Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
Not a member yet
4156 research outputs found
Sort by
ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE ALUNOS DO 1° AO 5° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE CAXIAS DO SUL-RS
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Os escolares vivenciam alterações biopsicossociais, físicas e comportamentais, podendo aumentar a necessidade nutricional e o interesse por diferentes alimentos. A influência do hábito alimentar dos pais, familiares e amigos, podem ocasionar oscilações de comportamento, implicando diretamente no estado nutricional das crianças (BARBOSA et al., 2005; LEVY et al., 2010). A realização de avaliações antropométricas e do consumo alimentar na fase escolar é fundamental, com o intuito de reduzir o risco de futuras Doenças Crônicas Não Transmissíveis. O Ministério da Saúde adotou as curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) para realizar a avaliação antropométrica e nutricional, as quais auxiliam na identificação da perda ou excesso de peso (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011; 2014; WHO, 2021). O aumento de casos de jovens com sobrepeso e obesidade se intensifica de modo preocupante, nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, por exemplo, os resultados chegam a ultrapassar os dados de escolas americanas (COSTA et al., 2006; SALVADOR et al., 2014). Com isso, objetivou-se avaliar o estado nutricional e o consumo alimentar de crianças frequentadoras do ensino fundamental de uma escola pública de Caxias do Sul-RS. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de avaliação alimentar realizada em alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental de uma escola pública de Caxias do Sul-RS, no primeiro semestre de 2023, por acadêmicos de nutrição vinculados ao estágio de saúde coletiva. Foi realizada a aferição de peso (kg) e estatura (cm), utilizando balança e fita métrica e coletados os dados de nome e idade. O programa WHO AntroPlus® foi utilizado para calcular os índices de peso/idade, estatura/idade e IMC/idade, classificados conforme a curva de crescimento para sexo e idade (percentil 95 e z-score) (WHO Child Growth Standards, 2006). Após a interpretação dos resultados das curvas, foi enviado um bilhete aos pais/responsáveis dos alunos, informando o peso, estatura, IMC e sua classificação, bem como foram orientados a contatar para esclarecimentos. Quanto ao consumo alimentar, foi avaliado pelo Questionário de Alimentação do Dia Anterior, com base nas escolhas de alimentos dos escolares no dia anterior. O instrumento contém informações sobre o tipo de transporte utilizado para ir à escola, bem como as refeições (café, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite). O consumo alimentar foi avaliado qualitativamente a partir dos alimentos consumidos em cada refeição (Assis et al., 2009). RESULTADOS E DISCUSSÕES: Foram avaliados 120 alunos, em que 59,1% apresentavam peso adequado e 31,6% sobrepeso, segundo os resultados do IMC/idade. Ainda, 83,3% (n=15) e 63,1% (n=12) dos alunos do 1º ano e do 2º ano estavam com peso adequado, respectivamente. No 3º ano, 50% (n=11) dos alunos estavam com sobrepeso e, no 4º ano, 55,6% (n=10). No 5º ano, 58,8% (n=10) apresentaram peso adequado. Em relação ao peso, percebe-se um aumento crescente no Brasil, em 2015 o excesso de peso de adolescentes foi 1,3 vezes maior do que o observado na Pesquisa de Orçamentos Familiares em 2008 a 2009 (CONDE et al., 2015; SINGH et al., 2008). Em relação ao consumo alimentar, no café da manhã, identificou-se elevado consumo de achocolatado, iogurte, café com leite, pães e bolachas, já o lanche da manhã, a maioria não realizava tal refeição. No almoço, os alimentos mais consumidos foram o arroz, feijão, ovo e refrigerante, e apresentaram baixo consumo de carnes. No lanche da tarde, geralmente realizado na escola, os alunos consumiam maioritariamente bolachas, sanduíches, bolos, frutas e sucos. No jantar, verificou-se alto consumo de arroz, feijão, pizza, massas e café com leite. Em uma pesquisa de Monteiro, et al., (2010), foi visto que há tendência de redução nos valores dos indicadores de déficit