Plataforma de Revistas e Livros Revistas NOVAFCSH
Not a member yet
1320 research outputs found
Sort by
William Gardiner, Inglês de Bristol: Heresia, Transgressão e Martírio na Capela Real do Paço da Ribeira em 1552
n/
"Um Longo Abraço Across the Water, Como Dizem os Americanos":: Ressonâncias Anglo-americanas em Eça de Queiroz
n/
Stepping into the integration of digital literacy in the CLIL approach
This article explores the pedagogical effectiveness of implementing digital literacy in a CLIL program. This investigation was conducted in a bilingual high school located in Southern Tenerife (Canary Islands, Spain). An action research investigation was developed with a group (n= 30) in the third grade of Compulsory Secondary Education. A learning intervention was designed and implemented in the discipline of Social Science belonging to a CLIL program, and digital literacy was also included in the pedagogical instruction. The results obtained demonstrate that learners’ utilization of digital tools does not necessarily mean digital literacy development; the treatment and guidance of digital learning can be integrated within the CLIL approach resulting in positive outcomes when the CLIL approach is combined with project-based and cooperative learning
Cultura contemporânea e transição digital
It is increasingly evident that one of the most important tasks of the 21st century will be to address the widespread and accelerated transformation of culture triggered by digital technologies and infrastructures. Due to the rapid universalisation and planetarization of cybernetics, it is imperative that this question is not addressed only when its full consequences are already in plain sight. Politics, epistemologies, ecologies, and ontologies have to be questioned and shaped in the effort — and hope — that thought is still able to produce different, alternative, or critical cosmologies. The introduction to the issue 60-61 of the Journal of Communication and Languages returns to the notion of “digital transition” to outline this critical framework and contribute to today’s question concerning technology.É cada vez mais evidente que uma das tarefas centrais do século XXI consistirá em abordar a transformação generalizada e acelerada da cultura provocada pelas tecnologias e infraestruturas digitais. Devido à rápida universalização e planetarização da cibernética, é imperativo que esta questão não seja abordada somente quando todas as suas consequências já se encontrem realizadas. Políticas, epistemologias, ecologias e ontologias devem ser questionadas e moldadas no esforço — e na esperança — que o pensamento seja ainda capaz de produzir cosmologias diferentes, alternativas ou críticas. A introdução à edição 60-61 da Revista de Comunicação e Linguagens retoma a noção de “transição digital” para esboçar este quadro crítico e contribuir para o momento atual da questão pela técnica
Pessoa, Coleridge, homens de Porlock e dias triunfais: sobre génio, inspiração, interrupção e criação poética
This article compares Samuel Taylor Coleridge’s Preface to the poem “Kubla Khan” with Fernando Pessoa’s letter to Adolfo Cascais Monteiro, of 13 January 1935, about the genesis of the heteronyms. It argues that Pessoa stole Coleridge’s ideas and expressions about genius, inspiration, creativity and interruption, in the process transforming one of these elements in order to construct his own original image of poetic creation. Este artigo confronta o Prefácio de Samuel Taylor Coleridge ao poema “Kubla Khan” com a carta de Fernando Pessoa a Adolfo Casais Monteiro, de 13 de Janeiro de 1935, sobre a génese dos heterónimos. Propõe que Pessoa roubou ideias e palavras de Coleridge sobre o génio, a inspiração, a criatividade e a interrupção, transformando no processo um destes elementos, para construir uma imagem original da criação poética
Eros Revisitado
Over the years, the absence of a core thesis in Pessoa Revisitado — Leitura Estruturante do Drama em Gente (1973) has been highlighted, due to the variety of points of view on Pessoa’s poetry that is present in Eduardo Lourenço’s book. Without denying the existence of such variety, this article proposes to reflect on “the fictitious audacities of Eros”, putting forward the hypothesis that this is a crucial topic for the argumentative development of the book.Ao longo dos anos, tem-se ressaltado a ausência de uma tese nuclear em Pessoa Revisitado — Leitura Estruturante do Drama em Gente (1973), em razão da variedade de pontos de vista sobre a poesia pessoana ali presentes. Sem negar a existência de tal variedade, este artigo propõe-se refletir sobre “as audácias fictícias de Eros”, admitindo a hipótese de que esse seja um tópico crucial para o desenvolvimento argumentativo do ensaio
Do Akhbār Mulūk al-Andalus [Notícias dos Monarcas da Hispânia] à Crónica do Mouro Rasis: o percurso milenar de um texto mítico (séculos X - XXI)
A work and a myth, whose journey began in the 10th century, in the Califal Chancellery of Córdoba, during the reign of ‘Abd al-Rahman III, and whose contents and information are still valid today and giving rise to several and varied studies.
A work to which a name is linked, “al-Rāzī”, whose Latinized version, “Rasis”, ended up being glued to the first translation into Portuguese, which since the 13th century began to transmit that memory, and then to the translation of the Portuguese version into Castilian, where it settled.
The text that served as the basis for that first Portuguese translation, and from which that attribution to “Rasis” arose, was already, in fact, the work of Ibn Ġālib, a 12th century recast.
The text of the first translation passed through several hands, places and situations until it disappeared in the earthquake of 1755.
The Castilian translation and the Crónica General de Espanha of 1344, which had the former as its source, allowed us to reconstruct the text of the lost translation.
