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    A Carta de 25 de Fevereiro de 1327 e a Norma dita de 18 de Fevereiro de 1332. Questões de interpretação normativa e de datação

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    A letter written by Gonçalo Domingues under royal command (Estremoz, February 25th 1327) has been considered by portuguese historians as an ordenamento (ordinance) forbidding lawyers and attorneys to be in residence in the royal Court tribunals. However, the internal analysis of the said letter, and its comparison with other charters of undisputed normative nature, as well as with the ordinance commonly accepted as having been issued on February 18th 1332, in Estremoz, allow us to infer that the mentioned 1327 letter is an introductory note whose primordial purpose was to accompany and introduce the ordinance of February 18th 1332, in its diffusion throughout the Kingdom: this leads to the conclusion that the allegedelly 1332 ordinance was in fact enacted in 1327. Thus, we can establish the documental production stages of the Ordenação sobre o Livramento dos feitos na Corte e proibição de advogados e procuradores residentes na Corte (Ordinance on the King´s Court Judicial Procedures and Prohibition of Lawyers and Attorneys to be in residence in the Court): such ordinance was enacted on February 18th 1327, in Estremoz; some days later, on February 25th of that same year, it would be sent throughout the Kingdom with the letter written, that same day and place, by Gonçalo Domingues under command of D. Afonso IV. In fact, on March 6th 1327, in accordance with its own stipulations, it was proclaimed in Arraiolos, as we know from the Foros de Beja.   Bibliography Handwritten sources Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Alcobaça, 2.ª incorporação, maço 27, doc. 677. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Alcobaça, 2.ª incorporação, maço 34, doc. 827. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Alcobaça, 2.ª incorporação, Mç. 61, doc. 5. Lisboa, Torre do Tombo, Foros de Beja, Feitos da Coroa, Núcleo Antigo 458, fls. 21- 29v Lisboa, Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Leis, Mç. 1, doc. 96. Lisboa, Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Núcleo Antigo 1, fls. 73-79. Lisboa, Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Núcleo Antigo 1, fls. 93v-102v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 174v-177v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 177v-178v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 201-211v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fl. 224v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 343-34v.   Printed sources Chancelarias Portuguesas: D. Afonso IV. Vol. I. Dir. António H. de Oliveira Marques. Lisboa: INIC, 1990. Chancelarias Portuguesas: D. Afonso IV. Vol. II. Dir. António H. de Oliveira Marques. Lisboa: INIC, 1992. Chancelarias Portuguesas: D. Afonso IV. Vol. III. Dir. António H. de Oliveira Marques. Lisboa: INIC, 1992. Cortes Portuguesas – Reinado de D. Afonso IV (1325-1357). Ed. António H. de Oliveira Marques; Maria Teresa Campos Rodrigues; Nuno José Pizarro Pinto Dias. Lisboa: INIC,1982 . Livro de Leis e Posturas. Ed. Nuno Espinosa Gomes da Silva. Lisboa: F.D.U.L., 1971. Ordenações  de  D.  Duarte.  Ed.  Martim  de  Albuquerque;  Eduardo  Borges  Nunes. Lisboa: F.C.G, 1988. Ordenações Afonsinas. Liv. III. Lisboa: F.C.G, 1988.   Studies BARROS, Henrique da Gama – Historia da Administração Publica em Portugal nos Séculos XII a XV. 2ª ed.. Tomo III. Lisboa: Sá da Costa, 1946. CAETANO, Marcelo – História do Direito Português (Sécs XII-XVI). Lisboa: Verbo, 2000. DOMINGUES, José – As Ordenações Afonsinas. Sintra: Zéfiro, 2008. GOMES, Saúl António – “Inquirições, confirmações e registos da chancelaria régia portuguesa: notas para o seu estudo”. Revista de História da Sociedade e da Cultura 12 (2012), pp. 147-163. GOMES, Saúl – “Poderes em Conflito: a Demanda pelas Jurisdições Senhoriais entre o Rei D. 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Lisboa: Academia Portuguesa de História (no prelo).Uma carta que, por mandado régio, Gonçalo Domingues escreveu a 25 de Fevereiro de 1327, em Estremoz, tem sido considerada, pela historiografia nacional, como sendo um ordenamento que institui a proibição da existência, nos tribunais da corte, de advogados e procuradores do número. A análise interna da citada carta, bem como o seu cotejo com outras cartas de inequívoca produção normativa, e com o ordenamento habitualmente datado do dia 18 de Fevereiro de 1332, de Estremoz, permite, no entanto, inferir que a referida carta de 1327 tem como função primordial acompanhar, e apresentar,  na sua difusão pelas terras do Reino, o ordenamento dito