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Uma estranha criatura: Publics and Counterpublics, de Michael Warner
Resenha de WARNER, M. Publics and Counterpublics. New York, NY: Zone Books, 2002. 334 páginas
Georg Lukács and Critical Theory
Portuguese translation of:
CERUTTI, Furio. “Georg Lukács und die Kritische Theorie”. In: G. Flego; W. Schmied-Kowarzik (eds.). Georg Lukács – Ersehnte Totalität. Band I des Bloch-Lukács- Symposiums 1985 in Dubrovnik. Bochum: Germinal, 1986, p. 113–119.Tradução de:
CERUTTI, Furio. “Georg Lukács und die Kritische Theorie”. In: G. Flego; W. Schmied-Kowarzik (eds.). Georg Lukács – Ersehnte Totalität. Band I des Bloch-Lukács- Symposiums 1985 in Dubrovnik. Bochum: Germinal, 1986, p. 113–119
Imaginário estético dos afetos em Bachelard: Aesthetic imaginary of affections in Bachelard
Other places and some rhythms, for our space-time from the philosophy of the imaginary, lead us to the following question: how are affections conceived in Bachelard? Starting with the reflection on the belonging of Bachelardian thought to an aesthetic orthodoxy, which already leads us to dismember an ontology of the senses through the relationship that perceptions have with affects. That is, is there an aesthetic significance of touch, color, sound, smell, taste? The gestures of the poetic condition of thinking, after the phenomenology of the victory of materiality over ideality, make us resort to aesthetics as the ultimate way of thinking and feeling. It is elsewhere in this condition that we will see how the elements are nothing more than poetic affects in Bachelard. Thus, we put ourselves in the shoes of an aesthete, to go from the cosmicity of the microscopic physis to the affective miniatures that detail the eternal approximation of the ladder of knowledge with feeling in Bachelard’s philosophy.
Keywords: Senses; affections; materialityOutros lugares e alguns ritmos, para o nosso espaço-tempo a partir da filosofia do imaginário, levam-nos ao seguinte questionamento: como se concebem os afetos em Bachelard? A começar pela reflexão sobre o pertencimento do pensamento bachelardiano a uma ortodoxia estética, que já nos leva a desmembrarmos uma ontologia dos sentidos por meio da relação que as percepções têm com os afetos. Ou seja, há significação estética do toque, cor, som, cheiro, sabor? Os gestos da condição poética do pensar, após a fenomenologia da vitória da materialidade sobre a idealidade, fazem-nos recorremos à estética como caminho último do pensar e do sentir. É alhures dessa condição que veremos como os elementos são nada mais do que afetos poéticos em Bachelard. Assim, colocamo-nos no lugar de um esteta, para ir da cosmicidade da physis microscópica até as miniaturas afetivas que detalham a eterna aproximação da escada do saber com o sentir na filosofia bachelardiana.
Palavras-Chave: Sentidos; afetos; materialidade
“Du musst dein Leben ändern”: A continuidade categorial do pensamento lukácsiano desde História e consciência de classe até A peculiaridade do estético
Atualmente, existe uma opinião predominante, embora não bem fundamentada, de que a obra tardia do Lukács marxista é essencialmente diferente de seus primeiros escritos marxistas. Este artigo afirma precisamente o contrário. Ou seja, que existe uma continuidade categorial entre História e consciência de classe e A peculiaridade do estético, apesar das mudanças no pensamento teórico e na postura política de Lukács durante o período de quase meio século entre as duas obras. Mais especificamente, este artigo procura indicar como as categorias centrais de História e consciência de classe (totalidade, reificação, racionalização, consciência imputada) aparecem em A peculiaridade do estético e como essas categorias se entrelaçam organicamente com as principais categorias estéticas de Lukács (p. ex. o particular, escolha poética, catarse, evocação).Nowadays, there is a prevalent opinion, although not well-supported, that the late Marxist Lukács’s work is essentially different from his early Marxist writings. This article claims precisely the opposite. Namely, that there is a categorical continuity between History and Class Consciousness and The Specificity of the Aesthetic, despite the changes in Lukács’s theoretical thought and political stance during the almost half-century period between the two works. More specifically, this article attempts to designate how the central categories of History and Class Consciousness (e.g. totality, reification, rationalization, imputed consciousness) appear in The Specificity of the Aesthetic and how these categories intertwine organically with Lukács’s main aesthetic categories (e.g. the particular, poetic choice, catharsis, evocation)
La expresión poética del ser social y la naturaleza en Nishida Kitarô: Poetical expression of social being and nature in Nishida Kitarô