Throughout the 19th and 20th centuries, editions and translations of Arabic texts raised the idea of a possible recreation of the lost Arabic matrix.
Referências bibliográficas
Fontes
Fontes impressas
AL-MAQQARĪ – History of the Mohammedan Dynasties of Spain. Trad. Pascual de Gayangos. Londres, 1840-1843.
Crónica de Portugal de 1419. Edição crítica com introdução e notas por Adelino de Almeida Calado. Aveiro: UA Editora, 1998.
Crónica del Moro Rasis. Ed. Diego Catalán e María Soledad de Andrés. Madrid: Gredos, 1975.
Crónica Geral de Espanha de 1344. Ed. L. F. Lindley Cintra. 3 vols. Lisboa: Academia Portuguesa de História, 1951-1961.
IBN ĠĀLIB – Farḥat al-anfus. Ed. Luṭfī ‘Abd Al-Badī. Revista del Instituto de Manuscritos Arabes I/2 (1995), pp. 272-310.
IBN ĠĀLIB – “Una descripción de España de Ibn Gâlib”. Trad. parc. cast. Joaquín Vallvé Bermejo. Anuario de Filología 1 (1975), pp. 369-384.
I edición crítica del texto español de la Cronica de 1344 que ordenó el Conde de Barcelos don Pedro Alfonso. Ed. Diego Catalán e María Soledad de Andrés. Madrid: Gredos, 1971.
Estudos
ALONSO ALONSO, Manuel – “Tecnicismos Arábigos y su Traducción”. Al-Andalus 19 (1954), pp. 103-127.
ASKINS, Arthur; SOBRAL, Cristina; ALMEIDA, Isabel – Examinar os manuscritos das livrarias particulares: obra do Conde de Ericeira. Lisboa: Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos: Centro de Linguística da Universidade, 2012.
AZEVEDO, Ricardo Charters d’ – Manuel Severim de Faria e a sua ida a Maçãs de D. Maria. Leiria: Textiverso, 2015.
BAUTISTA, Francisco; MOREIRA, Filipe Alves – “Para a tradição textual da Crónica de 1344: dois manuscritos da versão original”. Zeitschrift fur Romanische Philologie 137:1 (2021), pp. 183-216.
CATALÁN, Diego – “El Taller Historiográfico Alfonsí. Métodos y problemas en el trabajo compilatorio”. Romania 89 (1963), pp. 354-375.
CORTIJO OCAÑA, Antonio – “La Crónica del Moro Rasis y la Crónica Sarracina: dos testimonios desconocidos (University of California at Berkeley, Bancroft Library, MS UCB 143, Vol. 124)”. La Coronica: a Journal of medieval Hispanic Languages, Literature & Cultures 25/2 (1997), pp. 5-30.
CRESPO, Hugo Miguel – “André de Resende na Inquisição de Évora e a apologética anti-judaica: ciência teológica, doutrina e castigo (1541)”. In Humanismo, Diáspora e Ciência. Séculos XVI e XVII. Porto: Universidade de Aveiro / Biblioteca Pública Municipal do Porto, 2013, pp. 151-212.
GIBB, H. A. R. et al. (eds.), ENCYCLOPEDIA OF ISLAM – 2ª ed., 13 vols. Leiden-Paris: E. J. Brill & Maisonneuve et Larose, 1960-2006 (E.I.2).
FIERRO, Maribel – Abd Al-Rahman III: The First Cordoban Caliph. London: Oneworld Publications, 2012.
FREIRE, Anselmo Braamcamp – “A suposta fraternidade de Garcia e André de Resende”. In Crítica e História – Estudos. Lisboa: Tip. da antiga Livraria Bertrand, 1910, pp. 84-95.
GAYANGOS, Pascual de – “Memoria sobre la autenticidad de la Crónica denominada del moro Rasis”. Memorias de la Real Academia de la Historia 8 (1852), pp. 1-100.
LAOUST, Henri – Les Schismes dans l’Islam. Paris: Payot, 1977.
LÉVI-PROVENÇAL, E. – “La Description de l’Espagne d’Ahmad al-Râzî - Essai de reconstitution de l’original arabe et traduction française”. Al-Andalus 18 (1953), pp. 51-108.
LÉVI-PROVENÇAL, E. – “Omeyyades d’Espagne”. E.I.2, IV (1978), p. 1062.
LOPES, David – “Os Árabes nas Obras de Alexandre Herculano”. Boletim de Segunda Classe da Academia das Sciencias de Lisboa 3 (1909-1910), pp. 50-84, 198-253, 323-377; 4 (1910-1911), pp. 321-405.
LOPES, David - Nomes Árabes de Terras Portuguesas. Org. José Pedro Machado. Lisboa: Sociedade de Língua Portuguesa e Círculo David Lopes, 1968.
MEDELUNG, W. – “Al-Mahdī”, E.I.2, V (1986), pp. 1230-1238.
MENDEIROS, José Filipe – “O polígrafo eborense Manuel Severim de Faria”. A Cidade de Évora 67-68 (1984-1985), pp. 5-20.
MENÉNDEZ PIDAL, Gonzalo – “Cómo trabajaron las Escuelas Alfonsíes”. Nueva Revista de Filología Hispánica 5/4 (1951), pp. 363-80.
