Plataforma de Revistas e Livros Revistas NOVAFCSH
Not a member yet
1320 research outputs found
Sort by
Recensão / Review: DESEMBERG, Antoine – L’honneur des universitaires au Moyen Âge: Étude d’imaginaire social. Paris: Presses Universitaires de France (puf), 2015 (389 pp.)
No dia 1 de dezembro de 2010, Antoine Destemberg defendia a sua tese de doutoramento na Universidade de Paris – Panthéon-Sorbonne, centrada na história da instituição universitária parisiense no período medieval (entre os séculos XIII e XV). Na obra defendia a formação de um grupo individualizado e autónomo, com uma identidade bem definida, procedendo à descrição e caracterização pormenorizada dos seus elementos constituintes (professores, escolares e oficiais), das relações com os vários poderes (régio, papal e civil) e das vários formas de expressão material e simbólica do Studium Generale, matizando assim um conjunto de estratégias de afirmação do grupo académico. O sucesso e a importância dos resultados de tal investigação para a historiografia do tema, assentes numa metodologia inovadora e interdisciplinar, motivaram a sua publicação em 2015
Recensão: LANGER, Johnni (Org.) – Dicionário de história e cultura da Era Viking. São Paulo: Hedra, 2018. (792 pp.)
Os estudos sobre temas relacionados aos povos escandinavos da Idade Média, mais especificamente o que compreende o período da Era Viking (VIII-XI), vem despontando no Brasil nos últimos dez anos, sendo alavancado principalmente pelo Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos (NEVE), fundado em 2010 pelo prof. Dr. Johnni Langer, seu atual coordenador. Que desde então vem desenvolvendo estudos, projetos, extensões e orientações de pós-graduação sobre a temática viking e escandinava, no que resultou em livros, artigos, comunicações científicas, minicursos, cursos de extensão, dissertações de mestrado e eventos, como o Colóquio de Estudos Vikings e Escandinavos (CEVE), que ocorre anualmente desde 2012
Os simbolismos dos animais com chifres em bestiários ingleses
Dissertação de Mestrado em História Medieval apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Maio de 2018. Orientação do Professor Doutor Bernardo Vasconcelos e Sousa e co-orientação do Doutor Pedro Chambel.
Desde tempos muito remotos que os chifres são encarados pela mentalidade do homem como símbolos. Provavelmente, a associação mais antiga relaciona-os com as fases da lua, justificada pela semelhança entre o formato dos chifres e o do satélite natural. Com o decorrer da História, os chifres se tornaram símbolos mais complexos. Possivelmente decorrente da observação do poder destrutivo destes elementos na natureza, os chifres passaram a estar simbolicamente associados ao poder e à força em diferentes tradições. Surgem como elementos apotropaicos, como na tradição hebraica, por exemplo, onde se encontrariam chifres em altares; como símbolos da abundância, lembrando a representação da cornucópia clássica; e, em diferentes culturas da Antiguidade, como símbolo da elevação e do poder espiritual, aludindo às figuras de Amón, o deus egípcio chamado no Livro dos Mortos de Senhor dos chifres; a Apolo-Karneios, representado com chifres de carneiro; a Shiva, que é habitualmente apresentado junto a um touro branco de nome Nandi, entre outros. Ao contrário do que se poderia supor, a ascensão e implementação do Cristianismo não significou a exclusão dos seus diversos simbolismos. Na Bíblia, os chifres integram metáforas, simbolizando a glória, a dignidade, o poder, a honra, a vitória, a liderança, a coragem, a proteção, a salvação, entre outros
(Re)constructing the history of the nomadic population in Bronze Age southern Levant
Bronze Age was a dynamic period in southern Levant history marked by the emergence of urban centres followed by their collapse and subsequent re-emergence. Reconstructing the processes of urbanization implies understanding the interactions between the different components of society (rural sedentary, nomadic and semi-nomadic). The problem with the pastoral nomadic society is that it was not explicitly mentioned in the written records. Most written sources came from the urban centres and were written by biased scribes. The second problem with the pastoral nomads is that they did not leave much archaeological traces. By using analytical methods in comparing all of the available data, both written records and material remains of the Bronze Age sites as well as the anthropological models of the cultural contacts between nomadic and sedentary populations in different region and in different times it is possible to re(construct) the history of nomadic population during Bronze Age southern Levant
Childhood in Mesopotamian texts and archaeology: finding a common ground?
