IPL Journals Polytechnic Institute of Lisbon
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Razões e eventuais constrangimentos resultantes da falta de um conceito agregador para a temática da “educação para os media”
Although one of the investigation trends in “Media Education” go towards the creation of a conceptual framework for media literacy surgery, there isn’t an aggregate concept to define this area. There are several denominations who apparently intended to mean the same thing. With this article it is intended to answer the question: Why isn’t there a single definition to describe “Media Education”? In addition, it is also expected to contribute to an explanatory framework for the existence of this situation, moving forward with any reasons. The aim is also to observe if it sets up a potential embarrassment for the field is stated in terms of research.Apesar de uma das tendências da investigação do campo da “Educação para os Media” ir no sentido da criação de um quadro conceptual operatório para a literacia mediática, não existe um conceito agregador para definir esta área. Há várias denominações que aparentemente pretendem significar a mesma coisa. Com este artigo pretende-se responder à pergunta: por que é que não existe uma única definição para designar “Educação para os Media”? Para além disso, espera-se contribuir com um quadro explicativo para a existência dessa situação, avançando-se com eventuais razões para isso. Pretende-se, também, observar se isso configura um eventual constrangimento para que o campo se afirme em termos de investigação
Da comunicação popular
Public demonstrations of popular culture have been addressed by different fields of knowledge (anthropology, sociology, history, ethnography and others), but communication sciences seldom reflect upon them. From the study of popular festivals, especially in literary research of its religious matrix, we have researched communication processes of these events. The encounter with a new area of science communication, folkcommunication, was decisive in the choice of paradigms and analysis tools that have supported us in the ongoing research into popular communication. The purpose of this paper is to present the rationale and evolution of this communication theory, Folkcommunication, inspired by the Chicago School of Commmunication. This article deals with the theoretical framework, outcome of the bibliographical research and of the State of the Art in relation to popular culture and folkcommunication.As manifestações públicas de cultura popular têm sido abordadas por diferentes áreas do conhecimento (antropologia, sociologia, história, etnografia e outras), mas as ciências da comunicação têm-lhes dado relativamente menos atenção. Do estudo de festas populares, sobretudo na investigação literária da sua matriz religiosa, passámos à investigação e à análise dos processos comunicacionais destas manifestações. O encontro com uma nova área das ciências da comunicação, a folkcomunicação, foi decisivo para a opção por paradigmas e instrumentos de análise que nos têm apoiado na investigação em curso sobre comunicação popular.Este texto tem como principal objectivo apresentar a origem e a evolução desta teoria comunicacional, Folkcomunicação, teoria inspirada na Escola de Chicago. Trata-se de um artigo teórico/conceptual, resultado de pesquisa bibliográfica e análise do Estado da Arte em relação à cultura popular e à folkcomunicação
Reputação organizacional e Relações Públicas: contributos para o esclarecimento da hierarquia entre os conceitos
The article seeks to clarify the concept of organizational reputation exploring contemporary debates existing around it, its characterizing dimensions and its practical implications. The author seeks to analyze the relationship between the concept of reputation and the public relations one while discerning dependencies among them. The article concludes proposing a conceptual hierarchy between both concepts.O artigo procura clarificar a noção de reputação organizacional, explorando os debates contemporâneos existentes em torno da questão e situando as suas dimensões caracterizadoras e as suas implicações práticas. O autor procura ainda analisar a relação entre o conceito de reputação e o de Relações Públicas, discernindo dependências e propondo uma hierarquia conceptual entre ambos
Harold A. Innis. O Viés da Comunicação