de 18 de Fevereiro de 1332, o qual tem, portanto, como data de produção o ano de 1327. Deste modo, a sequência cronológica da produção documental relativa à Ordenação sobre o Livramento dos feitos na Corte e proibição de advogados e procuradores residentes na Corte é a seguinte: no dia 18 de Fevereiro de 1327, em Estremoz, foi produzida a Ordenação sobre o Livramento dos feitos na Corte que, posteriormente, no dia 25 de Fevereiro desse ano, seria enviada a todos os lugares do reino, conjuntamente com carta que, nessa data, Gonçalo Domingues escreveu, na mesma vila de Estremoz, por mandado de Afonso IV, e que, em Arraiolos, de acordo com o estipulado na citada carta, foi publicada a 6 de Março de 1327, tal como consta nos Foros de Beja.   Referências Bibliográficas Fontes Manuscritas Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Alcobaça, 2.ª incorporação, maço 27, doc. 677. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Alcobaça, 2.ª incorporação, maço 34, doc. 827. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Alcobaça, 2.ª incorporação, Mç. 61, doc. 5. Lisboa, Torre do Tombo, Foros de Beja, Feitos da Coroa, Núcleo Antigo 458, fls. 21- 29v Lisboa, Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Leis, Mç. 1, doc. 96. Lisboa, Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Núcleo Antigo 1, fls. 73-79. Lisboa, Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Núcleo Antigo 1, fls. 93v-102v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 174v-177v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 177v-178v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 201-211v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fl. 224v. Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Cód. 9164, fls. 343-34v.   Fontes impressas Chancelarias Portuguesas: D. Afonso IV. Vol. I. Dir. António H. de Oliveira Marques. Lisboa: INIC, 1990. Chancelarias Portuguesas: D. Afonso IV. Vol. II. Dir. António H. de Oliveira Marques. Lisboa: INIC, 1992. Chancelarias Portuguesas: D. Afonso IV. Vol. III. Dir. António H. de Oliveira Marques. Lisboa: INIC, 1992. Cortes Portuguesas – Reinado de D. Afonso IV (1325-1357). Ed. António H. de Oliveira Marques; Maria Teresa Campos Rodrigues; Nuno José Pizarro Pinto Dias. Lisboa: INIC,1982 . Livro de Leis e Posturas. Ed. Nuno Espinosa Gomes da Silva. Lisboa: F.D.U.L., 1971. Ordenações  de  D.  Duarte.  Ed.  Martim  de  Albuquerque;  Eduardo  Borges  Nunes. Lisboa: F.C.G, 1988. Ordenações Afonsinas. Liv. III. Lisboa: F.C.G, 1988.   Estudos BARROS, Henrique da Gama – Historia da Administração Publica em Portugal nos Séculos XII a XV. 2ª ed.. Tomo III. Lisboa: Sá da Costa, 1946. CAETANO, Marcelo – História do Direito Português (Sécs XII-XVI). Lisboa: Verbo, 2000. DOMINGUES, José – As Ordenações Afonsinas. Sintra: Zéfiro, 2008. GOMES, Saúl António – “Inquirições, confirmações e registos da chancelaria régia portuguesa: notas para o seu estudo”. Revista de História da Sociedade e da Cultura 12 (2012), pp. 147-163. GOMES, Saúl – “Poderes em Conflito: a Demanda pelas Jurisdições Senhoriais entre o Rei D. Afonso IV e o Mosteiro de Alcobaça”. In MADURO, António Valério; RASQUILHO, Rui (coord.) – Um Mosteiro entre os Rios. O Território Alcobacense. Leiria: Hora de Ler, 2021, pp. 421-480. GUYOTJEANNIN, Olivier – “Marina Kleine, La cancillería real de Alfonso X: actores y prácticas en la producción documental”. Mélanges de la Casa de Velázquez [Em linha] 46-2 (2016). [Consultado a 14 Dezembro 2021]. Disponível em  http://journals.openedition.org/mcv/7272. DOI: https://doi.org/10.4000/mcv.722. KLEINE, Marina – “Da iussio à redactio: observações sobre as funções desempenhadas pelo pessoal da chancelaria real de Afonso X de Castela (1252- 1284)”. In TEIXEIRA, Igor Salomão; ALMEIDA, Cybele Crossetti de (org.) – Reflexões sobre o Medievo III: práticas e saberes no ocidente medieval II. São Leopoldo: Oikos, 2013, pp.1 53-174. HOMEM, Armando Luís – O Desembargo Régio (1320-1433). Porto: INIC, 1990. HOMEM, Armando Luís – “Dionisus et Alfonsus, Dei Gratia Reges et Communis Utilitatis Gratia Legiferi”. Revista da Faculdade de Letras - História XI (1994), pp. 11- 110. JUSTEN, Paula de Sousa Valle – “A palavra escrita do rei: Chancelaria e poder régio através de uma Carta Plomada”. Revista Cantareira 26 (2019), pp. 43-51. PINTO, Pedro; MARTINS, Diana – “Transcrições e Resumos Seiscentistas de Fragmentos Originais da Chancelaria de D. Afonso V, Entretanto Desaparecidos”. Fragmenta Historica 6 (2018), pp. 59-71. RIBEIRO, João Pedro – Additamentos e Retoques á Synopse Chronologica. Lisboa: Academia Real da Sciencias de Lisboa, 1829. VENTURA, Leontina – Os ‘clerici regis’: do serviço de Deus ao serviço do Rei (c. 1250-1350). Lisboa: Academia Portuguesa de História (no prelo)