nutricional na população infantil avaliada, porém, neste estudo foi constatado que grande parte dos alunos não possui o aporte necessário de nutrientes em sua alimentação. Ciochetto et al., (2012) analisou 356 estudantes de escolas públicas de Pelotas-RS, em que apresentavam baixo consumo de frutas e vegetais, ressaltando a necessidade de ações para estimular seu consumo. Contudo, sabe-se que ações de educação alimentar e nutricional (EAN) tiveram efeitos na redução do peso e medidas antropométricas (XU et al., 2017), reforçando nossos resultados, em que houve mudanças positivas nos hábitos alimentares dos escolares, devido às ações de EAN realizadas. CONCLUSÃO: Verificou-se elevada frequência de sobrepeso nos alunos, bem como o elevado consumo de alimentos industrializados, fontes de carboidratos e açúcares refinados. Verificou-se o baixo consumo de fontes de proteína, frutas, legumes, verduras e fibras. No lanche da tarde, os alunos apresentavam elevado consumo de alimentos industrializados. Destaca-se que é de suma importância ter profissionais no ambiente escolar que avaliem o estado nutricional dos alunos, aplicando ações de EAN incentivando a adoção de uma alimentação saudável desde a infância
VARIÁVEIS RELACIONADAS COM DIMINUIÇÃO DA MEDIDA DE FORÇA DE PREENSÃO PALMAR (FPP), EM PACIENTES ADULTOS E IDOSOS INTERNADOS PELO SUS EM UM HOSPITAL DA SERRA GAÚCHA
INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A desnutrição pode comprometer a resposta imunológica e a capacidade de cicatrização do organismo do paciente hospitalizado, além disso, pode prolongar o tempo de internação e recuperação, o que aumenta os custos de cuidados de saúde. (CEDERHOLM et al., 2016). A avaliação do estado nutricional em pacientes adultos e idosos internados é fundamental, deve ser feita por uma equipe multiprofissional. Tendo um padrão de técnicas de avaliação nutricional nos hospitais, o risco de desnutrição pode ser detectado brevemente, facilitando a conduta para o tratamento e também a melhora do prognóstico do paciente. A aferição antropométrica é um instrumento essencial, pois fornece valores de composição corporal, massa magra, tecido adiposo e circunferências importantes para análise. Os métodos mais utilizados são, estatura, peso, índice de massa corporal (IMC), circunferência de braço (CB) e circunferência da panturrilha (CP). A análise da força de preensão palmar (FPP), a qual é um indicador de força e potência muscular, se relacionando com estado nutricional, apontando se os pacientes estão desnutridos ou com risco nutricional. A partir disso, a equipe é capaz de realizar um plano nutricional precoce e adequado, fazendo-se um importante indicador para a recuperação do paciente internado. (SOUSA et al., 2018). Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi investigar em que medida a Força de Preensão Palmar (FPP) impactava nas variáveis: idade, aceitação da dieta hospitalar, dias de internação e peso em paciente adultos e idosos internados pelo SUS em um hospital da Serra Gaúcha. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, com coleta de dados de pacientes, adultos e idosos, internados em setores do Sistema Único de Saúde (SUS) em um hospital da Serra Gaúcha. Estes pacientes eram acompanhados por acadêmicos vinculados ao estágio de nutrição clínica hospitalar. Foram coletados dados de Força de Preensão Palmar (FPP), idade, aceitação da dieta hospitalar (referida pelo paciente), dias de internação e peso. A força de preensão palmar foi aferida com dinamômetro digital (Marca Constant®, Modelo 14192-709 E). O resultado desse teste é expresso em quilogramas (kg). (MANCINI et al., 2020). O peso foi aferido com balança Welmy®. As medidas foram coletadas no momento da aplicação da Avaliação Subjetiva Global nos pacientes triados com risco pelo instrumento NRS 2002. Os dados de internação e idade foram coletados no prontuário dos pacientes. A fim de atingir o objetivo proposto, foi realizada uma análise de regressão linear múltipla (método enter), a qual investigou em que medida a Força de Preensão Palmar (FPP) impactava nas variáveis: idade, aceitação da dieta hospitalar, dias de internação e peso. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Foram avaliados 49 pacientes, sendo 51% do sexo feminino. A maioria (n=26; 53,1%) era da faixa etária adulto, tinha aceitação entre 75 e 100% da dieta (71,4%). Ainda, de acordo com a Análise Subjetiva Global (ASG), 40,8% da amostra foi classificada como Bem Nutrido, 26,5% como Risco / Suspeita de Desnutrição, 20,4% como Desnutrido Moderado e 12,2% como Desnutrido Grave. Os resultados demonstraram haver uma influência significativa das variáveis incluídas no modelo na FPP (F(4, 22) = 5,982, p = 0,002; R2ajustado = 0,434), ou seja, 43% do desfecho (FPP) poderia ser explicado pelas variáveis avaliadas. As variáveis que mais fortemente impactaram na FPP foram dias de internação (β = -0,408, p = 0,013), onde, a cada aumento de 1 desvio padrão (DP) em dias de internação, reduzia 0,408 DP na FPP e aceitação da dieta hospitalar (β = 0,343, p < 0,047), onde, a cada 1DP de aumento na aceitação, aumentava 0,343DP na FPP. No modelo utilizado, as variáveis idade (β = -0,284, p = 0,07) e peso (β = 0,248, p = 0,14), não impactaram na FPP. A reduzida força da preensão palmar (FPP) está diretamente relacionada com a ocorrência de doenças crônicas (AMARAL et al., 2015), por se tratar de um parâmetro validado, pode ser utilizado para comparar a efetividade de procedimentos, definir metas de terapias e avaliar a capacidade funcional dos pacientes. (GOMES et al., 2019). Desta forma, evitando o agravamento do quadro clínico, já que possivelmente os dias de internação do paciente poderão ser menores. A inatividade muscular do paciente internado por conta do repouso prolongado, pode acarretar um desuso do corpo promovendo um declínio de massa muscular, o que leva a uma diminuição da força também. (CALLES et al., 2017). Segundo Sibinelli et al., (2012), são necessários apenas sete dias de repouso em leito hospitalar para a força muscular do paciente diminuir em 30% com perda adicional de 20% da força restante ao longo das semanas subsequentes. CONCLUSÃO: A partir do presente estudo, foi possível verificar que as variáveis analisadas que mais tiveram relação com a diminuição da força de preensão palmar (FPP) foram o aumento dos dias de internação dos pacientes, a aceitação reduzida da dieta, assim como uma aceitação adequada resultou em valores mais elevados na medida da FPP. Desta forma, compreende-se que é necessário acompanhar os pacientes internados de forma multidisciplinar, a fim de que se possa evitar uma redução de peso, massa muscular e, consequentemente, força, o que poderá levar a uma mudança positiva no prognóstico do paciente
A PARENTALIDADE DE PESSOAS COM O TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE: FRONTEIRAS EMARANHADAS E A TERAPIA SISTÊMICA COMO ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO
Introdução: A pessoa que tem Transtorno de Personalidade Borderline pode encontrar muita disfuncionalidade e prejuízos em sua vida, estando ligada ao ambiente de uma forma muito sensível e reativa. Suas relações afetivas são extremamente conflituosas, tendo como pano de fundo uma percepção distorcida de si e dos outros e uma relação de dependência e cuidado excessivo com as pessoas ao seu redor. Objetivos: Este estudo teve como objetivo compreender como se dá a parentalidade e relação nos sistemas e subsistemas familiares de pessoas com o Transtorno de Personalidade Borderline, assim como a terapia familiar sistêmica pode contribuir com estes quadros. Métodos: O método utilizado foi através de uma revisão narrativa de literatura, de forma exploratória e qualitativa, selecionando-se os materiais relevantes para a discussão da temática. Resultados: Identificou-se nos estudos encontrados, fronteiras difusas e emaranhadas na estruturação familiar, parentalidade maternal marcada por formas simbiotizantes e a prevalência de formas de apego desorganizado e inseguro em pessoas com o transtorno, de acordo com a Teoria do Apego de Bowlby. A instabilidade de emoções, comportamentos impulsivos e exagerados em busca de evitar o abandono podem ser motivadores de intrigas. Conclusão: Nota-se a importância de o psicólogo familiar atuar na diferenciação e na psicoeducação dos membros que convivem com a pessoa com o transtorno. O psicólogo poderá prover dinâmicas de triangulação mais funcionais entre seus membros