Children in antiquity, having long been rather overlooked in modern scholarship, rightly received increased attention by archaeologists, historians and philologists in recent years. Despite few exceptions, however, most studies have not addressed how to deal with the divide between archaeological and textual data. This is also true for ancient Mesopotamia, where the separation of Assyriology and Near Eastern Archaeology has created reluctance in integrating both types of sources. While combined approaches have been successfully applied to specific topics in recent years (e.g. Neo-Assyrian expansion, climate change), childhood and other aspects of social history generally lack such treatments.In this paper, I review different types of data available for studying children in the Old Babylonian period (2000-1600 BC) and I outline opportunities and challenges in integrating material culture and texts by discussing two thematic case studies, infant mortality and child socialisation
O “Femonacionalismo” enquanto Violação de Categorias de Identidade: A Face Renovada da Extrema-Direita Europeia
Positing a certain tendency to treat right-wing women as anomalies (Downing 2018), this article analyses the recent reappropriation of feminist discourse by the far-right in Europe, with the prominence of female political leaders such as Marine Le Pen from the Le Rassemblement National, Anne Marie Waters, leader of anti-Muslim party, For Britain, and Alice Weidel, co-leader of the Alternative für Deutschland (AfD). It is claimed that this “femonationalist” (Farris 2017) discourse destabilises the intersectional dilution of frontiers among “oppressed” categories (cf. Crenshaw 1989), combining anti-immigrant and anti-misogynistic rhetoric, generally framed according to an anti-Islam organising principle. By violating the categories of political identity, according to which an individual’s identity – be it gendered, sexual, racial or class-based –, determines his or her ideological preference, female far-right leaders are strategically contributing to reinscribe the genealogy of feminist mobilisation, traditionally connoted with an intellectual and activist leftist tradition. A selection of Facebook comments published by Marine Le Pen, Anne Marie Waters and Alice Weidel on the events in Cologne will constitute the analytic corpus which will allow us to explore the ways that misogyny is used to justify a discriminatory politics that, more than openly racist, is above all anti-Muslim. Partindo do pressuposto de que existe uma tendência para tratar as mulheres de direita como anómalas (Downing 2018), este artigo analisa a recente reapropriação do discurso feminista pela extrema-direita na Europa, com a proeminência de altas figuras políticas femininas como Marine Le Pen, líder do partido francês Le Rassemblement National, Anne Marie Waters, líder do partido anti-islâmico britânico For Britain, e Alice Weidel, co-líder do Alter native für Deutschland (AfD). Defende-se que este discurso “femonacionalista” (Farris 2017) desestabiliza a diluição intersecional de fronteiras entre categorias “oprimidas” (Crenshaw 1989), combinando retórica anti-imigrante e antimisógina, tendencialmente enquadrada de acordo com um princípio organizador antimuçulmano. Ao violar as categorias da política de identidade, segundo a qual a identidade de um indivíduo – seja ela de género, sexual, racial ou baseada em classe – determina a sua preferência ideológica (Downing 2018: 369), as mulheres líderes da extrema-direita estão a contribuir estrategicamente para a reinscrição da genealogia da mobilização feminista, tradicionalmente conotada com uma tradição intelectual e ativista de esquerda. Uma seleção de comentários de Facebook publicados por Marine Le Pen, Anne Marie Waters e Alice Weidel sobre os acontecimentos de Colónia constituirá o corpus analítico que nos permite explorar a forma como a misoginia é usada para justificar uma política discriminatória que, mais do que abertamente racista, é, acima de tudo, anti-islâmica. 
Mulher na esfera pública: agir comunicativo e processo deliberativo na ONG Mulheres do Brasil
This article aims to analyse the deliberative process present in the Women of Brazil Group in the light of the Habermasian public sphere model, evaluating its contribution to the participation of women in the public sphere based on a bibliographical review on the theme and the case study on the institution. As a result, it is hoped that the descriptive article may contribute to more organizations like this using deliberative processes for the discussion of public interest issues, promoting greater civil participation in the decisions of the State. Este artigo tem como objetivo analisar o processo deliberativo presente no grupo Mulheres do Brasil à luz do modelo de esfera pública habermasiano, avaliando a sua contribuição para a participação da mulher na esfera pública a partir de revisão bibliográfica sobre o tema e do estudo de caso sobre a instituição. Como resultado, espera-se que o artigo descritivo possa contribuir para que mais organizações como essa façam uso de processos deliberativos para a discussão de temas de interesse público, promovendo maior participação civil nas decisões do Estado. 