    Três olhares sobre a Ordem do Templo em Portugal

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Tese de doutoramento

    Philippe Contamine (1932-2022)

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    Vítima de doença prolongada, Philippe Contamine extinguiu-se em Paris a 22 de Janeiro último. Era filho de Henry Contamine (1897-1974, também historiador1 e professor universitário)2 e casado com Geneviève Contamine (igualmente historiadora e investigadora do Institut de Recherche et d’Histoire des Textes, IRHT). Natural de Metz, fez estudou em liceus de Caen, Versailles e Paris (Lycée Louis-le-Grand). Após estudos superiores na Sorbonne, obteve a agrégation (1956) e, após breve passagem pelo ensino liceal e pelo CNRS, ingressou, como assistente, na sua Alma Mater (1960). Discípulo de Robert Boutruche (1904-1975), com ele viria a defender, em 1969, a sua thése d’État3. Sucessivamente viria a ensinar em Nancy II (1965), Paris-Nanterre (Paris X, 1973) e Sorbonne-Université (antiga Paris IV, 19894), sucessivamente como chargé d'enseignement, maître de conférences e professeur d'histoire médiévale; em Paris IV ensinaria até se retirar (2000), tornando-se então professor emérito

    Crónica de uma revisão anunciada. A De Expugnatione Lyxbonensi à luz da investigação recente

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    Fidalgos e freires-cavaleiros. Vidas sem fronteiras na Hispânia medieval

