Núcleo de Produção Científica Digital da FSG (Centro Universitário e Faculdade da Serra Gaúcha)
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OS DESAFIOS NO DESCARTE SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS DE TI
O trabalho é um resumo expandido sobre os desafios no descarte sustentável de resíduos de TI
DESCARTE DE MEDICAMENTOS ANTIRRETROVIRAIS NA NATUREZA E SEUS IMPACTOS AMBIENTAIS
Este estudo tem como objetivo compreender os impactos do descarte inadequado de medicamentos antiretrovirais na natureza. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, a qual busca uma análise de um tema em específico, com o objetivo de responder uma questão de estudo (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2015)
INDICADORES DE RISCO NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS
Introdução: A desnutrição hospitalar é um problema de saúde pública que afeta significativamente a recuperação e o bem-estar dos pacientes internados. Estudos indicam que a desnutrição está associada a alterações do sistema imunológico, maior risco de infecção, prolongamento do tempo de internação, aumento da morbidade e mortalidade, além de elevação dos custos na área da saúde (Santos et al., 2023). A triagem nutricional emerge como uma ferramenta essencial para identificar precocemente pacientes em risco nutricional, garantindo-lhes o direito à saúde conforme preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Neste estudo teve como objetivo analisar os principais indicadores de risco nutricional em pacientes hospitalizados, destacando a importância da triagem nutricional precoce como instrumento essencial na garantia do direito à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca realizada em bases como SciELO, LILACS e PubMed, considerando publicações dos últimos cinco anos. Foram incluídos estudos que abordassem a prevalência da desnutrição hospitalar, instrumentos de triagem nutricional (como NRS-2002, MST e MNA), e políticas públicas associadas à atenção nutricional hospitalar no Brasil. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A triagem nutricional tem como principal objetivo identificar fatores de risco para desnutrição, possibilitando intervenção nutricional precoce e melhor alocação de recursos (Brasil, 2013), recomenda-se que todos os pacientes sejam triados até 72 horas após a admissão hospitalar, permitindo a detecção rápida de pacientes em risco e a adoção de medidas preventivas ou terapêuticas adequadas (Associação Médica Brasileira, 2011). Uma revisão sistemática realizada por Araújo et al. (2021), que analisou 18 estudos com um total de 2.181 pacientes, revelou que a prevalência de desnutrição ou risco nutricional pode variar entre 0,98% e 69,9%, a depender do método de triagem utilizado. Os autores observaram que pacientes com estado nutricional comprometido apresentaram maior tempo de internação, maiores custos hospitalares e piores desfechos clínicos, como aumento do risco de complicações e mortalidade. Esses resultados reforçam a importância da triagem nutricional como uma estratégia eficaz para identificar precocemente os pacientes em risco e possibilitar intervenções nutricionais oportunas, contribuindo para a melhoria da recuperação clínica e a otimização dos recursos no ambiente hospitalar. No âmbito do SUS, a Portaria nº 343, de 7 de março de 2005 e mais recentemente a Portaria GM/MS nº 3.773/2024, reforçam a obrigatoriedade da habilitação em terapia nutricional para unidades hospitalares de média e alta complexidade, sinalizando que a triagem não é apenas um instrumento clínico, mas um componente ético e legal do cuidado em saúde. Ademais, no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a implementação eficaz de protocolos de triagem nutricional enfrenta desafios significativos, incluindo a falta de capacitação contínua das equipes de saúde e a escassez de profissionais especializados. Um estudo apontou que a ferramenta Nutritional Risk Screening 2002 (NRS-2002) detectou risco nutricional em 55,71% dos pacientes avaliados, indicando sua sensibilidade na identificação precoce de desnutrição hospitalar. Além disso, a pesquisa enfatiza a importância de treinamentos regulares para a equipe multidisciplinar, visando a aplicação consistente e eficaz dos protocolos de triagem (Lima; Silva, 2007). A a ausência de triagem compromete o acesso ao cuidado nutricional, descumprindo diretrizes do Ministério da Saúde e da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) (Brasil, 2011). CONCLUSÃO: A triagem nutricional é uma prática fundamental para assegurar o cuidado integral e equânime no SUS, devendo ser sistematizada como política institucional para prevenir complicações nutricionais, reduzir desfechos negativos e garantir o direito à saúde de forma plena e efetiva
A VIOLÊNCIA URBANA EM SITUAÇÕES DE CALAMIDADE PÚBLICA
