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    1320 research outputs found

    Medievalista 39

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    A Lad from Portugal

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    Somos sempre a vida póstuma dos outros: mapa para uma pró-memória

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    This issue proposes the concept of ‘pro-memory’ as a variation of ‘post-memory’, shifting the focus from the relationship with the past to the impact of projection - of the self, of space and of the present — on the constitution of memory. Instead of recovering indirect experiences, pro-memory describes the movement of trying to deal with the gaps, silences and absences of the archive and memory, opening up space for narratives that were previously invisible. The idea of ‘over-memory’, understood as addition or excess, collaborates with this notion and reinforces the way in which other people's memories interfere in the construction of our own. By inaugurating the concept of pro-memory and exploring the tools it calls upon, this dossier proposes a critical debate on new ways of narrating, remembering and reinscribing the past in the present, in the belief that innovative methodologies and practices can emerge from this endeavour to investigate and work with memory and the archive and their blind spots.Este número propõe o conceito de “pró-memória” como uma variação da “pós-memória”, deslocando o foco da relação com o passado para o impacto da projeção – de si, do espaço e do presente – na constituição da memória. Em vez de recuperar vivências indiretas, a pró-memória descreve o movimento de procurar lidar com as lacunas, os silêncios e as ausências do arquivo e da memória, abrindo espaço para narrativas antes invisibilizadas. A ideia de “sobre-memória”, entendida como acrescento ou excesso, colabora com essa noção e reforça o modo como memórias alheias interferem na construção da nossa própria memória. Ao inaugurar o conceito de pró-memória, e ao explorar as ferramentas que este convoca, este dossier propõe um debate crítico sobre novas formas de narrar, lembrar e reinscrever o passado no presente, acreditando que desse esforço possam emergir metodologias e práticas inovadoras para investigar e trabalhar com a memória e o arquivo e os seus campos cegos

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    Editorial – Memória e Comemoração

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    Editorial 37: Memória e Comemoraçã

    O Livro 4 de Afonso III: um livro de inquirições?