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    This article is a result of the research project Transferencias humanas, culturales e ideológicas entre los reinos ibéricos (siglos XIII-XV), financed by the Ministerio de Economía, Industria y Competitividad (HAR2017-89398-P) and coordinated by Doutora Isabel Beceiro Pita (Instituto de Historia-CSIC). Based on the importance of the Luso-Castilian border in the context of medieval Hispania and its complexity as a political construction, the objective of this reflection is to assess its impact at the level of manorial groups, either secular or ecclesiastical. The way how these social groups had interpreted the frontier is a central issue for this study. Fidalgos and miles Christi, usually called knights in simple terms, had traced similar tendencies for understandable reasons. Fidalgos and miles Christi were part of the medieval elites that boosted the peninsular exchanges, developing frequent trajectories over borders in medieval Hispania. The aristocracy and the friars of the Military Orders, in particular, those from the international Orders, had a very fluid conception of the frontier, to which family and institutional interests were superimposed. The noblemen found in the border crossing a natural mechanism to circumvent some political problems, arising from conflicts with monarchs, or to materialize strategies of power of some lineages with patrimonies constituted long before the creation of the kingdom of Portugal itself. In turn, the friars of the Military Orders were sometimes members of these families, imbued with non-border behaviors, which were reinforced when they professed in multinational institutions, not overlapping with the delimitations of the political and diplomatic border.   Bibliography Sources Handwritten sources Lisboa, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Dinis, lv. 3. Lisboa, Torre do Tombo, Gaveta VI, mç. único, nº 29. Lisboa, Torre do Tombo, Gaveta XII, mç. 1, nº 4. Lisboa, Torre do Tombo, L.N., Extras. Lisboa, Torre do Tombo, L.N., Guadiana, lv. 1. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Santa Maria de Almoster, cx. 7, mç. 2, nº 40. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Santos-o-Novo, cx. 1, mç. 2, nº 6.  Printed sources AZEVEDO, Pedro A. de; FREIRE, A. Braamcamp – Livro de D. João de Portel, edição fac-simile coordenada por Hermenegildo Fernandes. Lisboa: Edições Colibri e Câmara Municipal de Portel, 2003. COSTA, Avelino de Jesus da – Álbum de Paleografia e Diplomática, 4ª ed., Coimbra, 1983. COSTA, Avelino de Jesus da; MARQUES, Maria Alegria Fernandes – Bulário português de Inocêncio III (1198-1216). Coimbra: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1989. Livro dos forais, escripturas, doações, privilégios e inquirições, com um estudo de José Mendes da Cunha Saraiva, Subsídios para a História da Ordem de Malta, II-IV, 3 vols., separata de “Ocidente”, vols. 25-28. Lisboa: Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, 1946-48. 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A fidalguia e os freires das Ordens Religioso-Militares, designados de um modo simplista como freires-cavaleiros, decalcavam tendências semelhantes por razões compreensíveis. Os fidalgos e os freires-cavaleiros integraram as elites medievais que dinamizaram os intercâmbios peninsulares, desenvolvendo inúmeras trajetórias sem fronteiras na Hispânia medieval. A aristocracia e os membros das Ordens Militares, em particular os das internacionais, tinham uma concepção muito fluida da fronteira, à qual se sobrepunham os interesses familiares e institucionais. Os fidalgos encontraram na transposição fronteiriça um mecanismo natural para contornar problemas de natureza política, decorrentes dos conflitos com os monarcas, ou para materializar estratégias de poder de linhagens com patrimónios constituídos muito antes da criação do reino de Portugal. Por sua vez, os freires das Ordens Militares eram, por vezes, membros de famílias imbuídas de comportamentos a-fronteiriços, os quais eram reforçados quando professavam em instituições multinacionais, não sobreponíveis com as delimitações fronteiriças de natureza político-diplomática.   Referências bibliográficas Fontes Fontes manuscritas Lisboa, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Dinis, lv. 3. Lisboa, Torre do Tombo, Gaveta VI, mç. único, nº 29. Lisboa, Torre do Tombo, Gaveta XII, mç. 1, nº 4. Lisboa, Torre do Tombo, L.N., Extras. Lisboa, Torre do Tombo, L.N., Guadiana, lv. 1. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Santa Maria de Almoster, cx. 7, mç. 2, nº 40. Lisboa, Torre do Tombo, Mosteiro de Santos-o-Novo, cx. 1, mç. 2, nº 6.   Fontes impressas AZEVEDO, Pedro A. de; FREIRE, A. Braamcamp – Livro de D. João de Portel, edição fac-simile coordenada por Hermenegildo Fernandes. Lisboa: Edições Colibri e Câmara Municipal de Portel, 2003. 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    Monges e mosteiros galegos em Portugal (séculos XII-XV)