Uno de los posibles acercamientos al pensamiento de Niahida Kitarô comienza con la relación entre el mundo material o naturaleza y el mundo social, que culmina en la formación del mundo histórico en el que habita el ser humano. Como dice Nishida: el mundo histórico “se desarrolla desde el mundo de la materia a un mundo de seres vivos, y de un mundo de seres vivos al mundo del hombre” (NKZ, IX: 172). El mundo histórico humano se construye en esta interrelación espacio-temporal como espacio vivido en el que afloran el sentimiento y la voluntad humanos que, mediante la poiesis, construyen mundos particulares en diferentes lugares del planeta Tierra y en la inmensidad del cosmos. En mi escrito trato de mostrar algunas de las diferentes facetas del pensamiento de Nishida Kitarô respecto al ambiente como la condición de los eventos en el mundo histórico (VIII: 117), así como su respuesta ‒tanto intelectual como emotiva, tanto de reflexión como de sentimiento‒, que se perfila en su pensamiento y en sus relaciones con otros seres humanos en el mundo natural, socio-político y cultural en que le tocó vivir. Estos aspectos pueden verse en la producción poética de Nishida, que ha sido poco estudiada hasta ahora, incluso en Japón mismo. Sin embargo, su estudio nos permite acercarnos a su pensamiento desde otra perspectiva.
Palabras clave: Mundo histórico; mundo natural; poética; naturalezaA possible approach to the philosophy of Nishida Kitarô starts from the relationship between the material world, or nature, and the social world, which develops towards the formation of the historical world, which human beings inhabit. As Nishida writes, the historical world “develops from the material world to a world of living beings, and from a world of living beings, towards the world of human beings” (NKZ, IX: 172). Our human historical world is constructed through this space-time interrelationas a lived-space in which our human feelings and our will become manifest and which, through our poiesis, build the several particular worlds throughout the planet Earth, within an unfathomable cosmos. In this paper I endeavor to show some of the several aspects of Nishida’s thought concerning the environment as the condition for the events in the historical world (VIII: 117), as well as his answer ‒both intellectual and emotional, both originating in reflection and in feeling‒, that can be seen in his thought and in his human relations within the natural, socio-political and cultural world in which he lived. These aspects can be seen in Nishida’s poetic expression, which has not been sufficiently studied even in Japan. However, its study allows us to approach his thought from a different perspective.
Keywords: Historical world; natural world; poetics; natur
Solidarity and Public-Participatory Budgeting: possible conditions to a Critical Theory? Solidariedade e Orçamento Público Participativo: condições possíveis para uma Teoria Crítica?
Do ponto de vista da teoria crítica, que prevê três etapas processuais de estudo e pesquisa, análise, diagnóstico e correção, e que também dialoga com a ontologia social, a filosofia social e a crítica social, podemos situar a esfera da ontologia social – o objetivo desta pesquisa é a investigação da natureza da realidade social, dos indivíduos e em particular das instituições sociais em relação a questão do orçamento público participativo (OPP cuja sigla em inglês é PPB) – como importante espinha dorsal para uma pesquisa crítica. Nesse sentido, a gênese constitutiva do PPB está ancorada nos pressupostos subjacentes de uma teoria crítica que permite emergir a solidariedade como possibilidade de pesquisa entendida como expressão de um pensamento crítico visando à emancipação pautado no PPB. Neste artigo, pretendo explicitar, brevemente, o entrelaçamento entre a solidariedade e o Orçamento Público Participativo como espaço fundamental para uma pesquisa crítica.
Palavras-chave: Teoria Crítica. Ontologia Social. Orçamento Público Participativo.Concerning the point of view of the critical theory which provide for three procedural stages of study and research analysis, diagnosis and correction, and that also dialogues with the social ontology, social philosophy, and social critique, we can set out the sphere of social ontology – means in this paper the research of the nature of social reality, of individuals and in particular of social institutions as is the issue about the public-participatory budgeting (PPB) – as important backbone to a critical research. In this sense, the constitutive genesis of PPB is berthed with the underlying assumptions of a critical theory allowing to arise the solidarity as a possibility of research understood as an expression of a critical thinking aiming to the emancipation mainstreamed with the PPB. In this paper I aim explicit in short the intermingling between solidarity and a Public-Participatory Budgeting as a fundamental room to a critical research.