MENÉNDEZ PIDAL, Ramón – El Rey Rodrigo en la literatura. Madrid: Revista de Archivos, 1925.
MENÉNDEZ PIDAL, Ramón (dir.); LÉVI-PROVENÇAL, E. – Historia de España. Vol. IV - España Musulmana (711-1031). 4ª. ed. Madrid: Espasa-Calpe, 1976.
MILLÁS VALLICROSA, José Maria – “El Literalismo de los Traductores de la Corte de Alfonso el Sabio”. Al-Andalus 1 (1933), pp. 155-187.
MIRANDA, José Carlos Ribeiro; FERREIRA, Maria do Rosário – “O projeto de escrita de Pedro de Barcelos”. População e Sociedade 23 (2015), pp. 25-43.
MOREIRA, Filipe Alves; ASKINS, Arthur – “A Crónica de 1344 para além de Pedro de Barcelos: perspetivas recentes e novidades”. eHumanista. Journal of Iberian Studies 31 (2015), pp. 64-79.
PEREIRA, Virgínia S. – “Uma Carta de André de Resende Reconstituída”. Humanitas 39-40 (1987-1988), pp. 211-232.
Projecto “Pedro de Barcelos e a monarquia castelhano-leonesa: edição e estudo da secção final inédita da Crónica de 1344”. Dir. Maria do Rosário Ferreira. Porto: Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Disponível em https://pedrodebarcelos.wixsite.com/cronica1344/manuscritos (consultado a 2/11/2022).
REI, António – “O Livro de Rasis e a memória senhorial da casa dos Aboim-Portel”. Callipole 13 (2005), pp. 17-29.
REI, António – “A Legitimação Califal do Poder Almóada na ‘Geografia’ de Ibn Ghâlib”. Xarajîb 5 (2006), pp. 71-77.
REI, António – O Louvor da Hispânia na Cultura Letrada Peninsular Medieval. Das suas origens discursivas ao Apartado Geográfico da Crónica de 1344. Lisboa: Tese de Doutoramento, NOVA FCSH, 2007.
REI, António – Memória de Espaços e Espaços de Memória - de al-Râzî a D. Pedro de Barcelos. Lisboa: Ed. Colibri, 2008.
REI, António – “O Ms. LV e as suas problemáticas cronológicas e textuais. Estudo prévio à edição crítica”. Arqueólogo Português 26 (2008), pp. 577-596.
REI, António - “A Crónica do Mouro Rasis: repositório do programa almóada de reconquista”. In Del Nilo al Ebro I. Estudios sobre las fuentes de la conquista islámica. Alcalá de Henares: Universidade de Alcalá de Henares, 2009, pp. 229-243.
REI, António – “A tradução do Livro de Rasis e a construção da memória da Casa Senhorial de Aboim-Portel”. Cahiers d’Histoire Hispanique Mediévale 33 (2010) - Traduction et pouvoir a la Péninsule Ibérique au Moyen Âge, pp. 155-172.
REI, António – O Gharb al-Andalus al-Aqsā na Geografia Árabe (séculos III h. / IX d.C. – XI h. / XVII d.C.). Lisboa: Instituto de Estudos Medievais – NOVA FCSH, 2012.
SAFRAN, Janina M. - The Second Umayyad Caliphate. The Articulation of Caliphal legitimacy in al-Andalus. Harvard Middle Eastern Monographs 33. Cambridge, Mass. - harvard University Press, 2001.
SÁNCHEZ-ALBORNOZ, Claudio – “La Crónica del Moro Rasis y la Continuatio Hispana”. Anales de la Universidad de Madrid – Letras 3 (1934), pp. 229-265.
SERRÃO, Joaquim Veríssimo – “André de Resende. O humanista e o eborense”. A Cidade de Évora 58 (1975), pp. 5-25.
VALLVÉ, Joaquín - “La primera década del reinado de Al-Hakam I (796-806), según el Muqtabis de Ben Hayyan”. Anaquel de Estudios Arabes 12 (2001), pp. 769-778.
VASCONCELOS, Carolina Michaëlis de - “André de Resende e a Crónica do Mouro Rasis”. O Archeologo Português 24 (1920), pp. 177-193.
VASCONCELOS, José Leite de - Textos Arcaicos. 5ª ed., Lisboa: Liv. Clássica Editora, 1970.
ZÚQUETE, Afonso E. M. - Nobreza de Portugal e do Brasil. 3ª ed., 3 vols. Lisboa: Zairol, 2000.Uma obra e um mito, cujo percurso começou no século X, nos meios da Chancelaria Califal de Córdova, durante o reinado de ‘Abd al-Rahman III, e cujos conteúdos e informações ainda hoje se mantêm válidos e suscitando vários e variados estudos.
Obra a que está vinculado um nome, “al-Rāzī”, cuja versão latinizada, “Rasis”, acabou colada à primeira tradução para português, que desde o século XIII passou a transmitir aquela memória, e depois para a tradução da versão portuguesa para castelhano, onde se fixou.
O texto que serviu de base àquela primeira tradução portuguesa, e a partir da qual surgiu a atribuição a “Rasis”, já era, de facto, a obra de Ibn Ġālib, uma refundição do século XII.
O texto da primeira tradução passou por várias mãos, lugares e situações até desaparecer no Terramoto de 1755.