A migração das pessoas vindas do campo para cidade aumentou o nível populacional e, consequentemente, a violência. Dessa forma, pode-se perceber que a segurança e o bem-estar dos cidadãos tem se tornado um desafio para as políticas públicas (ASSIS, 2011). Em momentos de calamidade, como a enfrentada pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de Maio de 2024, tem-se verificado relatos sobre o medo de sair de casa pela população atingida, mesmo com suas residências alagadas e com risco de vida, devido a insegurança. Tendo em vista que a Constituição Federal garante o direito de proteção à propriedade privada, então como em um momento vulnerável, pode-se garantir o respeito a esse direito fundamental
A CRISE CLIMÁTICA E A NECROPOLÍTICA
O presente trabalho analisa a necropolítica acerca das populações vulneráveis no contexto da crise climática. Considerando a biopolítica interligada a necropolítica, far-se-á observações sobre os impactos da crise climática na população vulnerável. A pesquisa apresentada, utiliza como base estudos filosóficos e sociológicos, a fim de responder o principal questionamento: Por que a crise climática impacta os direitos humanos atingindo principalmente a população vulnerável? Diante da pesquisa teórico-científica, avalia-se os problemas sociais e econômicos do sistema capitalista, as violações dos direitos humanos, além de estudar a necropolítica e a biopolítica no Brasil quando o assunto é acesso ao planejamento urbano e políticas públicas
IMPACTO DA ESCOLARIDADE NA INCIDÊNCIA DE SÍFILIS GESTACIONAL
As relações sexuais durante a gestação não oferecem riscos a gravidez e também não estão relacionadas a questões como prematuridade e morte perinatal. Contanto, a possibilidade de contração de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), que pode aumentar a morbidade e trazer malefícios à gestante e ao bebê, é uma preocupação válida para as equipes de saúde (Secretaria de Vigilância em Saúde, 2020). O Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), registrou no Brasil, no ano de 2023, mais de 40 mil casos de sífilis gestacional confirmados em todo o território nacional. O rastreamento de IST em gestantes, especialmente sífilis e HIV, deve acontecer em três momentos diferentes durante o pré-natal da paciente, quais sejam: durante a primeira consulta do pré-natal, no início do terceiro semestre e no momento do parto, independentemente de resultados de exames anteriores. Este acompanhamento é tão importante, pois durante a gestação, a infecção por sífilis pode trazer consequências graves como abortamento, natimortalidade, manifestações congênitas precoces, entre outras (Ministério da Saúde, 2020). A maior prevalência de HIV e sífilis está relacionada ao pouco conhecimento e falta de instrução adequada. Indivíduos com maior nível educacional tem como perfil usual a sexarca mais tardia e maior incidência de uso de preservativo. O baixo nível escolar também traz associação com a desinformação sobre as formas de contágio e diagnóstico destas infecções. A falta de conhecimento sobre a transmissão vertical, pelo sexo oral e leite materno, além do fato de muitos portadores de sífilis não apresentarem manifestações, são todos agentes na fácil disseminação e altos índices de contaminação (Lopes Pereira, 2022). Diante disso, o estudo possui a seguinte questão norteadora: Qual a relação entre a baixa escolaridade e o diagnóstico de sífilis gestacional? Ao responder esta pergunta, busca-se evidenciar que a falta de acesso à informação está diretamente ligada a maior incidência de IST’s, defendendo assim o papel da educação em saúde realizado pelo enfermeiro dentro da atenção primária
O RISCO DA SÍNDROME DE BURNOUT EM TRABALHADORES DE UMA ELETROMETALÚRGICA EM FARROUPILHA-RS
O estresse ocupacional decorre da percepção do trabalhador, que o ambiente laboral é ameaçador à sua saúde física e/ou mental, por acreditar que há demandas excessivas, ou por ele próprio não possuir recursos suficientes para enfrentá-las. O efeito destas exposições é o desencadeamento da síndrome de burnout (SB) ou esgotamento profissional, fenômeno que afeta profissionais que possuem intenso contato com os usuários de seus serviços, nas áreas de saúde, educação e serviços humanos, por isso, os potenciais efeitos do estresse ocupacional sobre o bem-estar físico e emocional dos profissionais, têm sido objeto de estudo de pesquisas científicas (Perniciotti et al., 2020). O Objetivo foi avaliar a prevalência da Síndrome de Esgotamento Profissional ou Síndrome de Burnout (SB) em trabalhadores de uma empresa eletrometalúrgica área em tempos pós pandemia. Metodologia: Estudo prospectivo, analítico, quantitativo e de caráter transversal com trabalhadores de uma empresa eletrometalúrgica e Farroupilha/RS
OS IMPACTOS DO USO DAS TELAS NA INFÂNCIA