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    The trajectory of the manuscript with the shelf mark Livro 4 de Inquirições de Afonso III (Book of Inquiries 4 of Afonso III) has particularities, both at an archival level and in terms of its content, which make it stand out among the Portuguese Books of Inquiries. This article seeks to identify its journey in the Torre do Tombo Nacional Archive, looking at its inventories and its inclusion in the series to which it currently belongs. Its contents are also analyzed, in particular the documentation whose copy motivated the production of the codex: documentation relating to Portuguese Muslim communities in the 15th century. The aim is also to clarify whether this manuscript can be considered a Book of Inquiries. To this end, a brief analysis was made of the subject matter of the General Inquiries and how it was added to the codex format it currently presents.   Bibliographical references Sources Manuscript sources  Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria Régia, Chancelaria de D. João I, livro 5.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=3813668 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Contos do Reino e Casa, Núcleo Antigo 296, Tombo Geral da Índia, por Simão Botelho.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4162520 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Feitos da Coroa, Inquirições de D. Afonso III, livro 4.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4182580 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Feitos da Coroa, Inquirições de D. Dinis, livro 9.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4182571 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas, Gaveta 8, maço. 3, nº 8. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4660478 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas, Gaveta 10, maço 12, nº 17. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4185855 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas, Gaveta 15, maço. 9, nº 25. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=7764298 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Núcleo Antigo 1, Livro de Leis e Posturas.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4223265 Porto, Biblioteca Pública Municipal do Porto, Ms. 86, pp. 389-392.   Printed sources  Portugaliae Monumenta Historica. Scriptores vol. 1, fasc. 1. Ed. Alexandre Herculano. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1856. Disponível em: https://purl.pt/12270/4/cg-2698-a-13/cg-2698-a-13_item4/cg-2698-a-13_PDF/cg-2698-a-13_PDF_24-C-R0150/cg-2698-a-13_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf Portugaliae Monumenta Historica. Leges et Consuetudines vol. 2. Ed. Alexandre Herculano. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1868. Disponível em: https://purl.pt/12270/4/res-1795-a/res-1795-a_item4/index.html   Studies ANDRADE, Amélia Aguiar; FONTES, João Luís (eds.) – Inquirir na Idade Média: Espaços, protagonistas e poderes (sécs. XII-XIV). Tributo a Luís Krus. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2015. AZEVEDO, Pedro A. d’; BAIÃO, António — O Archivo da Torre do Tombo: sua história, corpos que o compõem e organisação. Lisboa: Annaes da Academia de Estudos Livres, 1905. BARROS, Maria Filomena Lopes de — A Comuna Muçulmana de Lisboa: sécs. XIV e XV. Lisboa: Hugin, 1998. BARROS, Maria Filomena Lopes de — “The Muslim Minority in the Portuguese Kingdom (1170-1496): identity and writing”. eJournal of Portuguese History 13/2 (2015), pp. 18-35. 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Dissertação de mestrado em Estudos Medievais apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: s.n., 2023. GOMES, Saúl António — “Inquirições, confirmações e registos da chancelaria régia portuguesa: notas para o seu estudo”. Revista de História da Sociedade e da Cultura 12 (2012), pp. 147-63. [Consultado a 16 de fevereiro de 2023] Disponível em https://ceh.fcsh.unl.pt/pdf/rev/2013/01_FRAGMENTAHISTORICA_1_SaulAntonioGomes.pdf HOMEM, Armando Luís de Carvalho — O Desembargo Régio (1320-1433). Dissertação de doutoramento em História da Idade Média apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 1985. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/13225 PESSANHA, José — “Uma reabilitação historica: inventarios da Torre do Tombo no seculo XVI”. Archivo Historico Portuguez 3 (1905), pp. 287-303. PIMENTA, Alfredo — Fontes Medievais da História de Portugal: anais e crónicas. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1948. PIZARRO, José Augusto de Sotto Mayor — "Introdução". In PIZARRO, José Augusto de Sotto Mayor (ed.) — Portugaliae Monumenta Historica Nova Série Volume III Inquisitiones Inquirições Gerais de D. Dinis 1284. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 2007, pp. XI-XX. RAU, Virgínia — A Tôrre do Tombo em 1631. Lisboa: Bertrand, 1945. RIBEIRO, Fernanda — O Acesso à Informação nos Arquivos Parte I: o acesso à informação no quadro de desenvolvimento dos arquivos em Portugal. Dissertação de doutoramento em Arquivística apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: s.n., 1998. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/7058/3/fribeirovol01000061435.pdf RIBEIRO, Fernanda — “Como seria a estrutura primitiva do Arquivo da Casa da Coroa (Torre do Tombo)?”. In FONSECA, Luís Adão da; AMARAL, Luís Carlos; SANTOS, Maria Fernanda Ferreira (coord.) — Os Reinos ibéricos na Idade Média: livro de homenagem ao Professor Doutor Humberto Carlos Baquero Moreno. Porto: Livraria Civilização Editora, 2003, pp. 1401-1414. RIBEIRO, João Pedro — Memórias para a História das Inquirições dos Primeiros Reinados de Portugal. Lisboa: Impressão Régia, 1815. VENTURA, Leontina; OLIVEIRA, António Resende de — “Os Livros do Rei: administração e cultura no tempo de D. Afonso III”. Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra 25 (2012), pp. 181-194. [Consultado a 3 de dezembro de 2023] Disponível em: https://impactum-journals.uc.pt/boletimauc/article/view/25_7/368 VILAR, Hermínia Vasconcelos — “As Inquirições no contexto do reinado de Afonso II”. In ANDRADE, Amélia Aguiar; FONTES, João Luís (eds.) — Inquirir na Idade Média: Espaços, protagonistas e poderes (sécs. XII-XIV). Tributo a Luís Krus. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2015, pp. 81-98.A trajetória do manuscrito com a cota Livro 4 de Inquirições de Afonso III apresenta particularidades, tanto ao nível arquivístico como de conteúdo, que o individualizam entre os Livros de Inquirições. Neste artigo procura-se identificar o seu percurso no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, atentando à sua inventariação e inclusão na série a que atualmente pertence. É também comentado o seu conteúdo, em particular a documentação cuja cópia motivou a produção do códice: a documentação relativa às comunidades muçulmanas em Portugal no século XV. Procura-se ainda esclarecer se este manuscrito pode ser considerado um Livro de Inquirições. Para tal, foi realizada uma breve análise da matéria das Inquirições Gerais e de como foi adicionada ao formato códice que atualmente apresenta.   Referências bibliográficas Fontes Fontes manuscritas  Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria Régia, Chancelaria de D. João I, livro 5.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=3813668 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Contos do Reino e Casa, Núcleo Antigo 296, Tombo Geral da Índia, por Simão Botelho.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4162520 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Feitos da Coroa, Inquirições de D. Afonso III, livro 4.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4182580 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Feitos da Coroa, Inquirições de D. Dinis, livro 9.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4182571 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas, Gaveta 8, maço. 3, nº 8. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4660478 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas, Gaveta 10, maço 12, nº 17. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4185855 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas, Gaveta 15, maço. 9, nº 25. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=7764298 Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Leis e Ordenações, Núcleo Antigo 1, Livro de Leis e Posturas.  Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4223265 Porto, Biblioteca Pública Municipal do Porto, Ms. 86, pp. 389-392.   Fontes impressas  Portugaliae Monumenta Historica. Scriptores vol. 1, fasc. 1. Ed. Alexandre Herculano. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1856. Disponível em: https://purl.pt/12270/4/cg-2698-a-13/cg-2698-a-13_item4/cg-2698-a-13_PDF/cg-2698-a-13_PDF_24-C-R0150/cg-2698-a-13_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf Portugaliae Monumenta Historica. Leges et Consuetudines vol. 2. Ed. Alexandre Herculano. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1868. Disponível em: https://purl.pt/12270/4/res-1795-a/res-1795-a_item4/index.html Estudos ANDRADE, Amélia Aguiar; FONTES, João Luís (eds.) – Inquirir na Idade Média: Espaços, protagonistas e poderes (sécs. XII-XIV). Tributo a Luís Krus. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2015. AZEVEDO, Pedro A. d’; BAIÃO, António — O Archivo da Torre do Tombo: sua história, corpos que o compõem e organisação. Lisboa: Annaes da Academia de Estudos Livres, 1905. BARROS, Maria Filomena Lopes de — A Comuna Muçulmana de Lisboa: sécs. XIV e XV. Lisboa: Hugin, 1998. BARROS, Maria Filomena Lopes de — “The Muslim Minority in the Portuguese Kingdom (1170-1496): identity and writing”. eJournal of Portuguese History 13/2 (2015), pp. 18-35. [Consultado a 15 de fevereiro de 2023] Disponível em: https://www.brown.edu/Departments/Portuguese_Brazilian_Studies/ejph/html/issue26/pdf/v13n2a02.pdf BARROS, Maria Filomena Lopes de — “Identificação de um país: a vivência muçulmana sob domínio cristão”. In CAETANO, Joaquim Oliveira; MACIAS, Santiago (coord.) — Guerreiros e Mártires: a cristandade e o islão na formação de Portugal. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2020, pp. 124-131. BASTO, Artur de Magalhães — “A «Rrenembrança» dos Reis da «Torre do Tombo Real»”. In Estudos: Cronistas e crónicas antigas. Fernão Lopes e a «Crónica de 1419». Coimbra: Acta Universitatis Conimbrigensis, 1959, pp. 347-352. DINIS, António Joaquim Dias — “Relatório do século XVI sobre o Arquivo Nacional da Torre do Tombo”. Anais Academia Portuguesa da História 2ª série, 17 (1968), pp. 115-158. FONTÃO, Diana — Uma Memória Anónima: a Crónica Breve do Arquivo Nacional. Dissertação de mestrado em Estudos Medievais apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: s.n., 2023. GOMES, Saúl António — “Inquirições, confirmações e registos da chancelaria régia portuguesa: notas para o seu estudo”. Revista de História da Sociedade e da Cultura 12 (2012), pp. 147-63. [Consultado a 16 de fevereiro de 2023] Disponível em https://ceh.fcsh.unl.pt/pdf/rev/2013/01_FRAGMENTAHISTORICA_1_SaulAntonioGomes.pdf HOMEM, Armando Luís de Carvalho — O Desembargo Régio (1320-1433). Dissertação de doutoramento em História da Idade Média apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 1985. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/13225 PESSANHA, José — “Uma reabilitação historica: inventarios da Torre do Tombo no seculo XVI”. Archivo Historico Portuguez 3 (1905), pp. 287-303. PIMENTA, Alfredo — Fontes Medievais da História de Portugal: anais e crónicas. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1948. PIZARRO, José Augusto de Sotto Mayor — "Introdução". In PIZARRO, José Augusto de Sotto Mayor (ed.) — Portugaliae Monumenta Historica Nova Série Volume III Inquisitiones Inquirições Gerais de D. Dinis 1284. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 2007, pp. XI-XX. RAU, Virgínia — A Tôrre do Tombo em 1631. Lisboa: Bertrand, 1945. RIBEIRO, Fernanda — O Acesso à Informação nos Arquivos Parte I: o acesso à informação no quadro de desenvolvimento dos arquivos em Portugal. Dissertação de doutoramento em Arquivística apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: s.n., 1998. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/7058/3/fribeirovol01000061435.pdf RIBEIRO, Fernanda — “Como seria a estrutura primitiva do Arquivo da Casa da Coroa (Torre do Tombo)?”. In FONSECA, Luís Adão da; AMARAL, Luís Carlos; SANTOS, Maria Fernanda Ferreira (coord.) — Os Reinos ibéricos na Idade Média: livro de homenagem ao Professor Doutor Humberto Carlos Baquero Moreno. Porto: Livraria Civilização Editora, 2003, pp. 1401-1414. RIBEIRO, João Pedro — Memórias para a História das Inquirições dos Primeiros Reinados de Portugal. Lisboa: Impressão Régia, 1815. VENTURA, Leontina; OLIVEIRA, António Resende de — “Os Livros do Rei: administração e cultura no tempo de D. Afonso III”. Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra 25 (2012), pp. 181-194. [Consultado a 3 de dezembro de 2023] Disponível em: https://impactum-journals.uc.pt/boletimauc/article/view/25_7/368 VILAR, Hermínia Vasconcelos — “As Inquirições no contexto do reinado de Afonso II”. In ANDRADE, Amélia Aguiar; FONTES, João Luís (eds.) — Inquirir na Idade Média: Espaços, protagonistas e poderes (sécs. XII-XIV). Tributo a Luís Krus. Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2015, pp. 81-98

