Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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    METAS DE SEGURANÇA DO PACIENTE NO SERVIÇO DE ONCOLOGIA

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    INTRODUÇÃO: A segurança do paciente engloba medidas destinadas a prevenir e gerenciar os riscos a que os pacientes estão expostos, sendo um pilar essencial para a qualidade do atendimento em saúde. A cultura de segurança é definida pela soma de práticas, habilidades e atitudes que direcionam os profissionais de saúde e suas equipes ao enfrentarem desafios críticos no cuidado ao paciente, promovendo oportunidades para aprendizado e aprimoramento nos serviços de saúde oferecidos e seu principal objetivo é garantir um atendimento seguro, completo e eficaz, realizado de maneira humanizada, responsável e sem prejuízos para o paciente (Raimondi, et al., 2019). O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada para sensibilizar a equipe de enfermagem atuante em um serviço de oncologia, sobre as metas de segurança do paciente. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada em serviço de oncologia de um hospital da cidade de Caxias do Sul. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Através da análise das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, a Joint Commission International (JCI, 2011) criou as metas de segurança, que incluem: Identificação do paciente; Comunicação efetiva; Uso seguro de medicamentos de alta vigilância; Cirurgia segura; Prevenção do risco de infecções; Prevenção do risco de quedas; Prevenção do risco de lesão por pressão. Para enfrentar os desafios da segurança do paciente no Brasil, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) em 2013, abrangendo todas as unidades de saúde do país (públicas, privadas e filantrópicas). Em sequência, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabeleceu a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 36, em 25 de julho de 2013, definindo práticas recomendadas no ambiente hospitalar. Esta resolução promove a segurança dos pacientes e aprimora a qualidade nos serviços de saúde, além de instituir a formação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) (Brasil, 2013). A intervenção foi realizada no mês de maio de 2024, através de ministração de treinamento no serviço de oncologia com a participação 07 membros da equipe de enfermagem. Foram abordados os itens como o conceito de segurança do paciente, as diferentes metas internacionais de segurança do paciente e estratégias a serem seguidas para assegurar as mesmas. A atividade teve duração de aproximadamente 20 minutos, sendo que após foi entregue aos participantes, um instrumento para ser usado diariamente pela equipe, como forma de consulta. Após a intervenção foi coletado o feedback dos colaboradores acerca da satisfação em relação ao treinamento, atingindo a satisfação máxima, sendo ressaltada a importância de ter um instrumento para relembrar as metas de segurança do paciente. CONCLUSÃO: Com os treinamentos pode-se observar que a enfermagem é fundamental para assegurar a segurança do paciente. A experiência da implementação da intervenção elucidou a importância das metas de segurança do paciente e da equipe, que deve trabalhar juntos para cumpri-las. A equipe se mostrou engajada na melhora nos processos referentes às  metas de segurança do paciente e a intervenção válida para ajudá-la no aprimoramento deste processo

    O CRIME DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL

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    Este resumo expandido possui como tema o crime de importunação sexual.&nbsp