A tradução castelhana e a Crónica Geral de Espanha de 1344, que teve aquela primeira como fonte, permitiram reconstituir o texto da tradução perdida.
Ao longo dos séculos XIX e XX, edições e traduções de textos árabes suscitaram a ideia de uma possível recriação da matriz árabe perdida.
Referências bibliográficas
Fontes
Fontes impressas
AL-MAQQARĪ – History of the Mohammedan Dynasties of Spain. Trad. Pascual de Gayangos. Londres, 1840-1843.
Crónica de Portugal de 1419. Edição crítica com introdução e notas por Adelino de Almeida Calado. Aveiro: UA Editora, 1998.
Crónica del Moro Rasis. Ed. Diego Catalán e María Soledad de Andrés. Madrid: Gredos, 1975.
Crónica Geral de Espanha de 1344. Ed. L. F. Lindley Cintra. 3 vols. Lisboa: Academia Portuguesa de História, 1951-1961.
IBN ĠĀLIB – Farḥat al-anfus. Ed. Luṭfī ‘Abd Al-Badī. Revista del Instituto de Manuscritos Arabes I/2 (1995), pp. 272-310.
IBN ĠĀLIB – “Una descripción de España de Ibn Gâlib”. Trad. parc. cast. Joaquín Vallvé Bermejo. Anuario de Filología 1 (1975), pp. 369-384.
I edición crítica del texto español de la Cronica de 1344 que ordenó el Conde de Barcelos don Pedro Alfonso. Ed. Diego Catalán e María Soledad de Andrés. Madrid: Gredos, 1971.
Estudos
ALONSO ALONSO, Manuel – “Tecnicismos Arábigos y su Traducción”. Al-Andalus 19 (1954), pp. 103-127.
ASKINS, Arthur; SOBRAL, Cristina; ALMEIDA, Isabel – Examinar os manuscritos das livrarias particulares: obra do Conde de Ericeira. Lisboa: Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos: Centro de Linguística da Universidade, 2012.
AZEVEDO, Ricardo Charters d’ – Manuel Severim de Faria e a sua ida a Maçãs de D. Maria. Leiria: Textiverso, 2015.
BAUTISTA, Francisco; MOREIRA, Filipe Alves – “Para a tradição textual da Crónica de 1344: dois manuscritos da versão original”. Zeitschrift fur Romanische Philologie 137:1 (2021), pp. 183-216.
CATALÁN, Diego – “El Taller Historiográfico Alfonsí. Métodos y problemas en el trabajo compilatorio”. Romania 89 (1963), pp. 354-375.
CORTIJO OCAÑA, Antonio – “La Crónica del Moro Rasis y la Crónica Sarracina: dos testimonios desconocidos (University of California at Berkeley, Bancroft Library, MS UCB 143, Vol. 124)”. La Coronica: a Journal of medieval Hispanic Languages, Literature & Cultures 25/2 (1997), pp. 5-30.
CRESPO, Hugo Miguel – “André de Resende na Inquisição de Évora e a apologética anti-judaica: ciência teológica, doutrina e castigo (1541)”. In Humanismo, Diáspora e Ciência. Séculos XVI e XVII. Porto: Universidade de Aveiro / Biblioteca Pública Municipal do Porto, 2013, pp. 151-212.
GIBB, H. A. R. et al. (eds.), ENCYCLOPEDIA OF ISLAM – 2ª ed., 13 vols. Leiden-Paris: E. J. Brill & Maisonneuve et Larose, 1960-2006 (E.I.2).
FIERRO, Maribel – Abd Al-Rahman III: The First Cordoban Caliph. London: Oneworld Publications, 2012.
FREIRE, Anselmo Braamcamp – “A suposta fraternidade de Garcia e André de Resende”. In Crítica e História – Estudos. Lisboa: Tip. da antiga Livraria Bertrand, 1910, pp. 84-95.
GAYANGOS, Pascual de – “Memoria sobre la autenticidad de la Crónica denominada del moro Rasis”. Memorias de la Real Academia de la Historia 8 (1852), pp. 1-100.
LAOUST, Henri – Les Schismes dans l’Islam. Paris: Payot, 1977.
LÉVI-PROVENÇAL, E. – “La Description de l’Espagne d’Ahmad al-Râzî - Essai de reconstitution de l’original arabe et traduction française”. Al-Andalus 18 (1953), pp. 51-108.
LÉVI-PROVENÇAL, E. – “Omeyyades d’Espagne”. E.I.2, IV (1978), p. 1062.
LOPES, David – “Os Árabes nas Obras de Alexandre Herculano”. Boletim de Segunda Classe da Academia das Sciencias de Lisboa 3 (1909-1910), pp. 50-84, 198-253, 323-377; 4 (1910-1911), pp. 321-405.
LOPES, David - Nomes Árabes de Terras Portuguesas. Org. José Pedro Machado. Lisboa: Sociedade de Língua Portuguesa e Círculo David Lopes, 1968.
MEDELUNG, W. – “Al-Mahdī”, E.I.2, V (1986), pp. 1230-1238.
MENDEIROS, José Filipe – “O polígrafo eborense Manuel Severim de Faria”. A Cidade de Évora 67-68 (1984-1985), pp. 5-20.
MENÉNDEZ PIDAL, Gonzalo – “Cómo trabajaron las Escuelas Alfonsíes”. Nueva Revista de Filología Hispánica 5/4 (1951), pp. 363-80.