A obra de Harold Adams Innis, que hoje é considerado um expoente clássico do pensamento canadiano sobre comunicação e media, não estava até há bem pouco tempo acessível na língua portuguesa. Graças aos esforços da editora brasileira Vozes, contamos finalmente com a tradução de um dos principais livros do autor. A coleção Clássicos da Comunicação Social acaba de acolher no seu catálogo O Viés da Comunicação, uma tradução portuguesa de The Bias of Communication, o primeiro livro de Innis que versa o tópico da comunicação, publicado pela primeira vez em 1951. O livro conta com uma apresentação de António Hohlfeldt, coordenador da coleção, um prefácio de Luiz C. Martino, também responsável pela tradução e pelas notas, e dois outros prefácios de académicos canadianos que, ao longo das últimas décadas, se têm dedicado a divulgar os estudos de Innis sobre a comunicação e os media. Alexander J. Watson, autor da segunda biografia intelectual1 de Innis (Watson, 2006), assina o primeiro prefácio (pp. 27-44), escrito para a reedição inglesa de 2008, e Paul Heyer e David Crowley subscrevem o segundo, publicado originalmente como introdução para a edição de 1995 (pp. 45-65). O Viés da Comunicação é composto por oito capítulos e dois apêndices2, textos que na sua génese foram discursos que Innis proferiu em diversas ocasiões entre 1945 e 1950. O volume está organizado a partir de duas temáticas principais: uma abordagem comunicacional da história e uma reflexão crítica sobre a situação da cultura e da tecnologia na primeira metade do século XX
Sistemas de saúde e participação cidadã: algumas reflexões críticas na perspetiva da sociologia da saúde
The past ten to fifteen years have seen a rise in the number of initiatives of civil society participation intended to exert pressure toward the reformulation of social rights. These are no longer viewed as the rights to access services designed and administered by the State (according to Marshall\u27s concept of citizenship), but as citizens’ demand for an active role in defining public policy and services. This debate, which has been very intense among social scientists since the 1980s, is actively present within the healthcare system. Several studies have been highlighting a strong tension between the technicism of medicine and the bureaucratic organization of the health system, on one side, and the communication model of the life word, on the other side. In fact, one of the central issues of health care reforms of the last 20 years has focused on the valorization of the citizens\u27 experience and voice. The paper begins with brief sketches of new sociological approaches aimed at linking social systems with the real world - micro with macro dimensions; structure with action. Then, the actual state of the art of citizens’ participation in western health systems is presented, as a result of a literature review, highlighting both new strategies of patient involvement and critical issues and constraints. In closing, some reflections on the complexity of the relationship between the health care system and patient and user associations are presented for discussion.Nos últimos dez a quinze anos temos assistido a um aumento do número de iniciativas com a participação da sociedade civil, no sentido de exercer pressão para a reformulação dos direitos sociais. Estes já não são tão vistos como direitos para aceder aos serviços estruturados e administrados pelo Estado (de acordo com o conceito de cidadania de Marshall), mas como uma reivindicação dos cidadãos para terem um papel ativo na definição das políticas públicas e dos serviços. Este debate que tem sido muito intenso entre os cientistas sociais desde a década de 1980 e está bastante presente no sistema de cuidados de saúde. Vários estudos têm salientado a forte tensão entre o tecnicismo da medicina e a organização burocrática do sistema de saúde, por um lado, e o modelo de comunicação quotidiana, por outro lado. De facto, um dos temas centrais das reformas dos cuidados de saúde nos últimos 20 anos centrou-se na valorização da experiência e da perspetiva dos cidadãos. O artigo começa com um breve esboço das novas abordagens sociológicas em torno da relação entre os sistemas sociais e o mundo real – nas dimensões micro e macro; estrutura e ação. Assim, apresenta-se o estado da arte atual sobre a participação nos sistemas de saúde ocidentais, resultante da revisão da literatura, destacando as novas estratégias de envolvimento dos doentes bem como as questões relativas às críticas e às limitações. Para terminar, procede-se a uma reflexão acerca da complexidade da relação entre o sistema de cuidados de saúde e as associações de doentes e utentes
Diagnóstico da Tinea pedis e onicomicose em pacientes do Instituto Nacional de Saúde em Portugal: estudo de 4 anos
Tinea pedis and onychomycosis are two rather diverse clinical manifestations of superficial fungal infections, and their etiologic agents may be dermatophytes, non-dermatophyte moulds, or yeasts. This study was designed to statistically describe the data obtained as results of an analysis conducted during a four-year period on the frequency of Tinea pedis and onychomycosis and their etiologic agents. A questionnaire was distributed from 2006 to 2010 and answered by 186 patients, who were subjected to skin and/or nail sampling. Frequencies of the isolated fungal species were cross-linked with the data obtained with the questionnaire, seeking associations and pre-disposing factors. One hundred and sixty-three fungal isolates were obtained, 24.2% of which were composed of more than one fungal species. Most studies report the two pathologies as caused primarily by dermatophytes, followed