dirimir as mazelas deixadas pelo isolamento social na alfabetização. Para combater os efeitos da mediação pedagógica indireta imposta pela pandemia, os professores iniciaram uma busca incessante por metodologias ativas e por atividades lúdicas que contemplassem, ao mesmo tempo, habilidades de leitura e escrita e acolhimento socioemocional

    Avaliação da qualidade da água subterrânea da comunidade Tanque de Claudiano Riacho de Santana – BA

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    A água subterrânea é fundamental para garantir o abastecimento hídrico em regiões que sofrem com escassez e dificuldade do transporte desse recurso. Desta forma, os poços artesianos tornam-se a principal forma de obtenção da água presente no subsolo, mas também estão suscetíveis a contaminações, sejam elas naturais ou ações antropogênicas. Com isso, visando averiguar a qualidade da água subterrânea da comunidade tanque de Claudiano, no município de Riacho de Santana – BA, o presente trabalho teve como objetivo realizar análises em amostras de água da comunidade em questão. Nas amostras foram determinados os parâmetros de Dureza, condutividade elétrica, pH e sólidos totais dissolvidos, bem como as quantificações de íons cloretos, Sódio, Potássio e Ferro. Os resultados foram obtidos por meio de análises realizadas nos laboratórios do IF Baiano Campus Guanambi e comparados com a legislação vigente para potabilidade da água. Dentre as nove amostras analisadas, quatro ficaram dentro do limite máximo para os parâmetros analisados, e cinco ultrapassaram o limite para ao menos um parâmetro. Dentro dessa perspectiva é possível observar que, mesmo com a proximidade entre os poços de uma mesma comunidade, a qualidade da água se mostra diferente. Com isso é necessário realizar as análises dos padrões de potabilidade para qualquer fonte hídrica que venha a ser utilizada para consumo

    Oficina de atomística: aprimorando conhecimentos em química de alunos do ensino médio

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    A oficina foi realizada no Centro Estadual de Educação Profissional em Saúde e Gestão (CEEP) de Guanambi-BA pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à docência (PIBID) do Curso de Licenciatura em Química do IF Baiano Campus Guanambi. Teve como objetivo identificar lacunas no conhecimento dos estudantes do primeiro ano do Ensino Médio sobre atomística, e fazer um apoio personalizado para suprir essa necessidade. Para atingir esse objetivo, foram coletados dados sobre as turmas através de um questionário aplicado com os discentes para determinação do conhecimento prévio sobre a temática, e perguntas que foram abordadas durante a apresentação da oficina. A análise levou em conta diversos fatores como: os parâmetros de acertos do questionário, participação e as dúvidas que foram geradas durante a explanação. Os resultados obtidos foram analisados e correlacionados ao conhecimento prévio já adquirido pelos alunos nos anos finais do Ensino fundamental. Espera-se que a metodologia e os resultados obtidos possam ser replicados e adaptados em diferentes contextos educativos, de forma a contribuir para o progresso no campo da educação

    GESTÃO DE TECNOLOGIAS SOCIAIS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO E SUAS INTERFACES NOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS: UMA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

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    No Nordeste brasileiro, populações residentes do meio rural, enfrentam dificuldades que afetam diretamente no desenvolvimento das suas atividades produtivas/reprodutivas, destacando a escassez hídrica e a limitação de renda, como fatores. Por muito tempo permaneceu no semiárido a adoção de medidas paliativas, como distribuição de água por meio de carros-pipa, alimentos através das frentes de emergência, construção de barragens em terras privadas, como ações de combate à seca. Entretanto, como medidas de convivência com o semiárido, foram implementados programas para aquisição de tecnologias de captação e armazenamento de água, sendo uma alternativa para a região, pois permite utilizar esse recurso para diversos fins como atividades agrícolas/produtivas, dessedentação animal e para consumo familiar. Todavia, faz-se necessário entender, também, como os trabalhos acadêmicos têm discutido a gestão destas a partir da perspectiva da unidade produtiva/familiar. Assim, esta pesquisa buscou analisar estudos que retratam a gestão de Tecnologias Sociais (TS) de captação/armazenamento de água de chuva e suas relações com/nos Empreendimentos Econômicos Solidários - EES no semiárido brasileiro. Para isso, utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo descritivo e explicativo com base em materiais já elaborados, selecionando artigos científicos em plataformas digitais, publicados entre 2010-2022. Logo, diante do que foi identificado nos materiais selecionados, observa-se uma estreita relação entre as TS voltadas à convivência com o semiárido e o que vem sendo proposto pela Economia Solidária, no que tange ao fortalecimento da agricultura familiar, geração de emprego/renda, inclusão social, desenvolvimento econômico, local e sustentável, empoderamento feminino, emancipação e valorização do trabalhador e da solidariedade

    A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIAS E DESAFIOS NO TERRITÓRIO DO SISAL