MENÉNDEZ PIDAL, Ramón – El Rey Rodrigo en la literatura. Madrid: Revista de Archivos, 1925.
MENÉNDEZ PIDAL, Ramón (dir.); LÉVI-PROVENÇAL, E. – Historia de España. Vol. IV - España Musulmana (711-1031). 4ª. ed. Madrid: Espasa-Calpe, 1976.
MILLÁS VALLICROSA, José Maria – “El Literalismo de los Traductores de la Corte de Alfonso el Sabio”. Al-Andalus 1 (1933), pp. 155-187.
MIRANDA, José Carlos Ribeiro; FERREIRA, Maria do Rosário – “O projeto de escrita de Pedro de Barcelos”. População e Sociedade 23 (2015), pp. 25-43.
MOREIRA, Filipe Alves; ASKINS, Arthur – “A Crónica de 1344 para além de Pedro de Barcelos: perspetivas recentes e novidades”. eHumanista. Journal of Iberian Studies 31 (2015), pp. 64-79.
PEREIRA, Virgínia S. – “Uma Carta de André de Resende Reconstituída”. Humanitas 39-40 (1987-1988), pp. 211-232.
Projecto “Pedro de Barcelos e a monarquia castelhano-leonesa: edição e estudo da secção final inédita da Crónica de 1344”. Dir. Maria do Rosário Ferreira. Porto: Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Disponível em https://pedrodebarcelos.wixsite.com/cronica1344/manuscritos (consultado a 2/11/2022).
REI, António – “O Livro de Rasis e a memória senhorial da casa dos Aboim-Portel”. Callipole 13 (2005), pp. 17-29.
REI, António – “A Legitimação Califal do Poder Almóada na ‘Geografia’ de Ibn Ghâlib”. Xarajîb 5 (2006), pp. 71-77.
REI, António – O Louvor da Hispânia na Cultura Letrada Peninsular Medieval. Das suas origens discursivas ao Apartado Geográfico da Crónica de 1344. Lisboa: Tese de Doutoramento, NOVA FCSH, 2007.
REI, António – Memória de Espaços e Espaços de Memória - de al-Râzî a D. Pedro de Barcelos. Lisboa: Ed. Colibri, 2008.
REI, António – “O Ms. LV e as suas problemáticas cronológicas e textuais. Estudo prévio à edição crítica”. Arqueólogo Português 26 (2008), pp. 577-596.
REI, António - “A Crónica do Mouro Rasis: repositório do programa almóada de reconquista”. In Del Nilo al Ebro I. Estudios sobre las fuentes de la conquista islámica. Alcalá de Henares: Universidade de Alcalá de Henares, 2009, pp. 229-243.
REI, António – “A tradução do Livro de Rasis e a construção da memória da Casa Senhorial de Aboim-Portel”. Cahiers d’Histoire Hispanique Mediévale 33 (2010) - Traduction et pouvoir a la Péninsule Ibérique au Moyen Âge, pp. 155-172.
REI, António – O Gharb al-Andalus al-Aqsā na Geografia Árabe (séculos III h. / IX d.C. – XI h. / XVII d.C.). Lisboa: Instituto de Estudos Medievais – NOVA FCSH, 2012.
SAFRAN, Janina M. - The Second Umayyad Caliphate. The Articulation of Caliphal legitimacy in al-Andalus. Harvard Middle Eastern Monographs 33. Cambridge, Mass. - harvard University Press, 2001.
SÁNCHEZ-ALBORNOZ, Claudio – “La Crónica del Moro Rasis y la Continuatio Hispana”. Anales de la Universidad de Madrid – Letras 3 (1934), pp. 229-265.
SERRÃO, Joaquim Veríssimo – “André de Resende. O humanista e o eborense”. A Cidade de Évora 58 (1975), pp. 5-25.
VALLVÉ, Joaquín - “La primera década del reinado de Al-Hakam I (796-806), según el Muqtabis de Ben Hayyan”. Anaquel de Estudios Arabes 12 (2001), pp. 769-778.
VASCONCELOS, Carolina Michaëlis de - “André de Resende e a Crónica do Mouro Rasis”. O Archeologo Português 24 (1920), pp. 177-193.
VASCONCELOS, José Leite de - Textos Arcaicos. 5ª ed., Lisboa: Liv. Clássica Editora, 1970.
ZÚQUETE, Afonso E. M. - Nobreza de Portugal e do Brasil. 3ª ed., 3 vols. Lisboa: Zairol, 2000
Servir le roi autour de 1300: Guillaume de Nogaret ou la mystique de l’autorité monarchique en actes
Guillaume de Nogaret was keeper of the seal and master of Capetian politics at the beginning of the fourteenth century. Expert jurist and administrator, he was one of the very first servants of the royal State whose entire sovereignty, against the papacy in particular, he wanted to assert to the point of making it a true mystic. However, the man, who suffers from a dark legend, is little known. Recent investigations, largely unpublished, have focused on his practice of power, but no biography has been dedicated to him from the end of the nineteenth century. The article, of course, does not claim to fill such a gap. Yet, it illustrates the possibility of a biographical seizure, the interest which would be that of such a research, and, beyond the myth, by linking the action of Guillaume de Nogaret in the French South and to the Capetian court, it reveals the main lines of an existence entirely dedicated to royal service and carried, to the point of brutality, by the obsession with the interest of the realm erected, in deeds and in thought, into a mystic then completely new, opening the way to the absolutism.