    Expressões retóricas do amor no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Tropos e figuras

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    In antiquity, the orator was guided by elocutio to make his speech a rich ornament with the intention of convincing his audience that he, the orator, defended a correct thesis, and that his oratory was, above all, a piece for delight. In the Middle Ages, the ornaments used by orators became poetic composition not only as a work of lexicon, but also as the way in which poetry was structured. Look at the rhymes, the rhythm, the meter, even if these two were already part of the rhetorical-poetic creation of the ancients. The rhyme and the stanza are, then, parts of the ornament along with the figures and tropes, formerly used in oratorical eloquence. The medieval humanists, in their cult of ancient civilization, transpose to the act of making poetry the same elements and concerns characteristic of past orators. The resources used by poets would be, through the revaluation of poetry, harmony and musicality, through which the most diverse contents of human inquiry were expressed, which reveals the ancient concerns that medieval poets emulated. The poetic expressed in Garcia de Resende’s Cancioneiro Geral uses these rhetorical expressions to embellish the poems. In this study, I propose to list these expressions related to the theme of love. To this end, I rely on theorists and scholars of Literature such as Quintiliano, Heinrich Lausberg, Maria Isabel Morán Cabanas, Massimo Marini, Pierre Le Gentil, Edmond Faral, Juan Casas Rigall, among others.   Bibliographical references Sources ARISTÓTELES – Retórica. Intr., trad. y notas Alberto Bernabé. Madri: Alianza, 2005 (Clásicos de Grecia y Roma). CANCIONEIRO Geral de Garcia de Resende. Fixação do texto e estudo por Aida Fernanda Dias. Maia: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1990-1993. Volumes I a IV. CÍCERO – Retóica a Herênio. Introd., Trad. e Notas de Salvador Núñez. Madri: Ed. Gredos, 1997 (Biblioteca Clásica Gredos, 244). GRACIÁN, Baltasar – Agudeza y Arte de Ingenio. Ed. Evaristo C. Calderón. Madri: Clásicos Castalia, 1988. Tomos I e II. OBRAS de Álvaro de Brito. Edição, introdução e notas por Isabel Almeida. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1997. O Cuidar e Sospirar (1483). Fixação do texto, introdução e notas de Margarida Vieira Mendes. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1997 (Colecção Outras Margens, Série Poesia do Tempo dos Descobrimentos). QUINTILIAN – Institutio Oratoria. With An English Translation. Harold Edgeworth Butler. Cambridge. Cambridge, Mass., Harvard University Press; London, William Heinemann, Ltd. 1922. Disponível em: https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus:text:2007.01.0066:book=8:chapter=6   Studies CASAS RIGALL, Juan – Agudeza y retórica en la poesía amorosa de cancionero. Santiago de Compostela: Universidade, Servicio de Publicacións e Intercambio Científico, 1995. CASTRO RODRÍGUEZ, María Luisa – “Las potencias animadas son de su poder quitadas”. In Avatares y perspectivas del medievalismo ibérico. San Milán de Cogolla: CELENGUA, 2019, pp. 1039-1054. COHEN, Jean – Estrutura da linguagem poética. 2. ed. Trad. José V. Aragão. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1976. DIAS, Aida Fernanda – Cancioneiro Geral de Garcia de Resende – Dicionário (Comum, Onomástico e Toponímico). Maia: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2003. Volume VI.  FARAL, Edmond – “La disposition". In FARAL, Edmond – Les arts poétiques du XII.e et du XIII.e siècle. Recherches et documents sur la technique littéraire du Moyen Âge. 1. ed. Paris: Skalatine/Campion, 1982. FRAZÃO, João Amaral – Entre trovar e turvar. A encenação da escrita e do amor no Cancioneiro Geral. Lisboa: Bertrand Livreiros, 2011. GARRIBBA, Aviva – “Una definición de amor en el Ms. Corsini 625”. 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São Paulo: Global, 1987.Na Antiguidade, o orador pautava-se pela elocutio para fazer de seu discurso um rico ornato com a intenção de convencer seu auditório de que ele, orador, defendia uma tese justa, e que sua oratória era, antes de tudo, uma peça para deleite. Na Idade Média, os ornamentos de que se serviam os oradores antigos passam à composição poética não só como um trabalho do léxico, mas também como o modo pelo qual a poesia era estruturada. Vejam-se as rimas, o ritmo, a métrica, mesmo que estas duas fossem já parte da criação retórico-poética dos antigos. A rima e a estrofe são, então, partes do ornamento juntamente com as figuras e os tropos, antes usados na eloquência oratória. Os humanistas medievais, no seu culto à civilização antiga, transpõem para o ato de poetar os mesmos elementos e preocupações característicos dos oradores passados. Os recursos de que se servem os poetas seriam, através da revalorização da poesia, a harmonia e a musicalidade, pelas quais se expressavam os conteúdos mais diversos da indagação humana, o que revela as preocupações antigas que os poetas medievais emularam. A poética expressada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende vale-se dessas expressões retóricas para embelezar os poemas. Neste estudo, proponho elencar essas expressões relacionadas ao tema do amor. Para tanto, faço uso de teóricos e estudiosos da Literatura como Quintiliano, Heinrich Lausberg, Maria Isabel Morán Cabanas, Massimo Marini, Pierre Le Gentil, Edmond Faral, Juan Casas Rigall, entre outros.   Referências bibliográficas Fontes ARISTÓTELES – Retórica. Intr., trad. y notas Alberto Bernabé. Madri: Alianza, 2005 (Clásicos de Grecia y Roma). CANCIONEIRO Geral de Garcia de Resende. Fixação do texto e estudo por Aida Fernanda Dias. Maia: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1990-1993. Volumes I a IV. CÍCERO – Retóica a Herênio. 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    O genocídio como tempo suspenso: Deleuze e o devir da imagem-tempo em Rendez-vous avec Pol Pot: Deleuze y el Devenir de la Imagen-Tiempo en Rendez-vous avec Pol Pot