INTRODUÇÃO: Desde muito cedo, os infantes já possuem a habilidade de manusear com dedos as telas touchscreen (Freitas, 2023). A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que seja evitado a exposição das telas para crianças menores de dois anos e o tempo de uso para crianças entre dois e cinco anos seja limitado, e que se ofereça outras alternativas de atividades, como: atividades esportivas e brincadeiras ao ar livre. Essa nova configuração de relações com a tecnologia produz diferentes impactos nas fases do desenvolvimento e a sua superexposição pode causar problemáticas como, por exemplo: distúrbios do aprendizado, baixo desempenho escolar, abuso de privacidade, déficit de atenção, atrasos no cognitivo, impulsividade e dificuldades de lidar com sentimentos como a raiva, dificultando assim os processos de alfabetização e letramento (Freitas, 2023). A escola é uma das principais pontes de comunicação entre os pais e os filhos. Esta ação que a escola tem, pode reforçar aos pais a importância do controle do uso de telas, com atividades pedagógicas que envolve a família (Borges; Àvila, 2021). Para melhor compreensão desses fenômenos, o objetivo deste resumo expandido foi realizar uma revisão narrativa da literatura sobre os impactos do uso de telas na infância, com a perspectiva dos profissionais de saúde, pais e educadores. MATERIAL E MÉTODOS: Para essa revisão foi utilizado como fonte de pesquisa o Portal Regional da BVS, LILACS e Scielo. Os descritores utilizados foram: Infância AND Tempo de tela OR Dispositivos digitais. A pesquisa foi feita somente com artigos, publicados nos períodos de 2019-2023 e escritos em língua portuguesa, tendo sidos analisados um total de 20 artigos e selecionado sete artigos para a produção deste material. Tendo em vista a escassez de materiais na área da psicologia sobre esse assunto. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os estudos de Guedes et al (2020) conseguiu confirmar que as crianças na primeira infância estão cada vez mais atraídas pelas mídias digitais. Já nos estudos de Nobre et al, 2019, conseguiram achar alguns fatores que determinam o tempo de tela, que se dá ao nível de escolaridade dos pais e ao nível econômico. A escolaridade paterna é associada a melhores condições de estimulações de aprendizado, já a escolaridade materna é ligada ao desenvolvimento infantil, saúde e o crescimento da criança. Assim é mostrado que quando maior a escolaridade dos pais maior as chances de usarem as mídias digitais para contribuírem para o desenvolvimento de seus filhos e a mesma coisa para o nível econômico, quanto maior, mais possibilidades de aquisições de diferentes mídias. Os pais e professores estão enfrentando dificuldades em estabelecer regras com as crianças, pois a dependência da tecnologia precoce está trazendo consequências negativas para o desenvolvimento. Em função do uso de telas exacerbado, as crianças têm tido cada vez menos contatos interpessoais, substituição essa que está levando a dificuldades nas interações sociais, muitas mudanças repentinas de humor e de comportamento, onde está sento visto uma piora gradativa no desempenho de suas habilidades básicas (Freire; Siqueira, 2019). Na visão dos docentes é importante ter em vista as constantes mudanças sociais perante as novas tecnologias, viram a necessidade de irem se readaptando e observando como seus alunos se comportam, para conseguirem achar novas estratégias de ensino (Tavares, 2023). E com os estudos de Baran et al, 2023, vimos que a proibição do uso das telas após ter o uso excessivo, acarreta sentimentos como dificuldade de controle da raiva e ansiedade, os pais que participaram da pesquisa relataram que afetou principalmente nas relações interpessoais e teve enfraquecimento afetivo. Diante disso percebe-se que as crianças expostas de tal maneira em frente as telas, são afetadas em seu desenvolvimento psicológico e social. CONCLUSÃO: Com este estudo, foi possível perceber que as crianças estão cada vez mais tendo a curiosidade para ter o conhecimento das tecnologias e usando-a cada vez mais cedo, como consequência o seu desenvolvimento vem mudando junto com isso. Chega-se a ideia principal de que crianças fazerem a utilização sem o devido controle por parte dos pais tem um efeito danoso em suas atividades emocionais, sociais e comportamentais. O que nos leva a refletir sobre novas maneiras de administrar o uso das tecnologias nas rotinas dessas crianças, juntamente de demais atividades que possam auxiliar no desenvolvimento saudável de suas habilidades sociocomportamentais e emocionais.
REFERÊNCIAS
BARAN, L; NASCIMENTO, FCP; UHREN, V. Impactos de tecnologia e influência no desenvolvimento infantil. Salão de Iniciação Científica e Tecnológica do Cescage, o SICTEC, 2023, Ponta Grossa. Anais do Salão de Iniciação Científica e Tecnológica. Ponta Grossa: 2023.
BORGES, JO; Àvila, MSBB. Os impactos do uso dos eletrônicos na primeira infância (0 a 3 anos). Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v.20, n.2, p.1-9, 2021.