Bibliographic references
Studies
BOUTARIC, Edgard – La France sous Philippe le Bel. Étude sur les institutions politiques et administratives du Moyen Âge. Paris : Plon, 1861.
BROWN, Elizabeth – “Moral Imperatives and Conundrums of Conscience: Reflections on Philip the Fair of France”. Speculum 87 (2012), pp. 1-36.
BROWN, Elizabeth – “The Excommunication of Guillaume de Nogaret, Letamur in te, and the Destruction of the Templars”. In BAUDIN, Arnaud ; MERLI, Sonia et SANTANICCHIA, Mirko (éds.) – Gli ordini di Terrasanta. Questioni aperte, nuove acquisizioni (secoli xii-xvi). Pérouse : Fabbri, 2021, pp. 349-417.
CANTEAUT, Olivier – Philippe V et son conseil : le gouvernement royal de 1316 à 1322. Paris : École nationale des chartes, 2000. Thèse inédite d’École des chartes.
CAZELLES, Raymond – “Une exigence de l’opinion depuis saint Louis : la réformation du royaume”. Annuaire-bulletin de la Société d’histoire de France s.n. (1962-1963), pp. 91-99.
COSTE, Jean – “Les deux missions de Guillaume de Nogaret en 1303”. Mélanges de l’École française de Rome. Moyen Âge 105 (1993), pp. 299-326.
COSTE, Jean – Boniface VIII en procès. Articles d’accusation et dépositions des témoins (1303-1311). Rome : École française de Rome, 1995.
DECOSTER, Caroline – “Guillaume de Nogaret, excellentissimi regis Francie miles”. In MOREAU, Bernard, et THÉRY, Julien (éds.) – La royauté capétienne et le Midi au temps de Guillaume de Nogaret. Nîmes : Éditions de la Fenestrelle, 2015, pp. 249-260.
DIGARD, Georges – Philippe le Bel et le Saint-Siège de 1285 à 1304. 2 vols., Paris : Sirey, 1936.
DOSSAT, Yves – “Guillaume de Nogaret, petit-fils d’hérétique”. Annales du Midi 53 (1941), pp. 391-402.
DUPUY, Pierre – Histoire du différend d’entre le pape Boniface VIII et Philippe le Bel. Paris : chez Sébastien et Gabriel Cramoisy, 1655.
FAVIER, Jean – Philippe le Bel. Paris : Fayard, 1978.
GOURON, André – “Comment Guillaume de Nogaret est-il entré au service de Philippe le Bel ?”. Revue historique 122 (1998), pp. 25-46.
HOLTZMANN, Robert – Wilhelm von Nogaret, Rat und Grosssiegelbewahrer Philipps der Schönen von Frankreich. Inaugural-Dissertation zur Erlangung der philosophischen Doctorwürde an der Kaiser-Wilhelms-Universität zu Strassburg. Fribourg-en-Brisgau : Wagner’s Universitäts-Buchdruckerei, 1898.
JOSSERAND, Philippe – Jacques de Molay. Le dernier grand-maître des Templiers. 2e éd., Paris : Les Belles Lettres, 2023.
KRYNEN, Jacques – Philippe le Bel. La puissance et la grandeur. Paris : Gallimard, 2022.
LALOU, Élisabeth – “Guillaume de Nogaret et le gouvernement capétien sur les chemins”. In MOREAU, Bernard et THÉRY, Julien (éds.), La royauté capétienne et le Midi au temps de Guillaume de Nogaret. Nîmes : Éditions de la Fenestrelle, 2015, pp. 173-183.
LANGLOIS, Charles-Victor – Saint Louis, Philippe le Bel, les derniers Capétiens directs (1226-1328). In LAVISSE, Ernest (dir.), Histoire de France illustrée depuis les origines jusqu’à la Révolution. t. 3, 2e partie, Paris : Hachette, 1901.
LEROY, Nicolas – “La légende de Nogaret”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 129-144.
LESNÉ-FERRET, Maïté – “Guillaume de Nogaret dans les Olim et l’école juridique languedocienne”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 71-97.
LIZERAND, Georges – Le dossier de l’affaire des Templiers. 5e éd., Paris : Les Belles Lettres, 2012.
MOREAU, Bernard – “Guillaume de Nogaret, pourquoi ?”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 9-13.
NADIRAS, Sébastien – Guillaume de Nogaret et la pratique du pouvoir. Paris : École nationale des chartes, 2003. Thèse inédite d’École des chartes.
NADIRAS, Sébastien – Guillaume de Nogaret en ses dossiers. Méthodes de travail et de gouvernement d’un conseiller royal au début du xive siècle. 2 vols., Paris : Université Paris-1, 2012. Thèse de doctorat inédite.
RENAN, Ernest – “Guillaume de Nogaret, légiste”. In Histoire littéraire de la France. t. 27, Paris : Académie des Inscriptions et Belles Lettres, 1877, pp. 233-371, repris in RENAN, Ernest – Études sur la politique religieuse du règne de Philippe le Bel. Paris : Calmann-Lévy, 1899, pp. 1-250.