by yeasts, and lastly by non-dermatophytic moulds. Our study does not challenge this trend. We found a frequency of 15.6% of infections caused by Dermatophytes (with a total of 42 isolates) of which T. rubrum was the most frequent species (41.4%). There was no significant association (p >0.05) between visible injury and the independent variables tested, namely age, gender, owning a pet, education, swimming pool attendance, sports activity, and clinical information. Unlike other studies, the variables considered did not show the expected influence on dermatomycosis of the lower limbs. It is hence necessary to conduct further studies to specifically identify which variables do in fact influence such infections.Tinea pedis e onicomicose possuem uma grande diversidade nas suas formas clínicas. Os seus agentes etiológicos podem ser fungos dermatófitos, fungos filamentosos não dermatófitos ou leveduras. Este estudo foi desenvolvido com o intuito de caracterizar estatisticamente os resultados provenientes de um estudo desenvolvido durante quatro anos sobre a frequência de Tinea pedis e de onicomicose e dos respetivos agentes etiológicos. Foi distribuído um questionário de 2006 a 2010, tendo o mesmo sido respondido por 186 pacientes, que foram submetidos a colheita de pele e/ou unhas. A frequência dos isolados das espécies fúngicas foi relacionada com os dados provenientes do questionário, procurando associações com fatores que se conhecem como favorecedores das infeções. Foram obtidos 163 isolados de espécies fúngicas, em que 24,2% apresentavam mais do que uma espécie. A maior parte dos estudos, que incidem nesta temática, referem os fungos dermatófitos como os agentes etiológicos mais comuns, seguidos pelas leveduras e pelos fungos filamentosos não dermatófitos. O nosso estudo corroborou os mesmos resultados. Os fungos dermatófitos apresentaram frequência de 15,6% (com um total de 42 isolados), em que o T. rubrum foi a espécie mais frequente (41,4%). Não se verificou associação significativa (p>0,05) entre lesão visível e as variáveis independentes testadas, designadamente: idade, sexo, animal de estimação, educação, frequência de piscinas, atividade física e informação clínica. Ao contrário de outros estudos, as variáveis testadas não apresentaram a influência esperada nas dermatomicoses dos membros inferiores, sendo por isso necessário realizar mais estudos para identificar as variáveis que influenciam ambas as infeções
\u27Riders in the Storm\u27: as profissões e a governança em saúde
The public sector is facing turbulent times and this also challenges the health professions which are expected to serve both the interests of the citizens and the cost-containment and austerity policies of governments. This article seeks to explore the changing role of the health professions. I introduce an approach on ‘citizen professionals’ as active players in the policy process and mediators between the state/policymakers and the citizens/patients. The aim is to highlight the transformative potential of professionalism and the connectedness with other sets of governance, like management. Empirical material from a German case study and a comparative European study serves to illustrate the arguments, drawing on policy analysis and secondary sources. The results bring the complexity of transformations and new emergent forms of professionalism into view that cannot be understood in traditional categories of conflict, exclusion, and jurisdiction. Exploring the potential of the health professions to creatively respond to new challenges may reveal new opportunities for innovating healthcare policy beyond market and management.O setor público enfrenta tempos atribulados, constituindo isto igualmente um desafio para as profissões de saúde, de quem se espera que sirvam tanto os interesses dos cidadãos quanto as políticas de contenção de custos e de austeridade dos governos. Este artigo procura explorar o papel em mudança das profissões de saúde. Introduzo uma abordagem aos ‘profissionais cidadãos’ como agentes ativos no processo de produção de políticas e como mediadores entre o Estado/produtores de políticas e os cidadãos/utentes. O objetivo é salientar um potencial de profissionalismo transformador e a interligação com outras instâncias de governança, como a gestão. Elaborado a partir da análise de produção de políticas e de fontes secundárias, os argumentos aduzidos são ilustrados com base em material empírico relativo a um estudo de caso alemão e a um estudo comparativo europeu. Os resultados fazem sobressair a complexidade das transformações e das novas formas emergentes de profissionalismo que não podem ser entendidas por categorias tradicionais de conflito, exclusão e jurisdição. Explorar o potencial das profissões de saúde para responder criativamente a novos desafios pode revelar novas oportunidades para inovar as políticas de saúde, para lá do mercado e da gestão
Stephen Waddington (ed.) - CIPR. Share this: the social media handbook for PR professionals