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    Rendez-vous avec Pol Pot (2024) by Rithy Panh through the lens of Gilles Deleuze’s film theory. Drawing on the concept of the time-image, it examines how Panh deconstructs conventional narrative structures to create a suspended time that confronts the viewer with the memory of horror. The film moves between the movement-image and the time-image, integrating archival footage and clay figurines as strategies to represent trauma. Thus, it is argued that Rendez-vous avec Pol Pot not only exemplifies the consolidation of the time-image but also its transformation into a death-image as a way of confronting the unrepresentable. Furthermore, the study explores the figure of the " Lazarean subject," characterized by their transition between life and death, and their role in constructing a filmic discourse that suspends chronological time. Through an intermedial approach that combines fiction and non-fiction, Panh reconfigures the representation of genocide through a poetics of absence. This analysis demonstrates how Panh’s cinema aligns with a tradition of cinematic representations of trauma and redefines the boundaries between image, memory, and history.Esta investigación analiza la representación del genocidio camboyano en Rendez-vous avec Pol Pot (2024) de Rithy Panh a través del prisma de la teoría cinematográfica de Gilles Deleuze. Partiendo del concepto de imagen-tiempo, se examina cómo Panh desestructura la narrativa convencional para generar un tiempo suspendido que enfrenta al espectador con la memoria del horror. La película transita entre la imagen-movimiento y la imagen-tiempo, integrando imágenes de archivo y figurinas de arcilla como estrategias para representar el trauma. Así, se argumenta que Rendez-vous avec Pol Pot no solo ejemplifica la consolidación de la imagen-tiempo, sino también su devenir en imagen-muerte como forma de confrontar lo irrepresentable. Además, se explora la figura del “sujeto lazareano”, caracterizado por su tránsito entre la vida y la muerte, y su rol en la construcción de un discurso fílmico que suspende el tiempo cronológico. A través de una aproximación intermedial que combina ficción y no ficción, Panh reconfigura la representación del genocidio mediante una poética de la ausencia. Este análisis demuestra cómo el cine de Panh se inserta en una tradición de representación cinematográfica del trauma y redefine los límites entre la imagen, la memoria y la historia.Este artigo analisa a representação do genocídio cambojano em Rendez-vous avec Pol Pot (2024), de Rithy Panh, através do prisma da teoria cinematográfica de Gilles Deleuze. Partindo do conceito de imagem-tempo, examina-se como Panh desestrutura a narrativa convencional para gerar um tempo suspenso que confronta o espectador com a memória do horror. O filme transita entre a imagem-movimento e a imagem-tempo, integrando imagens de arquivo e figuras de barro  como estratégias para representar o trauma. Assim, argumenta-se que Rendez-vous avec Pol Pot não apenas exemplifica a consolidação da imagem-tempo, mas também sua transformação em imagem-morte como forma de confrontar o irrepresentável. Além disso, explora-se a figura do “sujeito lazariano”, caracterizado pelo seu trânsito entre a vida e a morte, e pelo seu papel na construção de um discurso fílmico que suspende o tempo cronológico. Através de uma abordagem intermidiática que combina ficção e não ficção, Panh reconfigura a representação do genocídio por meio de uma poética da ausência. Esta análise demonstra como o cinema de Panh se insere numa tradição de representação cinematográfica do trauma e redefine os limites entre a imagem, a memória e a história