Keywords: Critical Theory. Ontology Social. Public-Participatory. Budgetin
A percepção do tempo
Nos próximos dois capítulos, tratarei do que por vezes se denomina percepção interna, ou percepção do tempo e de eventos enquanto ocupantes de uma data no tempo [a date therein], especialmente quando essa data é passada, em cujo caso a percepção em questão recebe o nome de memória. Para lembrar-se de uma coisa como passada, é necessário que a noção de ‘passado’ seja uma de nossas ‘ideias’. Veremos no capítulo sobre a Memória que muitas coisas são pensadas por nós como passadas não devido a alguma qualidade intrínseca sua, mas antes porque são associadas a outras coisas que, para nós, significam pretericidade [pastness]. Mas como essas coisas adquirem sua pretericidade? Qual é a origem de nossa experiência de pretericidade, a partir da qual obtemos o sentido do termo? É essa questão que se convida o leitor a considerar no presente capítulo. Veremos que temos um sentimento [feeling] constante, sui generis, de pretericidade, pelo qual cada uma de nossas experiências acaba por vez capturada. Pensar em uma coisa como passada é pensá-la entre os objetos ou na direção dos objetos que, no momento presente, mostram-se afetados por essa qualidade. Essa é a origem de nossa noção do tempo passado, na base da qual a memória e a história constroem seus sistemas. E neste capítulo consideraremos apenas esse sentido imediato de tempo
Editorial - Apresentação
Transversalidades filosóficas
O termo “transversalidade” está na moda e as recomendações filosóficas básicas nos aconselham sempre a manter distância dos modismos. Até hoje seguimos essa regra. O Termo, entretanto, foi inevitável para o título deste Dossiê que é publicado no dramático momento político pelo qual passa o Brasil: o ataque depredatório aos prédios da Praça dos Três Poderes de Brasília, no domingo passado, e a histórica posse do Presidente Lula, no domingo anterior. A inspiração para o título deste Dossiê vem justamente das cerimônias de posse dos ministros, quando o termo “transversalidade” foi mencionado várias vezes, no contexto da formação dos ministérios compostos por negros, indígenas, mestiços, brancos e orientais, de diferentes identidades de gênero. Tal composição dos ministérios objetiva solucionar uma infinidade de problemas sociais, econômicos, ambientais e impedir o extermínio de diversas etnias indígenas que habitam essas terras há milênios. A vertente da Filosofia que trata dos possíveis diálogos entre as diversidades de pensamentos do planeta, tais como o diálogo entre as filosofias ocidentais e orientais, entre as filosofias indígenas (sim, são filosofias, pois não aceitamos a eurocêntrica tese do caráter grego da filosofia) e as filosofia ocidentais, entre as filosofias indígenas e as filosofias orientais, foi, até hoje, denominada de várias formas: de filosofia intercultural; filosofia multicultural; filosofia intracultural; filosofia transcultural; filosofia comparada e outros mais. Com o avanço destas discussões, insere-se agora outro termo que adotamos como título do Dossiê: filosofia transversal
500 years’ great change: China’s falling down and rise up: 500 anos da grande mudança: a China cai e se levanta
500 years ago, the Western Europe began its great voyage around the earth and its grand rise in the world. By the end of the 19th Century, the West ruled the world economically, politically and culturally. Meanwhile, China began its history of sliding into backwardness after Zhenghe ended his voyage to the Western seas and found itself as the target for carving up by foreign powers by the mid-19th Century. However, 100 years later in the middle of the 20th Century, China once again stood up. China has no interest in pursuing supremacy, preferring instead to pursue co-operation and win-win situations; however, with the advancement of China’s “two centenary goals”, particularly the launch of the second centenary goal, the world will undergo major changes, the likes of which have never been seen in the past 500 years.
Key words: 500 years, falling down, rise upHá 500 anos, a Europa Ocidental iniciava sua grande viagem ao redor da terra e sua grandiosa ascensão no mundo. No final do século XIX, o Ocidente dominava o mundo econômica, política e culturalmente. Enquanto isso, a China começou sua história de retrocesso depois que Zhenghe encerrou sua viagem aos mares ocidentais e se viu como alvo de divisão por potências estrangeiras em meados do século XIX. No entanto, 100 anos depois, em meados do século 20, a China mais uma vez se levantou. A China não tem interesse em buscar a supremacia, preferindo buscar a cooperação e situações em que todos saem ganhando; no entanto, com o avanço das “metas dos dois centenários” da China, particularmente o lançamento da meta do segundo centenário, o mundo passará por grandes mudanças, como nunca foram vistas nos últimos 500 anos.
Palavras-chave: 500 anos, cair, levanta