FISIOTERAPIA: UM MEIO FACILITADOR PARA A INCLUSÃO DE PACIENTES COM SINDROME DE DOWN
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Clinicamente, a Síndrome de Down (SD) é uma condição genética causada pela trissomia do cromossomo 21, caracterizada por atraso no desenvolvimento motor, mental e hipotonia em vários graus, que prejudicam o desenvolvimento corporal. Além disso, ela apresenta déficit no equilíbrio, na propriocepção, coordenação motora, marcha, hipermobilidade e frouxidão ligamentar. O desenvolvimento motor da criança com SD ocorre de maneira mais lenta, o que significa que leva mais tempo para atingir os marcos motores, e esse atraso pode resultar em limitações funcionais. Através de abordagens terapêuticas personalizadas, a fisioterapia oferece uma gama de benefícios que promovem a independência, a qualidade de vida e a participação plena desses indivíduos na comunidade. O objetivo dessa revisão foi avaliar como a fisioterapia contribui para o desenvolvimento motor em pacientes com SD, relacionando a sua funcionalidade com a inclusão dos indivíduos no meio social. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma revisão da literatura utilizando artigos publicados em língua portuguesa entre os anos de 2013 e 2022. Os indexadores para a busca foram Scielo e Google Acadêmico. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O tratamento fisioterapêutico desempenha um papel de extrema importância no progresso global da criança com SD, pois essa abordagem terapêutica tem foco na funcionalidade do paciente e nos déficits motores mais frequentes nessa síndrome. Dessa maneira, a fisioterapia realiza treino de marcha, trocas posturais, equilíbrio estático e dinâmico mediante técnicas e recursos específicos. Dentre as técnicas empregadas no tratamento fisioterapêutico existe a Fisioterapia Aquática, a qual oferece benefícios em termos de desenvolvimento, uma vez que as propriedades únicas da água promovem a concentração, aprendizado cognitivo e autoconsciência. Esse processo abrange a estimulação dos canais proprioceptivos, exteroceptivos e interoceptivos. Além disso, a resistência oferecida pela água pode ser aproveitada para o aumento da força muscular e equilíbrio. Outra abordagem que pode ser empregada no tratamento fisioterapêutico é a equoterapia. Por meio desse metódo é possível observar progressos significativos no desenvolvimento neuropsicomotor, além de benefícios como o aumento da autoestima, aprimoramento da concentração, aquisição de melhor coordenação motora e equilíbrio, correção da postura e ampliação das habilidades de socialização. Essas melhorias, por sua vez, têm um impacto altamente positivo na qualidade de vida do paciente. Entre os recursos de tratamento se destaca também o treino de marcha, que visa melhorar a qualidade da locomoção, o equilíbrio, fortalecimento muscular e promove a independência funcional desses indivíduos. CONCLUSÃO: Em conclusão, a fisioterapia se destaca como um meio facilitador muito importante para a inclusão de pacientes com Síndrome de Down na sociedade. Através de intervenções específicas, essa abordagem terapêutica visa promover o desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional, capacitando os indivíduos a alcançarem seu potencial máximo e a desfrutarem de uma vida independente e participativa. A colaboração entre fisioterapeutas, pacientes, famílias e profissionais de saúde é essencial para garantir que essas pessoas tenham acesso a oportunidades significativas e sejam valorizadas por suas contribuições únicas para a comunidade
EDUCAÇÃO INCLUSIVA RELAÇÃO ENTRE PEDAGOGIA E PSICOLOGIA
Inserir logo de 2023
XI Congresso de Pesquisa e Extensão da FSG
& IX Salão de Extensão
http://ojs.fsg.br/index.php/pesquisaextensao
ISSN 2318-8014
EDUCAÇÃO INCLUSIVA RELAÇÃO ENTRE PEDAGOGIA E PSICOLOGIA
Ketlin Amanda da Silvaa, Laís Oliveira Soaresa, Patricia Kelly Wilmsen Dalla Santaa
aCurso de Pedagogia, Centro Universitário da Serra Gaúcha, Caxias do Sul, RS.
Patrícia Kelly Wilmsen Dalla Santa
FSG Centro Universitário
Endereço: Rua Os Dezoito do Forte, 2366.