    Filósofos Mortos, Monstruosos, Alienados e Ainda em Trabalho: : Karl Marx (com ‘características chinesas’ e ‘vestígios de chthulumedia’) encontra Confúcio… dentro de um cristal teórico crepuscular

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    This essay explores the Chinese “TV Theory Film” When Marx Met Confucius, which surfaced in 2023 charged with complex political, ethical, and philosophical tensions. Engaging several of these, the paper argues that the live-action portrayal of Kong fuzi (Master Confucius) alongside a “Deepfaked” Karl Marx, and a chaotic constellation of other Chinese politico-philosophical icons, appear designed to dislodge a potent political image of deep Chinese time—one that the crystalline theories of Walter Benjamin and Gilles Deleuze can help us to politically deconstruct and map. The reanimated aesthetic figures of dead philosophers intellectually performing therein are also discussed as being doubly or even trebly “monstrous:” first, in Marx’s sense of how alienated workers become dismembered and dis-organ-ised monsters under systems of capitalism; second, through Deleuze’s notion of the history of philosophy producing mutant “monsters” made to speak whatever their creators dictate. In this case, Marx and Confucius function as monstrous philosophical personae—intercessors for an absent-present author, one articulated through the master signifier of what is known as “Xi Jinping Thought on Culture.” However, these propagandised images of still-labouring dead philosophers also betray a mutation in semicapitalist desires for technological monstration. For, newfangled non-human software actors gesture us towards the weird agencies of deceptive and con-trolling forms of “chthulumedia” which help to reify a synthetic and syncretic version of “Marxism with Chinese characteristics,” with this exposing in turn another facet of what we might call after Benjamin a “small crystal of the total event,” or what Deleuze might frame as a disjunctive crystalline synthesis. By such means the paper identifies a new twist to the ‘Lazarean’ return of long dead philosophers for political work in the remediated present.Este ensaio explora o filme teórico-televisivo chinês When Marx Met Confucius (Quando Marx conheceu Confúcio), que emergiu em 2023 carregado de complexas tensões políticas, éticas e filosóficas.  Ao envolver-se com várias dessas tensões, este texto argumenta que a representação em live-action de Kong fuzi (Mestre Confúcio), ao lado de um deepfake de Karl Marx e de uma constelação caótica de outros ícones político-filosóficos chineses, parece concebida para deslocar uma poderosa representação política do tempo profundo chinês — uma imagem(representação) cujas teorias cristalinas de Walter Benjamin e Gilles Deleuze podem ajudar a desconstruir e a mapear politicamente.   As figuras estéticas reanimadas de filósofos mortos que ali “atuam” intelectualmente são igualmente discutidas como sendo duplamente, ou até triplamente, “monstruosas:” em primeiro lugar, no sentido marxista de como os trabalhadores alienados se tornam monstros desmembrados e "des-orgão-nizados" sob sistemas capitalistas; em segundo, segundo a noção deleuziana de que a história da filosofia produz “monstros” mutantes feitos para dizer o que os seus criadores lhes impõem. Neste caso, Marx e Confúcio funcionam como monstruosas personae filosóficas — intercessores de um autor ausente-presente, articulado através do significante-mestre do que se designa por “Pensamento de Xi Jinping sobre a Cultura.” Contudo, estas imagens propagandísticas de filósofos mortos ainda em labor também traem uma mutação nos desejos semi-capitalistas de um “monstrar” tecnológico. Pois os novos atores não-humanos de software apontam para as estranhas agências de formas enganosas e controladoras de “ctulomédia”, que contribuem para reificar uma versão sintética e sincrética do “marxismo com características chinesas.”  Tal exposição revela, por sua vez, outra faceta daquilo que poderíamos designar, segundo Benjamin, como um “pequeno cristal do acontecimento total”, ou, segundo Deleuze, como uma síntese cristalina disjuntiva. Deste modo, o ensaio identifica uma nova torção no “retorno lazareano” de filósofos há muito mortos, convocados para o trabalho político no presente corrigido

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