STRAYER, Joseph – Les gens de justice du Languedoc sous Philippe le Bel. Toulouse : Association Marc Bloch, 1970.
THÉRY, Julien – “Philippe le Bel, pape en son royaume”. L’Histoire 289 (2004), pp. 14-17.
THÉRY, Julien – “Une hérésie d’État. Philippe le Bel, le procès des ‘perfides Templiers’ et la pontificalisation de la royauté française”. Médiévales 60 (2011), pp. 157-186.
THÉRY, Julien – “Le pionnier de la théocratie royale. Guillaume de Nogaret et les conflits de Philippe le Bel avec la papauté”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 101-127.
THÉRY, Julien – “‘Les Écritures ne peuvent mentir’. Note liminaire pour l’étude des références aux autorités religieuses dans les textes de Guillaume de Nogaret”. In MOREAU, Bernard, et THÉRY, Julien (éds.) – La royauté capétienne et le Midi au temps de Guillaume de Nogaret. Nîmes : Éditions de la Fenestrelle, 2015, pp. 243-248.
THÉRY, Julien – “The Pioneer of Royal Theocracy: Guillaume de Nogaret and the Conflict between Philip the Fair and the Papacy”. In JORDAN, William et PHILLIPS, Jenna (éds.) – The Capetian Century, 1214-1314. Turnhout : Brepols, 2017, pp. 219-259.
THÉRY, Julien – “Pourquoi le roi de France a-t-il attaqué l’ordre du Temple ? Une Nouvelle Alliance”. In BAUDIN, Arnaud ; MERLI, Sonia et SANTANICCHIA, Mirko (éds.) – Gli ordini di Terrasanta. Questioni aperte, nuove acquisizioni (secoli xii-xvi). Pérouse : Fabbri, 2021, pp. 333-347.
THOMAS, Louis – “La vie privée de Guillaume de Nogaret”. Annales du Midi 16 (1904), pp. 161-207.
VERDIER, René – “Guillaume de Plaisians, itinéraire d’un légiste”. In LAUXEROIS Roger (éd.) – Vienne au crépuscule des Templiers. Grenoble : Presses universitaires de Grenoble, 2014, pp. 83-92.Garde du sceau et maître de la politique capétienne au début du xive siècle, Guillaume de Nogaret, juriste et administrateur expert, fut l’un des tout premiers serviteurs de l’État royal dont, contre la papauté notamment, il a voulu affirmer l’entière souveraineté jusqu’à en faire une véritable mystique. Pourtant, l’homme, qui souffre d’une légende noire, est mal connu. De récentes recherches, largement inédites, se sont attachées à sa pratique du pouvoir, mais aucune biographie ne lui a été consacrée depuis la fin du xixe siècle. L’article, bien sûr, n’a pas la prétention de combler un tel manque. Il illustre cependant la possibilité d’une saisie biographique, l’intérêt qui serait sien, et, par-delà le mythe, en liant l’action de Guillaume de Nogaret dans le Midi français et à la cour capétienne, il révèle les lignes de force d’une existence tout entière dédiée au service royal et portée, jusqu’à la brutalité, par l’obsession de l’intérêt du royaume érigé, en actes et en pensée, en une mystique alors tout à fait inédite, ouvrant la voie à l’absolutisme.
Références bibliographiques
Études
BOUTARIC, Edgard – La France sous Philippe le Bel. Étude sur les institutions politiques et administratives du Moyen Âge. Paris : Plon, 1861.
BROWN, Elizabeth – “Moral Imperatives and Conundrums of Conscience: Reflections on Philip the Fair of France”. Speculum 87 (2012), pp. 1-36.
BROWN, Elizabeth – “The Excommunication of Guillaume de Nogaret, Letamur in te, and the Destruction of the Templars”. In BAUDIN, Arnaud ; MERLI, Sonia et SANTANICCHIA, Mirko (éds.) – Gli ordini di Terrasanta. Questioni aperte, nuove acquisizioni (secoli xii-xvi). Pérouse : Fabbri, 2021, pp. 349-417.
CANTEAUT, Olivier – Philippe V et son conseil : le gouvernement royal de 1316 à 1322. Paris : École nationale des chartes, 2000. Thèse inédite d’École des chartes.
CAZELLES, Raymond – “Une exigence de l’opinion depuis saint Louis : la réformation du royaume”. Annuaire-bulletin de la Société d’histoire de France s.n. (1962-1963), pp. 91-99.
COSTE, Jean – “Les deux missions de Guillaume de Nogaret en 1303”. Mélanges de l’École française de Rome. Moyen Âge 105 (1993), pp. 299-326.
COSTE, Jean – Boniface VIII en procès. Articles d’accusation et dépositions des témoins (1303-1311). Rome : École française de Rome, 1995.
DECOSTER, Caroline – “Guillaume de Nogaret, excellentissimi regis Francie miles”. In MOREAU, Bernard, et THÉRY, Julien (éds.) – La royauté capétienne et le Midi au temps de Guillaume de Nogaret. Nîmes : Éditions de la Fenestrelle, 2015, pp. 249-260.
DIGARD, Georges – Philippe le Bel et le Saint-Siège de 1285 à 1304. 2 vols., Paris : Sirey, 1936.
DOSSAT, Yves – “Guillaume de Nogaret, petit-fils d’hérétique”. Annales du Midi 53 (1941), pp. 391-402.