    AVALIAÇÃO DA DOR COMO QUINTO SINAL VITAL

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    INTRODUÇÃO: A dor é uma complicação que interfere diretamente no tratamento do paciente, quando não controlada pode modificar a evolução clínica do paciente e, ainda aumentar a sua permanência na unidade de internação hospitalar, pois um indivíduo com a dor não controlada pode ser levado a ansiedade e à agitação psicomotora, causando assim, possíveis alterações nos parâmetros vitais (Volpato; Santos, 2022). Nesse sentido, a dor por ser uma experiência sensorial, emocional e desagradável, que está vinculada a um dano real, emocional ou físico, ela deve ser considerada, mensurada e validada pelos profissionais da enfermagem. Considerando a dor como o quinto sinal vital, torna-se evidente a necessidade de tratar e avaliar, pois esta pode representar um impacto significativo na recuperação do paciente, pois afeta não apenas o bem-estar físico, mas também o emocional (Sousa, 2023). Nesse sentido, verificou-se a importância de orientar e reforçar a equipe de enfermagem destes setores sobre a importância de avaliar e registrar a dor como o quinto sinal vital, oferecendo a sua real relevância com o intuito de realizar um atendimento humanizado. O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada para conscientizar a equipe de enfermagem sobre a importância da avaliação da dor como quinto sinal vital. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada em uma unidade de internação de um hospital da cidade de Caxias do Sul. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A solução proposta consiste da descrição das estratégias utilizadas para sensibilizar a equipe de enfermagem, da unidade de internação pediátrica e obstétrica, sobre a importância da avaliação da dor como quinto sinal vital. Para essa sensibilização foi utilizada a Escala de Intensidade de Dor ou também conhecida como Escala Visual Analógica (EVA), em que por intermédio de uma fita ou por meio de uma faixa de papel composto por diversos tons de uma mesma cor, o paciente indica qual a cor que melhor representa o nível da sua dor. Essa escala também pode ser utilizada com números ou ainda por intermédio de ilustrações que representam feições (Barboza, 2019). Um dos resultados obtidos positivamente foi poder trabalhar com a equipe de enfermagem para que todos pudessem entender a importância de aplicar a escala de dor para a avaliação do paciente internados nos setores de maternidade e de pediatria com o apoio dos responsáveis. Acrescenta-se a isso que, os resultados desta Intervenção puderam ser percebidos pelo engajamento da equipe em realizar as escalas de dor e, posteriormente, cumprindo as rotinas utilizando a medicação sempre que necessário e em conformidade com a prescrição médica. Os demais resultados poderão ser percebidos diariamente, desde que a conduta seja mantida pela equipe de técnicos de enfermagem da instituição hospitalar pesquisada. Assim sendo, a liderança de enfermagem tem o compromisso de continuar reforçando este processo, com vistas a  melhoria contínua da assistência aos pacientes. CONCLUSÃO: Desse modo, durante a realização da intervenção, foi possível à acadêmica envolvida, obter um grande aprendizado sobre a importância de aplicar as escalas de dor, e mensurar a dor como quinto sinal vital. Tal aprendizado contribui para melhor qualificar a prática e a gestão dos processos e cuidados de enfermagem. Para melhor aproveitar este instrumento a equipe de enfermagem deve entender a necessidade de avaliar a dor como quinto sinal vital, o que acarretará uma melhora no atendimento e cuidados de enfermagem

    CAPACITAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE CUIDADOS COM LESÕES COMO INTERVENÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR