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    This paper identifies the Galician monasteries with real estate in the Kingdom of Portugal between the 12th and 15th centuries and analyses and characterizes such property. The policy of Portuguese monarchs regarding such property is also analysed while paying particular attention to political relations between Portuguese and Spanish kings. The ecclesiastical relations between Galician monasteries and the neighbouring kingdom are also subject of study: basically, the existing data at the archbishop's see of Braga –metropolitan see up to the Western Schism – and the pontifical authorization granted to Galician abbots to intervene in Portuguese affairs. Finally, a brief reference is made to the cultural and spiritual role of Galician monasteries in the neighbouring kingdom.   Bibliography Handwritten sources Tui, Arquivo da Catedral, Becerro 1, fols. 44r-52v e fols. 111v-114r. Tui, Arquivo da Catedral, Pergameos, Carpeta 10, doc. 16. 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Por último, referir-nos-emos brevemente ao papel cultural e espiritual que tiveram os mosteiros galegos no reino vizinho.   Referências bibliográficas  Fontes manuscritas  Tui, Arquivo da Catedral, Becerro 1, fols. 44r-52v e fols. 111v-114r. Tui, Arquivo da Catedral, Pergameos, Carpeta 10, doc. 16. Tui, Arquivo da Catedral, Pergameos, Carpeta 12, doc. 14.  Fontes impressas   ANDRADE CERNADAS, José Miguel – O Tombo de Celanova. Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega, 1995. AZEVEDO, Rui Pinto de (ed.) – Documentos medievais portugueses. Documentos régios. Vol. I: Documentos dos condes portugalenses e de D. Afonso Henriques, A.D. 1095-1185. Lisboa: Academia Portuguesa da História, 1958. BLANCO LOZANO, Pilar – Colección diplomática de Fernando I (1037-1065). León: Centro de Estudios e Investigación San Isidoro – Archivo Histórico Diocesano, 1987. COSTA, Avelino de Jesus da (ed.) – Liber Fidei Sanctae Bracarensis Ecclesiae. Tomo I. Braga: Assembleia Distrital, 1978. 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    Strategies to motivate learners to engage in speaking and overcome anxiety: A case study

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    Anxiety and motivation are pivotal in foreign language learning success. Anxiety can have a negative effect on language learning by causing stress and inhibiting the ability to perform, while motivation plays a positive role by providing the drive and desire to learn and succeed. Research has shown that high levels of motivation can offset adverse effects of anxiety, making it easier for students to learn and perform well in a foreign language. Overall, the balance between anxiety and motivation is an important aspect of foreign language learning, and understanding how these factors interact can help educators and students to create a more effective and successful learning environment.   This study aimed to examine practical and effective methods for motivating tertiary-level English as a Foreign Language (EFL) students to participate in speaking activities, by taking into account the complex relationship between motivation and anxiety in the foreign language learning context. The study used a combination of questionnaires and interviews to identify specific factors that influence students’ level of anxiety and motivation in the language classroom, and explored strategies that may positively influence their willingness to engage in speaking activities. The study reveals that students' motivation to improve their language skills is hindered by a lack of confidence and anxiety about expressing themselves orally. This reluctance, attributed mainly to fear of judgment from peers and teachers, is often reinforced by a lack of oral practice. However, effective communication skills are vital for language development and cultivated through active engagement. Recognizing the emotional dimension, it was imperative to establish a supportive environment and introduce low-risk opportunities for practice and support. The implementation of these strategies yielded positive results, enhancing participants' experiences, boosting self-esteem, fostering engagement, and improving success in speaking activities