Caxias do Sul – RS. CEP: 95020-472.
E-mail: [email protected]
Palavras-chave:
Inclusão escolar. Pedagogia. Psicologia. Mediadores. Pesquisa.
INTRODUÇÃO: A educação é direito de todos, diante deste fato deve ser promovida pelo estado, incentivada pela sociedade e a família, a fim do desenvolvimento pessoal, preparo para exercer a cidadania e qualificação para o mercado de trabalho (BRASIL, 1988). No entanto pessoas com deficiências, por muitos anos, foram excluídas do convívio social com pessoas consideradas “normais”. Só a partir do século XX, com a desinstitucionalização, foi que se percebeu uma melhor aceitação da pessoa com deficiência, mas ainda se percebe algumas práticas preconceituosas. Assim como relata Paula (1996) vivemos em uma sociedade que valoriza a intelectualidade, a beleza física, a independência, fazendo com que pessoas com alguma limitação, sejam vistas e se sintam inferiores, até sendo desvalorizadas pela sociedade. O tema “inclusão” vem ganhando espaço em diversos meios inclusive o educacional, desde 1994 com a Declaração de Salamanca, que, segundo Abenhaim (2005) proclama, entre outros princípios, que "as pessoas com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas comuns, que deverão integrá-las numa pedagogia centralizada na criança, capaz atender a essas necessidades" Devido às ações de implementar políticas de inclusão nas escolas, elas têm recorrido a profissionais da área da psicologia para melhor atender os estudantes com algum tipo de deficiência, já que os professores não se sentem capacitados para incluir os alunos de forma efetiva. Porém, isso não ocorre por falta de qualificação, mas sim por falta de experiência e capacitação (ARAÚJO,2020). Apesar da inclusão escolar se constituir como política pública, nem todas as instituições de ensino possuem recursos e estrutura para garantir uma integração significativa e meios para que essa criança se desenvolva plenamente em seus aspectos cognitivos, social, emocional e psicomotor (ARAÚJO, 2020). Ao encontro disso, é papel da escola criar condições para a permanência do indivíduo, assegurando materiais e estrutura adequados, bem como assumindo a responsabilidade do processo, conhecendo, individualmente cada criança, suas necessidades e limitações, investindo nas potencialidades, sem reforçar dificuldades (ARAÚJO, 2020). Em virtude do exposto, o objetivo deste trabalho foi compreender o processo de inclusão escolar e as dificuldades encontradas. MATERIAL E MÉTODO: Para alcançar o objetivo foi realizada uma revisão da literatura, utilizando as seguintes palavras-chaves: inclusão escolar, pedagogia, psicologia, mediadores e pesquisa. Foram incluídos artigos dos anos de 2008 a 2023, apenas em língua portuguesa. RESULTADOS: Em 2008, o Ministério da Educação expôs a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (LEI Nº 13.146.), que alega que todos os estudantes devem se matricular nas redes de ensino, sendo papel da escola fornecer todos os recursos necessários para as devidas necessidades dos alunos (ARAÚJO, 2020). No Rio de Janeiro, estudantes de Psicologia tiveram uma experiência em escolas privadas, onde a contratação dos mediadores é responsabilidade da família, mas desde 2015 ficou proibida pela Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com deficiência (BRASIL, 2015), a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza pelas instituições privadas. A função do mediador é acompanhar o aluno em suas tarefas diárias por, socializar e adaptar a criança ao novo ambiente, entretanto, o estar o tempo todo junto ao aluno pode acabar tirando a autonomia da criança e reforçando a sua deficiência. A criança pode se sentir reprimida e controlada, apresentando comportamentos não favoráveis, que podem ser confundidos com sintomas do seu diagnóstico, porém, pode ser apenas uma tentativa de fuga frente ao acesso de controle (ARAÚJO, 2020). Muitos buscam esse cargo apenas como uma forma de emprego, o que acaba causando um desenvolvimento inferior do que poderia ser se fosse com pessoas capacitadas e empenhadas na proposta de uma educação inclusiva efetiva. Muitas famílias delegam funções que não fazem parte do papel de um