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    INTRODUÇÃO: É indispensável que um profissional de enfermagem tenha vasto conhecimento sobre feridas e curativos, visto que diversos são os tipos de curativos realizados e diversos são os tratamentos aplicados, além de haver avanços tecnológicos que permitam um tratamento mais humanizado ao paciente (Campoi et al, 2019). Também é necessário haver limpeza na sala de curativos, verificar a validade dos insumos, realizar a substituição de materiais sempre que necessário, listar os materiais e medicamentos antes da realização do procedimento, esterilizar os materiais utilizados e descartar os resíduos nos locais adequados (Ribeiro, 2019). Durante a realização de curativos na unidade do Monte Pasqual observa-se fragilidade na equipe de Enfermagem, pois estão com dificuldade em curativos de diferentes feridas, na higienização das mãos, utilizando luvas contaminadas pela unidade e realizando técnicas inadequadas de assepsia. O objetivo do estudo é apresentar, através de um relato de experiência, a intervenção realizada, sobre a capacitação da equipe de enfermagem em relação a cuidados com lesões. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência sobre a intervenção de estágio curricular, realizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Farroupilha. Por ser um relato de experiência, que visa o aprofundamento teórico de situações da prática do estágio curricular, não foi necessário o envio do projeto a um Comitê de Ética, de acordo com a Resolução nº 510, de 07/04/2016 do Conselho Nacional de Saúde. Foi garantido o sigilo das informações individuais e o anonimato dos participantes do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Com o auxílio da enfermeira da unidade básica, toda a equipe foi convidada a participar de um encontro de revisão de dos cuidados com lesões, onde foi abordado a importância da higienização das mãos, abertura de materiais estéreis e a diferenciação entre ferida limpa e contaminada. Com o auxílio de uma apresentação teórica, foi demonstrado o procedimento correto. Na apresentação foram abordados e demonstrados os seguintes temas: 5 momentos da lavagem de mãos; passo a passo da lavagem de mãos; teoria sobre desinfecção, assepsia, antissepsia e esterilização; manuseio de material estéril; materiais básicos para a realização de curativo; tipos de feridas: limpa, limpa-contaminada, contaminada e infectada; abertura de luva estéril; separação e segregação de resíduo; e, por fim, foi desenvolvida uma prática lúdica de lavagem das mãos com tinta guache. O processo envolve a aplicação de tinta guache nas mãos e vendas nos olhos dos participantes, em seguida é solicitado que eles realizem a lavagem das mãos, como fariam normalmente, utilizando a tinta. Após a realização da técnica, as vendas são retiradas e verifica-se os locais em que não há tinta nas mãos. Geralmente são áreas frequentemente esquecidas como entre os dedos, polegares e punhos. Diretrizes Internacionais evidenciam a importância de um aperfeiçoamento constante dos profissionais que atendem pacientes com lesões cutâneas, melhorando com isso a qualidade de assistência prestada (Tristão et al, 2020). Sendo assim, a atualização dos profissionais sobre seus conhecimentos, bem como conhecer novas práticas de trabalho, assim como realizar ações voltadas à prevenção e o tratamento das lesões baseados em uma assistência de qualidade, conhecendo os produtos que a unidade oferece e a importância da rigorosa assepsia, faz com que os enfermeiros cumpram as tarefas com segurança para o paciente (Santos, 2022). A atividade se mostrou produtiva com todos aceitando participar e com ótimas interações. Ao término da atividade, foi questionada a opinião dos participantes do encontro e de como se sentiram com a atividade. Os participantes salientaram o quanto é importante revisar técnicas que, muitas vezes, no dia a dia acabam esquecidas, sendo realizadas de forma inadequada. CONCLUSÃO: Durante a observação, a equipe se demonstrou muito comprometida e proativa. Todas as etapas que lhe foram passadas, foram realizadas. Além disso, a qualidade do trabalho melhorou em relação aos quesitos técnicos, demonstrando a equipe comprometida com o projeto. A partir da intervenção, foi estabelecido pela unidade, que em todas as reuniões semanais terá algum tema relevante para ser discutido e alinhado

    (NÃO) CONTRUÇÃO DE PRÁTICAS ALIMENTARES E IMAGEM CORPORAL A PARTIR DAS REDES SOCIAIS

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    Vivemos em uma sociedade em que as visualizações são mais importantes que a saúde. Assim diversas vezes somos atacados por notícias falsas que vem crescendo na mídia e acabam exercendo um papel no comportamento de todos nos. Estudos e pesquisas que foram realizadas com pessoas que são influenciadas diariamente pelos perfis fiteness e profissionais da área, revelam que as postagens destes perfis influenciam muito na rotina e escolha dos pacientes.Soretudo, é importante ressaltar as consequências que essas fontes quando usadas em excesso ou de modo errado podem causar em nossas vidas. Quando analisamos o público destes perfis nos deparamos com um número grande de jovens, que em sua maioria são do sexo feminino. O abito de checar as redes socias diariamente e se comparar com influencers podem causar doenças e transtornos, que na maior parte são ligados ao psicológico