    Narrativas e variações do dia triunfal de Fernando Pessoa

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    Fernando Pessoa described his triumphal day, March 8, 1914, as the epiphanic moment of creation of his master Alberto Caeiro. Whereas philologists have underlined the fictional nature of this description, based on features of the manuscripts left by the author, several interpretations aim to preserve the importance of its meaning, by separating the poetic from the factual dimension. The present essay seeks to analyse, in a dialogue with critical literature and providing a revision of material data from the manuscripts, the several narratives by the author on the triumphal day, conceiving them as variations on a theme. Renouncing both the idea of an imaginative construct by Pessoa and of its perfect correspondence to facts, the article proposes to analyse the descriptions of this epiphany as literary modulations of a real event, whose meaning is decisive for an understanding of the foundations of the work.Fernando Pessoa descreveu o seu dia triunfal, 8 de março de 1914, como o momento epifânico de criação do mestre Alberto Caeiro. Enquanto os filólogos têm evidenciado a natureza ficcional desta descrição, com base nas caraterísticas dos manuscritos deixados pelo autor, diversas interpretações procuram salvaguardar a importância do seu significado, separando o campo poético do factual. O presente ensaio pretende analisar, em diálogo com a literatura crítica e partindo de uma revisão dos dados materiais dos manuscritos, as diversas narrativas do autor a respeito do dia triunfal, entendendo-as como variações em torno de um tema. Renunciando tanto a uma ideia de construção fantasiosa de Pessoa quanto à da sua perfeita adequação a factos, propõe-se uma análise das descrições desta epifania enquanto modulações literárias de um acontecimento real, cujo significado é decisivo para uma compreensão dos fundamentos da obra

    O Cavalo na Idade Média Portuguesa

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    The present article is a contribution to the study of the horse in the Middle Ages, in a period that extends between the X-XIII centuries. Geographically, this analysis comprises a space in profound transformations that is Portugal, during the process that took it from county to kingdom. The horse is treated here from a social, political, economic and daily perspective, considering its creation, its market value and symbolic value. It also addresses the political instrumentalization of this animal by the Portuguese monarchs. This research supporting this article is being supported by a Research Grant allocated to the research project FALCO - Hypothesising Human-Animal Relations in Medieval Portugal, funded by national funds from the Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT EXPL/HAR-HIS/1135/2021), running since January 1st 2022.   Bibliography Printed sources AFONSO X – Las Siete Partidas, facsímile da edição de Salamanca de 1555. Madrid: Boletín Oficial del Estado, 1985. 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Este artigo é enquadrado por uma Bolsa de Investigação afecta ao projeto de investigação FALCO - Formulando a relação entre humanos e outras espécies no Portugal medievo (Hypothesising Human-Animal Relations in Medieval Portugal), financiado por fundos nacionais pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT EXPL/HAR-HIS/1135/2021), em execução desde 1 de Janeiro de 2022.   Referências Bibliográficas Fontes impressas AFONSO X – Las Siete Partidas, facsímile da edição de Salamanca de 1555. Madrid: Boletín Oficial del Estado, 1985. [Consultado 15 de julho 2021]. Disponível em https://www.boe.es/biblioteca_juridica/publicacion.php?id=PUB-LH-2011-  60&tipo=L&modo=2. AZEVEDO, Pedro de; FREIRE, Anselmo Braamcamp – Livro dos bens de D. João de Portel: cartulário do século XIII. Lisboa: Colibri, 2003. AZEVEDO, Rui de – Documentos medievais portugueses – Documentos particulares: A.D. 1101-1115. vol. 3. Lisboa: Academia Portuguesa de História, 1940. 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    El golpe de Estado de Focas (602): ¿un levantamento social?

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    Starting from a reassessment of the available sources, a review of one of the key moments in the historical development of the Eastern Roman Empire is proposed, the coup d’état that brought Phocas to power in 602. It was the first event of its kind that occurred in Constantinople, creating a situation of instability that would mark the entire 7th century. This study places the accent on the social and economic context in which it occurred, anchoring it in the existing tensions between the aristocratic establishment and the rest of the Roman population. The extreme cruelty with which Maurice's deposition took place, and which also affected his family, would be proof that it was a social revenge. Referencias bibliograficasFuentes impresasAGAPIOS – Kitab al-‘Unvan. Ed. y trad. A. Vasiliev, Histoire universelle écrite par Agapius (Mahboub) de Menbidj. Second Partie. Turnhout: Brepols, 1971.AGNELLUS – Liber Pontificalis Ecclesiae Ravennatis. Trad. D. Mauskopf Deliyannis. 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