PELAZ FLORES, Diana - Rituales líquidos. El significado del agua en el ceremonial de la corte de Castilla (ss. XIV-XV). Murcia: Editum-Ediciones de la Universidad de Murcia, 2017. ISBN 978-84-16551-76-7 (142 páginas).
El año 2017 fue especialmente prolífico para Diana Pelaz Flores, uno de los nuevos valores del medievalismo hispánico a partir de sus meritorios trabajos acerca del estudio del papel de la reina en la Castilla del siglo XV a partir de la aplicación de perspectivas de género al análisis histórico. Fruto, fundamentalmente, de su inteligente tesis doctoral, la cual se dedicó al tema arriba señalada, fue la publicación de nada menos que tres monografías en las que se desgranan los aspectos relativos a las formas de ejercicio del poder de las reinas, su entorno relacional y el valor simbólico y representativo de su figura en la Corona de Castilla durante la Baja Edad Media a partir del estudio de caso de las reinas consortes del monarca Juan II, María de Aragón e Isabel de Portugal (La casa de la reina en la Corona de Castilla (1418-1496). Valladolid: Universidad de Valladolid; Poder y representación de la reina en la Corona de Castilla (1418-1496). Salamanca: Junta de Castilla y León; Reinas consortes. Las reinas de Castilla entre los siglos XI-XV. Madrid: Sílex Ediciones). Junto a estos volúmenes y algunos otros trabajos, un cuarto libro redondea su prolífica producción en ese año, justamente dedicada a la otra línea de investigación que la autora ha desarrollado prioritariamente y que mucho tiene que ver con la primera ya citada, ligada a los estudios sobre género y poder real femenino: la del estudio de simbolismo del agua en el ceremonial regio castellano del final de la Edad Media
Itinerario de una lista. De la Hispania visigoda a Italia beneventana, del Liber Iudiciorum al Pseudo-Isidoro
This article deals with a copy of a visigothic regnal list, which is found in two manuscripts of Pseudo-Isidore: Montecassino, ms. 1 and Paris, BnF, lat. 1557. The visigothic regnal list/canon law association is surprising because the list was created with the Liber Iudiciorum, a visigothic legal code, published in 654. Moreover, the list from both these codices has modifications: the names of Gregory the Great, the emperor Maurice and the bishop Isidore of Seville were added. We propose to identify the manuscript difusion of the list, in relation to the Liber Iudiciorum and the Pseudo- Isidore, as well as to interpret these deliberate modifications.Este trabajo trata sobre una copia de la lista de los reyes visigodos, localizada en dos manuscritos que contienen los Decretales del Pseudo-Isidoro: Montecassino, ms. 1 y París, BnF, lat. 1557. La asociación entre lista regia visigoda y derecho canónico carolingio resulta sorpredente, pues aquella fue creada junto al Liber Iudiciorum, código legal visigodo, publicado en el 654. Además, el texto de ambos códices presenta modificaciones frente a las otras copias de la lista, añadiendo de este modo los nombres de Gregorio Magno, del emperador Mauricio y del obispo Isidoro de Sevilla. Proponemos una identificación de la difusión manuscrita de las listas pertenecientes al Pseudo-Isidoro, así como una interpretación de las modificaciones, que revelan unaintención deliberada
Workshop Internacional “The Ties that Bind: Rethinking Dependences in the Medieval Iberian Peninsula and Beyond”
Tuvo lugar, durante los días 3 y 4 de septiembre de 2018, en el Colégio do Espírito Santo de la Universidade de Évora, el Workshop internacional "The Ties that Bind: Rethinking Dependences in the Medieval Iberian Peninsula and Beyond". Organizado con el apoyo de CIDEHUS1 y por la profesora Filomena Barros y la investigadora postdoctoral Clara Almagro, miembros de dicha institución, participaron en él un grupo de once investigadores de instituciones de España, Italia, Israel Portugal y Reino Unido, todos ellos con una trayectoria investigadora consolidada sobre el tema en cuestión