    RISCO CARDIOVASCULAR EM IDOSOS RESIDENTES DE ÁREA RURAL DO INTERIOR DA SERRA GAÚCHA

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    INTRODUÇÃO: A população tem mostrado altas taxas de crescimento e envelhecimento, em paralelo com baixas taxas de fecundidade e mortalidade, causando uma mudança na pirâmide etária, a nível global. Conforme a idade avança, a senilidade é comum e está diretamente ligada com a qualidade de vida no processo de envelhecer. As doenças crônicas vêm sendo amplamente estudadas, principalmente as doenças cardiovasculares, pois ocupam primeiro lugar no que se refere à mortalidade da população. Estas doenças são multicausais, tendo relação direta com alimentação e hábitos de vida. Considera-se que a prevenção destas doenças é questão de saúde pública. Existem instrumentos para analisar o risco cardiovascular individual, como antropometria, exames laboratoriais de colesterol e suas frações e análise qualitativa da alimentação. Desta forma, este estudo objetiva avaliar o risco cardiovascular em idosos moradores de uma zona rural da Serra Gaúcha. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizado um estudo epidemiológico observacional, com delineamento transversal, o qual incluiu indivíduos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, moradores de duas cidades do interior da Serra Gaúcha (Farroupilha e Caxias do Sul), que frequentavam um grupo de convivência da região. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário com questões sociodemográficas e de estilo de vida. Além disso, foi realizada avaliação antropométrica dos indivíduos, sendo coletados peso, estatura, circunferência da cintura e de quadril. Para análise da alimentação, foi utilizado Questionário de Frequência Alimentar (QFA). A análise estatística foi realizada através do programa SPSS 22.0, sendo as variáveis qualitativas apresentadas como frequência absoluta e relativa, e as variáveis quantitativas, como média e desvio padrão. As associações foram avaliadas através do teste Qui-Quadrado, considerando significância estatística de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FSG Centro Universitário sob o parecer nº 6.746.885. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Participaram do estudo 40 indivíduos, com uma média de idade de 70,18 ± 6,96 anos. Destes, a maioria era do sexo feminino (77,5% n=31), de etnia branca (95% n=38), casados (62,5% n=25) e com escolaridade de ensino fundamental incompleto (77,5% n=31). Com relação a aspectos de saúde, a maioria dos entrevistados relatou realizar tratamento medicamentoso para hipertensão arterial (62,5% n=25) e ter diagnósticos de outras doenças crônicas (75% n=30), tais como diabetes mellitus, hipotireoidismo e hipercolesterolemia, além de ter exames de colesterol total com valores acima do adequado (55% n=22). Além disso, a maior parte dos participantes (67,5%, n=27) apresentaram um baixo risco cardiovascular, de acordo com a relação cintura-quadril. Para tabagismo (92,5% n=37) e etilismo (95% n=38) a maioria informou não ter o hábito. Já quanto à prática e frequência de atividade física, a maior parte dos indivíduos relatou realizar, com frequência de 0 a 1 vez por semana (42,5% n=17). Considerando o estado nutricional, o excesso de peso foi encontrado na maioria dos participantes (65% n=26). Foi observada, ainda, uma associação estatisticamente significativa entre sexo e risco cardiovascular (p=0,0001), sendo que 100% dos homens (n=9) apresentou alto risco e a maioria das mulheres (87,1% n=27) apresentou baixo risco. Em relação às demais variáveis, não foram observadas associações. O consumo alimentar foi avaliado com alimentos considerados de risco e protetores para doenças cardiovasculares. Com relação aos alimentos que oferecem maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, foi observado que os indivíduos apresentavam baixa frequência de consumo de hamburguer (95%) carnes gordurosas (42,5%), frango frito (60%), salsicha (32,5%), maionese (70%), margarina (70%), manteiga (57,5%), bacon (72,5%), batata frita (65%), salgadinho (90%) e sorvete (72,5%). Entretanto, observou-se um consumo com maior frequência de queijo (47,5%), ovos (30%), leite integral (37,5) e tortas, bolos e biscoitos (40%). Quanto aos alimentos considerados protetores para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, observou-se alta frequência de consumo de frutas (90%), verduras (60%), batata (50%), feijão (35%), legumes (32,5%) e pão convencional (37,5%). Contudo, os indivíduos apresentaram baixa frequência de consumo de suco natural de fruta (32,5%), pão integral (52,5%) e cereais integrais (62,5%). CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo demonstram que, apesar de esta população apresentar alta prevalência de colesterol total aumentado, doenças crônicas como hipertensão arterial, excesso de peso e baixa frequência de atividade física, além de alto consumo de gorduras e baixo consumo de integrais, ainda assim, segundo a RCQ, apresentam-se com baixo risco cardiovascular.&nbsp

    NÍVEIS DE ESTRESSE, QUALIDADE DO SONO E SINTOMAS DE DISBIOSE EM PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL – RS