mediador, como os cuidados com a higiene e os temas de casa. Os professores também acabam muitas vezes passando suas funções para o mediador, devido ao grande número de alunos em sala e as cobranças para vencer o conteúdo. Outra experiência ocorreu com o curso de Pedagogia, no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), em uma universidade de Minas Gerais, (ARAÚJO, 2020), com o objetivo de oportunizar aos professores uma formação referente a inclusão, síndromes e diagnóstico de deficiências. Na escola em que isso aconteceu, os bolsistas Pibid se dividiram em dois grupos. O primeiro pesquisou sobre síndromes e diagnósticos de deficiências dos alunos, complementando a teoria com a observação prática da inclusão na escola. O segundo grupo planejou práticas pedagógicas na área da linguagem oral e escrita, o problema que os grupos enfrentaram foi convencer os professores de que suas atividades não seriam implementadas individualmente, e sim de forma coletiva (ARAÚJO, 2020). Sendo assim, a proposta seria para incluir o aluno, levando em consideração suas potencialidades e limitações. CONCLUSÃO: Apesar das políticas públicas de inclusão, os alunos continuam sendo excluídos, com atividades que não são propostas levando em conta as individualidades. Para que haja uma inclusão efetiva, é preciso um entendimento sobre o cenário da escola e das crianças, considerando suas singularidades. É importante que tanto a área da Pedagogia e da Psicologia trabalhem juntas, a fim de melhor desenvolver a inclusão a partir das vivências reais.
REFERÊNCIAS
Abenhaim, E. (2005). Os Caminhos da inclusão: breve histórico. Em A. M. Machado, A. J. Veiga Neto, M. V. O. Silva, R. G. Prieto, W. Rannã & E. Abenhaim (Orgs.), Psicologia e Direitos Humanos: Educação Inclusiva, direitos humanos na escola (pp. 39-53). São Paulo: Casa do Psicólogo.
ARAÚJO, M.J.G.M.,BARCELLOS, L. F. Encontros e desencontros entre a psicologia e a pedagogia nos processos de inclusão escolar. Salvador, v.9, n.1, p. 32-49, jan/abr 2020.
BRASIL, Lei n° 13.146. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, 6 de julho de 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Especial (SEESP). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusina. Brasília, 2008.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Conselho Nacional da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica Ministério da Educação. Secretária de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Brasília, DF: MEC, SEB, DICEI, 2013. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=13677-diretrizes-educacao-basica-2013-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 12 abr. 2015. » http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=13677-diretrizes-educacao-basica-2013-pdf&Itemid=30192
NAIANE CRISTINA SILVA, BEATRIZ GIRÃO ENES CARVALHO. Compreendendo o Processo de Inclusão Escolar no Brasil na Perspectiva dos Professores: uma Revisão Integrativa. Rev. bras. educ. espec. 23 (02) • Apr-Jun 2017
NILZA SANCHES TESSARO LEONARDO. Inclusão escolar: um estudo acerca da implantação da proposta em escolas públicas. Psicol. Esc. Educ. 12 (2) • Dez 2008.
Paula, L. A. L. (1996). Ética, cidadania e educação especial. Revista Brasileira de Educação
Especial, 12(4), 91-107
FERRAMENTAS DE QUALIDADE: AS FERRAMENTAS ATUALMENTE UTILIZADAS EM EMPRESAS NOS RAMOS METAL MECÂNICO E ALIMETÍCIO NA SERRA GAÚCHA/RS
Empresas centenárias sobrevivendo e evoluindo ao longo das décadas
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ATENDIMENTO EM PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL ASSOCIADA A TERAPIA DO ESQUEMA PARA TRATAMENTO DE CASO DE BIPOLARIDADE
TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO CURRICULAR EM PSICOLOGIA
O presente estudo aborda a experiência de Estágio Curricular Supervisionado 1: Ênfase em Contextos de Saúde, Trabalho e Gestão do curso de graduação em Psicologia da Faculdade da Serra Gaúcha, Bento Gonçalves/RS. Baseando-se por esta perspectiva buscou-se entender um pouco mais sobre o perfil da empresa, local de estágio, e de seus colaboradores, aprofundando características e possibilitando o levantamento de dados de forma mais detalhada