Share This: The Social Media Handbook for PR Professionals, do Chartered Institute of Public Relations, enfatiza a importância do uso dos instrumentos dos social media na definição da estratégia de relações-públicas (RP) de uma organização. Este manual é uma coletânea de 24 textos escritos por profissionais das RP que utilizam os social media no seu dia a dia. A criação do livro surgiu no âmbito dos workshops sociais de verão (de 2010 e 2011) do Chartered Institute of Public Relations realizados por Philip Sheldrak1 e Gemma Griffiths,2 responsáveis pelo painel dos social media. Os intervenientes dos workshops foram convidados a participar na criação do manual, que foi editado por Stephen Waddington,3 em apenas 3 meses, de uma forma peculiar: através do uso da ferramenta Google Documents, através da qual os colaboradores podiam redigir os seus textos num só documento, ver os textos dos colegas, trocar experiências e opiniões instantâneas e, ainda, comentar os textos uns dos outros ‒ um trabalho de equipa. O Chartered Institute of Public Relations, fundado em 1948, em Inglaterra, “é uma rede de comunicadores profissionais que atuam internacionalmente”4 e que, neste momento, conta com mais de 9000 membros. Tem como missão “apoiar os membros e ser um centro de excelência para os profissionais de relações-públicas em todo o mundo”, através da organização de eventos, reuniões e formações, presenciais e virtuais, para que todos possam participar. Promove um alargamento do leque de funções tradicionais das RP, que devem também abranger as funções de gestão de crises, a reputação da organização, a coordenação da responsabilidade social e a comunicação financeira. Assim, exige-se que os profissionais sejam excelentes comunicadores (expressão verbal e escrita), com competências pessoais de liderança e resistência ao stress e com um vasto conhecimento em todas as áreas
Tecnologia e comunidades organizacionais: uma cultura digital?
This paper aims to discuss the role of digital virtual technologies, especially the digital virtual worlds in 3D, for the organizational communities; the research focus is also on the development of a “new” hybrid culture in organizations and learning communities of practice. The paper also shows some Brazilian success cases in using Digital Virtual Worlds for hybrid communities.Este trabalho pretende discutir as potencialidades das tecnologias digitais virtuais, particularmente dos mundos digitais virtuais em 3D (MDV3D), para as comunidades organizacionais, investigando o atual desenvolvimento de uma cultura híbrida dentro das organizações e das comunidades de aprendizagem e de prática. O trabalho apresenta também alguns casos brasileiros de sucesso na utilização dos MDV3D em comunidades híbridas
A individualização do direito à saúde: contributos a partir de um olhar analítico
This is an essay paper that aims at strengthening arguments presented elsewhere with regard to the ideological reconfiguration of health policies. From an analytical standpoint, it is discussed the extent to which the context of liberalization and growing dependency on for-profit private investments is leading to more individualized health care rights while discussing its implications for the definition of public policies in the context of neoliberalism. Individualized health care rights suggest different ethics and moral principles from those consolidated in the late 20th century among Western countries, as users are increasingly becoming more accountable to finance individually their access to health care besides other financing sources, either taxes or health insurance. Not only unequal conditions to access health care arise from this change, as the rational choice theory underpinning such reconfiguration in health policies remains a managerialist belief yet to be proven regarding its conceptual accuracy. This discussion is illustrated based on some OECD indicators, which highlight divergent patterns among countries with respect to the individualization of health rights.Este artigo de natureza ensaística procura contribuir para o desenvolvimento de argumentos já apresentados a respeito de reconfigurações ideológicas nas políticas de saúde. A partir de dimensões analíticas discute-se o espaço e implicações da individualização do direito à saúde no contexto de maior liberalização dos mercados e de maior exposição ao investimento privado lucrativo. A individualização do direito à saúde assume-se como contrária aos princípios éticos e morais consolidados entre os países ocidentais a partir da 2ª metade do séc. XX, em que o acesso aos cuidados passa gradualmente a estar dependente das condições individuais das famílias, não obstante o pagamento de impostos e outros seguros. Não só passa a existir espaço para formas desiguais de acesso ao direito à saúde, como o princípio da utilização racional que baseia esta reconfiguração é uma crença managerialista falaciosa e, em larga medida, irrealista. Esta discussão é ilustrada a partir de dados da OCDE, os quais demonstram tendências díspares a respeito desta dinâmica