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    INTRODUÇÃO: Uma má qualidade de vida associada a uma rotina acelerada pode trazer como consequência alterações sistêmicas no organismo do indivíduo, tal como disfunções no trato gastrointestinal. A alimentação pode ser considerada como um dos fatores comportamentais que mais influencia a qualidade de vida das pessoas. Entre as alterações associadas à essa rotina encontramos a Disbiose Intestinal que segundo Conrado et al. (2015) é considerada uma alteração indesejável da microbiota intestinal que resulta em um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e patogênicas. Diversos fatores são capazes de alterar a microbiota intestinal, como fatores fisiológicos ou ambientais ao hospedeiro, o tipo de parto, a alimentação desequilibrada, o uso excessivo de antibióticos, a genética, o estresse, o câncer e as infecções intestinais. Esse desequilíbrio acaba afetando o metabolismo por completo, causando sintomas como constipação, flatulência, distensão abdominal, dor de cabeça, tonturas, irritabilidade e ansiedade (Palau-Rodrigues, et al., 2015). Já de conhecimento que a estabilidade da microbiota intestinal leva a uma melhora na qualidade do sono, mas é de suma importância salientar que níveis elevados de estresse estão totalmente ligados a alterações dessa estabilidade. As alterações na composição da microbiota induzidas pelo estresse podem afetar o cérebro e o comportamento, citocinas inflamatórias perturbam a neuroquímica do cérebro e tornam os indivíduos mais vulneráveis à ansiedade e à depressão. Do mesmo modo, pode-se explicar a associação entre pacientes com doença inflamatória intestinal que, muitas vezes, também sofrem das mesmas patologias mentais (Jonge, 2013). Considerando este contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência da disbiose intestinal, os níveis de estresse e a qualidade do sono em profissionais da área da saúde o município de Caxias do Sul-RS. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizado um estudo epidemiológico observacional, com delineamento transversal, no qual foram incluídos profissionais da área da saúde, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 60 anosa. A coleta de dados se deu pela utilização de um formulário do Google Forms, o qual continha um questionário sociodemográfico, um questionário para avaliar o risco de disbiose intestinal foi aplicado, um questionário de avaliação da qualidade de sono (Índice da Qualidade do Sono de Pittsburgh - ISQP) e, por fim, para avaliar os níveis de estresse foi utilizada a escala de percepção do estresse EPS-10. Com os dados obtidos na pesquisa foi calculado o índice de massa corporal (IMC) e a classificação do estado nutricional de cada um dos participantes. A análise estatística foi realizada através do programa SPSS 22.0, sendo as variáveis qualitativas apresentadas como frequência absoluta e relativa. As associações foram avaliadas através do teste Qui-Quadrado, considerando significância estatística de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FSG Centro Universitário sob o parecer nº 6.666.967. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Participaram da pesquisa 80 indivíduos. Observou-se que 75% dos indivíduos apresentaram um risco médio de disbiose. Quanto a qualidade de sono, 56% dos participantes apresentaram uma qualidade de sono ruim, além disso 22,5% apresentaram presença de distúrbio no sono. Na avaliação do nível de estresse verificou-se que 27,5% dos indivíduos encontram-se com o nível elevado de estresse. Cabe salientar que com relação ao IMC observou-se que 66,3% estavam acima do peso. O quadro de disbiose se apresenta através de sintomas que variam de acordo com o seu grau. Estressores físicos, psicológicos e ambientais também alteram a microbiota e aumentam a permeabilidade intestinal (Chevalier et al., 2015; Mayer et al., 2015). Há uma possível relação entre disbiose, doenças do sistema nervoso central, do aparelho circulatório e síndromes metabólicas (Costa, et al., 2019). Santos e Ricci (2016) apontaram uma estreita ligação entre a disbiose e a obesidade, estado de subnutrição e doença inflamatória intestinal. Costa et. al. (2019) Além disso, é notório que independentemente da idade, um sono irregular ou insuficiente, provoca alterações na microbiota intestinal. (Liu, et al; 2020; Benedict, et al; 2016; Anderson, et al, 2017). Referente aos níveis de estresse, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 90% da população mundial sofre com algum grau de estresse tornando-o uma inevitabilidade. CONCLUSÃO: os resultados demonstram que, apesar de não ter sido evidenciado associação do risco de disbiose com a qualidade do sono e níveis de estresse nos indivíduos investigados, os percentuais encontrados nos resultados destas variáveis individualmente demonstram um número considerável de participantes com um médio risco de disbiose, uma qualidade de sono ruim e níveis de estresse elevados, além de uma conduta alimentar não saudável e a presença de excesso de peso

    VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE MOTRICIDADE DA SERRA GAÚCHA

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