FREITAS, M. O uso das tecnologias digitais e os impactos das telas para o rendimento escolar de crianças nos processos de alfabetização e letramento. Fortaleza: Faculdade Ari de Sá, 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Psicologia), Faculdade Ari de Sá, 2023.
GUEDES, SC; MORAIS, RLS; SANTOS, LR; LEITE, HR; NOBRE, JNP; SANTOS, JN. A utilização de mídias interativas por crianças na primeira infância – um estudo epidemiológico. Rev Paul Pediatr, v.38, p.1-7, 2020.
NOBRE, JNP; SANTOS JN; SANTOS, LR; GUEDES, SC; PEREIRA, L; COSTA, JM; MORAIS, RLS. Fatores determinantes no tempo de tela de crianças na primeira infância. Revista Ciência & Saúde Coletiva, v.26, n.3, p.1127-1136. 2019.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). SBP atualiza recomendações sobre saúde de crianças e adolescentes na era digital. Disponível em: <https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-atualiza-recomendacoes-sobre-saude-de-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/>. Acesso em 07mai. 2024.
TAVARES, L. A influência das mídias na educação infantil: um reflexo na sala de aula a partir da perspectiva docente. Recife: UFP, 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Pedagogia), Universidade Federal de Pernambuco, 2023
PREVALÊNCIA DE DESNUTRIÇÃO ENTRE PACIENTES EM RISCO NUTRICIONAL INTERNADOS EM SETORES SUS DE UM HOSPITAL DE CAXIAS DO SUL
A Constituição Federal Brasileira (BRASIL, 1988) define a saúde como um direito sendo, dessa forma dever do estado prover atenção à saúde em todos os níveis de complexidade, da Atenção Básica até os atendimentos de maior complexidade oferecidos pelos hospitais (BRASIL, 1988). A presença de doenças é comumente relacionada com desnutrição, que costuma ser prevalente entre pacientes internados em hospitais e representa um problema de saúde pública na medida em que pode interferir no desfecho clínico dos pacientes. Assim, diversas ferramentas já foram validadas e buscam identificar precocemente ou o risco desenvolver a desnutrição em pacientes internados
TERAPIAS AFIRMATIVAS LGBTQIA+
A Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) n° 01/1999 foi pioneira como normativa institucional por órgão de profissionais da psicologia ao demarcar a despatologização da homossexualidade e por coibir práticas coercitivas para tratamento dessas pessoas no Brasil (VEZZOSI, 2021). Ela incorpora as atualizações propostas pela American Psychological Association (APA) que, em sua 2ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-II) em 1973 já não considerava essa expressão afetivo/sexual como doença, e da retirada da homossexualidade do Código Internacional de Doenças (CID) em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, o estudo de Vezzosi et al. (2019) aponta alguns números preocupantes quanto a crenças e atitudes corretivas que estão em desacordo com a resolução do CFP bem como falta de atualizações quanto ao tema ainda presentes por parte de psicólogos no contexto brasileiro: é apontado que aproximadamente 29,48% dos 692 psicólogos entrevistados exibiram em algum nível atitudes corretivas em relação à sexualidade de seus pacientes quando solicitadas por eles e 12,43%, mesmo quando não solicitado. Essas atitudes corretivas consistem basicamente na crença desviante de outras orientações sexuais, considerando a heteronormatividade como expressão sadia de comportamentos afetivo-sexuais e, também, intervenções diretas ou indiretas a fim de estimular o paciente a mudar sua orientação sexual ou expressão de gênero. Ainda nesse estudo, 65,32% dos psicólogos consideram-se preparados para atender pacientes LGBTQIA+ mesmo sem nunca ter tido formação específica e pouco ou nenhum contato com a temática na graduação; 17,34% disseram já ter recebido pacientes que demonstraram querer mudar a sua orientação sexual (VEZZOSI et al., 2019). Frente ao fracasso histórico das terapias de conversão sexual sem evidências empíricas que sustentem sua aplicação (VASCONCELOS, 2023) e que promovem muito mais sofrimento, casamentos heterossexuais induzidos, desencadeamento de depressão e ansiedade (GARCIA; MATTOS, 2019), vê-se surgir uma nova forma de intervenções para atender a pacientes LGBTQIA+, as chamadas terapias afirmativas. MATERIAL E MÉTODOS: Este estudo teve por objetivo explanar brevemente uma contextualização referente às terapias afirmativas LGBTQIA+. Para isso, utilizou-se de uma revisão narrativa de literatura (ROTHER, 2007), selecionando-se materiais dos últimos 5 anos nas bases de dados Periódicos CAPES, Scielo, LILACS e Google Acadêmico, utilizando-se dos descritores “terapias afirmativas”. Foram incluídos 10 artigos e lidos na íntegra.