Revista da ABEM
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Pós-Graduação em Educação Musical (resultados preliminares)
Os cursos de Pós-Graduação em Música no Brasil. criadas a partir da década de 80, contam já com uma produção significativa nas subáreas de Musicologia,Etnomusicologia, Práticas Instrumentais e Educação Musical. No entanto, a divulgação dessa produção é ainda relativamente escassa tornanda o seu acesso difícil,mesmo para um público especializado...
POR UM MODELO NOVO
A ideia deste artigo surgiu como resposta à questão, posta pelo prof. Jay Zorn durante meu doutorado na Universidade do Sul da Califórnia, que era relativa à apresentação de outras possibilidades de trabalho para instrumentistas de sopro, uma vez que muitos programas de execução para madeiras, a niveis de pós-graduação, ainda apresentam a carreira do músico de orquestra como a melhor possibilidade funcional, mesmo em face à saturação do mercado de trabalho
O professor do 1º ciclo do Ensino Básico e o professor de apoio de Expressão Musical e Dramática: relações e representações mútuas em contexto específico. Um estudo de caso1
O presente artigo emana de uma investigação baseada num estudo de caso sobreo ensino das expressões musical e dramática no 1º ciclo do Ensino Básico, sob aresponsabilidade e coordenação do Gabinete Coordenador da Educação Artística(GCEA), nas escolas da Região Autónoma da Madeira (RAM). Pretende-se analisaras relações entre os professores titulares de turma (generalistas) e os professores deapoio de Expressão Musical e Dramática (especialistas), quanto à existência ou nãode um modelo de coadjuvação lectiva. Foram analisados os dados fornecidos porentrevistas semiestruturadas e questionários, que permitiram concluir que o modelode coadjuvação entre os docentes, previsto nos vários documentos consultados,produzidos por aquele gabinete, não tem representação prática, alimentando aindaque de forma não intencional, a desresponsabilização do professor titular no quediz respeito às áreas artísticas
Conhecimento de estilo musical em estudantes espanhóis de Educação Secundária Obrigatória com diferentes origens culturais: análise desde a educação formal
O objetivo principal deste artigo é analisar quais são os conhecimentos dos alunos de EducaçãoSecundária Obrigatória (ESO) sobre o conceito de estilo musical e os diferentes estilos musicaisexistentes. Na Espanha, este nível educativo compreende alunos com idades entre 12 e 16 anos.Nesta pesquisa, participaram 667 alunos da cidade espanhola de Melilla (51,6% mulheres e 48,4%homens), pertencentes às quatro séries que formam essa etapa educativa. Em função de sua origemcultural, 55,9% eram de origem berbere, 39,1% de origem europeia e 4,9% mista. Como instrumentode coleta de dados se empregou uma versão adaptada do Questionário sobre conhecimento de estilomusical, de Lorenzo e Herrera (2001). Os resultados mostram que existe uma clara contradiçãoentre as músicas que se trabalham no currículo escolar ofi cial (música clássica, predominantemente)e o conhecimento sobre os estilos musicais que aparecem majoritariamente na vida cotidiana dosestudantes (pop, rock & roll, hip-hop, rap ou reggaeton)
Cultura e diversidade na América Latina: o lugar da educação musical
O artigo analisa os debates atuais sobre cultura e diversidade na América Latina e suasrelações com a música. Os fenômenos musicais na contemporaneidade demandam a busca denovas perspectivas analíticas capazes de explicar as mudanças nas formas de fazer música quepor sua vez trazem novas formas de educar musicalmente. As especificidades da América Latinapodem contribuir para a crítica e renovação das teorias e metodologias da educação musical
Por dentro da matriz
Este artigo revisita os níveis prescritivo e descritivo do discurso educacional propostospor Walsh (1993) e expande a discussão iniciada em artigo anterior (França, 2006) sobre anecessidade de se estabelecer fundamentos para o ensino básico de música. O processo deformatação de uma matriz curricular experimental para a escola regular é explicitado. São abordadasas possibilidades para a avaliação diagnóstica e acompanhamento discente. Relatos de experiênciasem sala de aula reafirmam a importância de se esgotarem musicalmente as atividades propostas ede se otimizar a integração das modalidades composição, apreciação e performance em direçãoaos conceitos fundantes (materiais sonoros, caráter expressivo e forma), promovendo umaabordagem rizomática dos conteúdos musicais
Apontamentos sobre estudantes de música e suas experiências formadoras
A abordagem etnográfica de segmentos estudantis vinculados à escola superior demúsica permite encarar desde outro ângulo esta instituição, objeto tradicional dos discursos deeducadores e administradores. Neste artigo, retomo as idéias de individualismo quantitativo equalitativo, do sociólogo Georg Simmel, com o objetivo de pensar duas perspectivas da reproduçãosocial do músico. Exponho também alguns dados sobre experiências formadoras de estudantes, talcomo se revelaram na investigação que conduzi acerca da população estudantil do Instituto Villa-Lobos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
A dupla dimensão da política educacional e a música na escola: II – da legislação à prática escolar
Este artigo apresenta a segunda parte do texto que serviu de base ao fórum de debatesPolíticas Públicas em Educação Musical, no XII Encontro Anual da Associação Brasileira de EducaçãoMusical (ABEM). Analisamos a música na educação básica, considerando a prática escolar comopolítica educacional realizada em sala de aula. Com base em dados empíricos das escolas públicasda Grande João Pessoa, discutimos a ausência de professores de música no espaço escolar damatéria Arte, analisando como isso gera um ciclo vicioso em que os espaços para a educaçãomusical cada vez mais se restringem. Comparativamente, analisamos a experiência do canto orfeônico,contextualizando-a histórica e socialmente, apontando a impossibilidade de tomá-la comomodelo ou como comparação para a prática musical nas escolas. Finalmente, evidencia-se adistância entre os termos legais e normativos e as salas de aula, colocando-se o desafio deintensificar a presença da música na escola
Políticas públicas e formação de professores: uma reflexão sobre o papel da universidade
O presente artigo discute a problemática das políticas públicas em educação em relaçãoà formação de professores nos cursos de licenciatura em Música. Procura-se refletir sobre ocompromisso que a Universidade tem com a construção, instauração e acompanhamento de políticaspúblicas que contribuam para a transformação educacional. Colocando a escola como centro naformação de professores, serão discutidas algumas relações desejáveis entre a escola pública, auniversidade e a prática de ensino da música. A questão central que mobiliza a discussão é: comopodemos tornar a prática de ensino e os estágios supervisionados uma ação política de fato, deforma que nossos alunos, futuros professores, participem ativamente de um processo de construçãode políticas públicas para a educação musical no Estado de Santa Catarina? Por fim, é apresentadoo Núcleo de Educação Musical da UDESC (NEM), um programa de ensino, pesquisa e extensãovoltado para a realização de práticas educativas que conduzem a construção de políticas públicasem educação musical para a escola básica