DUPUY, Pierre – Histoire du différend d’entre le pape Boniface VIII et Philippe le Bel. Paris : chez Sébastien et Gabriel Cramoisy, 1655.
FAVIER, Jean – Philippe le Bel. Paris : Fayard, 1978.
GOURON, André – “Comment Guillaume de Nogaret est-il entré au service de Philippe le Bel ?”. Revue historique 122 (1998), pp. 25-46.
HOLTZMANN, Robert – Wilhelm von Nogaret, Rat und Grosssiegelbewahrer Philipps der Schönen von Frankreich. Inaugural-Dissertation zur Erlangung der philosophischen Doctorwürde an der Kaiser-Wilhelms-Universität zu Strassburg. Fribourg-en-Brisgau : Wagner’s Universitäts-Buchdruckerei, 1898.
JOSSERAND, Philippe – Jacques de Molay. Le dernier grand-maître des Templiers. 2e éd., Paris : Les Belles Lettres, 2023.
KRYNEN, Jacques – Philippe le Bel. La puissance et la grandeur. Paris : Gallimard, 2022.
LALOU, Élisabeth – “Guillaume de Nogaret et le gouvernement capétien sur les chemins”. In MOREAU, Bernard et THÉRY, Julien (éds.), La royauté capétienne et le Midi au temps de Guillaume de Nogaret. Nîmes : Éditions de la Fenestrelle, 2015, pp. 173-183.
LANGLOIS, Charles-Victor – Saint Louis, Philippe le Bel, les derniers Capétiens directs (1226-1328). In LAVISSE, Ernest (dir.), Histoire de France illustrée depuis les origines jusqu’à la Révolution. t. 3, 2e partie, Paris : Hachette, 1901.
LEROY, Nicolas – “La légende de Nogaret”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 129-144.
LESNÉ-FERRET, Maïté – “Guillaume de Nogaret dans les Olim et l’école juridique languedocienne”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 71-97.
LIZERAND, Georges – Le dossier de l’affaire des Templiers. 5e éd., Paris : Les Belles Lettres, 2012.
MOREAU, Bernard – “Guillaume de Nogaret, pourquoi ?”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 9-13.
NADIRAS, Sébastien – Guillaume de Nogaret et la pratique du pouvoir. Paris : École nationale des chartes, 2003. Thèse inédite d’École des chartes.
NADIRAS, Sébastien – Guillaume de Nogaret en ses dossiers. Méthodes de travail et de gouvernement d’un conseiller royal au début du xive siècle. 2 vols., Paris : Université Paris-1, 2012. Thèse de doctorat inédite.
RENAN, Ernest – “Guillaume de Nogaret, légiste”. In Histoire littéraire de la France. t. 27, Paris : Académie des Inscriptions et Belles Lettres, 1877, pp. 233-371, repris in RENAN, Ernest – Études sur la politique religieuse du règne de Philippe le Bel. Paris : Calmann-Lévy, 1899, pp. 1-250.
STRAYER, Joseph – Les gens de justice du Languedoc sous Philippe le Bel. Toulouse : Association Marc Bloch, 1970.
THÉRY, Julien – “Philippe le Bel, pape en son royaume”. L’Histoire 289 (2004), pp. 14-17.
THÉRY, Julien – “Une hérésie d’État. Philippe le Bel, le procès des ‘perfides Templiers’ et la pontificalisation de la royauté française”. Médiévales 60 (2011), pp. 157-186.
THÉRY, Julien – “Le pionnier de la théocratie royale. Guillaume de Nogaret et les conflits de Philippe le Bel avec la papauté”. In MOREAU, Bernard (éd.) – Guillaume de Nogaret, un Languedocien au service de la monarchie capétienne. Nîmes : Lucie éditions, 2012, pp. 101-127.
THÉRY, Julien – “‘Les Écritures ne peuvent mentir’. Note liminaire pour l’étude des références aux autorités religieuses dans les textes de Guillaume de Nogaret”. In MOREAU, Bernard, et THÉRY, Julien (éds.) – La royauté capétienne et le Midi au temps de Guillaume de Nogaret. Nîmes : Éditions de la Fenestrelle, 2015, pp. 243-248.
THÉRY, Julien – “The Pioneer of Royal Theocracy: Guillaume de Nogaret and the Conflict between Philip the Fair and the Papacy”. In JORDAN, William et PHILLIPS, Jenna (éds.) – The Capetian Century, 1214-1314. Turnhout : Brepols, 2017, pp. 219-259.
THÉRY, Julien – “Pourquoi le roi de France a-t-il attaqué l’ordre du Temple ? Une Nouvelle Alliance”. In BAUDIN, Arnaud ; MERLI, Sonia et SANTANICCHIA, Mirko (éds.) – Gli ordini di Terrasanta. Questioni aperte, nuove acquisizioni (secoli xii-xvi). Pérouse : Fabbri, 2021, pp. 333-347.
THOMAS, Louis – “La vie privée de Guillaume de Nogaret”. Annales du Midi 16 (1904), pp. 161-207.
VERDIER, René – “Guillaume de Plaisians, itinéraire d’un légiste”. In LAUXEROIS Roger (éd.) – Vienne au crépuscule des Templiers. Grenoble : Presses universitaires de Grenoble, 2014, pp. 83-92