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    No Seminário foi abordado as estratégias e desafios que as entidades civis na promoção da educação ambiental no Território do Sisal como perspectivas a consciência Sócio Ambiental e a Justiça Social como espertiz o conhecimento dos mestres dos Saberes e Fazeres, através da escuta sensível, rodas de conversas, oficinas, seminários, seminários, reuniões ampliadas do controle social e conferências, aliado ao legado Ancestrais dos Povos tradicionais e Originários. Outras ações foram importantes a construção de Fóruns Municipais e Interritorial como vetor catalisador e de mobilização, nesse sentido destacaria o Grupo de Apoio a Cultura Popular do Nordeste e Meio Ambiente (GRACPONMA) que teve algumas experiências exitosas, a primeira caminhada ecológico, café da manhã e o Semiárido Caatinga Viva na Área de Preservação Ambiental Barra do Vento em Serrinha Bahia que normalmente acontece na manhã de domingo no mês de setembro. Vale ressaltar que o Seminário Caatinga Viva consegue mobilizar vários representantes:  Entidade da Sociedade Civil;  Instituições Públicas;; Instituições de Ensino Fundamental; Ensino Médio e Ensino Superior; Gestores Ambiental; Câmara Técnica/ CONSEMMA;  Ambientalistas; professores; estudantes; técnicos;  profissionais lberarais e outros do Território do Sisal. Destacaria o Ifbaiano Campus Serrinha, através do apoio do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA) Abelmanto, CETEP Sisal através da Comissão e Qualidade de Vida (COMVIDA), Câmara Técnica/ Conselho Municipal de Meio Ambiente (CONSEMMA). O Projeto Horizonte Verde derivado do GRACPONMA desenvolve nas comunidades urbanas e nas escolas, educação ambiental com plantio de mudas de árvores nativas do Bioma Caatinga com participação do público alvo. Em julho de 2019 foi desenvolvido o Projeto Piloto com participação da Escola Municipal Carlos de Freitas Mota, bairro Novo Horizonte, Escola Municipal Plínio Carneiro, bairro Urbis I e Escola Municipal Leobino Cardoso Ribeiro, bairro Ginásio em parceria com Ifbaiano Campus Serrinha, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano,  Habitação e Meio Ambiente (SEDHAM), Conselho Municipal de Meio Ambiente (CONSEMMA) e com apoio do Projeto Horizonte Verde. A ações de Educação Ambiental aconteceram em no período de quatro meses na primeira etapa ações teóricas e na segunda etapa ações práticas. A  metodologia adotadas: palestras sobre as questões ambientais e reflexões Sócio Ambiental. O objetivo de promover a sensibilização e conscientização dos estudantes das respectivas escolas. O público alvo estudantes do quinto ano ao nono ano do ensino fundamental II. A sociedade civil organizada através de redes com a participação de entidades, ativistas Sócio Ambiental e o Controle Social, através do Conselhos Municipais de Meio Ambiente comprometido com a justiça Sócio Ambiental no Território do Sisal, destacaria Câmara Técnica/Comitê Açude Gravatá/CONSEMMA tem sido o fio condutor no processo organizativo e formativo no âmbito da educação ambiental do Território do Sisal. Portanto, a educação ambiental no Território do Sisal, ainda tem sido um grande desafio na ação e prática revolucionária, diante das contradições do sistema capitalista com expansão urbana, especulação imobiliária tem causado um grande impacto no meio ambiente com mudanças climáticas, crise hídrica, crise agrária, racismo ambiental, desertificação e a violação dos códigos florestais e outros equipamentos de proteção ambiental

    EDITORIAL: Anais do 10º Seminário Baiano de Solos

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    EDITORIAL: Anais do 10º Seminário Baiano de Solo

    O SOLO COMO INSTRUMENTO DE AGROECOLOGIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

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    No âmbito educacional a sustentabilidade vem ganhando cada vez mais proporção e influência nos assuntos ministrados na sala de aula, diante disso, foi realizada no Centro Educacional  Girassol, Urandi-BA, uma oficina de produção de horta com o objetivo de associar assuntos  teóricos das disciplinas de ciências e matemática com a prática, com ênfase nas hortas  agroecológicas. O público atendido foram alunos desde os anos iniciais até o fundamental II  que aprenderam de maneira prática como preparar biofertilizante, produzir mudas, preparar o  solo, uso de cobertura, como plantar e cuidar da horta escolar, e como o manejo ecológico do  solo pode promover benefícios a longo prazo a este recurso. As atividades desenvolvidas além de promoverem interdisciplinaridade entre as matérias básicas, elas também possibilitaram experiências sensoriais tanto com o contato com o solo quanto com o consumo de alimentos  saudáveis, e teve ampla participação dos discentes e docentes da instituição. Esta atividade promoveu resultados exitosos, e como fechamento do projeto uma feira para que os alunos acompanhassem todo o processo desde a produção de mudas até a comercialização, além disso,  os alunos continuaram com a horta na escola e levaram para a família o conhecimento de como  produzir bioisumos e como conduzir uma horta

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